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quarta-feira, 30 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Você gosta de escrever? Eu amo.

Nosso segundo livro (Meu amigo Peter)   em fase de desenvolvimento, uma narrativa ficcional com fundo evangélico, está chegando ao índice de 95% de conclusão, com 215 páginas até o momento.

Sou grato ao meu Senhor por Ele me capacitar a escrever livros e textos, mesmo que eu não seja lá essas coisas como escritor.

Na realidade eu sou uma daquelas pessoas que gosta de escrever. Quando não tenho nenhum tema na mente, me proponho a escrever até mesmo sobre a poeira do carpete.

Adoto sempre esta postura em relação a escrever, porque tenho consciência que nem sempre o assunto em si faz diferença em termos de qualidade no que está sendo escrito, mas sim a capacidade de criar universos paralelos que um texto literário tem.

Dentro deste contexto, o carpete com seus milhões de fios, seu ácaros microscópios, sua infinita quantidade de poeira que se acumula por toda parte, suas incontáveis opções de espaços a ser colocado na casa ou fora dela, torna-se um campo fértil para um escritor de ficção. Sem utilizar muita imaginação, ele pode se transformar em uma grande plantação rural, com todos os seus detalhes infinitos. 

Se eu não vigiar com o tempo, acabo dedicando muitas horas a escrever, o que para mim é uma forma de recreação, mas é necessáro administrar bem nosso tempo, até porque, ele é precioso e nem sempre deve ser aplicado somente aquilo que gostamos de fazer, esse não é o "espírito da vida" coletiva.

Tem gente que precisa jogar um futebolzinho todo domingo ou ir à praia ou fazer outra coisa qualquer para descontrair e enfrentar uma nova semana, no meu caso, basta sentar em frente a uma tela com world aberto, que relaxo completamente.

Fico feliz porque a minha paixão pode e é colocada sempre a serviço de Reino e do cotidiano ligado a ele.

Me ajudem em oração, estamos fazendo contato com várias editoras, mas a luta tem sido extremamente grande para o escritor amador, seja no mercado secular como no meio cristão.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

domingo, 27 de março de 2011

ESPAÇO MILAGRE - Na simplicidade do Evangelho encontramos o poder de Deus.

Nos dias de Mega (igreja, congressos, seminários, palestras, bandas de louvor, instrumentos, equipamentos, programas de rádio e televisão, cultos...), estamos deixando de apreciar e gozar do agir de Deus na simplicidade da pregação do Evangelho.

Há dois meses decidimos em Cristo colocar em prática um projeto que está sendo chamado de “a igreja vai até sua porta”.

Um sábado por mês, como congregação, fazemos uma reunião na rua em um ponto do nosso bairro ou de outro próximo, para prestarmos culto a Deus e falarmos do Evangelho para a comunidade estabelecida em volta daquele local escolhido. Este evento nada mais é do que a igreja ir até a porta das pessoas.

Ontem foi uma destas tardes na localidade da Cova da Onça em Niterói, onde apreciamos e gozamos da simplicidade do Evangelho, mas também do enorme poder de Deus.

Como sempre só contamos com uma pequena caixa de som, um microfone, um aparelho de cd e água fresca para refrigerar nosso corpo. Humanamente contamos além dos irmãos da igreja com outros da cidade do Rio de Janeiro, que com muita gentileza têm se deslocado para Niterói, participando conosco do Ide de Cristo.

Ao chegarmos, começaram os problemas, o responsável pela associação que nos cederia o ponto de luz não se encontrava,  deixando-nos aparentemente sem energia. Como havia uma empresa próxima com uma tomada no seu muro, pedimos a permissão do vigia para utilizá-la por uma hora, no que fomos atendidos.

Iniciamos nosso culto evangelístico sendo informados por uma moradora que aquele ponto específico onde nos instalamos, era próprio para oferenda ao inimigo por outras religiões.

Graças a Deus tudo transcorreu tranquilamente, até mesmo com os bares à nossa volta que abaixaram o volume do som que estava ligado.

Quando estávamos quase terminando, percebi que nossa empreitada não tinha atraído muitas pessoas, contávamos nesse momento com um grupo de visitante . Nesse momento lembrei do John Stott, que nos alerta em seu livro Missões que evangelismo não é conversão, mas pregar o Evangelho, já que o resultado compete a Deus.

Após a exposição da última Palavra , o irmão que a ministrou chamou a frente às pessoas que gostariam de receber uma oração e confessar Jesus. Aquele pequeno grupo que falei antes, começou a vir em nossa direção e oramos por eles e oferecemos o amor de Deus na pessoa de Jesus.

Mas o que mais nos impressionou foi o que aconteceu depois... do nada ( força de expressão) pessoas começaram a sair de suas casas das outras ruas e começaram a vir em nossa direção para receber algo de Deus para a vida delas.Era algo sobrenatural, podíamos sentir a forte presença de Deus naquele local atraindo as pessoas. Foi uma cena, diga-se de passagem, surreal, que nos lembrou a ordem de Deus aos animais para virem na direção de Noé.

Com o devido respeito às pessoas, estava acontecendo exatamente à mesma coisa, elas estava mediante o poder do Eterno se dirigindo até aquela praça para encontrarem a arca de Noé dos nossos dias, a Igreja de Cristo.

Particularmente nunca havia visto algo desse tipo acontecer e talvez nunca viesse a presenciar se tivesse feito a opção de confiar em artifícios para falar do amor de Deus, em vez de confiar no Espírito do Senhor.

Espero que essa experiência abençoe a sua vida. De nossa parte...queremos mais,mais e mais.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

sábado, 26 de março de 2011

ESPAÇO DIVERSOS - Consumidora fecha acordo com montadora após 'briga' na web

Quem leu a matéria que escrevi essa semana “As empresas brasileiras não querem conversar com seus clientes” poderá entender melhor o conteúdo do texto, caso leia a reportagem do G1 anexada abaixo sobre o caso de uma consumidora que passou quatro anos buscando uma solução para a compra de um carro que apresentou defeito desde o início.

Ela tentou de tudo, inclusive a justiça, mas não obteve uma resposta satisfatória do fabricante.

Após transferir sua luta para WEB abrindo um site “Meu Carro Falha”, expondo o assunto de forma específica, teve uma ação judicial movida contra ela pela empresa Renault que ganhou o direito de tirar do ar todas as informações do site que tratava do caso e manchava a imagem da empresa.

Apesar da vitória judicial, a Renaut pensou bem no assunto (creio eu) e “deve” ter entendido que o prejuízo desta vitória na mídia e junto aos seus clientes seria muito maior do que o custo de uma derrota judicial.

Por isso, segundo o seu próprio comunidado: “A empresa reconhece que houve falhas em seus procedimentos internos e lamenta o acontecido”, disse a Renault em comunicado enviado por email ao G1, em que alega que, apesar da decisão judicial favorável à companhia, optou por não exercer o direito de retirar as queixas de Daniely do ar porque “sempre buscou uma solução conciliadora para o caso”.

A decisão desta empresa em reconhecer que houve falha em seus procedimentos ( e quando ela admite isso não está falando de um caso específico, mas do processso como um todo), é o que está faltando na maioria delas, porque isso significa assumir que seu sistema de frente junto às queixas dos clientes não é eficiente o bastante para que sua clientela esteja com um bom nível de atendimento.

Numa reação em cadeia, isso implicaria em reavaliar tudo que está sendo feito, não somente a nível de pessoal e sistema, mas também de cultura, que na maioria dos casos precisa começar a mudar de cima para baixo.


A descoberta que fez a Renault sair deste episódio como uma VENCEDORA, mesmo perdendo para a consumidora, será o motivo do FRACASSO de muitas empresas, caso elas continuem NÃO QUERENDO CONVERSAR COM SEUS CLIENTES.

Empresários, executivos, diretores, gerentes, supervisores e principalmente acionistas, olhem para dentro de suas empresas e façam o seguinte questionamento: "Você se sentiria bem se sua esposa, filha ou mãe fosse atendida por uma empresa do jeito que a sua recebe as queixas dos seus clientes"? Responda honestamente para você mesmo e depois pense sobre o que fez a Renault em relação ao seu sistema de atendimento.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueria

Consumidora fecha acordo com montadora após 'briga' na web

Foram quatro anos de contenda e reclamações até que o ressarcimento chegasse para a consumidora catarinense Daniely de Andrade, 33 anos, que comprou em 2007 um Mégane Sedan 2.0, da Renault, que apresentou defeitos desde a aquisição.

O longo imbróglio terminou esta semana, quando a montadora se comprometeu a devolver o valor referente ao que foi pago pelo veículo, mais os danos sofridos pela advogada.

Embora ela já movesse há tempos uma ação na Justiça contra a Renault, a vitória só veio depois que ela recorreu à internet para dar voz ao seu problema: em fevereiro deste ano, criou o site “Meu Carro Falha”, dando detalhes sobre o caso; montou perfis no Twitter e no Facebook; e publicou vídeos relatando o seu caso no You Tube. (Para ver o site, clique aqui)

“Eu já tinha tentado de tudo quando veio a ideia de que nenhum lugar seria melhor para expor meu caso quanto a internet”, afirmou ao G1 Daniely no dia seguinte ao acordo, em que também conseguiu da montadora um carro extra para doar a uma entidade assistencial, em sinal de gratidão às mensagens de apoio que, conta, recebeu "de todo o Brasil".

Eu já tinha tentado de tudo quando veio a ideia de que nenhum lugar seria melhor para expor meu caso quanto a internet"

Daniely

Satisfeita com o desfecho, ela não se incomoda nem com a fama virtual repentina. "O que me incomoda não é só o grito dos maus, é o silêncio dos inocentes. Não estou nem aí se teve uma exposição", diz ela, que pretende manter o site como espaço para reclamações de outros consumidores.

Faltou pouco, no entanto, para o barulho se tornar um “tiro no pé” da consumidora. A repercussão sobre o caso de Daniely foi tamanha que a Renault entrou com uma ação judicial – e ganhou – para obrigar Daniely a tirar do ar todas as críticas e relatos que denegriam a imagem da empresa. Decisão que, depois, foi reavaliada pela companhia, que preferiu buscar a conciliação em vez de exercer o direito concedido pela Justiça.

“A empresa reconhece que houve falhas em seus procedimentos internos e lamenta o acontecido”, disse a Renault em comunicado enviado por email ao G1, em que alega que, apesar da decisão judicial favorável à companhia, optou por não exercer o direito de retirar as queixas de Daniely do ar porque “sempre buscou uma solução conciliadora para o caso”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

ESPAÇO BÍBLICO - A reação do inimigo a uma mensagem Cristocêntrica

No culto que prestamos ao nosso Deus nesta quarta-feira, aconteceu algo muito significativo que ratificou em nossos corações a importância de ouvirmos a Palavra de Deus.

Por conta do debate que aconteceu em nossa “Escola de Teologia” na segunda-feira, onde sem ter sido programado acabamos discutindo gênesis três, mais especificamente sobre a queda do homem, decidi pregar sobre nossas reflexões no culto de quarta-feira, tendo em vista a importância do que absorvemos naquela noite.

Começamos nossa exposição clareando a igreja que uma das diferenças entre as pessoas que servem a Deus e seus opostos (aqueles que não servem) é justamente a aceitação da queda do homem, narrada em Gênesis capítulo três.

Falamos sobre como este evento é fundamental dentro da cosmovisão cristã, já que ele revela nossa condição de decaído, o que nos faz concluir que precisamos ser dependente de Deus, para que nossa natureza corrupta não seja institucionalizada em nossa vida, o que daria força e vida a tudo de errado para o qual nós somos impedidos.

Com "os opostos" acontece exatamente o contrário, por rejeitar a queda se baseando em filosofias humanistas que defendem a liberdade sem limites e a negação do pecado, eles explodem de vez toda as amarras que ainda eram obstáculos a sua depravação sem limite, dando origem aos assassinatos, estupros, violências, distorções sexuais e tudo mais que Deus julga como errado no ser humano.

Como não dá para falar da queda sem mencionar a narrativa literal de Adão e Eva, utilizamos nossos pais como atores principais deste evento. Enquanto detalhava os acontecimentos utilizando o casal como origem desta história, um senhor de idade (já de cabelos todos brancos) que entrou na igreja quase na hora da exposição da Palavra, se levantou e tentou rejeitar a existência e a conseqüente queda dos nossos pais.

De uma forma educada e amorosa (até porque ficou notório que ele estava muito embriagado) tentei administrar a situação explicando a ele que conversaríamos sobre o assunto após o culto, já que não seria ético deixar as outras pessoas aguardando. Não satisfeito com minha colocação ele levantou-se dirigindo a porta e rechaçando a doutrina da queda do homem.

Após sua saída, pude explicar a igreja que este homem se tornou naquela noite um grande exemplo ( mesmo que de forma negativa) do que estávamos pregando, sua resistência em aceitar que precisa de Cristo, se baseia no fato dele não aceitar que sua natureza é corrupta, já que ele considera Adão e Eva uma balela e o pecado uma besteira.

Observei também que a entrada daquele homem naquele exato momento foi uma atitude simbólica da ação do inimigo a exposição cristocêntrica da Palavra de Deus. Nesta noite, sai da igreja com absoluta certeza que esta mensagem, mediante Graça, vai mudar muita coisa em muita gente, especialmente em mim.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

ESPAÇO CIÊNCIA - Nossa pequena-grande Harvard

Eu não sabia e talvez você também não saiba, mas nós temos uma “pequena Harvard” no Rio de janeiro, sendo que ela, ao que tudo indica, é desconhecida pela maioria dos cariocas.

A expressão “pequena Harvard” se fundamenta pela estrutura física se comparado com outros institutos, mas precisamente o espaço ocupado por esse centro de estudo, mas não na comparação do item qualidade com Harvard, pelo menos neste quesito – não se preocupe não vamos falar de carnaval –, matemática pura e aplicada nós, ou melhor dizendo, o IMPA, o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, está dando de 10 x 0 em Harvard – tudo bem que dentro deste placar tem um pouco de nacionalismo meu.

O Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) está localizado na Floresta da Tijuca em um terreno de 15.000 metros quadrados, instalado num prédio de três andares que se alonga no sentido horizontal. Além de brasileiros, temos estudantes dos idiomas, inglês, francês e espanhol, além do persa.

Não vou me alongar muito falando sobre essa jóia preciosa da nossa formação científica, porque o texto abaixo pode disponibilizar todos os detalhes para matar sua curiosidade.

Parabéns ao IMPA, que Deus possa está ajudando nossos matmáticos, Já que Ele é o autor desta ciência – como de todas as outras.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Impa ganha capa da Veja Rio
Passada a primeira curva da Estrada Dona Castorina, que leva ao mirante da Vista Chinesa, no bairro do Horto, sobressai a entrada de uma propriedade cercada pelas árvores da Floresta da Tijuca. Ali, em um terreno de 15.000 metros quadrados, um vasto prédio se esparrama por três alas. Pelos corredores, o silêncio monástico é cortado de tempos em tempos por diálogos em português, inglês, francês e espanhol. Não raro, incorporam-se a essa babel de idiomas expressões em russo e mesmo persa, uma das línguas mais antigas do planeta.
É nesse ambiente, mistura de bucolismo e aldeia global, que 226 matemáticos desenvolvem estudos complexos e projetos de repercussão internacional. Embora não seja muito conhecido entre os próprios cariocas, o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) é unanimemente apontado entre os especialistas como um dos principais centros de pesquisa do mundo. Ancorado em sólida produção científica, exibe uma performance surpreendente, ultrapassando índices de departamentos de universidades americanas como Harvard, Princeton e Berkeley. Segundo dados da American Mathematical Society, a instituição brasileira publica, em média, 2,03 artigos relevantes por pesquisador ao ano, enquanto Harvard alcança 1,89 e Princeton, 1,83 (veja o acima). "Sempre buscamos a excelência, e essa performance é apenas o resultado desse compromisso", orgulha-se o diretor, o Acadêmico César Leopoldo Camacho.
Sabe-se que um núcleo de ensino superior se torna respeitado à medida que consegue atrair talentos dos quatro cantos do globo. Entre os centros americanos, considerados os primeiros do mundo, a presença de acadêmicos estrangeiros chega a 30%. No período áureo do sistema universitário alemão, na década de 20 e início dos anos 30, quando a importação de cérebros era incentivada, o país produziu 21 prêmios Nobel. Portanto, faz parte da vocação de uma ilha de excelência reunir grandes cabeças, independentemente de onde elas estejam.
Um recente processo para a escolha de dez vagas nos programas de pesquisa e pós-doutorado dá uma ideia da reputação internacional do Impa. Anunciado o "vestibular", apareceram 185 candidatos. Da Europa, vieram 66. Da Ásia e América do Norte, 43 e 26, respectivamente. Os latino-americanos perfaziam 28, enquanto os brasileiros eram 23. Encerrada a seleção, apenas duas posições foram ocupadas por estudantes daqui, um cearense e uma gaúcha. Outras sete foram divididas por representantes de nações diferentes (Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, Portugal, Israel e Rússia). E detalhe: uma última vaga permaneceu em aberto por falta de postulante suficientemente qualificado. "Não temos cota. Simplesmente escolhemos os melhores", diz Camacho. Uma vez selecionados, os pós-doutorandos ganham 7.500 reais mensais, enquanto os pesquisadores têm salários entre 12.000 e 15.000 reais.
Não é fácil reproduzir em palavras todo tipo de trabalho desenvolvido no câmpus do Horto - para isso, seria melhor fazer uso de equações e algoritmos. Alguns projetos, porém, são de fácil entendimento. Existem aplicativos para iPhone, simuladores de realidade virtual e até um recorde mundial alcançado em 2010: uma imagem com a maior resolução gráfica do planeta (veja o quadro aqui).
Tamanha produtividade, pouco comum entre nós, pode ser explicada por diversas razões. Mas a principal delas é a capacidade dos que ali estão. O Impa tem formado sucessivas gerações de gente que faz diferença. O mais reconhecido é Jacob Palis, 71 anos, tido como gênio mundial dos sistemas dinâmicos. No ano passado, Palis, doutor por Berkeley, nos Estados Unidos, foi agraciado com o Prêmio Balzan, uma das principais distinções europeias. Além de ser o primeiro brasileiro a receber a honraria - e o 1,2 milhão de reais que a acompanha - , Palis tornou-se o sétimo matemático a entrar para o grupo de agraciados. Empenhado em transmitir seus conhecimentos, ele se emociona ao relembrar que orientou 41 teses de doutorado ao longo da carreira. Desde então, esses mesmos doutores já formaram outros 150 matemáticos do instituto. "Essa é a essência do conhecimento, em que os mais experientes formam os mais jovens, sucessivamente", resume.

Tal filosofia, fortemente baseada na meritocracia, deu origem a uma linhagem de superpesquisadores como Marcelo Viana, Ricardo Mañé e Welington Celso de Melo, reconhecidos no Brasil e no exterior pela notória desenvoltura com números. E desaguou em prodígios como Artur Ávila, de 31 anos. Ele é considerado o mais forte candidato a ganhar a medalha Fields, uma espécie de Prêmio Nobel de Matemática, entregue a cada quatro anos. Seria o primeiro brasileiro a conquistá-la. Há uma década, antes mesmo de ter um diploma de graduação, ele havia concluído seu doutorado no Impa. Famoso no exterior pela capacidade de resolver os problemas mais complexos, ele se divide hoje entre Paris, onde é um dos diretores do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), e o Rio de Janeiro. "A maioria das pessoas só conhece o tema nos tempos de escola e ignora o vasto horizonte nessa área", diz. Ávila, de fato, respira o assunto. Não raro, acorda no meio da noite com ideias e novos caminhos para suas teses. Durante o banho, nas caminhadas e até no metrô, as equações lhe vêm à cabeça. Costuma dizer que prefere não dirigir porque, devido a sua capacidade de abstração, poderia perder a concentração e bater o carro.

Por qualquer ângulo que se olhe, a educação brasileira está longe do ideal. Em seu ranking mais recente sobre o ensino fundamental, a Unesco atribuiu ao país a 88ª posição entre as 127 nações analisadas - atrás de Bolívia e Namíbia. Outra lista, sobre as 200 melhores universidades do mundo, feita pela revista inglesa Times Higher Education, não incluiu nenhuma das nossas. Ou seja: estamos mal em cima e em baixo.
Por não ter cursos de graduação e se dedicar unicamente à matemática, o Impa não é avaliado nesse tipo de levantamento. Mas sua trajetória poderia servir de exemplo e inspiração. Criado pelo governo federal em 1952, o instituto surgiu antes de outros correlatos - como o de Pesquisas Espaciais em São José dos Campos (SP) e o da Amazônia, em Manaus. Com o tempo, graças à adoção de um sistema de gestão diferenciado, foi se descolando de seus pares. Trata-se de uma organização que recebe repasses públicos, mas tem independência administrativa. Com isso, as contratações e os investimentos são mais ágeis. Se a direção julgar procedente, os acadêmicos poderão ser punidos com a demissão. "Isso faz uma enorme diferença, pois dá autonomia. Pesquisa não se faz no improviso", afirma o economista Claudio de Moura Castro, especialista e consultor na área.
Costurados com carinho, os laços com a iniciativa privada têm se mostrado outro importante diferencial. A cada ano, o instituto recebe 18 milhões de reais em repasses do Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas, além de administrar tais recursos com rigor, busca também financiadores externos, seja através de parcerias, seja por meio de simples filantropia. Desde 2007, por exemplo, o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga doou 1,6 milhão de dólares para seus cofres. O dinheiro foi destinado à criação de um posto permanente de pesquisador. Em seguida, foi a vez de o banqueiro Pedro Moreira Salles e seu irmão, o cineasta João Moreira Salles, destinarem 660.000 reais para a manutenção de duas vagas de doutorado e mais duas de pós-doutorado. O último a entrar na lista foi o célebre matemático americano James Simons, dono de uma fortuna de 10,6 bilhões de dólares e o 74º homem mais rico do mundo. No início do ano, ele se comprometeu a aplicar 1,6 milhão de dólares. "A matemática é fundamental para a boa educação, e o Impa é um centro de padrão máximo global, talvez a instituição brasileira de maior prestígio internacional", explica Fraga. "De lá saem pessoas que espalham pelo Brasil ideias e padrões essenciais, vitoriosos."

Nas grandes universidades do mundo, os pesquisadores de ponta gozam de uma invejável independência, seja para dispor de seu tempo, seja para escolher os rumos de seu trabalho. O mesmo acontece com os matemáticos da ilha de excelência carioca. O fato de não terem de dar aulas para graduação lhes permite uma maior dedicação a seus próprios projetos. É curioso observar que, frequentemente, um estudante de determinada área não entende absolutamente nada das outras. "Eu sou da computação gráfica e as outras especialidades são praticamente outra língua para mim", confessa Diego Nehab. Aos 34 anos, ele é representante da nova geração de estudiosos do instituto. Doutorou-se em Princeton e passou pelo centro de inovação da Microsoft, na costa oeste americana. Com tantas credenciais, Nehab poderia ter continuado nos Estados Unidos, mas, quando soube da vaga, decidiu que era a hora de voltar. "Aqui tudo funciona. Os equipamentos são ótimos", diz ele. Trajetória semelhante teve Carolina Araújo, de 34 anos, membro afiliado da ABC. Como Nehab, ela fez doutorado em Princeton. Lá, sua sala ficava no mesmo andar do escritório de John Forbes Nash, ganhador do Nobel de Economia em 1994 - e inspirador do filme Uma Mente Brilhante. "Ele ia diariamente à universidade. Sempre nos cumprimentávamos", recorda. A perspectiva de desenvolver projetos na área de geometria algébrica a animou a trocar os Estados Unidos pelo Rio. Com isso, tornou-se também a única mulher a ocupar um posto na elite do Impa.

Presenças marcantes no belo câmpus do Horto, os estrangeiros parecem se sentir em casa. Adepto de um uniforme pouco usual entre as estrelas acadêmicas de seu país, o argentino Reimundo Heloani, de 33 anos, percorre os amplos corredores do instituto de camiseta, bermuda e chinelo de dedo, aliás um visual comum por ali, principalmente entre os expatriados. Com especialização no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e em Berkeley, escolheu o Brasil para fazer suas pesquisas em uma área aqui ainda pouco explorada, a física matemática. O inglês Robert Morris, de 30 anos, segue o mesmo estilo. Graduado na Universidade de Cambridge, o maior celeiro de prêmios Nobel do planeta (82 no total), ele se diz apaixonado pelo Rio: "O salário é ótimo, muito parecido com o que se paga na Europa. Além disso, os colegas são mais abertos para a troca de conhecimento". Com sua mistura de rigor acadêmico e informalidade, o Impa atrai até representantes de culturas longínquas, como o iraniano Hossein Movasati. Há quatro anos na cidade, após uma experiência na Alemanha e no Japão, ele foi o primeiro de seu país a estudar na nossa pequena Harvard. Agora, espera que conterrâneos sigam seus passos. "Outros virão", avisa Movasati. As portas estão abertas. Mas apenas para os melhores.

ESPAÇO LITERÁRIO - O último Stott

O artigo abaixo foi extaído da Revista online Ultimato. Além de muito bem escrito, ele dá a enfase devida a esse teólog e escrito de nome Jonh Stott.

Se você já ouviu falar nele, mas nunca teve o privilégio de ter um suas mãos um dos seus livros, aconselho você a mudar isso o mais rápido possível.

Pessoalmente acho que seus livro são os que mais demoro para acabar, não porque são complicados, mas porque encontramos em seu conteúdo tanta coisa importante numa línguagem muito acessível, que acabamos não querendo nos separar dele e com isso a leitura se alonga.


Se você nunca leu Stott, quem sabe não é a  hora de você começar com sua última obra para o Reino de Deus.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

O primeiro, o segundo... O último Stott ninguém esquece

O primeiro Stott ninguém esquece. Meu primeiro Stott foi Crer é Também Pensar, publicado pela ABU Editora. Para um estudante razoavelmente alfabetizado, foi a descoberta da pólvora. Foram muitos os grupos de leitura, quase sempre depois do bandejão, no gramado, ao lado do Departamento de Economia. Como secretário de literatura da ABU, não sei quantos exemplares daquele livreto dei, quando deveria tê-los vendido. Há exatos 30 anos.

O último, assim como o primeiro, não vai ser muito diferente. Lançado ano passado na Inglaterra e nos Estados Unidos, por várias vezes e por conta do trabalho ou por simples diletantismo, me emocionei ao manusear o livro. Agora, ao receber da gráfica a primeira edição em português, vou direto à última página. Tenho esperança de não encontrar aquilo que preparamos com alguma resistência. No entanto, inevitável. Está lá: “Adeus”. De novo, um nó na garganta e a emoção de mais uma despedida.



O Discípulo Radical, lançado mundialmente como o último livro escrito por John Stott, acaba de chegar ao Brasil: “Ao baixar minha caneta pela última vez — literalmente, pois confesso não usar computador —, aventuro-me a enviar essa mensagem de despedida aos meus leitores”. Uma leitura fascinante das últimas linhas escritas por aquele que é um dos mais amados autores cristãos do século 20.

 
Em abril, o teólogo e escritor inglês John Stott completa 90 anos de vida. Ultimato quer celebrar essa data atendendo à sugestão do aniversariante: espalhando e estimulando a leitura — para ele, “um meio de graça”.

terça-feira, 22 de março de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO- Será que você é um "oposto" ?

Qual é a grande diferença entre aquele que serve a Deus de verdade e o seu "oposto"?

Bem, acredito que seria muita pretensão da minha parte apontar como resposta a esta pergunta, um único fato, passagem ou versículo bíblico.

Se pelo menos eu tivesse o conhecimento e a experiência cristã de alguns irmãos do tipo: Bispo Josué Adam (Metodista), Rev. Augustus Nicodemus (Presbiteriano), Pr. Isaltino Gomes (Batista), Pr. Ciro Zibordi (Assembleiano) e muitos outros que não citarei aqui, evitando que o texto fique muito longo, talvez até arriscasse desenvolver uma tese para dar sentido a minha resposta específica, mas infelizmente, passo longe da capacitação concedida por Deus à essas figuras ilustres, que o Eterno tem usado poderosamente para abençoar com sua Sã Doutrina, a Igreja no Brasil e no exterior.

Mediante minha explicação acima, fugirei da unidade da resposta que o tom da pergunta me impõe e falarei aqui neste texto sobre uma “dessas diferenças”, que na noite de ontem foi motivo de debate em nosso espaço bíblico intitulado “Escola de Teologia”.

Esse espaço é um projeto muito interessante, ele é um “maná” que venho literalmente do céu para nos alimentar. Nós o criamos já faz oito meses. Ele é um espaço aberto a todas as igrejas do bairro, onde toda segunda-feira discutimos teologia sistemática seguindo um roteiro de temas e utilizando como principal ferramenta, uma linguagem bem simples, visando alcançar não só quem já é obreiro com alguma experiência, mas também irmãos em Cristo que desejam conhecer teologia, mas sabem pouco das Escrituras e também dos outros conhecimentos necessários para o desenvolvimento de um bom pensamento teológico.

Outra característica do projeto é que ele é todo gratuito, diga-se de passagem, contrariando a tese de que cursos assim não recebem a importância devida de seus participantes. Não existe matrícula, nem custo com apostila e nem despesa de Xerox, tudo é financiado pela nossa própria congregação que só tem 30 membros, sendo que a maioria dos alunos pertence a outras igrejas bem maiores que a nossa. Parece impossível né? E é. Mesmo assim, a fidelidade dos participantes e o crescimento espiritual destas pessoas fazem com que nossos esforços para financiar o projeto estejam valendo à pena.

Mas vamos à resposta que foi tão debatida em nossa aula ontem. “Uma” grande diferença entre aquele que serve a Deus de verdade e o seu "oposto", é que nós acreditamos na veridicidade de Gênesis capítulo três, onde é narrada a queda do homem.

O filho de Deus só precisou encarnar e nascer de uma virgem porque a queda é uma realidade que não pode ser negada, como fazem todos aqueles que estamos chamando de “opostos” neste artigo.

Aceitar que temos uma natureza caída, parcialmente regenerada no novo nascimento em Cristo é um divisor de águas entre quem conhece Deus e o “oposto”. Esse divisor tão fundamental não se aplica somente entre quem está dentro da Igreja e quem está fora, dentro dos nossos arraiais existem pessoas que ainda não entenderam a importância deste fato. Ontem quando discutíamos esta questão, falei à classe que Gênesis três, no meu entendimento, é uma das passagens mais fundamentais das Escrituras, sem ele não existiria a necessidade do sacrifício da Cruz e todas as outras obras operadas por Deus para nossa salvação.

O "servo" de Deus entende que ficou livro do domínio do pecado, mas que ainda habita num corpo corruptível, tendo em sua natureza uma inclinação para fazer o que é incorreto diante de Deus e do seu próximo, o que é rotulado como pecado pelas Escrituras.

O "oposto", por não conhecer Deus de verdade, olha para suas inclinações como opções válidas, dando a elas toda liberdade de atuação, já que o retrato da figura divina conhecida por eles, não deve intervir colocando limites na sua forma de existir. A palavra pecado para o “oposto” foi riscada do seu dicionário, sendo ela enxergada na atualidade por ele como uma distorção da cultura judaico-cristã, não tendo nenhum peso moral ou espiritual em suas vidas.

O “oposto” não conhece limite porque para ele não existe ninguém em condições de defini-los, já que na sua cosmovisão não existe verdades absolutas como: Salvação, Pecado, Queda, Sacrifício da Cruz e outras.

Nossa discussão ontem foi muito mais ampla do que o texto acima, mas vou parar por aqui para que a nossa redação não fique muito alongada.

No demais, só quero deixar uma pergunta par você que nos visitou. Depois de lê com atenção este texto, qual foi à conclusão que você chegou?

Quem é você? Um "servo" ou um “oposto”?

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

segunda-feira, 21 de março de 2011

ESPAÇO DIVERSOS - As empresas brasileiras não querem conversar com seus clientes.


Em várias situações tive que responder nesse blog questionamentos sobre a exposição de temas que aparentemente não são de conteúdo teológico.

Em uma delas me perguntaram algo mais ou menos assim: “Porque um pastor perde tempo escrevendo sobre isso ou aquilo, que nada tem haver (na cabeça de quem perguntou) com teologia ou religião?”.

Quando esse tipo de “juízo” ocorre da parte de alguns de nossos leitores, procuro utilizar sempre a mesma resposta para atender meus questionadores: “esse fato ou aquele, também fazem parte do nosso cotidiano cristão”.

Pelo tema e título abordado e dado à esta matéria, é provável que ela seja mais uma a levantar na blogosfera esse tipo de incompreensão, que às vezes chega a ser uma inquietação da parte de alguns leitores, ou melhor, dizendo: “uma discriminação do escopo do que compete ao cristão refletir e opinar, que na maioria das vezes é exercida pelos próprios irmãos”.

Apesar desse tipo de julgamento ter algum peso para nós, procuro não olhar para essas pequenas confusões como algo relevante, pois creio, que com o passar do tempo essas pessoas perceberão que a relação horizontal da cruz não se restringe a falar das coisas espirituais e praticar ações sociais, mas também interagir de forma ética com o cotidiano das pessoas - no sentido geral - e também deste mundo, afinal de contas, por enquanto, ele também é o nosso habitat natural.

Para não correr o risco de generalizar e não generalizando, vou corrigir em meio ao texto a frase título desta matéria, alterando ela para: “A maioria das empresas brasileiras - que eu tenho me deparado - não querem conversar com seus clientes”.

Esta conclusão tem sido fortalecida no meu dia a dia de consumidor e acredito que também no de muitas pessoas, haja vista o número de registros crescentes nos juizados especiais, PROCON e outros.

Particularmente essa situação se tornou gritante a partir do mês de novembro de 2010. De lá para cá eu e minha família esbarramos em cinco situações onde a falha na prestação de serviço, quando apontada pelo cliente, não recebeu um retorno adequado, demonstrando claramente que essas empresas não querem conversar com seus clientes. Em nosso caso o tamanho da empresa não fez muita diferença, sofremos com o HSBC cartões de crédito, como com a farmácia da esquina da nossa rua. A recusa em conversa se manifesta basicamente em duas formas: (A) Na ausência total ou parcial de retorno. (B) Na posição obstinada do prestador que o cliente está errado.

Vou compartilhar de maneira rápida esses quatro casos, na esperança de que pessoas de boa fé nessas empresas possam tomar conhecimento do fato e tomarem medidas adequadas para que o cliente seja ouvido de forma respeitosa e suas empresas não percam credibilidade e mercado.

HSBC cartões de Crédito: A situação ocorrida com essa empresa só pode ser rotulada como surreal. Minha esposa pela misericórdia de Deus tem um bom emprego, o que lhe permite trabalhar com tranqüilidade suas compras pelo cartão de crédito. Ela era cliente do HSBC por muitos anos, além dos cartões tinha conta corrente e poupança.

Após nossa mudança de residência – que foi apenas de uma rua para a outra no mesmo bairro- em novembro do ano passado, as faturas - que já chegava atrasada de dois a três dias no antigo endereço, o que já denotava uma falha na logística de entrega - passaram a não ser mais entregues em domicílio, apesar das várias ligações de nossa parte confirmando e reconfirmando a troca do endereço.

No primeiro mês efetuamos o pagamento via código de barra fornecido por telefone sem avaliar o detalhe da nossa fatura, registrando que não faríamos a mesma coisa no mês seguinte, no sentido de pressionar a entrega da fatura em nosso endereço como é de nosso direito.

O vencimento seguinte chegou e nada de boleta. Após vários contatos e registros com vários setores do HSBC, começamos a ser tratado pela empresa como devedoresjá que a boleta tinha vencido - sem que em nenhum momento ocorresse da parte deles o reconhecimento de sua falha de atendimento às nossas reclamações iniciais. Confesso que é difícil de entender como uma empresa deste tamanho jogou fora uma cliente como minha esposa, já que depois de 50 dias tentando uma solução administrativa que nos atendesse, chegamos à conclusão que era melhor fazer um pacote de tudo que seria debitado nos meses seguinte e também do que havia vencido e negociar um parcelamento, já que a própria instituição estava nos tratando como inadimplentes. Fizemos isso e estamos encerrando todas as nossas operações com o HSBC, inclusive nossa poupança, que já foi transferida para outra instituição.

Clube Padrão Vida: O plano de saúde (Dix) do meu filho foi contratado através desta prestadora de serviços. Depois de nossa mudança aconteceu com a boleta algo semelhante ao HSBC, sendo que neste caso eles cancelaram o plano de saúde no dia 30 de Dezembro sem nenhuma informação, independente de contatarmos durante 25 dias através de telefone com a Central ( que nunca atendia), com seu escritório no Rio de Janeiro e por mais de vinte e.mail enviados a vários setores, buscando uma forma de efetuar o pagamento, já que pela internet não estava sendo possível.

Durante as minhas tentativas de obter a boleta para pagamento eles nunca se deram ao trabalho de nos informar que o plano estava cancelado, o que só foi descoberto por nós no final de Janeiro de 2011, quando entrei numa loja de atendimento Dix para buscar uma orientação e descobri que o plano havia sido cancelado pela Padrão por falta de pagamento. Registro que em nenhum momento ninguém da prestadora pegou o telefone para fazer contato com um cliente que tinha quatro anos de casa. Neste caso acionamos o juizado especial.

Hypermarcas: Fui usuário dessa empresa durante alguns anos até ter um problema com um de seus produtos. Logo no início fiz contato por e.mail e obtive retorno do setor de qualidade, que por sinal foi muito atencioso. No final de nossa conversa acertamos fazer a troca do restante do produto para avaliação técnica deles. Mas foi na logística de troca que os problemas começaram. Por duas vezes foi agendada a coleta/entrega que não ocorreram sem nenhum aviso, sendo ela realizada num outro dia que não havia sido combinado.

 Ao retornar via e.mail para Hypermarcas sobre os furos do agendamente, antes de receber a mercadoria, fui informado que o ocorrido seria averiguado e que um retorno seria passado. Como até hoje isso não ocorreu, tomei a iniciativa e liguei desta vez para o 0800, que me informou não existir retorno nestes casos, mas sim o registro do que não funcionou. Mais uma vez vemos as empresas tendo problemas em suas logísticas, seja ela de documentos de cobrança ou mercadoria de troca, e mesmo assim, insistindo em encerrar a conversa com o cliente.

Farmácia São Paulo – Está é bem recente, aconteceu está semana. Entrei nesta farmácia para comprar algo em Niterói e ao me dirigir à fila do caixa fui informado que estava do lado errado onde a fila é formada. Fui prontamente para o outro lado acreditando ter sido uma distração , mas logo percebi que a única placa que indicava o lado de formação da fila não conseguia cumprir seu papel, já que as três pessoas seguintes cometeram o mesmo equívoco.

Além disso, depois de pagar no caixa você tem que seguir em frente em uma espécie de corredor formado de um lado pelos caixas e do outro por uma estante de média altura. Além de o corredor ser estreito, quando alguém que está no último ou no penúltimo caixa vai sair, tem que passar automaticamente atrás das outras pessoas que estão pagando, tendo para isso duas opções: ou você esbarra na prateleira ou na pessoa que está no caixa ao seu lado. 

Saindo do caixa procurei uma caixa de sugestão, mas não havia. Perguntei no balcão como eu poderia dar uma sugestão, mas a atendente ficou meio que sem saber o que dizer. Pedi então para falar com o gerente. Ao me receber, o levei até o caixa e mostrei o que havia observado, seja em relação à placa ineficiente e a situação constrangedora de passar pelo corredor esbarrando em alguém para sair do pagamento. Sua única resposta foi que a placa está ali, que ele agradecia, mas para ele a placa estava lá, atendia e ponto final.

É uma penas que essas empresas – pelo menos na figura das pessoas que estão tendo contato com o cliente – não queiram conversar com seus clientes, eles teriam muito a ensinar a elas.

Será que os acionistas destas empresas sabem que esse tipo de coisa ocorre com muita freqüência?

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

sexta-feira, 18 de março de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Você tem condições de pagar R$ 50 Mil por mês para algumas pessoas assistirem videos de poesia? Caso não tenha, coloque a boca no "trombone"

O mundo está agitado e compelido a encontrar respostas diante de acontecimentos que preocupam a opinião pública mundial como: as revoltas nos países árabes, a decisão de ONU de usar a força na Líbia, o terremoto no Japão e o perigo de uma contaminação radioativa decorrente do vazamento (e até uma possível explosão dos reatores) de material radioativo.

No Brasil, numa escala bem menor evidentemente, algumas coisas também movimentam o noticiário brasileiro, bem como nossa opinião pública.

Em outra época, a chegada do presidente americano Barack Obama (segundo alguns o homem mais poderoso do mundo) nesta sábado seria com certeza nosso destaque principal em todos os lugares, mas nesta semana aconteceu em nosso meio algo extremamente simples, mas forte o suficiente para deflagrar uma onda de indignação nacional que roubou a cena do Obama.

O fato foi noticiado inicialmente – se não estou enganado - pela coluna da Mônica Bergamo da Folha.online e conseqüentemente espalhado pelos outros meios de comunicação em todo o Brasil.

A notícia ganhou a casa de cada cidadão das diversas classes sociais – e pelo resultado exposto na mídia só não criticou o fato quem está envolvido com ele – gerando um sentimento de abuso e absurdo por parte de pessoas ( a cantora em questão, os artistas envolvidos na direção e o Ministério da Cultura) que nós esperávamos dar à essa mesma sociedade, um exemplo maior de bom senso.

O assunto chegou também ao senado, onde o participante da casa Álvaro Dias fez a seguinte exposição:

Eu, sinceramente, como tantos brasileiros, sou admirador de Maria Bethânia e não quero me precipitar fazendo qualquer crítica. Quero apenas que a senadora Marta Suplicy [PT-SP], que nos honra com sua presença nesta comissão, possa nos informar depois se realmente a notícia é exata, se está havendo a liberação desses recursos, porque já há candidatos à apresentação de projetos para novos blogs - disse.

Sem poupar ironia, o senador disse que o mistério estava lançando agora o programa Meu Blog, Minha Vida, numa alusão ao programa Minha Casa, Minha Vida. Ele frisou que neste momento, em que se fala em rigor fiscal e cortes, em que também há denúncias de utilização de recursos públicos em eventos, o governo precisa explicar o motivo da liberação dos recursos para o blog da cantora. (extraído do blog do Senado Federal).

Se você ainda não identificou o fato abordado nesta matéria, esclarecemos que estamos falando do projeto apresentado pela cantora Maria Bethânia para elaboração de um blog que deve incluir 365 vídeos de 60 segundos falando de poesia - um por dia do ano - com coordenação do sociólogo Hermano Vianna e direção de Andrucha Waddington (do longa "Eu Tu Eles").

O projeto foi aprovado pelo Ministério da Cultura, que na tarde de ontem tentou explicar sua aprovação ao projeto e acabou trocando a lei que amparou sua decisão. Mas independente da lei, fato é que quem financiar o projeto no valor R$ 1.300.000.00, dos quais R$ 600 mil foram reservados para a Maria como um cachê pela "direção artística" do projeto, poderá abater diretamente no imposto de renda a pagar, ou seja, esse valor não irá para os cofres públicos e nem revertidos depois em benefícios primários para a população.

Diante do acima exposto, no papel de cidadão desta democracia, venho pedir a Cantora Maria que desista desta ideia, que creio não partiu do seu coração, até porque, sua cidade natal tem gente carente o suficiente para ela entender bem a situação do nosso povo e o absurdo que é para eles, pagarem ( sim é o povo que vai pagar no fim das contas, já que essa arrecadação não será convertida em benefícios primários) nesse momento R$ 50.000,00 - detalhe por mês - para alguém colocar poesia em vídeo num blog em que muito poucas pessoas assitirão.

No demais, creio que se a cantora e os artistas envolvidos consideram o projeto tão importante ao ponto de insistirem com ele, que os próprios financiem o projeto, dando assim um bom exemplo ao povo, que com certeza vai falar muito mais que qualquer poesia.

É importante trazer a nossa memória coisas que nos trazem esperança e bom senso, e uma delas é que este país e seus cidadãos têm sido generosos demais com algumas classes, inclusive os cantores e cantoras, e Já é hora deles retribuirem a esse povo, o que essa massa tem feito por eles.


Aos empresários que estavam examinando a questão do financiamento chamo atenção para o fato de que com certeza a imagem de sua empresa será prejudicada, caso apareça como fonte financiadora de um absurdo nacional como esse. E isso que você deseja para sua empresa?

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

quinta-feira, 17 de março de 2011

ESPAÇO MILAGRE - Deus tem solução para "sua surpresa desagradável"

A vida traz sempre muitas surpresas e em alguns casos específicos elas se apresentam como uma questão sem solução  à luz dos nossos conhecimentos.

Você que está nos visitando nesta página , talvez seja uma dessas pessoas “premiadas”, que um dia - como outro qualquer - acordou e lá  estava ela, sentada na sua cama toda confortável bem ao seu lado, para assombrar  sua vida a partir de então.

A surpresa desagradável nunca é esperada, pelo menos na nossa porta. Nossa tendência é sempre achar que coisas do tipo sem solução só batem na porta do nosso vizinho.

A surpresa pode se manifestar através de  uma enfermidade – ou mesmo uma má formação como é o caso do bebê Xin Xin da matéria colada abaixo -, um desemprego prolongado, um casamento aparentemente falido, um filho nas drogas, a morte de alguém muito próximo, o fato do seu bebê parar de se alimentar sem que você encontre uma explicação lógica para o caso e nem mesmo a solução ou até mesmo, como se tornou corrente em nossos dias, um “desastre natural”, como foi o caso da região serrana do Rio de Janeiro e o atual terremoto no Japão.

Evoluindo em nossa linha de pensamento, dando agora um salto maior até a conclusão de nosso raciocínio, podemos afirmar que a verdade absoluta deste aspecto de nossa existência – que muitos tentam não encarar – é que todos nós estamos em completa insegurança, se olharmos a vida dentro de uma cosmovisão unicamente humana.

Tudo pode acontecer com todos:

A Dilma – mesmo sendo a presidente do Brasil – pode morrer da sua antiga enfermidade.

O Eike Batista – mesmo sendo o oitavo homem mais rico do mundo - pode se sentir completamente vazio ao ponto de sua vida não ter sentido.

O homem mais velho do mundo pode viver mais vinte anos e o mais novo bebê não sobreviver mais um segundo.

Tudo é vulnerável, tudo é inseguro quando olhamos a vida com parâmetros meramente humanos.

Eu acredito que os pais do Xin Xin nunca esperavam que seu bebê fosse nascer com o coração fora do lugar, isso é o tipo de coisa que nem dá para se imaginar, mas assim é a vida, coisas imagináveis acontecem a todo o momento.

Por isso, para que a vida não roube de nós – através de algumas surpresas – a esperança, alegria e a certeza de que sobreviveremos a todas as situações, faz-se necessário que Deus faça parte do nosso universo, ou melhor, dizendo, que nós aceitemos que Ele faz parte do Universo, já que independente de nós aceitarmos ou não sua existência e sua intervenção, Ele está e sempre estará no domínio de todas as coisas, nada escapa ao seu controle, nem mesmo as surpresas que acontecem em nossa vida.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

Bebê nasce com coração fora do corpo

Rio - Médicos chineses estão lutando para salvar um bebê nascido com o coração no exterior do seu corpo. Com dois meses de idade, Xin Xin tem apenas uma fina membrana que cobre o coração.

O bebê de dois meses nasceu com um problema raro: seu coração está fora de seu corpo

Os pais levaram o bebê ao Hospital Xin Qiao, em Chongqing, e os cirurgiões estudam a melhor forma de tratá-lo. O vice-diretor do departamento de pediatria do hospital, Zhang Yuping, disse que "este é um caso muito raro. Seu coração está tão exposto, que uma leve batida pode ser fatal".

Os cirurgiões tiveram algumas ideias sobre como tratar Xin Xin, mas cada uma delas foi descartada devido aos temores de que ele não poderia sobreviver.
Eles planejam agora esperar até ele completar três meses de idade, quando a maioria de seus órgãos terá se desenvolvido mais e ele será forte o suficiente para a cirurgia.

quarta-feira, 16 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Mais notícias sobre a 9a edição da Flip

Para você que está aguardando com certa ansiedade a nona edição da Flip, saiba que James Ellroy - considerado um dos principais autores de livros policiais - já confirmou sua presença na feira. A edição deste ano será realizada entre os dias 6 e 10 de julho.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

James Ellroy vai lançar livro na 9ª edição da Flip
O escritor norte-americano James Ellroy, considerado um dos principais autores de livros policiais, virá ao Brasil para participar da nona edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano será realizada na cidade fluminense, entre os dias 6 e 10 de julho.
Ellroy é mundialmente conhecido como autor de Dália Negra, romance filmado há cinco anos por Brian De Palma. Outro de seus livros foi filmado pelo diretor Curtis Hanson em 1997, Los Angeles – Cidade Proibida.
A editora Record, que publica seus livros no Brasil, vai relançar na Flip Tabloide Americano e 6 Mil em Espécie, os dois em versão de bolso, além de lançar Sangue Errante.
A programação da Flip 2011 também tem confirmados, entre outros, os escritores João Ubaldo Ribeiro, Antonio Tabucchi, Claude Lanzmann, o americano David Remnick, o cartunista Joe Sacco, Emmanuel Carrère, Andrés Neuman, o português Valter Hugo Mãe e a argentina Pola Oloixarac, já considerada a musa desta edição

terça-feira, 15 de março de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Meditando com o Bispo Josué da Igreja Metodista sobre oração

Visite o blog do Bispo JosuéAdam: josue.lazier.blog.uol.com.br

ORAÇÃO EFICAZ OU ORAÇÃO É A QUE FAZ?

Já escrevi sobre a oração eficaz. Agora vou me contradizer para afirmar que oração é a que faz.

 

É a que faz a pessoa se movimentar para o serviço cristão e não se fechar num círculo intimista e inconsequente...

É a que faz a pessoa sair da estagnação e ampliar seus conceitos numa perspectiva de valorização da vida pessoal, familiar, social, onde os outros também são valorizados e respeitados, e não a apatia que compromete a vida do orante que vê apenas o seu umbigo...

Oração que faz não é aquela gritaria ensaiada que não contempla o divino e nem vê o humano...
A oração que faz é aquela que move a pessoa que se ajoelha, senta, deita ou se acomoda para orar, sem perder a perspectiva da realidade e esperança da ação divina que se move, não pela oração do orante, mas pela graça do Criador...
É a que faz o orante agir, não coagir...

É a que faz o orante esperançar e não descompensar espiritualmente, psicologicamente, racionalmente e nas relações se apresentar como demente...

É a que faz a pessoa que ora ser gente...

É a ação transformadora de Deus que alcança o orante.

Oração que faz é o contrário de oração eficaz...
Bispo Josué Adam Lazier


ESPAÇO CIÊNCIA - Quem diria, Freud plagiou a descoberta de doença psiquiátrica relatada em conto pelo escritor Machado de Assis

Dizem que de médico e louco todos nós temos um pouco.

No caso do escritor Machado de Assis esse dito tende mais para a faceta de médico, já que dois pesquisadores da USP - Daniel Martins de Barros e Geraldo Busatto Filho, ambos psiquiatras da USP publicaram suas conclusões na revista médica britânica "British Journal of Psychiatry" - descobriram que ele relatou os sintomas bem como a solução para uma doença psiquiátrica ainda não conhecida em seu tempo.

A "folie a deux" (em francês, algo como "loucura a dois") não havia ainda sido diagnosticada quando Assis a descreveu em seu conto "O Anjo Rafael".

O mais interessante em tudo isso é que a forma utilizada por Assis para narrar os fatos, combina todos – sem exceção – os elementos desta doença, inclusive o efeito terapêutico de separar os indivíduos, mais tarde descrito por Lasegue e Falret [os descobridores "científicos" da "folie a deux"].

Escrever ficção também é fazer medicina.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

Abaixo a matéria na íntegra.
Dizem que de médico e louco, todas as pessos têm um pouco. Pelo jeito Machado de Assis antecipando Freud? Nem tanto, mas dois pesquisadores acabam de mostrar que o maior dos escritores brasileiros do século 19 ultrapassou os médicos e foi o primeiro a descrever um estranho distúrbio psiquiátrico, a "folie a deux" (em francês, algo como "loucura a dois"). Na ficção, claro.

O caso foi descrito por Daniel Martins de Barros e Geraldo Busatto Filho, ambos psiquiatras da USP, na revista médica britânica "British Journal of Psychiatry".

A dupla explica que a "folie a deux" envolve uma espécie de contágio mental.


Segundo a descrição científica original do distúrbio, publicada em 1887, ela é comum entre mulheres que vivem em ambientes isolados, em geral junto com a família.

Nesses casos, quando um membro da família desenvolve sintomas psicóticos, um ou mais parentes acabam "pegando" os sintomas, tendo ilusões, por exemplo.

No entanto, anos antes dessa descrição, Machado de Assis publicara o conto "O Anjo Rafael". Como o nome da história sugere, um dos personagens acreditava ser o anjo em questão.

Apesar de sua suposta natureza angélica, o sujeito tinha uma filha, com quem morava numa fazenda e para a qual buscava um marido. E a moça, estranhamente, tinha embarcado na fantasia do pai, conforme seu noivo percebeu. Ela só deixou de lado a ilusão três meses depois que o pai morreu, o que a levou a deixar a fazenda.

"A narrativa de Assis combina todos os elementos que depois seriam descritos por Lasegue e Falret [os descobridores "científicos" da "folie a deux"]. Ele vai além e descreve o efeito terapêutico de separar os indivíduos", escrevem os psiquiatras da USP.

ESPAÇO LITERÁRIO - Somente para escritores iniciantes

O pequeno texto abaixo é da nossa amiga Josélia Aguiar do Painel das Letras e ao mesmo tempo um incentivo ao escritor iniciante que tem encontrado as portas fechadas nas editoras.

Leia e pense, quem sabe não é uma solução para sua carreira.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

Ao lado, capa da obra de estreia da escritora de livros infantis inglesa Beatrix Potter. Depois de ser rejeitada por dezenas de editores, pois seu livro ilustrado era um negócio bastante arriscado, ela publicou sozinha 250 cópias, em 1902. Virou sucesso

Os heróis da autopublicação

A história da americana Amanda Hocking circula há alguns dias pela internet. A moça de 26 anos, rejeitada por editores depois de muitas tentativas, apostou no “self-publishing”. Em tempos digitais, fazer e divulgar um livro se tornou mais barato (o que não quer dizer que se tornou mais fácil). A jovem autora já vendeu quase 1 milhão de exemplares em um ano, pelos quais amealhou US$ 2 milhões. Ficou rica

Josélia Aguiar, Painel das letras.
 

ESPAÇO REFLEXÃO - Meditando com o Bispo Josué da Igreja Metodista sobre o crescimento da Igreja

Amados do Senhor, os textos do Bispo Josué dispensam comentários, seja pela qualidade da escrita em sí ou pelo seu conteúdo, por isso, meu único acréscimo é o endereço do blog do bispo, que com certeza vai abençoar sua vida :


Em Cristo. 
Pr. Paulo Cesar Nogueira

DIZEM QUE A IGREJA NÃO CRESCE...
Introdução
O crescimento da Igreja tem sido o grande alvo das diversas denominações cristãs e evangélicas. Para isto, vários livros têm sido produzidos com a descrição de uma variedade de métodos, estratégias, modelos e técnicas, e a oferta de que o crescimento vai acontecer. Surgem propostas mirabolantes, estratégias geográficas, geopolíticas, culturais, etc. Há quem diga que a igreja não cresce. Há quem diga que a igreja apenas incha, ou enche de consumidores da fé.

Eu costumo partir de outra perspectiva, ou seja, de que a igreja cresce. Na verdade elas têm crescido, pela dedicação e empenho de membros leigos e clérigos. Mas o crescimento tem sido aquém do seu potencial missionário e evangelístico. Isto não quer dizer que nossas igrejas não evidenciem os aspectos do crescimento natural e equilibrado. Pelo contrário, evidenciam crescimento, mas têm potencial para crescer ainda mais e em todos os aspectos desse processo. Algumas igrejas têm tido mais êxito no crescimento numérico, enquanto outras têm sido mais bem sucedidas em outros aspectos. Há igrejas que passam por um período de estagnação e que necessitam da força do Evangelho e do poder do Espírito Santo para a revitalização.

O crescimento da Igreja é natural
A Igreja, sendo fiel à missão de Deus, cresce, como um corpo vivo (Ef 4.13-16). Desde o nascimento da Igreja, com o Pentecostes, ela é um “corpo” que cresce (Atos 2.41 e 47; 5.14; 6.7; 8.4 e 25; 9.31; 11.21; 13.48-49; 16.5 e 21.20). O poder impulsionador que leva a Igreja a experimentar o crescimento é a ação dinâmica e soberana do Espírito Santo (Atos 2.4-13; 6.8-10; 8.29 e 39; 9.15-17 e 31; 10.44-47; 11.12 e 24; 13.2 e 4; 15.28 e 16.6-7), que encontra pessoas, cooperadoras com Cristo, o cabeça da Igreja, disponíveis a cooperar com ela, na força e na inspiração que nasce da fé.[1]

O crescimento da Igreja é consequência natural da conversão em Cristo, do ser nova criatura, da regeneração, do novo nascimento e não um fim em si mesmo, ou seja, ela é o resultado das bases da ação missionária, do compromisso com o Evangelho e com a evangelização, do desempenho dos diversos dons e ministérios, da mordomia cristã, do zelo pelas marcas essenciais da Igreja, etc.
Schwarz oferece as marcas do crescimento natural da Igreja: liderança capacitadora; ministérios orientados pelos dons; espiritualidade contagiante; estruturas funcionais; culto inspirador; grupos familiares (discipulado); evangelização orientada para as necessidades e relacionamento marcado pelo amor fraternal.[2] Carlito Paes, no seu livro Igrejas que Prevalecem, apresenta 24 princípios para um crescimento saudável e equilibrado.[3]

Na década de 80, a SEPAL (Serviço de Evangelização para a América Latina) oferecia um curso sobre crescimento equilibrado da Igreja, através de uma apostila preparada pelo Dr. Lourenço E. Keyes, que abordava três aspectos do crescimento equilibrado:[4] crescimento orgânico – que tem a ver com o relacionamento entre os diversos membros do Corpo de Cristo e o exercício mútuo dos dons e ministérios; crescimento qualitativo – indica o crescimento na vida cristã e na maturidade cristã; crescimento quantitativo – é o crescimento numérico da igreja. Podemos ver estes aspectos do crescimento da igreja, além de outros, na Igreja Primitiva (Atos 2 a 5): havia perseverança na doutrina, na oração, no partir do pão, no louvor a Deus, etc; havia o batismo de novos convertidos pois muitos aceitavam a mensagem do Evangelho; havia comunhão e solidariedade entre os membros daquela igreja nascente.

Considerando as igrejas primitivas (Jerusalém, Antioquia, Corinto, Filipos, Tessalônica, Éfeso, Colossos e outras), o crescimento da Igreja revela compromisso e é acompanhado também do crescimento na sinalização do Reino de Deus: justiça, paz, solidariedade, liberdade, amor, esperança, vida abundante, vivência do discipulado, entre outros aspectos que indicam a presença deste Reino. Ao lado do crescimento quantitativo deve estar o crescimento na espiritualidade, na prática dos dons e ministérios, na prática de atos de piedade e obras de misericórdia, no exercício da cidadania, na observação de valores éticos e morais, no testemunho profético e na compreensão da integralidade do Evangelho.

Para não parar a reflexão

O crescimento da igreja é algo simples que se problematizou quando se transformou em fim e objetivo maior das denominações, pelo menos da minha. Seguir a ótica do mercado que estabelece alvos a serem alcançados pela vendagem de produtos e a gratificação e promoção para as pessoas que alcançam estes alvos é, no mínimo, desqualificar o anúncio do Evangelho de Cristo que tem a força de transformar as pessoas para serem cristãs e não necessariamente desta ou daquela igreja.

Logicamente que a identidade confessional é importante, bem como a tradição de fé que dá suporte às convicções religiosas, mas o sinal de que isto está ocorrendo numa determinada igreja não é o crescimento numérico, é sim o testemunho transformador no contexto social e cultural, e não trancado dentro de templos celebrando a Deus que se faz presente, especialmente, entre os que sofrem.
Eu afirmo que a igreja está crescendo.
Bispo Josué Adam Lazier
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[1] IGREJA METODISTA, Plano Nacional – Objetivos e Metas, São Paulo, Editora Cedro, 2002, p. 14.
[2] SCHWARZ, Christian, O Desenvolvimento Natural da Igreja, Editora Evangélica Esperança, 2000, pg. 15-48.
[3] PAES, Carlito, Igrejas que Prevalecem, Editora Vida, São Paulo, 2003.
[4] KEYES, Lourenço Eduardo, Crescimento Equilibrado na Igreja Local, SEPAL, 1981.