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quinta-feira, 2 de junho de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - O adultério - O tipo de prevenção feito nas igrejas não gera tratamento, apenas jogam bombas em cima do povo sem ensiná-los como desarmar.

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Amados bom dia! Hoje me dei conta que já estamos na oitava matéria seguida falando sobre o mesmo assunto: Adultério. Será que acabaremos escrevendo um livro sobre isso?

Quando começamos, sem nenhuma pretensão de ir muito longe no assunto, não tinhamos noção que existem tantos detalhes e aspectos a serem abordados e comentados sobre esse assunto, até porque, ele é um daqueles que a maioria das pessoas não gosta de falar muito, principalmente no meio cristão, onde ainda existe uma hipocrisia muito grande a respeito desse assunto.

Creio que isso acontece por dois motivos:

1) Muita gente não reconhece sua humanidade.

2)Estamos muito atrasados em relação a como tratar e evitar esse tipo de problema. Acreditamos que chamar um palestrante famoso nessa área vai mudar nossa história, coitado de nós.

Quando cito nosso meio - cristão, faço isso sem nenhum constrangimento, pois não estou com minha fala denegrido a imagem da Igreja, mas sendo honesto e sincero em relação a postura de muitos irmãos e líderes de igreja, que deveriam enfrentar esse tipo de problema dentro das congregações com mais seriedade, fazendo um trabalho de prevenção com os casais que não foram atingidos, mas também tratando e ajudando a retornar a vida todos aqueles que atravessaram ou ainda atravessam esse caminho de destruição chamado de adultério. Dentro dessa segunda ação, deve ser incluído também o “Judas da História”, não é porque perdemos um logo após o sacrifício feito pelo Mestre que temos que perder todos, até porque, o grande ministério de Cristo é o da reconciliação com o Pai, independente do tipo de pecador.

Com sua permissão caríssimo (a) leitor (a), quero abordar nesta matéria o tipo de prevenção realizada nas igrejas sobre essa questão. Como palestrante muitas vezes eu sou convidado para estar presente num evento oferecendo uma palavra ou palestra sobre assuntos diversos ou mesmo específico sobre casamento e família. Com mais freqüência isso acontece no mês de maio, quando as agendas dos pregadores desse tipo de tema ficam lotadas, ocasião considerada no meio evangélico como o mês da família. Nada contra esse tipo de trabalho, considero até uma iniciativa muito válida, caso contrário, não concordaria em fazer esse tipo de serviço ministerial em várias igrejas.

O grande problema dessa história é que ao fazer esse evento; que muitas vezes se resume a uma pregação seguida de um coquetel, ou mesmo, uma palestra de no máximo 90 minutos, os pastores (as) juntos com os seus ministérios de família (ou casais, ou departamento, seja o nome que tiver em cada igreja) ficam com suas consciências em paz, acreditando realmente que fizeram um trabalho de prevenção na questão dos relacionamentos, ou seja, sua parte, dentro desse processo chamado casais e família.

Nessa matéria, que reservamos para falar sobre prevenção, quero despertar meus irmãos do santo ministério e os departamentos de casais e família para o seguinte fato: “Se você e sua igreja se identificaram na descrição que fiz no parágrafo anterior em relação a eventos, saiba que não existem motivos para sua consciência está tranqüila, porque uma ação voltada para casais e família baseada SÓ nesse tipo de trabalho, não consegue resultados sólidos, mas alguma coisa muito passageira, além do que, o custo que a igreja tem em certos casos para trazer um palestrante do tipo TOP, como diz a gíria do mercado no qual eu me recuso a entrar, poderia ser muito melhor utilizado em atividades mais específicas, com grupos menores de casais e oficinas de ensino nessa área, trabalhando sexualidade, afetividade e problemas reais com aconselhamento".

Uma grande parte dos adultérios, pelo menos dentro das igrejas, se dá por falta de “uma porta” aberta para se conversar, principalmente dentro das grandes igrejas, onde ninguém mais conhece o irmão que está sentando ao seu lado. Imagine só, como é que alguém que está com problemas nessa área vai se sentir a vontade para falar sobre sua dificuldade dentro da sua igreja, se ele se encontra perdido na comunidade. Além disso, ter que conviver com o fato do pastor ser o pastor da igreja (instituição), mas não o pastor dele, que precisa nesse momento de fraqueza ser pastoreado e ouvir algo além da mensagem, torna a situação ainda mais difícil.

Com isso não estou diminuindo a importância da Palavra de Deus, mas alertando que Ela precisa ser visível na atitude dos irmãos e da liderança. Quem está passando por problemas na esfera sexual, precisa ouvir a voz daquele, que Deus diz em sua palavra, que vai dar conta da alma dele ao Criador, isso pode fazer toda diferença nessa hora.

A ausência de um trabalho série; sem aquela coisa do tipo o pregador ou o palestrante vai ao evento da igreja, solta várias bombas em cima do povo e depois vai embora sem ter ninguém com tempo e paciência para ensinar como desarmá-las, pode fazer a diferença na vida de muitos casais,inclusive do pastor da igreja, que muitas vezes precisa ter um trabalho sério como referência para a sua própria relação conjugal.

Encerrando, para aqueles que já passaram ou estão passando por isso, digo: “Jesus pode reconciliar tudo em sua vida, inclusive a sua felicidade. Seja na sua igreja uma atalaia desse assunto, não deixe acontecer ao outro o que já aconteceu na sua vida. Cobre, no bom sentido da palavra, um trabalho sério nessa área, acreditando numa coisa: com certeza na sua igreja tem muita gente precisando”.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

Um comentário:

  1. Com certeza, a questão do adultério deve ser enfrentada de uma maneira mais eficaz, ou seja, de uma forma mais amorosa, em que os envolvidos se sintam pastoreados, e não perseguidos ou disciplinados apenas. Claro que cada caso é um caso, e deve ser tratado individualmente, não há como se ter uma única forma de ação, mas creio que o pastoreio efetivo é a melhor maneira de se evitar e de se tratar do assunto. Infelizmente, 'pastoreio' verdadeiro parece que está em extinção.
    Pr Fernando Marin

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