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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ESPAÇO MISSÃO ÁFRICA MOÇAMBIQUE -Texto de inauguração.

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com o leitor. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.

Como prometi aos nossos leitores, estamos iniciando com este texto à nossa nova coluna: “Espaço Missão África - Moçambique”. Confesso que foi difícil encontrar um missionário que percebesse a importância de falar sobre missões utilizando outra ótica, que não fosse à tradicional, com textos formatados e informações básicas.

O que vamos trazer para vocês é um conjunto de pormenores, que de uma forma geral, passa despercebido no cotidiano da atividade missionária. Evidentemente que essa “linha de trabalho” não vai desconsiderar outras informações também importantes, já que nossa ideia é “jogar por terra” noções fantasiosas deste chamado, mostrando a realidade e o agir divino na obra missionária, relatados por quem vive a prática e não a forma teórica e missões.
O nosso missionário, que a partir de agora passa a ser seu o que significa que você deve orar por ele e ajudá-lo da forma que for possível, é o irmão Ezequias Samuel da Rosa. Nascido no Espírito Santo (literalmente) na cidade de Alegre, mas que desde os dez anos mora no Estado do Rio de Janeiro. De uma família de seis filhos, onde quatro são pastores e dois missionários, onde se contarmos o pai cinco deles se chamam Ezequias Samuel, ele é o único que neste momento está fora do país.

Ezequias pertence à Igreja Cristã Casa de Oração que fica em Angra dos Reis, RJ. Ele tem 43 anos, é casado ( mas nesse momento se encontra sozinho na obra) e está na África, mas especificamente em Moçambique na cidade de Tete.Ele, como outros missionários em outros países, exerce uma atividade secular numa empresa de construção civil, já que essa atividade é a única fonte de fomento da sua sobrevivência e também de toda ação missionária gerada por seu trabalho. Segundo suas próprias palavras sobre a obra ela: “Está numa boa fase, temos umas 30 congregações, sendo algumas de tijolo, outras de pau a pique e o restante de capim. O material utilizado para fazer o telhado é diverso: Folhas de zinco, lona de plástico e capim”.

As duas maiores dificuldades para o nosso missionário foram o idioma(se fala Inglês e português e vários dialetos, os mais próximos do português são conhecidos como: Sena - Hungue - Titheua - Machangana) e a alimentação (Ratos e gafanhotos fazem parte da alimentação local, além de que 90% do que se come é feito a base de angu e milho branco, acompanhado de caldo de peixe - com um cheiro horrível- numa só panela servido com a mão. A higiene é praticamente zero).

Apesar de contar somente com o apoio de um irmão brasileiro ( que por sinal é seu primo e trabalha na mesma empresa) e alguns obreiros formados na prática e na urgência do dia a dia, o resultado desta missão é impressionante, a obra já congrega um total de 1000 pessoas, sendo que a metade já tem algum entendimento e a outra está acompanhando ainda o movimento das outras pessoas.

Na opinião do Ezequias algumas coisas impedem que o resultado seja ainda melhor, como por exemplo:

a) A falta de bíblia para todas as pessoas que estão sendo evangelizadas.

b)Falta recursos para preparar pessoas e material didático.

c) Falta transporte para deslocamento dos membros. As distâncias são enormes entre um ponto e outro.

d)Falta recurso para alimentação do povo.
Bem, encerro aqui nosso primeiro texto desta coluna. Ele abrirá a partir de agora portas para as mais diversas questões dentro da missão Moçambique. Se você leitor quiser saber alguma coisa específica pode perguntar, nós repassaremos ao missionário e transformaremos a sua pergunta e a resposta dele em objeto de debate para todos os visitantes. Só para você ficar com "água na boca", ontem por volta das 16h30min nós dois conversamos e eu me despedi dizendo que iria me preparar para o culto noturno, do outro lado (Moçambique) era aproximadamente 21;00, e o Ezequias estava chegando naquele momento de um mutirão, eles estão levantando mais uma igreja (a segunda) para glória de Deus.
Que Deus abençoe o nosso missionário e também todos os outros que estão espalhados pelo mundo.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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domingo, 25 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Nosso entrevistado desta semana (26/09) é o Pastor Antônio Mesquita da Assembleia de Deus

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Amados do Senhor Jesus e queridos visitantes. É com alegria que trazemos para sua instrução e reflexão a entrevista realizada com o Pastor Antônio Mesquita.

A exemplo dos entrevistados anteriores, ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas como todos que estão participando deste "projeto de opinião", além de ter sido muito atencioso à nossa solicitação, demonstrou também muita simplicidade ao tratar nossa ideia com  naturalidade, o que certamente  é um diferencial dentro de um universo evangélico distorcido na forma de tratar a comunhão dos santos .Sobre seu currículo, além da entrevista abaixo, você pode consultar a matéria http://minreligare.blogspot.com/2011/09/pastores-suas-vidas-e-seus-ministerios_23.html  

Entrevista:

Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?

Antônio Mesquita, 55 anos.


É casado(a)? Com quem? Tem filhos? Quantos?
Casado com Lucene Malfará Mesquita e filhos Cristian, Lilian e Elen.

Há quanto tempo pastoreia?
Sou ministro do Evangelho desde 1995.


Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?
Sou jornalista e já atuei em alguns órgãos seculares de comunicação, como também gerenciei o Departamento de Jornalismo da CPAD; sou autor dos livros Tira-dúvidas da Língua Portuguesa, (‘pecados’ gramaticais do dia-a-dia); Pontos Difíceis de Entender (dúvidas, traduções, descobertas científicas etc); Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; Fronteira Final (Escatologia contextualizada); Manual da Nova Ortografia da Língua Portuguesa (CPAD); presido o Conselho de Comunicação da CGADB e sou graduado em Teologia pelo Ibad.

Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?
Assembleia de Deus.


Como definiria o exercício pastoral?
Como verdadeiro sacerdócio a partir da própria convocação divina e não por opção pessoal, conforme descreve Hebreus 5.4: “E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão”.


O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?
Em momento crítico por alinhar-se a teologias perniciosas, como da Prosperidade, Triunfalista, da Confissão Positiva... Escrevi artigo recente, com críticas sobre essa situação, sob o título: Igreja do Senhor dos Céus e igrejas dos senhores da Terra (http://www.fronteirafinal.wordpress.com/).

Como você encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?
No que diz respeito à prática das teologias acima... criam paradigmas totalmente alheios às regras cristãs e se firmam na crítica paulina: “... homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais”, 1Tm 6.5.


Você defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?
Bem, não existem apóstolos senão os 12. A era apostólica teve um fim específico, para o fundamento doutrinário da Igreja, conforme Atos 2.42; 16.4; Gálatas 2.9 e Efésios 2.20. Fora desses, temos os enviados – os missionários (além língua, fronteira ou cultura), homens dignos e preparados para o estabelecimento do Corpo de Cristo em lugares inóspitos, do ponto de vista da fé cristã. Portanto, alguns, fora do colegiado dos 12, são citados na Bíblia, mas com a ideia do significado da palavra (sua etimologia), e não ao ofício igual ou semelhante aos 12. Fora disso, não passa de marketing pessoal e modismo.

As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas se tornam o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?
Toda e qualquer igreja, em termos denominacionais pode atender satisfatoriamente aos anseios dos fiéis. Para isso, não precisa ‘inventar a roda’, mas seguir os preceitos bíblico-cristãos. As dificuldades se estabelecem a partir da deficiência humana, quando se tenta, por ela, administrar o Corpo. A receita está na Palavra e o paliativo na interferência humana; entre organismo (vivo) e organização (temporal).

Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?

O pastor deve ter o chamado para dedicar-se inteiramente ao rebanho, como engloba o significado primórdio. Ovelhas, por natureza, não dispõem de auto-defesa e nem mesmo berram quando são atacadas. O Lobo consegue dizimar um rebanho sem que elas esbocem reações, como se espera de qualquer animal. Daí a necessidade da forma presencial do pastor. O exemplo está na Bíblia, desde os profetas das Escolas de Profetas no VT e, fora delas, Amós, quanto no NT, com os discípulos, que deixaram suas redes. Porém, deve-se analisar condições e meios, como ocorria com apóstolo Paulo. Ele fabricava redes e mantinha certa independência, às vezes questionada por outros obreiros e por igrejas, acostumadas a cuidar de obreiros visitantes, conforme apologia do apóstolo em Romanos 14. São casos específicos, por necessidade, para o bem da obra e não por orgulho ou manutenção de estruturas pessoais tão-somente.

Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?
Ela ganha pela perspectiva de perseguição por vir, a partir do tratamento de desdém emitido pela sociedade, como resultado de seu alinhamento aos mesmos ideários, reduzindo a divisão entre o sagrado e o profano, tornando-a muito tênue. Esse retrato está em oposição ao da fase de João Batista, totalmente alheio aos respeitos humanos e média política: “Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia”, Mc 6.20. O que se ganha na Terra, perde-se em dimensão nos Céus! Temos de ser peregrinos e forasteiros na Terra e cidadãos dos Céus e não mudar essa ordem: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma”; “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”, 1Pd 2.11 e Ef 2.19.

No universo da sociedade brasileira, o que você considera como sendo o maior perigo para uma vida coerente como Evangelho?

Problemas advindos desde a colonização, como a ausência de Educação; a propensão à libertinagem; identidade cultural ruim e falta de identidade nacional e de raízes, que leva o país a um verdadeiro salva-se quem puder, são riscos diários. Os representantes públicos, com raríssimas exceções, devem ser vistos como verdadeiros corsários. Formamos um povo tolerante e, com isso, facilmente enganado.Some-se a isso a nossa forma de expressar. A exemplo de todos os povos latinos, refletimos muito a partir do sentimento. Somos mais emocionais que racionais e, por isso, uma sociedade doente, terreno fértil para espertalhões.

Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?
Analise o que ocorre hoje no mundo, para perceber, sem esforço, que a Bíblia é tão atual quanto à descoberta da mídia social. O cumprimento profético é de notável precisão e pode-se garantir a veracidade bíblica, como a promessa do Retorno do Senhor! A observação bíblica antecipa, mais uma vez, aos fatos finais, diante da toda a degradação humana, e sentencia: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”, Ap 22.11. 
A liberdade de expressão é um sagrado direito dado ao homem. Mas toda crítica deve ser feita com racionalidade, conhecimento de causa e respeito. 

Através do sistema de comentários do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa deste tipo de exercício.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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ESAPAÇO MISSÃO ÁFRICA - Nova coluna que será inaugurada em breve

Amados visitantes e irmãos em Cristo, estamos elaborando uma nova coluna para nosso blog. Nela estaremos compartilhando a vida e o cotidiano de um missionário brasileiro que está na obra do Senhor em outro país. Vamos tratar dos mais variados assuntos, sendo a coluna uma excelente oportunidade para todos conhecerem uma pouco mais de missões transculturais. Quem sabe se acompanhar esta coluna, não despertará no seu coração um chamado missionário.

Detalhe, você poderá sugerir perguntas a serem feitas ao missionário.  

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Nosso próximo entrevistado é o Pastor Antônio Mesquita

 A entrevista com o pastor Antônio Mesquita será postada na próxima segunda-feira, até lá, conheça um pouco do nosso próximo entrevistado:

Antônio Mesquita é ministro do Evangelho, jornalista e graduado em Teologia pelo Ibad (Pindamonhangaba-SP). Após terminar o seminário dirigiu igrejas na região de Catanduva, Marília (onde coordenou e ministrou aulas na primeira extensão da Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima-Belenzinho-SP), e Jales. Nestas regiões trabalhou e aprendeu com os honrados servos do Senhor, pastores José Dutra de Moraes (discípulo de Bruno Skolimovisk, Alfredo Reikdal, João Alves Corrêa e Cícero Canuto de Lima); Joel Batista Valadares (discípulo de Alfredo Rudzit e Cícero Canuto de Lima) e Florentino Zacarias (discípulo de Cícero Canuto de Lima). Trabalhou em rádio, tevê e jornais como Diário da Região (um dos 5 maiores do interior de SP), em S. J. do Rio Preto e em suas sucursais de Votuporanga e Catanduva. Começou no O Regional em 1972, um dos primeiros jornais do interior de SP a adotar o sistema ofsete); na Tevê Morada do Sol (Araraquara) e Folha de São Paulo (S. José do Rio Preto). Em 1997 mudou-se para o Rio de Janeiro ao ser contratado pela CPAD, onde atuou como gerente de Jornalismo e repórter do Programa de tevê Movimento Pentecostal. Atua como vice-líder da Assembléia de Deus do Fonseca, Niterói (RJ). Também é presidente do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB e vice-presidente da PAS – Patriarca Assistência Social. É autor dos livros Tira-dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; Pontos Difíceis de Entender; Fronteira Final e Manual da Nova Ortografia (CPAD). Sua experiência profissional já o levou para a Europa, Oriente Médio, África e Estados Unidos, além de quase todos os Estados brasileiros. Ministra palestras sobre Comunicação, Ética e Postura Cristã, Escatologia, Doutrinas Bíblicas, Educação Cristã/Teologia, dentre outras. Casado há 30 anos com a irmã Lucene Malfará Mesquita, com quem tem três filhos, Cristian, Lilian e Élen e a neta, Livian.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Uma resposta para o mundo.

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Na noite que passou, peguei para reler o livro “O mal e a justiça de Deus”, do escritor N.T.Wright. Decidi fazer uma segunda leitura da maioria dos livros que tenho em casa, já que nossa memória não armazena, da forma que gostaríamos todas as informações que temos contato. O tema (o mal) é extremamente complicado e difícil, o que neste livro é minimizado pela facilidade do autor em lidar com o assunto e também, pela sua forma clara e simples de comunicar suas idéias. Wright apesar de um grande erudito, principalmente em relação ao Novo Testamento, escreve com  conhecimento de causa, dando vida as palavras que utiliza em seus textos, onde aborda este assunto tão complexo. Recomendo a leitura do livro me questão.
Mas a minha intenção com esse texto não é falar sobre o livro citado acima e nem do seu autor, o que desejo é chamar sua atenção leitor para a questão do mal, que é real e companheira da humanidade em toda sua história. Pegando uma “carona” no prefácio do livro, encontramos na sua finalização a seguinte conclusão: (As pessoas que morreram nos grandes desastres dos primeiros anos do século XXI, nos lembram que não nos compete “solucionar” o “problema do mal” neste mundo, e que nossa missão principal não é responder a questões filosóficas complexas, mas sim manifestar os sinais do novo mundo de Deus, com base na morte de Jesus e no poder de seu Espírito, mesmo em meio a “esta era perversa”).
 
No meu entendimento Wright é preciso em sua conclusão quando adota a prática como caminho para geração de uma resposta para esse mundo. Muitas vezes gastamos tempo demais utilizando argumentos teológicos, filosóficos, biológicos, históricos e outros “cos”, para explica algo que até enxergamos de longe, como o horizonte, mas como ele, não é tangível e nem mensurado.
 
A nossa resposta para esse mundo assolado pelo mal deve ser um vislumbre em nossas vidas de um mundo além deste, onde todas as coisas em Deus serão muito diferentes. Isso sim deve ser encarado como nosso grande desafio contemporâneo, mostrar sinais desse novo tempo tornando público e sem nenhuma vergonha, a obra expiatória de Cristo, bem como o poder do Espírito Santo que nos envolve. Para isso, precisamos ter convicção do teor desta obra, entendê-la em profundidade para proclamá-la em todos os níveis da nossa sociedade e sem nenhuma vergonha do nosso discurso ser confundido com parábolas mitológicas, até porque, o princípio que envolve a redenção da humanidade em Cristo é perfeito.
 
Nenhuma das ciências conhecidas apresentou até o momento uma resposta satisfatória para a origem do mal e nem mesmo uma solução para ele. A tentativa dos iluministas do século XVIII de considerar a falta de iluminação (ausência de conhecimento do povo) como origem e ao mesmo tempo a solução do mal, caso conseguissem inverte essa condição (compartilhando conhecimento com o maior número de pessoas, o que aconteceu de fato), naufragou junto com a dialética hegeliana (que trazia em seu arcabouço a ideia do progresso automático) e os esquemas de Kant, diante das duas grandes guerras mundiais ocorridas na primeira metade do século XX.


Em vistas destes fatos, precisamos ter consciência que o Reino de Deus que habita em nós é a melhor resposta para o mundo em relação as suas dúvidas, inclusive sobre a questão do mal, devendo ser manifesto através de uma postura da igreja coerente não com os aspectos deste mundo atual, mas com o vindouro, onde todas estas questões já estão resolvidas.
A esperança de um novo céu e uma nova terra não pode abandonar nossos corações e nem a nossa fala, devem fazer parte de nossos pensamentos e dos nossos discursos, só assim, esse mundo encontrará a resposta que tanto procura.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Um dia dedicado aqueles que estão com o coração duro em relação a Cristo

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Hoje resolvi dedicar meu dia as pessoas que não aceitaram Cristo. Sei que o objeto da minha dedicação é extenso, algo em torno de bilhões de pessoas dispostas em espaços geográficos imensos, bem como distantes, mas tenho convicção que a obra de fato é realizada por Ele, sendo o meu papel nesse dia pensar nessas pessoas, interceder por elas, chorar e compartilhar com nossos leitores alguns pensamentos a respeito deste grupo, como estou fazendo neste exato momento através deste texto que será postado em nosso blog e via mensagens menores no facebook.

Também tenho consciência que nem toda extensão da minha interseção, mesmo que toda ela fosse atingida pela Palavra, mudará de posição, permanecendo uma grande parte distante de Cristo até o fim de cada uma delas. Essa é uma realidade que me choca a cada dia, quando penso em quantos estão morrendo sem a salvação que existe em Cristo. A Igreja muitas vezes falha no seu ofício de proclamar o Evangelho, mas independente disso, é duro pensar que existem pessoas que simplesmente endurecem o coração e decidem viver do seu próprio jeito essa vida e a próxima na eternidade, na qual elas “romanticamente” acreditam que terão paz e descanso.

Alguém me ligou neste exato momento em que escrevo por conta de um comentário (que estou dedicando esse dia aos condenados por Deus) no facebook e me fez a seguinte pergunta: “Pastor não é utopia ou até mesmo pretensão sua achar que pode dedicar seu dia a esse número enorme de pessoas que não aceitaram Cristo, o senhor acha que o seu dia vai fazer diferença?” Respondi para ele, e talvez para você que nos visita no blog, que utopia e pretensão se encaixariam melhor na minha vida se eu não me importasse com essa situação e com as pessoas envolvidas nela, crendo que nada posso fazer.Particularmente, quando chego ao ponto de achar que não tenho o que fazer por alguém, choro por ela, mas não deixo de expressar minha “mistura” com o Espírito de Deus.

A rede facebook deve ser usada com cuidado, mas preciso admitir que ela me ajuda muito a interceder por vidas, já que na rede muitos que conheço e que não conheço se expressam de forma livre, manifestando sua distância de Deus através das suas atitudes e palavras. Diante do facebook às vezes choro quando encontro alguém esbanjando (de forma falsa) alegria e felicidade porque saiu para beber na noite anterior e “tomou todas”, quando vejo jovens se vangloriando (mesmo que seja de forma implícita) do sexo ilícito que praticaram com “suas gatas” ou “gatos”, quando observo pessoas bem sucedidas financeiramente ou profissionalmente declararem “sua onipotência”, quando vejo outros ridicularizando a fé em Cristo porque Deus para eles é qualquer coisa e mesmo assim secundária, quando vejo pessoas abençoadas pela graça divina lidando com suas vitórias como se elas fossem seus troféus, símbolos da sua independência de tudo e de todos.

Distante desta visão, como muitos outros que encontraram Cristo, encontra-se o escritor deste blog, que na sua insignificância vai passar esse dia como Deus colocou no seu coração, intercedendo e chorando por essas almas, não por desespero, mas como uma prova que o amor de Deus habita em mim. Que você leitor me ajude em oração neste dia a realizar essa dura tarefa, já que estou sentido, pelo Espírito, a dor da perda destas almas, que independente do comportamento, têm um valor enorme para o meu Pai.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - O entrevistado desta semana é o pastor Celso Brasil da Assembleia de Deus

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Bom dia aos santos do Senhor e também aos queridos visitantes. É com alegria que trazemos para nossos leitores mais uma entrevista da nossa coluna: “Pastores, suas vidas e seus ministérios”.O nosso entrevistado desta semana é o pastor Celso da Costa Brasil, pastor presidente da Assembleia de Deus do Fonseca, Niterói, RJ.( Rua Teixeira de Freitas, 308 - Fonseca (próximo ao ponto final do 23).

Como alguns pastores entrevistados pela nossa coluna, não conhecemos pessoalmente o pastor Celso Brasil, nossos contatos começaram quando enviei para ele um e.mail agradecendo a liberação de uma obreira do seu ministério para contar seu testemunho em um evento de nossa igreja. A partir de então, temos trocado informações e matérias relevantes ao Reino de Deus. Mesmo que nosso contato até agora tenha sido online, posso afirmar a respeito do nosso entrevistado que ele demonstra em suas palavras muito temor a Deus e respeito por seus semelhantes.

Obrigado pastor Celso Brasil por encontrar tempo para nos abençoar com suas respostas.

Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?
Celso da Costa Brasil - 56 anos.

É casado? Com quem? Tem filhos? Quantos?
Casado com Sára Pires Brasil e tenho duas filhas Caroline e Rachel.

Onde reside (cidade)?
Em Niterói.

Há quanto tempo pastoreia?
Há 25 anos.

Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?
Sim.

Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?
Assembléia de Deus.

Como definiria o exercício pastoral?
Um sacerdócio para ser exercido com dedicação no sentido de zelar, cuidar, orientar e conduzir as pessoas as quais Deus nos confiou.

O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?
Um momento de crise e, como toda crise, uma oportunidade de promover mudanças que venham contribuir para uma igreja realmente comprometida com o Reino de Deus.

Como o pastor Celso encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?
Não formei nenhuma opinião sobre.

O pastor Celso defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?
Idem

As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas se tornam o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?
Um líder não deve ser centralizador, mas saber preparar obreiros e delegar aos mesmos, responsabilidades de acompanharem as necessidades de uma igreja, independentemente da quantidade de membros. Penso que um rebanho menor é o ideal.

Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?
Não, creio que o melhor é dedicação exclusiva, no meu caso não foi possível, tenho que contar com uma grande rede de colaboradores.

Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?
A igreja ganha quando levanta sua voz em favor do mundo se engajando nas questões sociais, mediando o evangelho genuíno de Jesus. Está perdendo quando não sai das quatro paredes e não promove um evangelho integral.

Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?

"Crê no Senhor Jesus. E será salvo você e sua casa".

Através do sistema de comentários do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa deste tipo de exercício.
Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Por que algumas pessoas ficam frustradas com seu chamado ministerial

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Neste último ano comecei a observar que 80% das pessoas (de outras igrejas) que vinham ao nosso ministério buscar aconselhamento, estavam frustradas ministerialmente.

Confesso aos nossos leitores que no início não me dei conta que esse número era tão significativo, mas com o passar do tempo, fui percebendo que a frieza espiritual e a falta de interesse pela igreja narrado pelos aconselhados, na maioria dos casos, já que evidentemente não estamos falando aqui de uma regra, tinham origem na decepção ou mesmo, no aparente fracasso da vida ministerial de cada um deles.
 
Um detalhe curioso sobre essa questão: uma boa parte deste grupo está frustrada com um "chamdo" que nunca teve  início de verdade. Muitos irmãos confundem "chamado ministerial" com outras atividades desenvolvidas dentro da igreja durante sua permanência nela.

Neste ponto da matéria considero importante, para entendimento e organização da linha de raciocínio, trazer à memória como tudo começa na vida do crente, ou melhor, dizendo, como o processo do "chamado ministerial" se desenrola de uma forma geral na vida dos filhos de Deus.Ao aceitar Jesus somos inseridos no Corpo do Salvador. Na comunhão do cotidiano o Espírito começa a dar sinais do chamado ministerial de cada um, convencendo o cristão da vontade de Deus na vida dele. Dependendo da visão da igreja, a comunicação vai sendo estabelecida de diversas maneiras na mente do novo filho de Deus até que ele, de forma madura, tenha convicção suficiente para não duvidar do chamado específico de Deus para sua vida em relação ao Reino.

Pelo que tenho percebido em nossos aconselhamentos, é neste ponto que ocorre uma grande confusão na mente dos nossos irmãos. Ao terem convicção do seu chamado, muitos confundem suas atividades  na igreja local como sendo "a parte que cabe a eles na concretização do projeto ministerial de sua vida", ou seja, continuam a fazer as mesmas coisas que sempre fizeram, dando a Deus as mesmas respostas que sempre deram, acreditando que ocorrerá um passe de mágica e que Deus transformará os irmãos A,B,C,D em pastor, evangelista, missionário, mestre.... de um dia para o outro.Para complicar ainda mais a história, alguns deles se deixam envolver por completo com as chamadas "atividades de fogo", acreditando que um ministério ( e também o ministro) pode ser sustentado (no sentido de fazer a vontade de Deus e ficar de pé) dessa forma.

Com o nosso questionamento acima, não temos a intenção de limitar o poder de Deus na vida de quem Ele chama, até porque, O Eterno é onipotente, podendo fazer todas as coisas, mas é importante observar que Ele tem um padrão, que por sinal é demonstrado em toda bíblia, onde devemos perseverar para estabelecer nossas fortalezas de referências.

Em nosso gabinete já ouvi muitas vezes destes irmãos que “Deus não chama capacitados, mas que capacita os que são chamados”. Está frase, que muitas vezes é citada como um versículo bíblico, contribui para que essas pessoas se escondam atrás dos seus erros, que na maioria das vezes reside em não responder ao seu chamado do jeito que Deus espera, permanecendo na zona de conforto que eles estão acostumados. Na cabeça deles tudo vai acontecer como um passe de mágica. Um belo dia eles vão acordar e tudo se fez pastor, missionário, presbítero..... ou um outro chamado do Reino.

Amados Deus é sobrenatural, mas não faz mágica. Esse tipo de negócio não é com Ele e não pertence ao seu Reino. Por isso, prestem bem atenção nesses nomes: Jacó, Paulo (aos olhos dos homens alguém muito capacitado), José, Gideão e tantos outros, todos eles tiveram que ir além do que faziam antes como uma resposta os seus chamados, só desta forma, eles foram materializados. Nenhum deles foi o mesmo ou ficou fazendo as mesmas coisas ou o mesmo esforço, todos evoluíram em caráter, conhecimento e piedade no sentido bíblico. Independete disso, tudo sempre será pela graça divina, que mesmo assim não é mágica.

Resolvi escrever esse texto por dois motivos: 1)Devido ao grande número de pessoas frustradas ministerialmente.Dessa forma acredito que a matéria possa despertar algumas que já estão nessa situação e também prevenir outras de caírem nela. 2)Observei que em nossa igreja, apesar de ser ainda muito pequena, esse fenômeno já está se manifestando .Sendo assim, desejo deixar para os nossos leitores o mesmo conselho que já dei aos membros de nossa igreja após identificar  os sinais deste processo:

“Amados, ninguém é obrigado a responder ao seu chamado do Jeito que deve, mas em contrapartida, não alimente fantasias ou ilusão sobre a realização dele, acreditando que tudo irá se cumprir independente da sua atitude. Se você  deseja ficar na zona de conforto, essa decisão é um direito seu, mas não alimente sonhos de ser ministerialmente o que Deus chamou você para ser dentro do Reino”.

A propósito a frase “Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo, só depende da nossa vontade e perseverança" é de autoria do cientista Albert Einstein. É certo que Deus capacita, seja alguém com algum conhecimento ou não, porque Ele é Deus e aos seus olhos todos nós somos incapacitados, mesmo que seja o maior cientista do mundo. Mas como bem observou nosso amigo cientista, é necessário vontade e perseverança.

Quer ser o que Deus te chamou? Comece a mudar sua vida, seus valores, suas prioridades hoje, busque conhecimento, experiência e acima de tudo, humildade diante de Deus e de seus irmãos. Amados, Espero que o texto responda as dúvidas de alguns leitores e de outro lado desenvolva a reflexão de muitos, já que chamado de Deus é coisa séria, que não deve ser vivido de qualquer jeito.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - O entrevistado desta semana é o Bispo Metodista Josué Adam Lazier

Escolhemos para a nossa segunda entrevista o Bispo Josué Adam Lazier. Pessoalmente nunca tive a oportunidade de está com ele, nem mesmo durante os oito anos que servi ao Senhor na Igreja Metodista na cidade de Niterói, mas nesses últimos dois anos, suas cartas pastorais (ele chama de texto) divulgadas em seu blog (http://josue.lazier.blog.uol.com.br/) têm se tornado um verdadeiro guia para minha atuação pastoral.

Além de sua experiência eclesiástica e didádica na comunicação, características notórias do seus escritos, o Bispo nos parece um servo do Senhor humilde, ao ponto de disponibilizar tempo para participar do projeto da nossa nova coluna. Queremos agradecer mais uma vez ao Bispo Josué e registrar junto aos nossos visitantes que muito temos a aprender com a experiência do entrevistado, mesmo que alguns venham a não concordar com alguns dos seus pontos de vista.

"Independente de termos respeito e até admiração por muitos dos entrevistados que aparecerão nesta coluna, suas respostas, como a do Bispo Josué, não são obrigatoriamente a opinião do autor do blog, mas a ideia desta coluna é exatamente esta": "ouvir, refletir, debater e chegar à um núcleo que nos seja comum dentro do Evangelho" .

Perguntas:
Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?
Josue Adam Lazier – 52 anos

É casado(a)? Com quem? Tem filhos? Quantos?
Casado há 28 anos com a Joceli e tenho dois filhos, Tiago, 26 anos e Lucas, 23 anos.

Onde reside (cidade)?
Piracicaba - SP

Há quanto tempo pastoreia?
30 anos

Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?
Até o ano passado não. Desde janeiro deste ano exerço uma pró-reitoria em Universidade da Igreja Metodista.

Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?
Sempre fui da Igreja Metodista.

Como definiria o exercício pastoral?
Para definir diria que o ministério pastoral é carisma dado pela igreja, é caráter e caridade (amor). Sem carisma não há qualidade no ministério que se exerce, sem caráter não há autoridade nas ações pastorais e ministeriais e sem caridade não dá para chegar ao coração das pessoas que pastoreamos. O exercício pastoral é amor, serviço, doação e convivência.

O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?
Estamos vivendo num período onde se instalou, dentro do mundo evangélico, um movimento buscando sucesso nos moldes do capitalismo e do modernismo. Para este movimento o que vale é a eficiência na pregação, nos cultos, etc. Se os objetivos são bons ou não é relegado à segundo plano. Pregadores se tornam “executivos religiosos” buscando sucesso em tudo o que fazem. Há a venda de produtos dos mais variados tipos e para todos os gostos. Há reuniões das mais variadas formas e com todo um aparato de tecnologia e marketing para atrair um público cada vez maior. Estas comunidades de fé (se é que merecem tal nomenclatura) vão se instalando em diversos pontos da cidade, sobretudo das grandes metrópoles. Constroem grandes prédios. Sustentam programas de televisão e rádio. Neste movimento o pastor deixa de pastorear. Raramente conhece suas ovelhas. Não visita. Não acompanha doentes ou idosos, salvo se estiverem dentro do templo. Tornou-se um profissional especialista em pregar, curar, vender produtos, arrecadar ofertas, fazer publicidade da sua igreja, etc. Busca e alcança status e riqueza. Anda bem vestido, com carrões, acompanhado de segurança, etc. Sem contar aqueles e aquelas que agem como “mercenários”. Além dos produtos vendem-se curas, libertações, empregos, carros, etc. Há missiológos, evangelistas e pregadores que ensinam que vale tudo para colocar gente dentro dos templos e assim “fazer a igreja crescer”.

Como você encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?
Vejo como um movimento que minimiza a convivência cristã a partir dos valores do Reino de Deus e impõe uma cultura consumista e práticas travestidas de cristãs que não encontram fundamentação bíblica e teológica.

Você defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?
Não e lamento que este movimento esteja se tornando modelo para igrejas que historicamente têm eclesiologias bem fundamentadas.

As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas acabam se tornando o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?
Se houver um ministério pastoral compartilhado com a liderança da igreja é possível que o pastoreio nas igrejas grandes seja uma ação efetiva e agregadora de valor. Já vivenciei esta situação e posso atestar que é possível, embora apresente muito trabalho e comprometimento para a pessoa que exerce o pastorado e a liderança.

Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?
Não. É muito difícil pastorear sem que a convivência seja uma constante. No entanto, o ministério de pastores que se dedicam voluntariamente a servir a Deus deva ser valorizado, pois há lugar para esta prática pastoral. O que eu crítico é quando o ministério pastoral se transforma num “bico”, ou seja, numa atividade inconsequente e sem comprometimentos.

A gestão (não domínio) pastoral da vida do rebanho está sendo abandonada pela maioria dos pastores? Caso afirmativo, isso pode gerar uma mutação deste dom?
Considero que o ministério pastoral está deixando de ser referência de vida cristã marcada pelos valores do Reino de Deus e se transformando em “gerência” dos interesses da denominação. Neste sentido, já refleti sobre esta temática a partir de duas metáforas: a do aprisco e a do curral, fazendo uma comparação. Para encurtar a conversa, acredito que o modelo do curral está se tornando uma prática comum entre as diferentes denominações.

Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?
Seria uma resposta muito longa...

 No universo da sociedade brasileira, o que você considera como sendo o maior risco para se ter uma vida coerente com o Evangelho?
Uma sociedade corrupta, violenta contra mulheres e crianças, descuido para os com menos favorecidos e falta de uma educação que forme cidadãos conscientes e críticos. A Igreja não pode ser neutra e nem atuar para legitimar o modus vivendi, pois isto contribuirá para a minimização dos valores do Evangelho.

Qual a pergunta que você faria a quem for entrevistado(a) nessa coluna e qual seria a sua resposta para ela?
Se a pessoa foi capaz de amar algum membro da igreja que só lhe causava problemas, críticas e repugnância. Se foi, como eu tive que aprender com muita perseverança no altar de Deus, com certeza está sendo um canal de benção nas mãos de Deus.

Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?
Sejam caridosos uns com os outros, pois a caridade é o primeiro passo para o amor, que é maior dom e o maior sinal da presença de Deus em nossas vidas.

Através do sistema de comentários  do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa  deste tipo de exercício.


Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - A depressão de 1929 passou, mas deixou sua marca: "O individualismo moderno".

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com você. Aqui é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo. 


Estamos em estado de paz e de crescimento econômico, mas o arcabouço à nossa volta parece de "guerra e de depressão econômica" em função da prática comportamental  denominada "individualismo moderno".

Esta semana assisti ao filme “águas para Elefante” e tive a triste oportunidade de observa em algumas cenas e situações, como foram deploráveis as relações humanas no ápice da grande depressão econômica de 1929.
Tais comportamentos chegaram e chegam até os dias de hoje, a desqualificar o que chamamos comumente de humanidade no sentido posítivo (sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos), característica inerente a todo ser humano.

Esse episódio da história mundial foi tão grave que certa vez, quando cursava MBA na FGV, estudando o aspecto filosófico da ciência econômica com um grupo de alunos, lemos (não lembro onde) que o conceito moderno de individualismo (doutrina moral, econômica ou política que valoriza a autonomia individual, em detrimento da hegemonia da coletividade despersonalizada, na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais) foi cunhado nesse período, já que literalmente, a grande depressão levou cada pessoa a lutar por sua sobrevivência, fazendo com que muitos virassem as costas para seus cônjuges e filhos, preocupando-se exclusivamente com o seu ser.

Foi um período triste da histórica econômica e social mundial, onde muitos aproveitadores lançaram mão do pior que habita em nós para tirar proveito da miséria que tendia a se generalizar naqueles tristes anos. Esses gananciosos eram chamados pelos oprimidos de aproveitadores da miséria alheia (qualquer semelhança com a realidade brasileira atual é mera coincidência rs,rs,rs,...).

A segunda guerra mundial é considerada como marco de encerramente desse período, mas ao olharmos o século XXI, identificamos que alguns comportamentos do período da grande recessão foram incorporados conscientemente ou não ao nosso viver , fazendo com que em tempos de paz e prosperidade econômica (pelo menos na visão governamental), tenhamos atitudes e comportamentos como os do tempo de guerra ou da "grande depressão".

Para exemplificar o que foi dito no parágrafo acima, deveríamos falar dos aproveitadores de hoje, mais especificamente no cenário brasileiro, mas isso seria completamente desnecessário aos nossos leitores, já que eles (os aproveitadores) atuam de maneira muito clara, tendo em vista a impunidade que impera na prática deste delito em nosso Estado Democrático de Direito .Todos nós sabemos seus nomes, já que a impressa, (a mesma que estão querendo regulamentar, ou seja, limitar sua atuação) revela a cada matéria todas as informações , seja via jornal em papel, televisão ou internet.

Agora esse tal de individualismo..., ele sim, tem atuado de várias maneiras em nosso meio social e de certa forma, agindo disfarçado através de conceitos politicamente corretos (correto para quem cara pálida?).Neste momento queremos citar em especial as relações familiares.Dentro da relação marido e mulher podemos enxerga sua atuação na prioridade que um dos dois ou ambos os cônjuges, atribuem ao sucesso profissional, colocando-o como meta de vida e acima de todas as outras relações humanas. Para muitos hoje em dia a prioridade máxima na vida é alcançar seus objetivos profissionais, colocando o casamento e sua relação afetiva com os filhos como algo secundário, que devem ser encaixados dentro da disponibilidade do objetivo principal, e pior, tudo isso respaldado por conceitos de individualismo ditos politicamente correto.

Para o artigo não ficar muito longo vamos encerrar por aqui, na continuação, iremos abordar como essa coisa chamada “individualismo” tem atuado na vida do Reino e dos internautas do Reino. Não percam, com certeza você vai se assustar com alguns aspectos que colocaremos nessa nova matéria.

*(A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo).

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Inauguramos a nova coluna com a entrevista do Pastor Evandro José da Silva. FAVOR CLICAR AQUI.


Amados com a entrevista abaixo inauguramos uma nova coluna em nosso blog. Seu nome é: "Pastores, suas vidas e seus ministérios".

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - A mutação do ministério pastoral

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.

A vida dita moderna alterou em muito a rotina das pessoas e também da família. Hoje não é só o pai que tem pouco tempo para as “coisas da casa e da família”, as mães em geral têm que se dividir entre seu emprego externo, o interno, ser esposa e mãe.

Até os filhos estão com pouco tempo para serem filhos, já que o cotidiano pós-moderno tem tomado conta de todo tempo disponível das nossas crianças, tirando delas de forma arrebatadora a experiência de simplesmente serem crianças e viverem sua inocência, algo que é peculiar à sua fase da vida.

De certa forma, eu diria até mesmo irresponsável, nós temos concordado com o rumo que essas coisas estão tomando em nosso mundo, atenuando nossas consciências com o argumento de que naturalmente nossas famílias aprenderão o que se deve aprender e que no final, tudo dará certo em nossa casa e na vida daqueles que tanto amamos.Como diria o pastor e  grande  pensador presbiteriano Francis Schaffer " Puro romantismo de nossa parte".

Apesar da nossa introdução apontar falhas no relacionamento dos pais com seus filhos, não falaremos diretamente sobre família neste texto, mas sim da relação contemporânea do pastor e suas  ovelhas. Seguindo o “exemplo” das famílias (cristãs ou não) nosso corpo pastoral também tem se envolvido com muitas outras atividades , que na maioria das vezes, não estão ligadas diretamente ao  ministério, deixando assim, o exercício do pastoreio num patamar de importância inferior ao que ele deveria ter, o que compromete em muito, sua eficácia junto ao rebanho.

As exigências da vida, evidentemente em alguns casos existem outros fatores, têm levado muitos pastores a perderem a essência do seu ministério, que é fazer a diferença na vida do seu rebanho através do pastoreio, que não pode ser exercido sem aconselhamento  e conhecimento das necessidades de cada um dos membros.

Esses pastores, que em muitos casos se tornaram uma "mutação", estão atenuando suas consciências, como os pais de família que citamos acima, com o argumento de que tudo acontecerá naturalmente na vida do rebanho, sendo eles aconselhados por seus respectivos pastores ou não. Alguns chegam a usar a graça divina como sustentação de suas teses, idéias loucas defendidas para cobrir suas falhas não assumidas e nem confessadas, que passam longe de uma boa exegese bíblica.

Amados, pastorear não é só dirigir o culto coletivo, ministrar a ceia do Senhor e pregar a Palavra na igreja, pastor só é pastor se estiver próximo de verdade das suas ovelhas, caso contrário, seremos outra coisa que ainda não identificamos. Pastorear significa se alegrar quando a ovelha estiver alegre e chorar quando alguma coisa estiver errada, mas para isso, é necessário conhecê-las de perto e não de longe. O nosso Deus é aquele que atua de perto e de longe, mas ele é onipresente, nós não. Em nosso caso, precisamos está perto de cada uma delas para saber o que está acontecendo, já que a onipresença é um atributo incomunicável do Eterno.


Como as famílias, os pastores precisam encontrar uma solução para conciliar suas atividades com o exercício de seu dom. Não podemos aceitar essa “mutação” no santo ministério, até porque, se deixarmos de ser autênticos pastores, é muito provável que nossas ovelhas nunca sejam autênticas ovelhas. Lembrando-nos sempre que, Deus nos pedirá conta de todas elas.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

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