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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Um novo gênero na literatura cristã nacional que precisa de você.

Em primeiro lugar quero me desculpar pelo intervalo de tempo entre as últimas postagens. Normalmente escrevemos um texto diário ou no mais tardar, um a cada dois dias para nosso blog.

Esta assiduidade não é mantida por obrigação, mas por prazer em compartilhar com nossos visitantes uma cosmovisão bíblica sobre a vida em todos os seus sentidos.

Alguns destes textos, são selecionamos e enviamos por e.mail para todos os endereços que estão cadastrados como nossos contatos.Este por sinal é um deles, já que queremos contar com a oração dos diversos irmãos a favor do projeto que falaremos abaixo.

Nestes últimos dias estamos nos dedicando integralmente a fazer uma revisão, que consideramos final, no livro que estamos escrevendo chamado “Meu amigo Peter”. No meu entendimento ele é uma novidade no mercado literário nacional, já que utiliza o gênero da ficção para transmitir princípios bíblicos. Ele narra à estória de um jovem que passa por rejeição paterna, crise de gênero, insegurança profissional, encontro com Deus, reconstrução da sua personalidade, sucesso profissional na área de marketing, construção de amizades sadias, identificação de um ideal de vida e uma opção final pelo Reino de Deus. Tudo isso utilizando como apoio de construção uma comunidade cristã em Nova York e uma viagem ao Oriente por sete países.

Eu sou suspeito para falar, mas particularmente considero “Meu amigo Peter” um livro que terá grande aceitação, seja no universo cristão ou no secular. Seu valor também pode ser destacado pelo fato de ser uma leitura compatível com padrões literários secular. Ele é uma estória produzida com vários elementos da vida que pode interessar a “gregos e troianos”, sendo que dentro de todo este arcabouço, o escritor, que também é personagem, não abre mão dos valores espirituais e morais determinados por Deus no Evangelho.

Depois de falar da parte boa deste momento, preciso compartilhar com meus leitores, que possivelmente serão alguns dos futuros compradores do livro, sobre a parte frágil. Talvez você já tenha até identificado, já que ela sempre se tornar o “calcanhar de Aquiles” de todos os jovens escritores. Estamos falando da dificuldade de encontrar uma editora, de médio ou grande porte, que queira pelo menos avaliar nossa obra.

Por isso, conto com suas orações e também ação, já que você pode se tornar um caminho para que “Meu amigo Peter” chegue às livrarias. Outra vantagem dele em relação às editoras, que pode ajudar muito sua publicação, é que ele pode perfeitamente ser editado por uma editora cristã ou não, já que seu contexto foi elaborado de forma a construir princípios divinos sem que eles estejam tão evidentes, o que evita bloqueio em certas pessoas fora do universo cristão.

Bem em resumo peço a todos ajuda de oração e ação, quando for possível, nesta minha empreitada, que acredito ser também de Deus.

Em Cristo e até a próxima postagem, que deve demorar um pouco, como já expliquei acima.

Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
pauloflecha1000@hotmail.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

sábado, 7 de maio de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Ultimos exemplares da prmeira edição

Amados, compartilho que está disponível os últimos exemplares do nosso livro " Onde eu termino e Deus começa?", antes da segunda edição ser impressa.

Ele está sendo comercializado pelo valor de R$ 15,00, sendo que para o Estado do Rio a despesa de transporte fica por nossa conta.

Caso haja interesse, faça contato pelo e.mail: Pauloflecha1000@hotmail.com

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira


terça-feira, 3 de maio de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - O risco de escrever banalidades.

Em meio a tantas informações disponíveis de  vital importância para nossa vida, confesso que às vezes fico confuso sobre o que escrever.

 As redes sociais bem como outros caminhos da internet, aumentam em proporção absurda o número de informações que podem ser assimiladas e trabalhadas para a elaboração de matérias.

Em nosso caso, temos o compromisso de falar do cotidiano pela lente do Evangelho, o que torna ainda maior meu leque de opções, já que falamos desde arte até comportamento sexual.

Mas o que a princípio pode parecer um privilégio ou uma facilidade para nós, ter muita informação disponível diante da tela, pode acabar se tornando um adversário da boa comunicação. Corremos o risco de usar nosso tempo para falar de coisas que não edificam e nem trazem nenhum crescimento aos leitores, como aquelas pregações de auto-ajuda e não ajuda do Alto, como expressou muito bem o pastor Ciro Zibordi em seu último livro.

Bem aventurados são os blogueiros que têm como foco exclusivo falar da Palavra de Deus, porque tendo ela como base, sempre teremos textos edificantes e de valor. Mas aprouve a Deus colocar tarefas diferentes para cada um de nós e eu aceito a parte que me foi concedida pelo meu Senhor neste grande latifúndio – que neste caso é altamente produtivo -, chamado Reino de Deus.

Por isso, quero deixar aos nossos leitores um alerta: "Use seu tempo de maneira criativa e instrutiva. Esteja sempre que possível utilizando seu tempo para adquirir informações úteis a sua vida, aprenda a peneirar o que está diante de seus olhos e o que vem a sua mente. Não seja um desses participantes de redes sociais que só falam bobagem e abobrinha, onde no fundo ninguém é enriquecido com nada, pelo contrário, só condicionam a mente a raciocinar sobre um padrão muito abaixo daquele que Deus deseja para nossa vida".

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira
Ps:Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos postados e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - De quem é a culpa da literatura está enfraquecida, do início ou do fim desta história

Amados do Senhor e amigos da literatura.

Abaixo transcrevi um texto do Sergio Rodrigues do blog da veja.No artigo o Sergio aborda questões literaturária, trazendo ao nosso conhecimento o debate sobre literatura contemporânea promovido entre Beatriz Rezende e Alcir Pécora pelo blog do Instituto Moreira Salles e pela revista “serrote”, com mediação do editor Paulo Roberto Pires.

A questão é interessante já que o curso de letras é apontado pela Beatriz como um exterminador da literatura, o que em particular não concordo com ela. Mas como o propósito é debater para chegarmos a uma solução, transcrevo também minha opinião que foi postada no blog do Sergio. O que escrevi está em letra azul, diferenciando do texto do blog todoprosa quem ficou em preto.

Abraços em Cristo.
Pr.Paulo Cesar Nogueira

Bom dia ao Sergio e a todos os comentaristas. 
Creio que neste caso não existe uma verdade absoluta. Nem ela está completamente certa e nem ele, ambos fundamentam suas opiniões nos extremos, tendendo a uma crítica muito radical.

Se existe um descaso nas universidades – o que não acredito que seja em todas e com todos os acadêmicos – e um vácuo deixado por uma crítica anêmica e um público leitor ausente, eles são apenas um reflexo da PONTA DESTA HISTÓRIA e não DO INÍCIO, como alega a nossa colega no debate em questão.

Mais abaixo um comentarista fez a seguinte pergunta: “Para que literatura se hoje o que se valoriza é a TV e principalmente a internet? O público-alvo no geral tende a fazer outras escolhas, preferindo a informação fugaz das revistas, o som pasteurizado da “pop music”, o circo midiático da TV ou as trollagens das redes sociais a uma leitura de um livro tido por literário. Esse é o fato e algumas ovelhas desgarradas não mudam isso”.

Em parte concordo com ele. O público, principalmente os jovens, quer coisas sintéticas porque na maioria das vezes ainda não amadureceu sua intelectualidade. Mas isso pode mudar se a ponta desta história – que são as editoras – fizer a parte dela. Se não trouxermos o povo para a literatura, ele sozinho não virá. Para isso, é necessário uma renovação de escritores e obras, fato que hoje no nosso mercado é coisa rara.

Repito o problema da literatura não está na origem - nas faculdades-, mas na ponta – nas editoras-, que viciam o mercado com um paradigma antigo (quanto ao novo escritor) utilizado em mercados onde seus CEO,s têm pouca competência. Se houver renovação de escritores, certamente haverá renovação dos leitores, uma coisa é diretamente proporcional a outra.

06/04/2011- Sergio Rodrigues - blog todoprosa -http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/vida-literaria/quer-odiar-literatura-estude-letras/#comments

às 11:26 \ Vida literária

Quer odiar literatura? Estude Letras

Outra questão que eu acho muito grave é que os cursos de Letras rejeitam a Literatura e rejeitam aquele que faz literatura. Mais facilmente um autor sai de qualquer outro curso do que de um curso de Letras. O estudo de literatura é absolutamente culpado pela esterilização da literatura, pela incompetência do autor literário e inclusive pelo leitor e pelo mercado. A verdade é que é muito difícil um jovem interessado em literatura passar num vestibular para Letras e sair dali gostando de literatura. Isso é o que eu acho mais lastimável entre nós. Essa realmente é a nossa grande falência.
As palavras de Beatriz Rezende, crítica literária formada e ainda abrigada na universidade (é coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro), não trazem novidade para quem tem alguma vivência nesse campo, mas são marcantes pela contundência e pela clareza com que expressam um fenômeno esquisito que parece exclusivo das letras: não consta que cursos de teatro, cinema, arquitetura, artes visuais ou dança fomentem de forma sistemática o desprezo por seu objeto de estudo.
(É isso mesmo, aspirantes a letrados de todo o Brasil: na hora de escolher um curso universitário, talvez não seja má ideia ceder àquela pressão familiar por medicina ou direito, afinal.)
O tal desprezo, curiosamente, foi o pano de fundo do próprio debate sobre literatura contemporânea promovido entre Beatriz Rezende e Alcir Pécora pelo blog do Instituto Moreira Salles e pela revista “serrote”, com mediação do editor Paulo Roberto Pires (a conversa inteira, dividida em quatro vídeos, pode ser conferida aqui).

Pécora foi o responsável pelo momento mais midiático do debate ao dizer que a literatura se tornou o campo “das tias” – referindo-se ao clima de compadrio instaurado pela turma de escritores paulistanos conhecida como “Geração 90”, no vácuo deixado por uma crítica anêmica e um público leitor ausente. O que, como frase de efeito, é vagamente divertido, mas tem sabor de anteontem.

Se a literatura é uma arte esgotada, se nada de real interesse estético poderá jamais voltar a sair daí no Brasil e no mundo, como insiste Pécora, será preciso ir muito além das “provas” de decadência que ele cita: Paul Auster (!) e Bernhard Schlink (!!!!!). E também demonstrar o que há de especificamente literário numa perda generalizada de peso cultural que, tudo indica, leva todas as sete artes a se defrontarem com algum tipo de crise neste início de século.
A tarefa é monumental, mas não impossível, e talhada para o perfil de um intelectual acadêmico sério. Até lá, o niilismo literário difuso do estudioso de Hilda Hilst e Roberto Piva – “do que eu vejo no Brasil, acho tudo muito ruim, muito irrelevante” – soa apenas como desistência, nojinho ou má vontade. Exatamente aquilo cuja gênese sua colega de debate teve a coragem de situar na estufa da universidade.
O pior é saber que Pécora ainda é um dos poucos acadêmicos que se dispõem a conversar, pela imprensa, com o público situado fora da estufa. Pode-se imaginar o resto.

Frouxa e exasperante como debate intelectual, a conversa promovida pelo blog do IMS tem o mérito de confirmar que a literatura brasileira contemporânea é um bebê abandonado numa encruzilhada. São apenas dois os caminhos à sua frente: construir-se aos olhos do público ao mesmo tempo que constrói um discurso crítico para se autolegitimar; ou o suicídio.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Saiba porque somos "o país do futebol" e não "o país da literatura".

Amado visitante, como sugestão, quero indicar para aqueles que gostam de literatura e de bons livros o blog “Painel das Letras” da Folha. com, de autoria da Josélia Aguiar que é jornalista especializada na cobertura de livros.

Ela também assina a coluna "Painel das Letras", publicada aos sábados no caderno Ilustrado.

Tenho tido oportunidade de trocar comentários sobre as matérias postadas em seu blog relativo ao tema em questão, o que para mim tem sido um bom exercício de reflexão literária.

Abaixo coloca a matéria divulgada no Painel no dia 31, bem como o comentário que elaborei sobre o assunto.

Painel das Letras - Jósélia Aguiar
Das dificuldades de publicar

Publicar por conta própria tem seus limites, mesmo no mundo digital (em que tudo aparentemente parece mais fácil). Tratei em dois posts de Amanda Hocking (aqui e aqui), a jovem autora americana que vendeu mais de um milhão de exemplares lançando seus livros sozinha, pela internet.
Faltava atualizar aqui: ela já conseguiu vender os direitos de publicação de sua série de quatro livros para a St. Martin’s Press, uma editora tradicional que pagou R$ 2 milhões pelo negócio –disputado por várias casas editoriais durante uma semana de leilão (aqui, em inglês, no "New York Times", sobre o negócio).
 
As coisas não são tão simples, e, depois de uma década, enfraqueceram muitos dos argumentos sobre as facilidades de publicar digitalmente: esse é o mote do “Bingo da Publicação Eletrônica”, criado por John Scalzi, um autor que também já lançou seus livros pela internet (aqui, em inglês, você chega ao post dele). A piada tem mais graça entre americanos, mas dá para compreender o raciocínio.

meu comentário ao texto:Cara Josélia. Bem, não sei se meu pedido de trazer esse assunto – a dificuldade de publicar – à tona mais vezes influenciou essa matéria, mas ela – no meu entender – reforça mais uma vez esse vácuo que existe no mercado literário brasileiro e mundial, quando o assunto é “novo escritor ou obras independentes”. Apesar de suas explicações no formato de comentários em minha postagem anterior – muito coerentes por sinal- sobre o comportamento das editoras com quem quer nascer nesse campo, ainda penso que elas estão deixando de lado algo que é inerente a própria existência delas, fazer de alguma forma inteligente, aparecer no mercado novos escritores e novos projetos. Independente da carteira de escritores conhecidos de uma editora, no meu vocabulário, pelo menos, não consigo conceber que uma empresa que edita, não seja também responsável por criar condições para uma renovação mais ampla do mercado de escritores. Abraços e obrigado por não abandonar o tema. Paulo Cesar

Queridos, meu argumento é também um desabafo ao mercado editorial. Como coloquei acima, sabemos que as editoras já têm seus escritores nacionais e internacionais para administrar e planejar lançamentos, o que entendemos bem, mas considero inaceitável que esse mercado faça apenas o mínimo possível para revelar novos escritores e obras. Até porque, parece ilógico um ecossistema que não se retro alimenta.

No futebol os novos talentos – com habilidades ou não – sempre têm algum espaço para se mostrar até mais de uma vez, mesmo que neste local ou nesta oportunidade eles venham a descobrir que a bola literalmente não é a praia deles. Além do que, esse mesmo mercado, também concede oportunidades ao disciplinados, mesmo que não tenham o talento de um Ronaldinho gaúcho.

Em resumo, nós somos o país do futebol e não da literatura porque existe uma diferença de eficiência nestes dois mercados, pelo jeito, os peladeiros estão em vantagem pela dinâmica dos operadores do mercado que estão inserido, mas....eu acredito que tudo isso possa mudar...quem sabe será através de você.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

quarta-feira, 30 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Você gosta de escrever? Eu amo.

Nosso segundo livro (Meu amigo Peter)   em fase de desenvolvimento, uma narrativa ficcional com fundo evangélico, está chegando ao índice de 95% de conclusão, com 215 páginas até o momento.

Sou grato ao meu Senhor por Ele me capacitar a escrever livros e textos, mesmo que eu não seja lá essas coisas como escritor.

Na realidade eu sou uma daquelas pessoas que gosta de escrever. Quando não tenho nenhum tema na mente, me proponho a escrever até mesmo sobre a poeira do carpete.

Adoto sempre esta postura em relação a escrever, porque tenho consciência que nem sempre o assunto em si faz diferença em termos de qualidade no que está sendo escrito, mas sim a capacidade de criar universos paralelos que um texto literário tem.

Dentro deste contexto, o carpete com seus milhões de fios, seu ácaros microscópios, sua infinita quantidade de poeira que se acumula por toda parte, suas incontáveis opções de espaços a ser colocado na casa ou fora dela, torna-se um campo fértil para um escritor de ficção. Sem utilizar muita imaginação, ele pode se transformar em uma grande plantação rural, com todos os seus detalhes infinitos. 

Se eu não vigiar com o tempo, acabo dedicando muitas horas a escrever, o que para mim é uma forma de recreação, mas é necessáro administrar bem nosso tempo, até porque, ele é precioso e nem sempre deve ser aplicado somente aquilo que gostamos de fazer, esse não é o "espírito da vida" coletiva.

Tem gente que precisa jogar um futebolzinho todo domingo ou ir à praia ou fazer outra coisa qualquer para descontrair e enfrentar uma nova semana, no meu caso, basta sentar em frente a uma tela com world aberto, que relaxo completamente.

Fico feliz porque a minha paixão pode e é colocada sempre a serviço de Reino e do cotidiano ligado a ele.

Me ajudem em oração, estamos fazendo contato com várias editoras, mas a luta tem sido extremamente grande para o escritor amador, seja no mercado secular como no meio cristão.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

quinta-feira, 24 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - O último Stott

O artigo abaixo foi extaído da Revista online Ultimato. Além de muito bem escrito, ele dá a enfase devida a esse teólog e escrito de nome Jonh Stott.

Se você já ouviu falar nele, mas nunca teve o privilégio de ter um suas mãos um dos seus livros, aconselho você a mudar isso o mais rápido possível.

Pessoalmente acho que seus livro são os que mais demoro para acabar, não porque são complicados, mas porque encontramos em seu conteúdo tanta coisa importante numa línguagem muito acessível, que acabamos não querendo nos separar dele e com isso a leitura se alonga.


Se você nunca leu Stott, quem sabe não é a  hora de você começar com sua última obra para o Reino de Deus.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

O primeiro, o segundo... O último Stott ninguém esquece

O primeiro Stott ninguém esquece. Meu primeiro Stott foi Crer é Também Pensar, publicado pela ABU Editora. Para um estudante razoavelmente alfabetizado, foi a descoberta da pólvora. Foram muitos os grupos de leitura, quase sempre depois do bandejão, no gramado, ao lado do Departamento de Economia. Como secretário de literatura da ABU, não sei quantos exemplares daquele livreto dei, quando deveria tê-los vendido. Há exatos 30 anos.

O último, assim como o primeiro, não vai ser muito diferente. Lançado ano passado na Inglaterra e nos Estados Unidos, por várias vezes e por conta do trabalho ou por simples diletantismo, me emocionei ao manusear o livro. Agora, ao receber da gráfica a primeira edição em português, vou direto à última página. Tenho esperança de não encontrar aquilo que preparamos com alguma resistência. No entanto, inevitável. Está lá: “Adeus”. De novo, um nó na garganta e a emoção de mais uma despedida.



O Discípulo Radical, lançado mundialmente como o último livro escrito por John Stott, acaba de chegar ao Brasil: “Ao baixar minha caneta pela última vez — literalmente, pois confesso não usar computador —, aventuro-me a enviar essa mensagem de despedida aos meus leitores”. Uma leitura fascinante das últimas linhas escritas por aquele que é um dos mais amados autores cristãos do século 20.

 
Em abril, o teólogo e escritor inglês John Stott completa 90 anos de vida. Ultimato quer celebrar essa data atendendo à sugestão do aniversariante: espalhando e estimulando a leitura — para ele, “um meio de graça”.

quarta-feira, 16 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Mais notícias sobre a 9a edição da Flip

Para você que está aguardando com certa ansiedade a nona edição da Flip, saiba que James Ellroy - considerado um dos principais autores de livros policiais - já confirmou sua presença na feira. A edição deste ano será realizada entre os dias 6 e 10 de julho.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

James Ellroy vai lançar livro na 9ª edição da Flip
O escritor norte-americano James Ellroy, considerado um dos principais autores de livros policiais, virá ao Brasil para participar da nona edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano será realizada na cidade fluminense, entre os dias 6 e 10 de julho.
Ellroy é mundialmente conhecido como autor de Dália Negra, romance filmado há cinco anos por Brian De Palma. Outro de seus livros foi filmado pelo diretor Curtis Hanson em 1997, Los Angeles – Cidade Proibida.
A editora Record, que publica seus livros no Brasil, vai relançar na Flip Tabloide Americano e 6 Mil em Espécie, os dois em versão de bolso, além de lançar Sangue Errante.
A programação da Flip 2011 também tem confirmados, entre outros, os escritores João Ubaldo Ribeiro, Antonio Tabucchi, Claude Lanzmann, o americano David Remnick, o cartunista Joe Sacco, Emmanuel Carrère, Andrés Neuman, o português Valter Hugo Mãe e a argentina Pola Oloixarac, já considerada a musa desta edição

terça-feira, 15 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Somente para escritores iniciantes

O pequeno texto abaixo é da nossa amiga Josélia Aguiar do Painel das Letras e ao mesmo tempo um incentivo ao escritor iniciante que tem encontrado as portas fechadas nas editoras.

Leia e pense, quem sabe não é uma solução para sua carreira.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

Ao lado, capa da obra de estreia da escritora de livros infantis inglesa Beatrix Potter. Depois de ser rejeitada por dezenas de editores, pois seu livro ilustrado era um negócio bastante arriscado, ela publicou sozinha 250 cópias, em 1902. Virou sucesso

Os heróis da autopublicação

A história da americana Amanda Hocking circula há alguns dias pela internet. A moça de 26 anos, rejeitada por editores depois de muitas tentativas, apostou no “self-publishing”. Em tempos digitais, fazer e divulgar um livro se tornou mais barato (o que não quer dizer que se tornou mais fácil). A jovem autora já vendeu quase 1 milhão de exemplares em um ano, pelos quais amealhou US$ 2 milhões. Ficou rica

Josélia Aguiar, Painel das letras.
 

ESPAÇO LITERÁRIO - O Novo Livro de Michel Laub (Diário da queda)

A colunista Raquel Cozer do Estadao.com, está indicando para os leitores o livro “Diário da queda, editora Companhia das Letras, 162 páginas ao preço de R$ 38,50”- o quinto romance - do escritor gaúcho Michel laub.

Está é a quinta incursão do autor – que tem despontado dentro do cenário nacional literário - em narrativas longas, onde ele aborda pela primeira vez em seus livros a temática judáica.

Segundo o próprio autor, ele mesmo nunca havia pensado em falar de forma ficcional sobre um tema familiar dentro do seu contexto de vida, mas neste cenário, encontrou espaço para que seu texto fosse ao limite do questionamento ético, dentro do que a ficção permite fazer.

Pela sinópse, a estória me pareceu ser bem interessante, sem falar no fato dele ter usando a técnica de misturar realiadade com ficção, o que dá ao texto uma liberdade sem limites.

Creio que vale a pena conferir.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

 
Saiu hoje no Caderno 2 meu texto sobre Diário da Queda, quinto romance de Michel Laub. Achei o livro tão bom que fiquei com pena de, contra o relógio, no fechamento, não ter conseguido escrever algo que fizesse jus ao romance, ao menos como eu gostaria. Publico abaixo, para constar, mas para quem quiser entender melhor recomendo a leitura do primeiro capítulo, que o Laub postou no blog dele.
Na quinta incursão em romance, Michel Laub volta o olhar para o judaísmo

Raquel Cozer – O Estado de S.Paulo

Aos 13 anos, um garoto judeu participa de uma brincadeira que deixa um colega gói (sem origem judaica) machucado e humilhado em sua própria festa de aniversário. Mais ou menos na mesma época, toma conhecimento de detalhes cruciais sobre a história do avô, que chegou ao Brasil após sobreviver ao Holocausto.

“Se na época perguntassem o que me afetava mais, ver o colega daquele jeito ou o fato de meu avô ter passado por Auschwitz, e por afetar quero dizer sentir intensamente, como algo palpável e presente”, pondera, passadas algumas décadas, o narrador desses acontecimentos, “eu não hesitaria em dar a resposta.”

O cenário a partir do qual se desenrola o romance Diário da Queda permite entrever os temas delicados sobre os quais o autor gaúcho Michel Laub discorrerá nas quase 150 páginas seguintes – um tratamento ficcional, como explica, “no limite do questionamento ético que a ficção pode e muitas vezes deve fazer”. O narrador é um escritor de 40 anos, casado pela terceira vez, na iminência de ver o relacionamento seguir o mesmo caminho dos anteriores e que, entre recordações sobre o avô, o pai e aquele colega que ajudou a humilhar, tenta unir as pontas da própria identidade.

Em sua quinta incursão nas narrativas longas, Laub aborda pela primeira vez a temática judaica. “Até uns anos atrás, achava que nunca escreveria sobre isso. Na minha vida pessoal, esse é um tema muito pouco presente. Em algum ponto devo ter percebido que, mesmo sem aparecer na superfície, era algo essencial”, diz o filho de judeus, nascido e criado na mesma Porto Alegre de seu protagonista, e ex-jornalista assim como ele – as coincidências com seus personagens, diz, já viraram costume, uma aproximação capaz de causar no leitor a sensação de que tudo na ficção pode ter um fundo de verdade.

O narrador apresenta seu universo numa espécie de fluxo de memórias, em pequenas notas numeradas e aparentemente aleatórias, que vão e voltam no tempo, espalhadas por partes que recebem títulos como Algumas Coisas Que Sei Sobre o Meu Avô e Algumas Coisas Que Sei Sobre Mim.

O leitor logo fica sabendo que o avô, ao desembarcar no Brasil, começou a escrever uma estranha enciclopédia, ou algo que o valha, que mais parece se referir ao mundo como ele deveria ser do que ao mundo como ele é – e na qual, portanto, não se encontrará nenhuma referência aos tempos do Holocausto. No passado, ao mesmo tempo em que toma conhecimento dessas anotações, o narrador se aproxima de João, o colega ferido. A essas duas memórias se une a descoberta, esta já no presente, de que o pai sofre de mal de Alzheimer – e cabe ao narrador dar essa notícia a ele.

Memória. O interesse de Michel Laub pelo tema da memória se manifesta em toda a sua obra, com semelhanças como o narrador único, em primeira pessoa, que relaciona fatos de um passado relativamente distante com o presente, seja uma relação entre irmãos, caso de O Segundo Tempo (2006, finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti), seja um casamento, caso de O Gato Diz Adeus (2009). Em Diário da Queda, o escritor se deu conta de que tinha em mãos duas manifestações muito contundentes dessa característica.

“Em algum momento, percebi que não há assuntos mais ligados ao tema que os deste romance: a doença de Alzheimer, que encerra em si a questão da memória individual, biológica, e o Holocausto, que é uma espécie de símbolo da questão da memória histórica, coletiva”, avalia Laub, que aborda também, como nos livros anteriores, a manipulação possível nas recordações: “Se eu falar hoje com qualquer dos colegas envolvidos na queda de João, é possível que nenhum deles lembre dos detalhes da festa, dos motivos que nos levaram a planejar aquilo, que nenhum deles faça relação entre o desfecho do plano e o fato de João não ser judeu, porque as conveniências sociais (…) e a autoimagem que cada um construiu ao longo dos anos posteriores criaram os mecanismos de defesa que impedem a memória de registrar algo do gênero”, analisa, implacável, o narrador.

DIÁRIO DA QUEDA

Autor: Michel Laub

Editora: Companhia das Letras (152 páginas, R$ 38,50)

domingo, 13 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Quer ser um escritor?

Ser escritor decididamente não é obra do acaso, mas um dom oferecido de graça para algumas pessoas, para que elas compartilhem essa arte com muitas outras.

É necessário que nasça dentro de um sujeito homem ou mulher, se for o caso, uma relação especial com as informações - sejam elas do tipo ficção ou não - disponibilizadas, para que o caminho da escrita profissional aconteça na vida de alguém.

Isso se faz necessário porque o escritor é alguém que mesmo não gostando de tudo que encontra pelo caminho de sua leitura, absorve cada detalhe do que está lendo, além do estilo que está sendo expresso pelo comunicador.


Quando um escritor começa a ler um texto seja ele qual for, logo se depara com um acontecimento sobrenatural, porque o som de cada palavra começa “a dançar” na frente dele, no ritmo que ele mais admira, mesmo que sua leitura ocorra mentalmente, sem que ele pronuncie nenhuma palavra. Existe uma “magia” entre o escritor e as palavras.


Muita gente diz que os escritores são pessoas apaixonadas pelas letras e verdadeiramente são, mas muito poucos observadores  sabem que existe um outro lado desta história.

Na prática, não é só o escritor que ama se relacionar com o texto escrito ou aquele que esteja sendo escrito, mas o próprio texto, seja ele de que categoria for, ganha vida própria quando está diante de um escritor e consegue identificar "esse tipo de sujeito" à distância pelo cheiro, manifestando então uma “quedinha especial” por esse tipo de contato, deixando claro que para as letras: "um escritor é diferente das outras pessoas".

Para definir melhor essa relação amorosa, podemos utilizar o trecho de uma música popular de alguns anos que diz assim: “Estava escrito nas estrelas”.


O texto abaixo da revista veja online fala da inauguração em São Paulo da franquia paulistana da oficina de escrita criativa de Luiz Antonio de Assis Brasil, a mais prestigiada oficina literária do país. Na matéria ele informa algumas dicas para quem quer ser escritor e fala um pouco sobre os métodos de sua oficina. Vale à pena conferir.


Por hora, não dá para ter o Luiz Antonio como professor na minha vida de escritor, mas em compensação eu gozo da presença Daquele que criou a literatura, por isso, creio que Ele me ajudará nesta caminhada, inclusive na abertura da porta de uma grande editora.
Que Deus abençoe todos aqueles que têm esse dom e que eles lembrem sempre que tudo isso é Graça divina para Glória de Deus.
Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira



Assis Brasil inaugura em São Paulo a sua prestigiada oficina literária

Tem início neste sábado a franquia paulistana da oficina de escrita criativa de Luiz Antonio de Assis Brasil, a mais prestigiada oficina literária do país. Já passaram por ela nomes como Daniel Galera, um dos principais representantes da nova geração de escritores brasileiros, autor de romances como Até o Dia em que o Cão Morreu e Mãos de Cavalo. Em conversa com VEJA Meus Livros, Assis Brasil fala um pouco de seus métodos de ensino, mais calcados na prática que na teoria, e dá dicas para quem quer ser escritor. Confira abaixo.
Em termos gerais, o que a Oficina de Escrita Criativa propõe como prática literária?

A escrita do texto ficcional-narrativo. Não é um curso teórico, embora alguma bibliografia que peço para ser lida, concernente aos processos criativos em geral e literários, em particular. Fazemos exercícios de maneira abundante e sistemática. Nada fica ao acaso.

Do que uma história precisa para ser considerada literatura?

Qualidade textual, antes de mais nada, algo que vem com os anos de leitura. Originalidade no tratamento de temas banais. Credibilidade, isto é, a sensação que dá, ao leitor, de que aquilo de fato acontece ante seus olhos.

Além de uma oficina literária, que caminhos deve buscar um escritor durante a sua formação?

Muita leitura: textos ficcionais alheios, critica literária, resenhas de jornais e revistas. Mas não só: também textos científicos, textos de História, de Filosofia, de Culinária, de Herpetologia. Nenhum escritor pode dizer que algo não o interessa. Sugiro, também, aconselhamento com quem já está na estrada há mais tempo. E tomar algumas aulas de gramática não faz mal a ninguém, nem que seja para violar as regras.

Copiar o estilo de um autor consagrado é uma boa forma de começar?

É a única forma de começar. Não há outra. Depois que um leitor se encanta com um livro, ele o fecha dá um suspiro: “Ah, eu gostaria de escrever como esse cara”. É natural que começará imitando aquele cara. Mas essa é uma doença infantil do escritor – parodiando Lênin. Se a vocação for verdadeira, ele encontrará seu próprio e exclusivo caminho.

Quando um escritor pode se considerar formado?

Se um escritor se considera pronto é porque cedeu à vaidade da vida literária. E a vida literária nada tem em comum com a literatura. A literatura é uma busca constante. Para lembrar Drummond, é quase uma luta vã. Sempre é possível escrever melhor. Nunca ninguém está pronto – para nada, aliás.

Maria Carolina Maia

sexta-feira, 11 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Papa diz em novo livro que Jesus não era ‘revolucionário’

O Papa Bento XVI lança seu segundo volume de seu livro sobre a vida de Jesus. Uma das ênfases é que Jesus não foi um revolucionário no sentido explícito da palavra, ou seja, Ele não veio para promover uma batalha contra os romanos, acabar com o império estabelecido na época e colocar o domínio do mundo nas mãos de Israel.

O Papa está correta nesta interpretação da missão de Jesus, apesar Dele ter de certa forma revolucionado a relação do homem com Deus  e a interpretação das antigas Escrituras.

Na matéria da BBC abaixo você encontrará mais informações gerais sobre essa publicação, quanto a minha opinião: Vou comprar o livro, fazer sua leitura e só depois emitir meus comentários.

Aguarde, não vai demorar.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira


No segundo volume de seu livro sobre a vida de Jesus, lançado oficialmente nesta quinta-feira, o papa Bento 16 afirma que o Cristo não era um “revolucionário”.
Em Jesus de Nazaré, da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição, o sumo pontífice diz que Jesus “não vem (ao mundo) como um destruidor. Ele não vem empunhando a espada de um revolucionário”. Em vez disso, Jesus vem “com o dom da cura”, para revelar “o poder do amor”.
Bento 16 afirma que, na época em que Jesus viveu, não havia separação entre política e religião, e que teria sido o próprio Jesus que estabeleceu a distância entre as duas coisas.
"Naquela época as dimensões política e a religiosa eram absolutamente inseparáveis", disse Bento 16. "Jesus, com sua mensagem e modo de agir, inaugurou um reino não político do Messias e começou a separar uma coisa da outra."
Extremismo
O livro, dividido em 9 capítulos, é a continuação do que Bento 16 escreveu em 2007, Jesus de Nazaré, e fala sobre a trajetória de Cristo desde a sua entrada em Jerusalém até sua morte e Ressurreição.
Este segundo volume da vida de Jesus Cristo, segundo o papa, será lançado em 24 línguas. No Brasil, ele será publicado pela editora Planeta.
No livro, Bento 16 faz referência aos extremismos religiosos, afirmando que "os terríveis resultados de uma violência motivada religiosamente estão, de modo drástico, diante dos olhos de todos nós. A violência é o instrumento preferido do anticristo, não é útil ao humanismo, mas à desumanidade”.
"Toda a atividade e a mensagem de Jesus, desde as tentações no deserto, ao batismo no Jordão, ao discurso da montanha, até a parábola do juízo final, se opõem decididamente a este imagem."

"A subversão violenta e o assassínio de outros em nome de Deus não correspondem a seu modo de ser", escreve Bento 16.
O papa afirma que a imagem de Jesus como revolucionário teve relevância na década de 1960, quando autores interpretaram a passagem da purificação do Templo como um ato de violência política.

O fato de Jesus ter sido preso e justiçado seria outra prova de que foi um revolucionário, na visão de autores naquela década.
"Esta tese provocou uma onda de teologias políticas e de teologias da revolução", escreve o papa, sem citar explicitamente movimentos como a Teologia da Libertação.
"Desde então, acalmou-se a onda das teologias da revolução que tentou legitimar a violência como meio para instaurar um mundo melhor."
Situação atual

Na introdução do livro, o papa esclarece que também teve a preocupação de enfocar a "figura realmente histórica” de Jesus, “de modo que possa ser útil a todos os leitores que queiram encontrar Jesus e acreditar nele".
Na parte final do livro, Bento 16 recorda uma das passagens o Evangelho e a utiliza para fazer uma comparação com a situação atual da Igreja Católica.

Ele cita a parte em que, depois de multiplicar os pães, Jesus manda os discípulos pegarem um barco e esperarem por ele no outro lado do rio. Um vento forte e o mar agitado ameaçam os discípulos e, assim, Jesus vai na direção deles caminhando sobre as águas.
"Hoje o barco da Igreja, com o vento contrário da História, navega através do oceano agitado do tempo. Muitas vezes temos a impressão que vai afundar. Mas o Senhor está presente e chega no momento oportuno."

sábado, 5 de março de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Querem DESCONVIDAR Vargas Llosa

Em tempos de desta festa chamada carnaval- que arrasta a maioria para um buraco intelectual, físico, moral e espiritual que eles não têm noção do tamanho-, nada melhor e mais agradável do que falar de literatura.

Estamos próximos da abertura da 37a Feira do Livro de Buenos Aires, que ocorre no mês de abril. Além da política, literatura é coisa “santa” para os "los hermanos" - povo argentino - que comemorou com grande fanfarra a confirmação da presença do mais novo ganhador do prêmio Nobel de literatura, o peruano Mario Vargas Llosa.

Depois dos primeiros momentos de êxtase da maioria da população, alguns argentinos – principalmente parte dos escritores e intelectuais ligados em sua maioria ao kirchnerismo - resolveram desenvolver uma campanha para que o Nobel seja desconvidado a participar do famoso evento literário, tendo em vista críticas que o escritor já emitiu contra a família em questão.

leia todo esse emaranhado de sentimentalismo latino- americano na íntegra na coluna abaixo da nossa amiga Joseja Aguiar, do Painel das Letras da Folha online.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

Conhecido por sua fineza –de figurino e modos-, o peruano Mario Vargas Llosa é hoje pivô de um trama que nada tem de elegante.

Há poucos dias, parte da imprensa argentina anunciava com certa fanfarra a confirmação da presença de Llosa, o mais recente Nobel de Literatura, na abertura da 37a Feira do Livro de Buenos Aires, que ocorre em abril.

Agora, parte dos escritores e intelectuais argentinos –ligados em sua maioria ao kirchnerismo-- protesta contra o convite e pede que ele seja desconvidado. Há décadas, Llosa é alvo de críticas de parcela da esquerda por sua adesão ao liberalismo. No caso específico da Argentina, repercutiram bastante críticas duras que ele fez ao governo de Cristina Kirchner.

O bafafá que se espalha desde ontem alcança rapidamente jornais, sites e redes sociais de língua espanhola.
O tema é discutido por argentinos via Twitter. E no Facebook, na última madrugada, foi criada a página “Não a Mario Vargas Llosa na Feira do Livro”. Até agora, só 11 pessoas “curtiram” a causa.

Um dos principais porta-vozes do movimento anti-Llosa no evento é Horacio González, diretor da Biblioteca Nacional argentina, que recebeu ontem um pedido da própria presidente do país para que, em nome da democracia, desista da polêmica.
Ao jornal espanhol “ABC”, a mulher de Llosa, Patricia, desmente que ele tenha respondido o que quer que seja por meio do Facebook, boato que se espalhara pouco antes (aqui, em espanhol)
No argentino “La Nacion”, escritores divergem sobre a polêmica (aqui, em espanhol).

Acima, Llosa é homenageado em Lima, em 23 de fevereiro

Foto: Paolo Aguiar/Efe

Escrito por Josélia Aguiar às 11h21

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Não se juga um livro pela capa.Será mesmo?

Amados no Senhor e queridos visitantes, depois de analisar a matéria abaixo fiz o seguinte comentário com a Josélia Aguiar, autora do blog Painel das Letras:

"Depois de conferir a experiência deste bibliotecário, vou ficar mais atento com tudo que diz respeito a parte externa do nosso próximo livro".

Não acredito que a opinião do autor do blog "Judge a Book by its Cover" seja regra, mas... vale a pena levar ela em consideração na hora da compra ou decisão decisão de leitura de um livro.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira



Extraido do blog  da Josélia Aguiar, Painel das letras da folha online.

Julgue pelas capas

Descobri o divertido "Judge a Book by its Cover" (visite aqui, em inglês) faz um tempinho. O dono do blog é funcionário de uma biblioteca pública americana e passa o dia vendo livros esquisitíssimos pela frente. Como este aqui, como dicas para você se tornar um cara legal e popular:

Como recomenda já no título do blog, o bibliotecário explica que você deve, sim, julgar um livro pela capa: o título, a imagem, o design, enfim, quase sempre denunciam o péssimo gosto ou a ideia abstrusa que encorajaram autor e editor a colocar a obra nas livrarias e bancas. Em resumo, são livros que parecem tratar o leitor como se bobo fosse.

No blog de Almir de Freitas, encontro agora outro compêndio de obras estapafúrdias, recolhidas por um britânico em "Odd Books" (visite aqui, em inglês). Almir preparou uma série, já na terceira parte, em que comenta um a um os livros mais absurdos (aqui, em português).

Para o leitor ter uma ideia, um deles promete ensinar a "aumentar o busto com o poder da mente"; outro defende a tese de que Elvis Presley é/era o verdadeiro Messias:




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Novidade para a próxima Flip, em Julho.

Literatura também faz parte do nosso cotidiano, por isso, informamos aos visitantes que a próxima Flip já está a todo vapor.

Para esse ano já está acertado a participação do crítico literário Franco Moretti, considerado na atualidade o mais respeitado do mercado em atividade.

Programe sua ida a Flip em Julho, com certeza você será abençoado com a pluralidade da literatura.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

08/02/2011

Na Flip, o crítico literário Franco Moretti

O italiano Franco Moretti, um dos mais respeitados críticos literários em atividade, é outro convidado da próxima Flip, em julho, segundo apurou a coluna "Painel das Letras".
Moretti é autor, entre outros, da coletânea “A Cultura do Romance”, publicada pela CosacNaify (tradução de Denise Bottmann, 1.120 páginas, R$ 130). Da escola marxista, Moretti lecionou na Universidade Columbia e é hoje professor de literatura na Universidade Stanford, nos EUA. Colabora com, entre outras, a “New Left Review”.

A coletânea “A Cultura do Romance”, primeira de cinco partes, reúne artigos de nomes como Fredric Jameson, Umberto Eco, Mario Vargas Llosa, Beatriz Sarlo e Roberto Schwarz.

Por Josélia Aguiar, do Painél das letras, Folha online.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - História x estória

Esta matéria é principalmente para nossos amigos que gostam de escrever, contar estória e história.

Mas qual é mesmo a diferença?
Afinal ela existe?
Devemos distinguir as situações usando uma ou outra?
Qual delas surgiu primeiro?

Se você já sabe a resposta ou não, leia a matéria abaixo e coloque sua opinião em comentários, com certeza sua visão vai edificar nosso debate somo o trema.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

27/01/2011- Matéria de Veja Online

às 16:02 \ Consultório

História x estória, um conflito histórico

“Oi, Sérgio! Qual sua posição sobre o uso de história x estória? Sei que as duas palavras existem, o Volp aceita ambas igualmente, mas o Aurélio (de antes e depois da reforma) recomenda apenas o uso de ‘história’, tanto para ciência histórica quanto para ficção. Pesquisando na internet, nenhuma outra fonte faz essa recomendação. Trabalho como revisora e tive problemas com isso hoje.” (Licia Matos)

É muito interessante a questão trazida por Licia. Antes de mais nada, minha posição pessoal: nessa eu fico com o Aurélio, uso apenas história, acho mesmo que nunca escrevi a palavra estória até este exato momento – pelo menos não que me recorde. Por quê? Algo a ver com velhas recomendações de professores, provavelmente, mas nesse caso nunca vi motivos para me rebelar contra eles. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto.

Um dado curioso é que, contrariando o que muitos imaginam, estória não é um anglicismo relativamente recente (do século 20), mas uma palavra mais antiga do que história – e, a princípio, com o mesmo significado. É o que informa o Houaiss: estória foi registrada no século 13 e história, no 14. O melhor dicionário brasileiro acrescenta que, como sinônimo perfeito da segunda, a primeira caiu em desuso, sobrevivendo hoje como um regionalismo brasileiro que significa “narrativa de cunho popular e tradicional”. O que me parece ao mesmo tempo vago e restritivo.

Na língua real, a acepção de “estória” acaba sendo mesmo a que aponta Licia: história fictícia, frequentemente mirabolante e inverossímil. Resta a questão de sua origem, que o Houaiss, embora situando o fato sete séculos antes do que acredita o senso comum, confirma ser o inglês story, também esta uma palavra do século 13. No entanto, acrescento eu, vale a pena considerar a hipótese de estória ter derivado – do mesmo modo que story, aliás – do francês arcaico storie, entre outras razões por sua razoável precedência: data de cerca de 1105.

Num cálculo impressionista, os adeptos do uso de “estória” me parecem francamente minoritários. De todo modo, depois que Guimarães Rosa usou a palavra no título de seu livro “Primeiras estórias”, de 1962 – cujo primeiro conto começa com a frase “Esta é a estória” – não se pode dizer que estejam desprovidos de credenciais literárias. No fim das contas, trata-se de mais um daqueles casos em que cada um deve decidir com a própria consciência e o próprio gosto seu caminho no mundo da língua.

Envie sua dúvida sobre palavra, expressão, dito popular, gramática etc. Toda quinta-feira o colunista responde ao leitor na seção Consultório. E-mail: sobrepalavras@todoprosa.com.br

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO -Católicos mostram força na vendagem de livros

A exemplo do que acontece no Brasil com o Padre Marcelo Rossi com o livro Agape, o livro-entrevista com o Papa Bento XVI mostra a força dos católicos em seu recente lançamento. Ele já vendeu 1 milhão de exemplares.

Mais um ponto para os católicos, agora na área literária.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira


Livro-entrevista com Bento XVI já vendeu 1 milhão de exemplares

Obra já teve pelo menos duas edições na Itália

Papa Bento XVI experimenta o gosto de ser best-seller (AFP)

O papa Bento XVI comprova o talento dos sacerdotes católicos para best-sellers. Luz do Mundo, livro do jornalista alemão Peter Seewald que traz uma entrevista com o pontífice, já vendeu 1 milhão de exemplares.

As 50.000 cópias da edição em italiano, lançada em 23 de novembro, se esgotaram imediatamente, de acordo com o jornal L'Osservatore Romano. O feito se repetiu com a segunda edição da obra, poucos dias após chegar às livrarias.

Para o jornal, o êxito de vendas não é apenas um dado interessante do ponto de vista do marketing, "mas sinal da fome de respostas e de pontos de referência estáveis que vive nosso tempo".

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Mais um ponto para os católicos

Recorde católico à vista
Ágape de Padre Marcelo Rossi está triturando a concorrência. Em cinco meses, já ultrapassou Código da Vinci, mega sucesso de vendas no Brasil desde 2003, e todos os livros da saga Crepúsculo.

Ágape alcançou a marca de 1,8 milhão de exemplares vendidos contra 1,6 milhão do livro de Dan Brown. Até hoje, Crepúsculo vendeu 1,5 milhão; Eclipse, 1,29 milhão; Lua Nova, 1,25 milhão e Amanhecer, um milhão.

Pelo andar da carruagem, as próximas obras superadas serão O Monge e o Executivo (2,6 milhões) e A Cabana (2,5 milhões).