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terça-feira, 17 de maio de 2011

ESPAÇO BÍBLICO - Não reclame da globalização, foi Jeusus que a inventou no dia de Pentecostes.

Ontem à noite, como não poderia deixar de ser; pois foi segunda-feira e já faz parte de nossa rotina semanal, minha e dos nossos alunos, tivemos aula em nossa “escola de teologia”.

Esse projeto tão simples, voltado para compartilhar o conhecimento de Deus através de uma escola teológica, cada vez mais agrada meu coração. Mediante os resultados que temos obtido, estou convencido de que levaremos essa ideia para outras igrejas, ajudando elas no que for possível na implantação desse projeto de educação bíblica.

No início desse projeto muitas pessoas, evidentemente sem  nutrir o propósito de me desencorajar, disseram que mais um espaço dentro da igreja para estudo teria seu futuro fadado ao fracasso. Mas contrariando essas avaliações preliminares, tenho visto o número de alunos crescerem bem como, o interesse deles pelo conhecimento bíblico e teológico.

Independente de ser o professor da escola de teologia, sou do grupo o que mais aprendo nas aulas, o que a cada dia reforça em mim a necessidade da dependência do Espírito Santo, seja para realizar a obra do Reino ou para viver minha própria vida.

Estamos no início de um novo módulo: “A História da Igreja”. Para minha surpresa, até aquelas pessoas que não eram muito chegadas à disciplina história, estão bem envolvidas em nosso método pedagógico, fazendo com que a aula de noventa minutos passe tão rápida, que a maioria de nós nem percebe.

Na aula de ontem, enquanto estudávamos as conseqüências do dia de Pentecostes, descobrimos que não foi o empresário americano Charles Taze Russell que conceitou ou criou o termo globalização, mas o próprio Jesus.

Bem, Já que você não estava lá e ainda não se preocupou em levar esse projeto para sua igreja, vou compartilhar algumas informações que ajudarão você leitor a entender melhor nossa linha de raciocínio. Para isso, retirei alguma frases de outras fontes da internet para facilitar meu trabalho.

Para começar;o derramamento do Espírito sobre os discípulos, prometido por Jesus, não aconteceu no dia de Pentecostes por acaso ou sem nenhuma propósito específico. O contexto da inauguração da igreja cristã não poderia ser outro, para isso, veremos abaixo suas justificativas.

Estavam presentes em Jerusalém judeus piedosos "vindos de todas as nações debaixo do céu" (At 2.5). Como eles estavam amplamente dispersos por vários países, era impossível para a maioria comparecer a todos os três festivais a cada ano. No entanto, um número surpreendente vinha, de fato, a Jerusalém para adoração nas três ocasiões. Como a viagem pelo Mediterrâneo era mais segura ao final da primavera, quando o Pentecostes era celebrado, esta festa especialmente trazia as maiores multidões para a cidade. Sua população, que normalmente era de cinqüenta mil habitantes, inflava para quase um milhão nesta época do ano.

O livro lucano nos informa em seu capítulo 2.9-11 que não menos de quinze nações do mundo antigo se faziam representadas naquele dia ouvindo o discurso de Pedro. Lucas começa sua relação pelas nações do leste com a Partia, Média, Elam e Mesopotânea. Segue com a Judéia e Ásia menor enumerando a Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia e Panfília, continuando com a África, representada pelo Egito,Líbia e Cirene. Ele encerra sua relação com Roma, Creta e Árábia.

Deus havia providenciado uma data especial para o cumprimento de sua promessa, onde por conta de um festival, um milhão de judeus estavam reunidos vindo de diversos lugares do império. I. Howard MARSHALL, op. cit., p. 71, reforça nossa observação comentando: “então, se observar que a lista claramente visa ser uma indicação de que estavam presentes pessoas de todas as partes do mundo conhecido, e talvez que haveriam de voltar aos seus próprios países como testemunhas daquilo que acontecia. Todas elas, como adoradores de Javé, podiam perceber que os cristãos estavam celebrando as obras poderosas de Deus”.

Dessa forma Deus tornou o Pentecostes, bem como o início de sua Igreja, um evento de caráter universal ao enviar seu Espírito numa ocasião em que "estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu" (At 2.5). Entre os judeus "vindos de todas as nações" haviam também "prosélitos" (At 2.11).

O termo "globalização" tem sido utilizado pelos economistas desde a década de 1980, embora seja usado em ciências sociais desde a década de 1960. Porém, seu conceito não se tornou popular até a segunda metade dos anos 1980 e 1990. Os primeiros conceitos teóricos da globalização foram escritos pelo empresário americano Charles Taze Russell, que cunhou o termo "sociedades gigantes”. O conceito objetivo de globalização no diz que: "Globalização, em seu sentido literal, é o processo de transformação de fenômenos locais em globais".

E o que foi que Jesus fez no dia de Pentecostes?

Ele simplesmente; com sua sabedoria infita, sem internet, sem televisão, sem rádio, sem telegráfo,sem jornais, fez com que um evento local,ou seja, um fenômeno localizado em uma cidade, fosse compartilhado quase que no mesmo instante em vários lugares do mundo antigo, com a partida dos judeus depois do evento.

Como dizem os jovens, Ele é o Cara, que entende de informática, de Marketing,de globalização, de medicina... mas não precisa de nada disso para fazer as coisas acontecerem.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - O apelo de uma pequena igreja "as Grandes denominações": Assembleia de Deus, Metodista, Batista, Presbiteriana, Neo-Pentecostais e outras.

Olhando para esse momento singular da Igreja Brasileira, tiro dele algumas conclusões que compartilho nesse texto com os visitantes do nosso blog e também com os destinatários de nosso e.mail.

Ele (o momento) é único porque essa é a primeira vez que estamos verdadeiramente diante de um risco eminente de retrocesso  a liberdade da pregação do Evangelho.

Desde que a Palavra de Deus começou a ser pregado em terras brasileiras, nossa liberdade de expressão nunca esteve tão ameaçada como está agora, com a posibilidade da aprovação da PL-122.

É fato, que independente do nosso tamanho numérico, de certa forma significativo dentro da população brasileira, nossa falta de unidade está nos tornando pequenos diante da sociedade (visto que não somos capazes de mostrar a ela o prejuízo que todos terão com essa aprovação e que está incutido nesse projeto de lei), do executivo (que independente de ter buscado nosso apoio para se eleger e feito promessas, virou as costas para nossa cosmovisão, alimentando através de sua máquina administrativa e ministerial todo tipo de inverdades que contrariam nossas verdades), do Judiciário (que chegou ao ponto de colocar de lado a constituição, trazendo para si o direito de legislar sobre um assunto, que  só poderia emanar do povo através dos seus representantes, que definitivamente não são os ministros do STF), do legislativo (que apesar de ter um grupo que defende o pensamento cristão, ainda tem em sua maioria pessoas que negligenciam a vontade da maior parte da população).

Por tudo isso, estamos sim deixando de influenciar na formação do estado brasileiro de direito como poderíamos, simplesmente porque não aprendemos até agora a nos unir.

Somos muito bons para fazermos eventos evangelísticos, Congressos de louvor, grande encontros de avivamentos, ministrarmos palestras e seminários, mas nos falta humildade para entendermos que precisamos um dos outros, principalmente nesse momento.

Essa não é hora de realizarmos ações isoladas. Não vai adiantar eu fazer alguma coisa aqui, os assembleianos ali, os metodistas lá, presbiterianos acolá e os neo-pentecostais do jeito deles, ... precisamos elaborar reações conjuntas, baseada na unidade do Corpo de Cristo.

O Evangelho é Cristo e Nele está implícito a unidade da sua Igreja, mas parece que nós ainda não entendemos isso. Assim, vejo esse momento como uma provação permitida por Deus para crescimento do seu povo nessa terra chamada Brasil. Minha grande dúvida é: seremos aprovados?

O meu ministério (Igreja Evangélica Ministério Religare), dado ao seu tamanho – apenas uma pequena congregação-_ NÃO é significativo dentro do contexto cristão, mas essa não é a realidade da Assembleia de Deus, Da Metodista, Da Batista, Da presbiteriana, Das neo-pentecostais e de outras, por isso, lanço nesse momento um apelo a todas essas denominações:

 "Pelo Reino de Deus, por esse momento e pela importância dele, juntem forças e desenvolvam medidas conjuntas de grande expressão, façam contato uns com outros, dêem passos de humildade, a Cruz merece esse nosso esforço, que no fundo nem deveria ser enxergado dessa maneira".


Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

domingo, 15 de maio de 2011

ESPAÇO VAMOS ORAR POR ESSA SITUAÇÃO - Petição pública contra a PL-122

Amados e queridos visitantes.
Queremos nos fazer claro para que nossas intenções não sejam distorcidas.

Para isso, registro que a intenção dos elaboradores desta petição e nossa, divulgadores, não têm  o objetivo de prejudicar os homossexuais, mas de deixar claro que nenhum grupo deve ter privilégios dentro de nossa nação. Além do que, o conteúdo do projeto tornaria a liberdade de expressão no país, um campo seletivo, do tipo: "quanto a isso eu posso emitir opinião, sobre aquilo já não posso porque agora é proibido".

Pedimos sua assinatura na petição pública abaixo que pede o encerramento definitivo da PL122 vide endereço ao lado.http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N9558
É uma pena que nossa sociedade ainda não entendeu o conteúdo do projeto, por isso, não está se dando conta que seria uma arma na mão de pessoas, em qualquer grupo, mal intencionadas.

sábado, 14 de maio de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Ascensão social reduz evangélicos, diz líder da CNBB

Amados do Senhor e queridos visitantes.

Quem acompanha meu blog sabe que não foi uma e nem duas vezes que escrevi artigos elogiando posturas da Igreja Católica e até mesmo algumas posições do atual Papa.

Por conta disto, já fui questionado por alguns irmãos que às vezes não entendem nosso sentido crítico de avaliação.

Mas hoje escrevo nesse blog para registrar minha insatisfação com o novo presidente da CNBB. Registro que meus comentários abaixo não são destinados ao povo católico,mas especificamente ao cidadão que foi eleito como presidente da CNBB.

Começou mal o novo presidente da CNBB. Com essa declaração vazia (Ascensão social reduz evangélicos, diz líder da CNBB), sem nenhuma base oficial (inclusive contráriando IBGE e todas as pesquisas feitas na área da religião) e de caráter até mesmo preconceituoso, ele sinaliza que o órgão presidido por ele se afastará de qualquer atuação conjunta com os evangélicos em prol das verdades do cristianismo, já que indiretamente ele nos chamou de ignorantes.

Interessante é que de forma bem contrária ele elogiou o governo Dilma e foi diplomático ao ser questionado sobre a postura de Lula, utilizando um jogo de palavras muito comum no vocabulário de quem não quer se comprometer.

Com posturas como essa perdem os católicos, que pelo jeito estarão mal representados com um presidente como este na CNBB, perde temas importantes como aborto, direito dos homossexuais, pesquisa com células tronco e também a missão da igreja católica, que segundo a mesma entrevista, tem como objetivo os jovens, os mesmos que detestam falta de ética e discriminação. Detalhe, se seguirmos ao pé da letra a lógica do presidente da CNBB, os jovens que a Igreja Católica vai alcançar serão só aqueles com mais instrução.

Diferente de outros bispos e padres, que durante o ano de 2010 tiveram uma postura muito ética com as lideranças evangélicas (inclusive com algumas alianças na esfera política) e também com seu povo, o Sr. Raymundo Damasceno Assis foi antiético ao vincular o crescimento evangélico à pequena cultura do povo.

Chamado de conciliador e eleito por causa dessa característica, ele deixa claro em uma de suas primeiras entrevistas, que essa sua faceta será apenas em relação ao governo, diferente da forma que ele pretende lidar com o restante da sociedade.

Sr. Raymando Damasceno Assis, um pedido de desculpas pelas suas palavras, vamos dizer assim.... não bem colocadas, seria de extremo bom gosto e também ético.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ESPAÇO BÍBLICO - O milagre de conhecer Deus, antecede a cura.

Marcos 5.25 a34 (A mulher do fluxo de sangue): Palavra ministrada (nesta noite) no culto de família da Igreja Projeto Videira em Sta.Bárbar, Niterói,Rj. Pastor Henrique

De uma forma geral podemos dizer que essa mulher tinha um problema que a impedia de ser feliz, ou pelo menos, de se sentir feliz.

A diferença entre as duas expressões não é só de semântica, mas verdadeiramente de conteúdo, já que nessa vida podemos nos sentir felizes, mas ser feliz é uma condição específica da vida vindoura, que eu e você iremos gozar na glória na presença do nosso Senhor.

Ela, como todos nós, tinha um problema que entristecia sua história de vida, no seu caso específico era uma enfermidade que ela não encontrava cura. Hoje muitas pessoas têm uma história triste motivada pelo casamento que não está dando certo ou pela família, que apresenta uma série de problemas.

Como a hemorragia da mulher do texto bíblico, muitas vezes nossas dificuldades em casa também marcam nossa vida, fazendo com que um sentimento de vazio tome conta de nossa alma, levando em alguns casos, até mesmo a um quadro depressivo, inclusive nos cristãos.

Comparativamente o tempo de sua dor, 12 anos, é figurativo. Tem gente que com um ano de casado já vive como se fosse alguém marcado em sua história, alguém que Deus deixou em um segundo plano, pelo menos, é assim que muitos acabam pensando. Também existem pessoas nessa situação com tempo médio e longo de casamento, ultrapassando de longe os doze anos da mulher do fluxo de sangue. Casais e famílias sempre terão algumas dificuldades, o que não podemos fazer e negá-los e desistir da luta.

Apesar do texto bíblico não afirmar, a busca daquela mulher durante esses doze anos sem sucesso pode ter a seguinte explicação: “Apesar de saber quem era Deus, ela não o conhecia”.

Entendo que Deus, como autor e consumador de todas as coisas desejava mais dela, como foi com o patriarca Jó. De igual forma, entendo que Deus tem desejado também mais das famílias cristãs do uma simples ida a igreja, Ele arde para que homens e mulheres, filhos e filhas, tenham um encontro mais íntimo com ele, o que pode ser traduzido no texto com a determinação daquela mulher em tocar em Jesus.

Muitas pessoas alegam que o milagre dela aconteceu na hora em que ela tocou na orla do mestre, mas nesse momento, o que ocorreu foi a cura de sua enfermidade ou a solução de se problema, já que no caso dela e de muitas pessoas o milagre antecedeu a cura, justamente no momento que ela entendeu quem era Jesus e como ela deveria se relacionar com ele.

Talvez o que esteja faltando para seu casamento ou família ser curada é você trabalhar pelo milagre, não do seu problema, mas da sua relação com Jesus. Descubra Ele como Jó fez, saiba que após esse milagre, certamente sua cura chegará. 

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira
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ESPAÇO REFLEXÃO - Brevidade e falibilidade, características nossas.

Há coisa de uns dois meses, preguei em nossa igreja sobre a brevidade e falibilidade da vida.

Lembro com carinho que foi uma reflexão que mexeu bastante com a igreja e comigo mesmo. Até hoje, sempre que conversamos algumas coisas sobre a igreja e a obra do Reino, alguém menciona essa exposição, apresentando ela como uma fonte de grande aprendizado.
Que a glória seja do Senhor que nos iluminou em sua elaboração.

Quando paramos para observar essas duas características tão fortes de nossa existência, fragilidade e falibilidade, evidentemente se o fizermos da forma correta via o Espírito do Senhor, poderemos encontrar um excelente instrumento de mudanças para nossa vida e de tudo que está ao nosso redor.

Ontem, junto com a pastora Flávia, tive a oportunidade (no sentido negativo da palavra) de chegar bem perto de uma das (não a maior que seria a morte física junto com a morte espiritual) maiores conseqüências da atuação conjunta dessas duas características, a morte física.

Voltávamos os dois de carro da cidade de Macaé quando numa saída de pista auxiliar para acesso da principal, eu como motorista cometi um grande erro. Estávamos, vários carros, em fila indiana aguardando espaço no trânsito da rodovia. A minha frente havia um caminhão, que ao ingressar na pista principal seguindo para o lado direito, bloqueou minha visão em relação ao fluxo desse lado. Chegando minha vez, ao tentar ingressar na rodovia, concluí indevidamente, baseado nos canteiros que dividiam a pista e por não ter a visão clara do lado direito, que na via a minha frente, só circulavam veículos no sentido Niterói – Campos.

Ao acelerar o carro, a pastora Flávia que estava a minha direita percebendo meu erro deu um grito. No mesmo instante, meu olho direito percebeu um grande vulto azul se aproximando em alta velocidade, foi quando a misericórdia de Deus entrou em ação, me fazendo frear o carro de uma maneira que eu nunca conseguiria, sendo que o vulto azul, que era uma grande carreta, passou a nossa frente, muito próximo a placa dianteira do nosso carro.

No instante seguinte, engatei a marcha ré voltando ao ponto onde estava e só ali, percebi a dimensão do que havia acontecido. Apesar de a pista ter dois canteiros, o fluxo de subida e descida circula na mesma estrada, o que existe depois do segundo canteiro é apenas um acesso para outra via secundária. O segundo canteiro não é um divisor da pista principal como imaginei. Por pouco, minha falibilidade não deu fim a brevidade de minha vida e de minha esposa.

Retornamos para casa pensando muito sobre isso, e como pregamos há dois meses atrás, entendemos ainda mais uma vez que precisamos a cada dia nos aproximar mais de Deus, já que tudo está sobre o controle Dele.

Espero que essa experiência possa fazer você entender que Deus precisa ser considerado mais em nossa vida, não só porque precisamos Dele, como aconteceu na estrada, mas porque junto a Ele, temos uma dimensão de vida neste mundo e no Vindouro, muito mais abundante.
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Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

quarta-feira, 11 de maio de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Em Veneza pode fazer "puxadinho", no Reino não.


"O puxadinho"

Fomos chamados para estabelecer o Reino ou reinos?A resposta parece óbvia, mas na prática a coisa não é tão simples assim.

Particularmente lido com certa tranqüilidade com o grande e até mesmo absurdo número de nomes de igrejas que encontramos hoje no Brasil.

Vejo isso sem muitos problemas na prática, até porque, é notório o valor evangelístico destas pequenas e médias igrejas, principalmente para quem viaja para as cidades fora dos grandes centros, onde o Evangelho tem sido propagado com muitos resultados através da implantação deste tipo de igreja.

De cara posso citar quatro destas localidades onde estive e comprovei isso pessoalmente: Miguel Pereira, Penedo, Barra Mansa e Macaé. Na última então é notória a presença da cultura evangélica, aonde você for dentro da cidade de Macaé, perceberá a presença do Evangelho de alguma forma. Por isso, e por outras questões que não são importantes neste texto, repito que não tenho nenhum problema com a quantidade de igrejas hoje existente.

Mas o que me preocupa de fato em relação à diversidade de igrejas, e neste caso independe de ser uma comunidade ou uma denominação histórica, é como elas e seus pastores estão enxergam a questão do Reino. A minha dúvida, mediante o que tenho visto, é se estamos implantando o Reino do Rei ou estamos como pastores, construindo reinos para nós mesmos?

Transmito essa minha preocupação aos visitantes e aos irmãos pastores, porque biblicamente não nos é lícito construir dentro de uma área que não é nossa. O Reino é de Deus e não podemos competir com Ele, mesmo que façamos isso de forma inconsciente. Os “puxadinhos” de Veneza fazem parte da paisagem da cidade desde o século treze. São os tradicionais “Altane”, terraços de madeira que ficam sobre os telhados das antigas casas da cidade. Na cidade de Veneza isso é lícito diante das autoridades, mas Deus não admite esse tipo de coisa no Reino Dele, principalmente se for para o pastor subir no “Altane” e ficar bem alto, quase tanto como o Altíssimo. Ficar tão alto como o Altíssimo, essa expressão te lembra alguém? Mas tem gente que está assim.
 
Amados do Senhor não estamos implantando o Reino quando nos fechamos sem estabelecer relações com outras igrejas e irmãos, se relacionar e trabalhar juntos não é um opção, é um obrigação de quem recebeu a tarefa de ser ajudador do Reino,por isso, precisamos derrubar as muralhas dos nossos reinos e deixar o Reino de Deus ser verdadeiramente implantado nesta terra chamada Brasil, até para que nossa nação seja realmente abençoada pelo Rei do Reino.

Eu conto com você meu irmão de ministério para implantar a parte que me foi delegada no Reino e você pode contar comigo para ajudar edificar a sua. Vamos nos aproximar.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

terça-feira, 10 de maio de 2011

ESPAÇO POLÍTICO - Na época de Estevão, também tinha um STF.

Nesta segunda-feira demos início ao nosso quarto módulo da escola de teologia, que trata da história da igreja cristã.

A história de uma forma geral sempre tem muito a nos ensinar, principalmente quando paramos para estudar os fatos e acontecimentos com o devido cuidado e valor que eles merecem.

Em nossos dias, onde o “efeito microondas” está em ação, inclusive nas igrejas, é difícil juntar pessoas e convencê-las da importância de investir tempo no estudo das coisas que já passaram, mas louvo a Deus pelos nossos alunos, porque eles têm dado o devido valor ao que estão recebendo do Senhor em nessa escola, sem contar o fato que  cada um deles pertence a uma igreja diferente.

Começamos esse módulo estudando o intervalo de tempo que vai da ascensão de Cristo à Pregação de Estevão, período que examinado com cuidado, nos permite identificar algumas semelhanças com o atual momento da igreja no Brasil.

Como em 2011, lá no primeiro século também tinha um STF que julgou e foi favorável ao processo elaborada pelos Judeus, pedindo a condenação de Estevão, bem como sua morte e ainda o direito de iniciar uma perseguição contra qualquer pessoa que falasse em nome de Deus, contrariando as “verdades” do povo Judeu.

A condenação veio cercear e aniquilar a liberdade de Estevão de pregar a universalidade do Evangelho e sua faceta profética, que exaltava a Palavra de Deus acima da centralidade do homem no universo e do seu direito sem limites.

Diferente do que pregaram os juízes do STF de 2011, que no julgamento da semana passada não foram corretos na sua afirmação de que “os homossexuais ganharam e ninguém perdeu”, muitos perderam com essa decisão, a começar pela família, seguida da sociedade brasileira, os próprios homossexuais que agora acreditam, diga-se de passagem, indevidamente, que uma relação homoafetiva equivale realmente a uma unidade familiar. Além desses relatados, perdeu também o Reino de Deus, que vai precisar reinventar ou voltar à origem do conceito de unidade para driblar, no bom sentido da palavra, esse novo julgamento de “Estevão” realizado no ano 2011.

Lá no primeiro século, depois do “primeiro julgamento de Estevão”, houve uma grande perseguição á Igreja, e não só por aquele grupo minoritário  de judeus, levando em consideração  o tamanho do império romano, mas também pelas próprias autoridades, que para ficarem “bem na fita” com a opinião pública, como dizem alguns jovens, deram força a essa perseguição que visava principalmente evitar que algum grupo religioso lutasse contra os privilégios de uma minoria em detrimento do restante da humanidade, a saber, nesse caso, a salvação que existe em Cristo Jesus para toda a humanidade.

Independente desse cenário nebuloso advindo a partir da década de quarenta do primeiro século, a Igreja, entendendo o conceito de unidade evolui na graça e no conhecimento, levando a todos os lugares o Evangelho que luta contra privilégios, seja de grandes ou pequenos, já que o Deus do Evangelho, é aquele que não faz acepção de pessoas, mas que não aceita o pecado, dentro do que Ele determina que é pecado e não o STF.

Acredito que chegou o momento da Igreja se unir, caso contrário, seremos abalados por uma minoria unida e que conta com o apoio político do partido que está no executivo desta nação.(Se você votou na Dilma, não dá nem para reclamar).

Também é importante que neste momento nosso discurso, que deve ser pautado sempre no amor de Cristo, seja claro aos homossexuais, deixando em evidência que não compactuamos com nenhum tipo de discriminação e nem agressão, seja ela física ou moral. Além disso, devemos também entender e respeitar o direito deles de viverem suas vidas do jeito que bem entenderem, tendo como decorrência disso, a regulamentação de certos direitos implícitos neste convívio.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Tem receita para ser mãe? Tem.

Ontem à noite em nossa igreja, no domingo que também homenageamos as mães, fomos agraciados com o testemunho da diaconisa Mabelle, uma irmã em Cristo que ficou paraplégica e foi curada mediante o agir sobrenatural de Deus, após tomar a santa ceia no hospital onde foi internada.
 O milagre ocorreu há mais de dez anos, mas independente disso ela continua a relatar os fatos (quando é convidada para dar seu testemunho) demonstrando a mesma gratidão por Deus que sentiu no dia da sua vitória. Diga-se de passagem, fato raro em nossos dias, onde as pessoas estão esquecendo muito rápido o que Jesus já fez, faz e continua a fazer por nós.

 Sobre o testemunho em si, quero aconselhar você a convidá-la para ouvir a riqueza do seu conteúdo, tendo a certeza que sua igreja será muito edificada, como aconteceu com a nossa na noite de ontem. Sendo assim, aproveito esse espaço para dividir com nossos visitantes minhas observações compartilhadas nesse mesmo culto, sobre o papel das mães nos dias de hoje.

 Amados, em dias em que a vida se tornou uma grande competição, aonde chegar ao primeiro lugar é o que interessa (inclusive para muitos cristãos), bem como ser o mais bonito, a mais bem vestida, ter a melhor escola, a casa mais bonita, o carro mais moderno e o emprego da moda, entendo que o papel da mãe dentro da família está aparentemente distorcido, se olharmos para ele atualmente pela ótica do Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.

Por conta de toda essa dinâmica pós-moderna, as mães (bem como os pais) estão muito mais preocupados em capacitar seus filhos a viver o reino material do que espiritual, repetindo o erro dos judeus por ocasião da primeira vinda do nosso Senhor a terra, quando não entenderam de que forma Jesus estava anunciando o reino universal de Deus.

Com isso, não estamos criticando e nem negando os esforços que devem ser realizados pelos pais para o bem estar material dos filhos, mas chamando atenção para o fato de que nossos pequenos (alguns já não são tão pequenos assim) também têm alma e espírito, que precisam até mais do que o corpo físico, de investimentos para serem aperfeiçoados de forma lícita e não desenvolvidos com base nos enganos desse mundo.

Que fique claro no entendimento das mães, que os enganos estão avançando sobre a sociedade secular (o que não conseguiremos evitar, como aconteceu na semana passada com a decisão unânime do STF sobre a relação homoafetiva) e poderão alcançar também nossos filhos, caso não estejamos investindo em nossa vida espiritual e também na de nossos filhos, de forma adequada.

Hoje observamos mães arrancando os cabelos para que seus filhos viajem aos Estados Unidos, contraditoriamente, essas mesmas mães chamadas de amorosas por muitos, não se colocam  meia hora por dia em oração para que seus filhos tenham um passaporte celestial, o que de fato TEM VALOR e vai garantir a eles passar a eternidade com Deus, e que de longeeeeeee, tem muito mais valor do que conhecer por exemplo o Central Park.

A irmã Mabelle viveu momentos de grande desespero, que só ela contando pessoalmente vai dá para você entender o que aconteceu , mas.... de cara posso te adiantar que havia um espelho dentro da casa dela, sua mãe e o seu pai, que além de terem vida com Deus, investiram tempo na alma e no espírito da irmã Mabelle, o que mediante a graça divina, fez nossa irmã lutar com toda “a armadura de Deus”, vencendo assim o dia mau que sobreveio a ela.

Mãe (também aos pais) se for necessário mudar sua vida para que seus filhos tenham vida com Deus, faça isso. Não tenham tanta roupa assim, não trabalhe demais, nem tenha a casa mais bonita da rua, nem o carro importado da moda, mas... tenha a convicção que você acertou em ser mãe, não segundo a tradição de sua familiar e nem como pensa esse mundo, mas da forma que Deus, desde a fundação do mundo determinou sobre sua vida.


Que Deus derrame graça sobre a vida das mães e que elas sejam realmente mulheres sábias dentro de seus lares.

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Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

sábado, 7 de maio de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Ultimos exemplares da prmeira edição

Amados, compartilho que está disponível os últimos exemplares do nosso livro " Onde eu termino e Deus começa?", antes da segunda edição ser impressa.

Ele está sendo comercializado pelo valor de R$ 15,00, sendo que para o Estado do Rio a despesa de transporte fica por nossa conta.

Caso haja interesse, faça contato pelo e.mail: Pauloflecha1000@hotmail.com

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira


sexta-feira, 6 de maio de 2011

ESPAÇO POLÍTICO - Que os homossexuais saibam: Nós não estamos em guerra.

Após a decisão unânime do Superior Tribunal Federal de equiparar a união estável entre casais do mesmo sexo (homoafetiva) como entidade familiar, o movimento político gay está achando que conseguirá implantar a nível de legislação, tudo aquilo que eles consideram como “direito de fato”.

Particularmente acho que eles estão vivendo esse momento com muita emoção, já que a decisão do STF é apenas uma porta por onde o assunto vai ser discutido via congresso nacional, local adequado para se debater essas questões, já que ali está representada a vontade do povo e não no STF, um órgão muito importante dentro do nosso sistema de governo, mas sem nenhuma legitimidade quando estamos tratando do que quer e do que pensa a nação.

O julgamento do STF foi apenas uma avaliação fria, com interpretações filosóficas, mas sem nenhuma percepção de sociedade de base, ou pelo menos dos seus verdadeiros pilares.

Outro fato interessante é que a votação revelou outra faceta do "movimento gay": a agressividade deles contra a diversidade. Parece estranho que um pequeno grupo, que difere em muito da maioria e que luta pela própria diversidade, marca de seu modelo de vida, não respeite a diversidade de pensamentos ou forma de interpretar a vida e a família.

No fundo eles querem ser aceitos por todos. Com esse objetivo, estão se organizando e vão fazer de tudo para chegarem lá, nem que para isso, todo o Brasil tenha que ser gay, o que evidentemente não vai acontecer, já que o homossexualismo é um fenômeno e continuará como tal, como a própria história da humanidade nos registra.

Fato é que os gritos de ordem do movimento político gay e de seus apoiadores estão parecendo gritos de guerra. A sensação que temos na leitura dos principais meios de comunicações é que eles estão se preparando para botar para quebrar em cima daqueles que enxergam as coisas de forma diferente.

Nesse cenário de guerra, os evangélicos parecem ser os seus maiores alvos, tendo até uma lista elaborada por eles onde constam os dez nomes mais prejudiciais ao movimento, que em grande parte são dos nossos arraiais. Os católicos de certa forma foram preservados, até mesmo os bispos da CNBB, apesar de terem tido uma postura muito honrosa no julgamento sendo claros em relação ao conceito de família e como é vista a relação homoafetiva na visão do cristianismo.

Tendo em vista o quadro estabelecido, que no fundo não traz proveito para ninguém, quero dizer como cristão e pastor aos homossexuais que visitarem essa página, não ao movimento gay, que independente de enxergamos a vida de forma diferente, tenho profundo respeito pela pessoa do homossexual e sua forma de viver sua sexualidade, mas apesar disso, me reservo o direito de continuar orando para que Deus possa aconselhar o coração de vocês, como o de todos nós, sobre qual é o melhor caminho de sermos sua imagem e semelhança, afinal de contas, todos nós existimos em um primeiro plano para isso.
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Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Abaixo tire suas dúvidas sobre o que aconteceu no STF ontem.


O que o Supremo decidiu?

Os ministros entenderam que a união estável entre casais do mesmo sexo deve ser reconhecida como entidade familiar. Com isso, homossexuais podem ter os mesmos direitos previstos na lei 9.278/1996, a lei de união estável, que considera como entidade familiar “a convivência duradoura, pública e contínua”.


O que a Constituição diz sobre união estável?

Conforme a Constituição de 1988 “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.


Quais são os direitos garantidos na lei de união estável, a lei 9.278/1996?

Divisão da guarda e sustento dos filhos, possibilidade de pensão alimentícia, herança em caso de morte, partilha de bens em caso do fim da união e facilidades para conversão da união estável em casamento. A união estável tem o mesmo peso do casamento civil para efeitos de inclusão do companheiro em plano de saúde, por exemplo.


Por que o Supremo se manifestou sobre o assunto?

O STF foi provocado em duas ações, uma proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e outra pelo governo do estado do Rio de Janeiro. A ação da PGR, de caráter mais amplo, pediu o reconhecimento dos direitos civis de pessoas do mesmo sexo. O governo do Rio queria que o regime jurídico das uniões estáveis fosse aplicado aos casais homossexuais, para que servidores do governo estadual tivessem assegurados benefícios, como previdência e auxílio-saúde. Nos dois casos, a decisão favorável foi unânime.


A decisão do STF é garantia de que todos os homossexuais terão os direitos assegurados?

Não, para isso seria necessário o Congresso modificar a lei, e a Presidência da República sancionar. Somente a partir de uma lei o direito passa a ser automático.


Com base na decisão, os casais homossexuais podem ir ao cartório para solicitar o casamento civil?

Em tese, sim, de acordo com o relator do processo, ministro Ayres Britto. No entanto, como não se trata de uma lei, o cartório não é obrigado a aceitar o entendimento do Supremo e agendar o casamento. Com a decisão, porém, quem não conseguir tem a opção de ir à Justiça requerer o direito.


Quais as diferenças entre união estável e casamento civil?

A diferença é que a união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal, e o casamento civil é um contrato jurídico formal estabelecido em cartório entre suas pessoas.


Órgãos públicos são obrigados de imediato a reconhecer a união homossexual?

Não. No entanto, os casais que se sentirem prejudicados podem procurar a Justiça.

A Justiça de primeira instância vai conceder o direito de imediato por conta da decisão do Supremo?

Não, pois não se trata de uma decisão vinculante (quando sua aplicação é obrigatória a todos os agentes da administração pública). Porém, caso as instâncias inferiores da Justiça se recusem a conceder o direito, os casais podem recorrer aos tribunais superiores.


A partir de agora, os casais homossexuais podem se candidatar à adoção?

Há atualmente casos pontuais em que a Justiça permitiu que a adoção por homossexuais. Com a decisão do STF reconhecendo a união estável, é possível que a Justiça passe a conceder a guarda em nome dos dois.


Quais são os direitos já adquiridos pelos homossexuais?

A Receita Federal permite que os casais homossexuais declarem o Imposto de Renda em conjunto ou que um deles seja considerado dependente. O INSS também tornou permanente a regra que reconhece os benefícios previdenciários a dependentes, como pensão por morte ou auxílio-reclusão. Nos dois casos, é preciso comprovar a vida em comum.


Atualmente, há dados sobre a quantidade de casais homossexuais no país?

De acordo com o Censo Demográfico 2010, do IBGE, o país tem mais de 60 mil casais homossexuais.


O que deve acontecer após a decisão do Supremo?

O presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, disse que o Congresso precisa discutir e votar leis que delimitem os direitos em consequência do reconhecimento da união estável.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Como você comemora seu aniversário?

Hoje completo quarenta e ....anos (ficou curioso, faça contato, se tivermos um grande número de pedidos prometo  revelar o restante deste número).Destes, doze estou na presença do meu Deus.Diferente de algumas pessoas e muito parecido com outras, gosto de usar o dia do meu aniversário para meditar sobre a vida e a existência em si.

Mesmo que a data por ela mesma seja algo meramente simbólico, já que não existe muita diferença entre o dia de ontem, hoje e o de amanhã, nosso natalício tem sempre um efeito diferente sobre o nosso ser.

Uma das coisas a observar, como citei acima, é a diversidade de forma que as pessoas encontram para lidar com esta data.

 Conheço pessoas que iniciam esse dia comemorando através da bebida e terminam ele também da mesma forma, afogadas na cerveja, whisky e também em outras drogas.

Outros se retiram com a família para algum lugar tranqüilo e preferem aproveitar esse momento cercado somente pelos familiares mais íntimos.

Os mais “animadinhos” elaboram uma lista enorme de convidados, desejando que todo mundo esteja junto com ele neste dia ou noite, ficando chateado com aqueles que por algum motivo deixam de comparecer. O objetivo desses é ser pelo menos por um dia o centro do universo. São normalmente adeptos de uma visão humanista corrompida, onde a unidade humana e a transcendência divina não têm muito valor.

Existe também um grupo muito especial (no sentido de ser mais urgente em termos de atenção) de pessoas, são aquelas que estão no chamado “fundo do poço”, decorrente da ausência completa da família, dinheiro, emprego, saúde, amigos e da presença de Deus. Eles lutam ferozmente para esquecer o natalício tentando evitar o risco de deixar entrar o peso emocional da ocasião, o que muitas vezes pode não ser suportável, conduzindo essas pessoas a prática do suicídio.

 No Brasil temos, espero que esse número venha a cair, aproximadamente 24 casos diários de suicídio e dentro deles, muitos ocorrem na data de aniversário da vítima, que neste caso também é réu.

Depois de pensar um pouco nesse dia, não posso deixar de declarar minha alegria de adolescente (já que tenho doze anos de Reino) pela vida que tenho tido com meu Senhor. Antes de conhecê-lo, meus aniversários passavam perto, sem tirar e nem pôr, dos modelos relatados acima, mas hoje vivo essa data com plena paz, apesar de muitos fatores naturais indicarem ao meu ser que eu deveria arrancar os cabelos que ainda me restam.

Eu sou um daqueles poucos casos, e por conta disto às vezes sou isolado por não ser considerado um testemunho positivo em alguns arraiais, que Deus não restaurou, pelo menos até o momento, a vida material. É triste perceber que dentro do Reino de Deus existam pessoas que ainda não entenderam que o nosso Israel é espiritual e não material. Mas fazer eles entenderem os planos de Deus está a cargo do Senhor e não ao nosso.

A intenção deste texto não é fazer você me dá um presente pelos meus quarenta e ....(mas fique a vontade, vide endereço em nosso blog), mas fazer você entender que a vida passa a cada dia e que o fim está se aproximando, sendo que ele, o fim, pode ser um grande começo, mas para isso é necessário um encontro verdadeiro com Deus na pessoa do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Olhe para Deus de uma maneira diferente, Ele não é só uma força que te ajuda, Ele é alguém transcendente e ao mesmo tempo imanente, Soberano e digno de se viver com Ele. Viva seu aniversário, sua vida e sua morte com Deus, Ele é sempre nossa melhor companhia.
Ps:Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos postados e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

terça-feira, 3 de maio de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - O risco de escrever banalidades.

Em meio a tantas informações disponíveis de  vital importância para nossa vida, confesso que às vezes fico confuso sobre o que escrever.

 As redes sociais bem como outros caminhos da internet, aumentam em proporção absurda o número de informações que podem ser assimiladas e trabalhadas para a elaboração de matérias.

Em nosso caso, temos o compromisso de falar do cotidiano pela lente do Evangelho, o que torna ainda maior meu leque de opções, já que falamos desde arte até comportamento sexual.

Mas o que a princípio pode parecer um privilégio ou uma facilidade para nós, ter muita informação disponível diante da tela, pode acabar se tornando um adversário da boa comunicação. Corremos o risco de usar nosso tempo para falar de coisas que não edificam e nem trazem nenhum crescimento aos leitores, como aquelas pregações de auto-ajuda e não ajuda do Alto, como expressou muito bem o pastor Ciro Zibordi em seu último livro.

Bem aventurados são os blogueiros que têm como foco exclusivo falar da Palavra de Deus, porque tendo ela como base, sempre teremos textos edificantes e de valor. Mas aprouve a Deus colocar tarefas diferentes para cada um de nós e eu aceito a parte que me foi concedida pelo meu Senhor neste grande latifúndio – que neste caso é altamente produtivo -, chamado Reino de Deus.

Por isso, quero deixar aos nossos leitores um alerta: "Use seu tempo de maneira criativa e instrutiva. Esteja sempre que possível utilizando seu tempo para adquirir informações úteis a sua vida, aprenda a peneirar o que está diante de seus olhos e o que vem a sua mente. Não seja um desses participantes de redes sociais que só falam bobagem e abobrinha, onde no fundo ninguém é enriquecido com nada, pelo contrário, só condicionam a mente a raciocinar sobre um padrão muito abaixo daquele que Deus deseja para nossa vida".

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

COMPARTILHANDO A ARTE DE ESCREVER - Nova postagem do livro

Título: A boneca de porcelana.


Por que será que as coisas nunca dão certo na vida? Bradou em voz alta aquela jovem de pele clara e rosto tipo “boneca de porcelana”. Depois do seu questionamento (que mais parecia um desabafo do que propriamente uma pergunta) ecoar por todo recinto, aquele homem de porte grande que estava no palco ao seu lado, dirigiu-se ao público a sua frente e fez a seguinte pergunta:

“Se houver alguém em nosso meio capacitado a responder a pergunta desta jovem fique de pé e se apresente”.

Eu que estava sentado bem no canto do auditório, próximo à parede direita de quem entra, falei em voz baixa:

“Será que alguém no meio desta multidão é doido o suficiente para se apresentar diante de toda essa gente e tentar responder a uma pergunta tão subjetiva como essa?”

Mas para minha surpresa e de outros que pensaram de igual forma, muitas pessoas levantaram de seus lugares colocando-se a disposição para expor sua teoria sobre a pergunta da “boneca de porcelana”. Particularmente achei curioso alguém ter coragem de tentar responder uma pergunta tão vasta como essa (Por que será que as coisas nunca dão certo na vida?), ainda mais nas condições em que tudo estava acontecendo, em meio a um público enorme, barulhento e provavelmente sem ter muito tempo para defender sua tese.

Mas a oferta de respostas naquele lugar foi extremamente desproporcional aquela única demanda de pergunta, por isso, aquele homem de porte grande escolheu aleatoriamente sete pessoas dentro do grupo que se prontificou, dando a cada uma delas um tempo máximo de cinco minutos para expor sua teoria sobre a questão existencial apresentada pela “boneca de porcelana”. As sete pessoas ficaram enfileiradas, tendo uma a uma o direito de utilizar o microfone para fazer sua exposição dos fatos. O tempo limite foi levado em conta rigorosamente, ao ponto de alguns deles terem tido o sinal do som cortado, quando tentaram ultrapassar intervalo de tempo que havia sido estabelecido previamente pelo sujeito grandalhão.

Do discurso proferido pelo primeiro pseudofilósofo ao sétimo, não houve nenhum tipo de concordância em suas falas, sendo que em determinados momentos como ouvintes, tínhamos a estranha sensação de que eles estavam respondendo à outra pergunta, completamente diferente daquela que havia sido elaborada pela jovem “boneca de porcelana”. Para ser honesto na minha narrativa e ao mesmo tempo tomando cuidado para não ser injusto, nada do que eles falaram somava-se e quase tudo que foi dito diminuiu o discurso do outro. Do início ao final das apresentações não foi possível se chegar a nenhuma síntese entre eles, pelo contrário, a todo tempo observamos uma dialética que expunha uma tese seguida de antítese, bem ao estilo platônico.

Enquanto a exposição acontecia na estreita escada que cortava o centro do auditório, a “boneca de porcelana” e o homem grandão estavam no palco, de onde podiam ouvir e ver cada um dos sete se esforçar ao máximo para encontrar nos dois ou pelo menos em um deles, uma acolhida calorosa as suas teorias. Mas infelizmente, pelo menos para os grandes filósofos da noite, nenhum deles expressou nenhum sinal de concordância ou satisfação com o que foi apresentado, tendo até mesmo um dos candidatos, o último da fila dos sete, chegado ao extremo da sandice de associar o sofrimento humano (provocado por coisas do tipo “Por que será que as coisas nunca dão certo na vida?”) a redução do consumo de carne suína pelas pessoas.

“Não dá para acreditar como alguém, pelo menos em sã consciência, pode ligar uma coisa dessas, o consumo de carne suína, a felicidade do ser humano”. Mas foram explicações desta natureza que surgiram do consciente, que acredito deveria estar inconsciente naquela noite, das pessoas que estavam naquela fila. Ao final da fala do sétimo candidato, agradeci no meu íntimo ao homem grandalhão por ter dado oportunidade apenas a sete pessoas, número que não representava nem 10% do grupo que se propôs a esclarecer o mistério da vida da “boneca de porcelana”.

O público presente com certeza não agüentaria mais ninguém tentando explicar as frustrações humanas, usando para isso, as mais loucas explicações produzidas por mentes que não compreendem nem a sua própria insatisfação. Afinal de contas, era isso que todos estavam buscando naquele local, respostas para suas respectivas frustrações da vida.

Independente desse massacre intelectual a que todos nós fomos submetidos, promovido pelo grupo dos sete sábios noturnos, aquela foi uma noite de muitas surpresas e talvez a melhor que aquele público tenha vivido naquele lugar. Tudo ocorreu sem nenhum planejamento prévio, mas ao mesmo tempo sem nenhuma desordem que comprometesse o propósito daquela reunião. Desde o momento em que a “boneca de porcelana” subiu correndo no palco e arrebatou o microfone do grandalhão bradando “no ar” seu desabafo, foi possível observar que a sucessão dos acontecimentos tomou corpo e vida própria, fazendo com que a noite tivesse para todos nós, que estávamos na platéia, um ritmo bem diferente, mas dentro de uma musicalidade excepcional.

Havia um tipo de controle naquela situação que aparentemente parecia descontrolada, que não estava mais na mão do grandalhão e nem da “boneca de porcelana”, mas transcendia aquele lugar, as pessoas responsáveis por aquela reunião e todas as outras que se encontravam naquela noite no auditório. A sensação era que de longe alguém movia os acontecimentos, como dedos que tocam um instrumento fazendo com que cordas pressionadas da forma correta e no tempo preciso, produzam harmonia e beleza musical.

Ao mesmo tempo também sentíamos uma ação imanente na situação, como se esse “mesmo controle” pudesse ter estas duas características opostas atuando ao mesmo tempo. Por isso, havia uma confiança muito grande no ar e no coração das pessoas, que nos permitia viver aquela situação inesperada, criada pela “boneca de porcelana”, com a certeza de que tudo acabaria bem não só para ela, mas para todos os presentes que seriam beneficiados por essa maravilhosa experiência. Narrando desta forma alegórica, nossa descrição pode parece ao leitor ser algo difícil de entender, mas destaco também, que os acontecimentos daquela noite são muito complexos para tentar explicar, já que estamos tratando de uma experiência humana coletiva, algo difícil de compartilhar com outros que não estavam presentes.

Encerrada a fala dos sete candidatos ao esperto da noite, o grandalhão retomou o controle da situação com certa tranqüilidade, retomando da mão da jovem o microfone e agindo de forma inteligente e sagaz, sem diminuir a fala de ninguém que tenha apresentado um discurso. Ele simplesmente se voltou para a jovem que ainda se encontrava no palco, agora já meio anestesiada por se dar conta do aparente tumulto que ela acabou provocando na reunião, e lhe fez a seguinte pergunta:

“No seu íntimo, você acredita mesmo que alguém aqui ou em algum lugar do mundo pode responder essa pergunta a você ou a eles mesmos?”

Essa pergunta tão simples, mas ao mesmo tempo tão profunda, causou um grande impacto no público e também na “boneca de porcelana”, ao ponto dela desabar em lágrimas caindo nos braços do grandalhão, que se valendo do seu grande porte, pode apoiá-la como um pai que envolve sua pequena criança, quando ela vem chorando depois de se machucar com alguma brincadeira infantil.

Essa cena bucólica, que foi presenciada pelo público naquela noite entre os dois personagens que estavam no palco, tinha algumas semelhanças e ao mesmo tempo grandes diferenças com a vida real da “boneca de porcelana”. Em sua existência, pelo menos até aquele momento, ela também havia se machucado, mas não numa brincadeira infantil como descrevemos acima, mas sim com as adversidades e a sua forma de lidar com elas. Em todo seu período de vida ela nunca aprendeu que nenhum de nós está imune a viver situações de dor, talvez por isso, ela tenha lidado tão mal com tudo que lhe aconteceu, que mais tarde todos nós tomamos conhecimento, piorando ainda mais suas dores e angústias.

Diferente das crianças que sofrem corte nos braços, pernas e em outras partes do corpo físico, nossa jovem estava ferida na sua alma, local de difícil acesso para uma cura, onde o grandalhão tentou chegar desferindo sobre ela uma pergunta simples, mas com um caráter profundamente reflexivo. Por isso, aquele pequeno momento no palco se tornou para a “boneca de porcelana” uma terra prometida, um lugar de conforto que ela ainda não havia experimentado em sua transição de criança para a vida adulta. Fora daquele palco, ou seja, na sua vida real, não havia nenhum grandalhão para recebê-la nas vezes em que caiu, foi machucada e também machucou. A ausência desse tipo de segurança, que o ser masculino passa na formação do caráter, tornou sua dor bem maior do que ela aparentemente era, já que o sentimento de abandono e solidão potencializava a dor e a confusão provocada por suas feridas emocionais.

Esse momento no palco, que de alguma forma mudaria a vida da “boneca de porcelana” e também de muitas pessoas que estavam ali, só foi possível porque além do grandalhão confrontá-la da maneira correta, havia um controle sobrenatural naquele lugar e sobre todas as coisas que estavam acontecendo naquela noite. Havia no coração de Deus uma disposição de mudar a vida de muitas pessoas naquele auditório e o caminho escolhido para isso, foi à vida da “boneca de porcelana”.

Depois de algum tempo, não me lembro o quanto, mas certamente foi um intervalo maior que dez minutos, os dois se desprenderam daquele contato personificado de pai e filha e ela procurou se recompor, já que por conta do muito chorar, seu rosto e sua roupa estavam ambos molhados e amassados. Ele por sua vez, sem nenhuma pressa, aguardou a “boneca de porcelana” terminar o que estava fazendo, para só depois reiniciar sua fala ao grande público.

Sem medo de errar, posso afirmar ao leitor que o momento de quebrantamento da jovem naquele palco nos braços do grandalhão foi o ápice daquela noite. Por mais incrível que possa parecer, ficamos com a sensação que cada um de nós havia desabafado junto com ela naquele palco, colocando para fora todos os nossos traumas e feridas obtidas com as brincadeiras da vida adulta. Paralelamente também colhemos o conforto e a segura dos braços do grandalhão, que naquele momento, sem nenhuma explicação lógica, havia assumido a figura paterna de todo o auditório. Quase todos que estavam presentes haviam chorado junto com a “boneca de porcelana”, porque a dor daquela jovem no palco representava nada mais e nada menos que o drama das nossas próprias vidas. Todos nós estávamos decepcionados com o nosso viver e estávamos ali naquele auditório porque havíamos ouvido falar que existia um caminho ou uma solução para nossa crise existencial. Às vezes, quando uma crise como essa bate à nossa porta, é difícil para as outras pessoas entenderem que diferente de muitos doentes que lutam ardentemente contra a morte, nós lutamos para não olhar para ela como nossa única opção nessa vida.

Quando a coisa chega nesse ponto, surge em nós um misto de desespero e loucura que nos faz chegar aos extremos, com foi o caso da nossa “boneca de porcelana”, que no ápice do seu conflito subiu correndo no palco e tomou o microfone do grandalhão à força, simplesmente para soltar do seu interior um desabafo, que naquele momento, nada mais era do que uma forma de lutar contra o desejo de morrer. Ela precisava fazer o que fez, caso contrário, teria se suicidado na porta do teatro. A pressão ficou grande demais para ela e a insatisfação com a vida atingiu, no seu caso, o ponto máximo aceitável por um ser humano. Naquela situação não havia outra saída, sua única opção era dar uma de louca ou, ficar louca de verdade, tendo a morte como a única solução para sua vida.

Percebendo que ela já havia se refeito e estava também serena, completamente diferente do estado inicial quando invadiu literalmente o palco, roubando a cena naquela noite, saindo de um completo anonimato para se tornar personagem principal da reunião, ele retornou sua fala, pedindo a todos os presentes que seguissem o exemplo da “boneca de porcelana”, que havia conseguindo naquele momento organizar suas emoções e também retomar o controle de sua razão.

Os ouvintes colocaram, até mesmo porque eles tinham interesse em saber qual seria o desfecho da situação, todo o lugar em ordem o mais rápido possível, cada um tomando seu respectivo assento e também se recompondo para ouvirem o que viria a seguir. O grandalhão, um homem muito perspicaz e sábio, havia se dado conta que aquela seqüência de acontecimentos com a jovem no palco, havia realmente tocado em quase todos os presentes nas suas próprias frustrações, abrindo com isso uma porta para o lugar das emoções reprimidas, algo que ele há muito vinha trabalhando com o grupo para conseguir. A importância da abertura desta porta está na cura de certas emoções. O objetivo dela é jogar para fora todo lixo emocional, provocado por traumas e conflitos, que está cheirando mal, atraindo moscas e provocando enfermidades emocionais, físicas e espirituais.

Apesar de um porte grande e uma voz muito grossa, aquele homem conseguia falar com muita tranqüilidade, o que de certa forma cativava o público presente, fazendo com que as pessoas realmente dessem atenção ao que ele falava. Valendo-se dessa sua característica e também do momento oportuno, o grandalhão lançou um desafio à jovem de “boneca de porcelana” e também ao público presente. O discurso dele foi mais ou menos assim: “Eu estou sendo muito enriquecido nessa noite com a presença desta jovem e o seu dilema. Creio que ela também, o que podemos comprovar olhando para o seu semblante neste momento. Quanto a vocês, não me lembro de nenhum momento onde nosso auditório tenha sido tão impactado, por isso, quero propor estendermos nossa reunião nesta noite pelo tempo que for necessário, para que essa jovem nos conte sua história. Acredito, mediante tudo que está acontecendo, que ao final desta narrativa ela sairá daqui completamente diferente da forma que chegou, como muito de vocês”.

O grandalhão não precisou fazer muita força para convencer o público da sua sugestão e nem colocar ênfase em suas palavras, já que sua proposta caiu como luva sobre todos que participaram daquela experiência coletiva. Mas e quanto à “boneca de porcelana”, será que ela estaria disposta a empreender essa jornada diante de pessoas que nunca antes tinha visto?

A resposta imediata do público, bem como sua total adesão, trouxe uma grande responsabilidade sobre a jovem, já que agora, dependeria apenas delas dar seqüência ao que havia sido iniciado naquele lugar. Percebendo que a “boneca de porcelana” estava insegura, o grandalhão mais uma vez usou de sabedoria para falar com ela, baixando a voz e se esforçando para não ser pesado, falando bem próximo ao seu ouvido: “Não se sinta pressionado por ninguém, fique a vontade para não aceitar minha proposta, mas... eu sinceramente acredito que seria uma oportunidade única para uma mudança de vida, sua e dessas pessoas que estão aqui”. Mais uma vez ele conseguiu impactar aquela jovem, arrancando dela sua concordância em narrar sua trajetória de vida até aquele momento, bem como todas as “brincadeiras” que lhe causaram feridas na alma.

Apesar de estar também impactado com tudo que havia presenciado até aquele momento, eu não conseguiu entender como toda aquela multidão havia se proposto a ficar, sabe-se lá até que horas, para ouvir a história de vida de uma “boneca de porcelana”. Havia algo, só consigo definir como uma ação do coração de Deus, nos contagiando em prol do bem estar daquela jovem. Estávamos ardentemente preocupados em que houvesse um desfecho favorável para sua vida e suas angústias, o que soava em nossos corações como um desejo de ajudar, porque para nós, era inadmissível ela sair dali sem uma mudança definitiva de vida.

No fundo era notório que todos esses sentimentos confusos e surpreendentes tinham haver com nossas próprias fragilidades, de alguma forma, fomos fortalecidos ao sentir a dor da “boneca de porcelana”, já que por ela, toda aquela multidão desenvolveu um sentimento de empatia. A força que experimentamos naquela noite era atípica, sendo que a maioria de nós nunca havia passado perto de um sentimento como esse, ao ponto de começarmos acreditar que também havia uma solução para nossas próprias vidas.

Não posso deixar de pensar que foi necessário primeiro sofrer a dor do outro, para tudo começar acontecer nas nossas vidas. A experiência de sofrer pela infelicidade do outro era desconhecida para a maioria de nós, já que nossa tendência pós-moderna nos conduz a um individualismo que cria fortalezas à nossa volta, de tal maneira que nos preocupamos sempre com o nosso umbigo, mas nunca com a necessidade do nosso próximo. O pior, neste tipo de situação, é que às vezes o nosso próximo é alguém importante na nossa vida como: cônjuge, filhos, pais e até mesmo aqueles que chamamos de amigos.

Descaso com os relacionamentos e uma vida baseada na individualidade (vulgarmente conhecido como: em primeiro lugar eu, em segundo eu ..... e eu também) são os responsáveis pelas frustrações da maioria das pessoas que estavam naquele lugar. São homens e mulheres que adotaram um ritmo e modo de vida onde o outro (seja quem for) não é mais o outro, mas apenas alguma coisa no contexto da vida. Essa forma de viver que muitas vezes é confundida com alguma coisa moderna, não passa de um formado tipo “homem das cavernas”, onde a humanidade das pessoas é colocada como uma característica pejorativa e não um selo de nossa existência. Quando cônjuge, filhos, pais e amigos se transformam em alguma coisa em nossas vidas, com certeza nela, não existe nem lugar para Deus.

Essa forma de viver que aos olhos de muitos é vista como sábia, arrasou a vida de médicos, professores, carpinteiros, gerentes, comerciários, diretores e tantos outros, que nesse momento não se justifica relatar. O cenário que acabamos de descrever reflete bem o público daquela noite, era esse tipo de gente que estava naquele auditório quando tudo isso aconteceu, e que de alguma forma, foram conectados com a vida da “boneca de porcelana”.

Sem querer tirar nenhuma conclusão precipitada, mas também não sendo covarde já que fui testemunha ocular de todos os fatos, arrisco dizer aos leitores que a dor revelada pela alma daquela jovem era tão grande, que mesmo sem ter esta intenção, “seu grito de dor” acabou funcionando como uma flecha tirada de uma aljava e lançada na direção do alvo, atingindo o local mais profundo do nosso homem interior e despertando quem estava oculta naquele local, nossa humanidade.

Ela estava lá bem no fundo, jogada por nós mesmos no decorrer da vida mediante escolhas erradas, que resultaram em feridas emocionais que endurecem nossos corações. O homem e a mulher têm dificuldade para entender que eles são genuinamente humanos e quando tentam se afastar desta realidade cria-se atrito dentro deles, trazendo dor à alma e perturbação à sua existência. Em resumo, naquela noite nossa humanidade foi despertada por aquele grito de dor, o que nos possibilitou exercer empatia pelo sofrimento daquela jovem e também perceber que o caminho que nos fortaleceu em relação a ela, é o mesmo que também vai nos fortalecer em relação as nossas questões existenciais e emocionais.

Minha tese, apesar de parecer teórico, podia ser comprovada de forma muito clara na expressão de cada rosto ali presente. A sensação que habitava em cada um deles era de vitória, ou pelo menos do início dela. Como acontece na entrada de um estádio de futebol no jogo que define a final da copa do mundo, todos ali estavam confiantes que levariam para casa seu troféu de campeão, mais precisamente sobre o time de adversários que lutam com todas as forças contra nossa alegria e prazer de viver.

Diferente do futebol, onde os onze jogadores de cada time estão unidos e organizados em campo para vencer o adversário, em nossa vida temos sempre alguém do nosso time que acaba chutando a bola na rede errada. Mas o pior é que esse “traidor” não é ninguém de fora, mas de dentro, ele representa no jogo da vida nossas ambições, baixa moral, arrogância, orgulho e tudo aquilo que temos de pior e damos vazão, tendo essas coisas prioridade sobre todas as outras que realmente representam nossa humanidade, no “sentido original desta palavra”.

A jovem ainda se preparava para dar início a sua narrativa e a expectativa era grande em nosso meio, como citei anteriormente, me senti e creio que todos, num estádio de futebol aguardando o início da partida final. Neste momento um pensamento me ocorreu: “Ninguém aqui tem dúvida que até o final da estória da “boneca de porcelana” muitas pessoas terão suas vidas transformadas, o que será um acontecimento muito marcante, mas será que tem alguém neste local atento em registrar esses acontecimentos passo a passo para um posterior compartilhar?” Nesse momento entendi que minha presença ali naquela noite tinha um propósito bem diferente dos demais, apesar de também ter sido impactado como os outros.

A partir deste momento vasculhei minha mochila azul com propaganda de uma empresa de engenharia na área de óleo e gás, buscando meu notebook e o mp4, que logo entrou em ação gravando tudo o que se desenrolaria daí em diante. A bandeja da moça que servia o palco acabou funcionando como ponte para o meu mp4 chegar até a mesa de apoio que estava bem próxima dos “artistas” principais da noite, que continuavam no palco se preparando para a fala da jovem. No computador, que coloquei no meu colo e dentro da pasta para não chamar atenção, comecei a registrar os fatos já acontecidos e minhas impressões, além de recolher alguns comentários de outras pessoas próximas ao meu assento, já que muitos estavam ainda de pé aguardando ansiosamente a retomada da fala da jovem.

Mesmo sem saber exatamente o que faria com o material e de que forma ele poderia ser compartilhado depois dessa noite, cedi ao impulso quase irresistível de registrar tudo que fosse possível, até porque, naquela noite as coisas estavam acontecendo fora de uma regra específica. Nesse momento, o grandalhão pediu silêncio ao auditório para que a jovem pudesse dar início. Ela se aproximou novamente do microfone, que desta vez foi cedido a ela em vez de arrebatado, olhou para todos e tentou esboçar uma saudação. Meio que sem jeito disse que tinha 22 anos e que a princípio não gostaria de se identificar revelando seu nome, mas que não deixaria de lado nenhum outro detalhe de sua vida, até porque, ela mesma desejava muito ouvir dela própria, tudo que havia vivido até chegar aquele auditório.

A princípio parecia contraditório ela dizer que queria ouvir dela, o que ela própria havia vivido, mas se pensarmos com cuidado no seu comentário, logo percebemos como isso é realmente necessário para nos conhecermos melhor e mais profundamente. Sem sombra de dúvida, muita coisa já havia mudado naquela jovem, como falamos mais no início, ela realmente já estava no caminho de uma grande descoberta, ela estava se descobrindo. Ao olhar para os lados, foi fácil perceber como a simplicidade de sua fala causou efeito na platéia. Era como se “ficha caísse” naquele momento, coisas do tipo: “Como foi que eu nunca pensei nisso antes, já ouvi tanta gente falar de mim, mas nunca parei para ouvir a mim mesma sobre minha própria vida”, povoou a mente das pessoas e ficou estampado no rosto de cada um. Mesmo antes de ela detalhar os acontecimentos, sua vida já estava trazendo benefícios às outras pessoas.

Depois de tomar fôlego, informou ao público que na ausência de seu nome ela poderia ser conhecida por eles como “boneca de porcelana”, já que no fundo, esse codinome tinha mais haver com sua vida do que o seu nome próprio. A seguir pediu desculpas pela invasão e pela interrupção causada na reunião, mas confessou que toda essa confusão mexeu de forma muito positiva com ela, por isso, concordou em compartilhar sua vida naquela noite com todos, crendo que ela sairia dali depois disso como outra pessoa.

“Nasci num lar completamente disfuncional, ou seja, a minha família era um órgão que apresentava distúrbio na sua função principal que é transmitir amor, segurança, conforto e outros necessários a um bom desenvolvimento humano. Por conta disso, minha família gerou, sem nenhuma exceção, pessoas com personalidades distorcidas.”

“Eu sou a caçula de três irmãos e a única do gênero feminino, sendo que minha pouca idade e o meu sexo diante dos meus irmãos nunca foi sinônimo de proteção, pelo contrário, eles me agrediam constantemente de forma física e moral. Começo meu discurso falando do “saco de pancada” e da “palmatória”, que são os meus dois irmãos, porque foi através deles que sofri minha primeira decepção na vida. Ainda na minha tenra idade, quando comecei a ter entendimento das coisas, percebi que nós três éramos vítimas de nossos pais, por isso, acreditei ingenuamente que pelo menos eles seriam solidários ao meu sofrimento como eu era com o deles, mas ser vítima no caso do “saco de pancada” e da “palmatória”, gerou neles a vontade de vitimar outros, sendo que eu era a pessoa mais fácil e mais próxima para eles extravasarem esse sentimento.”

Neste ponto ela fez uma pequena pausa para enxugar os olhos, já que o grandalhão a socorreu mais uma vez com um lenço de papel após perceber que algumas lágrimas desciam pela sua face de porcelana. Logo nas suas primeiras frases foi possível percebe que nossa jovem era alguém de certa cultura e conhecimento e que utilizava muito bem as palavras, já que diante de uma situação inusitada como essa, iniciou sua apresentação de forma muito clara. Minha única dúvida naquele momento foi se essa consciência dos acontecimentos já existia ou o fato dela se ouvir, como ela própria havia comentado antes de iniciar sua narrativa, estava fazendo a diferença naquele momento, principalmente para ela. Diante desta interrogação na minha avaliação, optei por deixá-la evoluir no desenrolar da história, para depois, mais a frente, tirar uma conclusão mais confiável. Apesar das lágrimas, ela retornou ao microfone esboçando um ar de confiança em si e no que estava fazendo, já que era nítido o interesse que sua vida havia despertado no público.

“Decepcionei-me porque na minha forma de perceber nossa situação, estávamos todos no mesmo barco, que afundava em alto mar. Na minha lógica infantil, era natural sermos solidários no sentido de um animar e proteger o outro, principalmente eu, que dentro daquele barco, era o passageiro mais frágil e de menor idade. Mas meus irmãos optaram, não sei se essa é a palavra adequada, por devolver tudo de ruim que vinha sobre eles. Entre os dois havia um tipo de pacto, os eles também se agrediam, mas estavam juntos sempre que havia uma oportunidade de se vingar nas outras pessoas, inconscientemente, o que meus pais faziam com eles.”

“Apesar de toda essa descrição negativa, mesmo com meus cinco anos, eu amava meus dois irmãos. Como falei antes, eu tinha muita pena deles, até porque, meu pai era extremamente severo com os dois, não que não fosse comigo, mas com eles assustava só de pensar na forma que meu pai os agredia”. Saco de pancada o mais velho, nessa época com nove anos sofria muito nas mãos de meu pai, que o pegava de jeito com uma só mão, utilizando a outra para estapeá-lo fortemente. Um detalhe importante nessa relação do meu irmão com o pai e que sempre me chamou muito atenção, era o fato dele nunca derramar uma lágrima enquanto apanhava independente da violência que meu pai utilizava, de seus olhos não desciam lágrimas e de sua boca não saia nenhum som, o que de certa forma intrigava meu pai, que se sentia agredido com aquela resposta. Apesar de pequena, minha impressão era que meu pai desejava presenciar sua dor, mas em contrapartida, meu irmão preferia morrer a dar a ele esse gosto. Esse acirramento na relação dos dois me deixava junto com palmatória muito apreensiva, nós nunca sabíamos exatamente até que ponto nosso pai levaria sua agressão e ao mesmo tempo, até onde saco de pancada agüentaria.

Outra pausa, desta vez motivada por um acesso de choro e uma repetição do nome simbólico (saco de pancada) do seu irmão mais velho. Pelo estado emocional que ela expressou naquele momento, era possível perceber que o fim desse duelo entre pai e filho não foi um dos melhores, o que deixou o público com uma expressão abatida, ao pensar no que viria a seguir.

Não havia mais nenhuma dúvida, registrei no meu computador, todo aquele grupo estava de certa forma preso na trama da vida da “boneca de porcelana”, gerando em cada um deles uma grande torcida e até mesmo admiração por aquela jovem, já que a parte do iceberg da sua vida relatado indicava que os outros 90%, que ficam embaixo da água, serão mais terrível do que os 10% que estão na superfície e já relatados por ela naquela noite.

Pela idade média do público no auditório, era razoável concluir que havia um grande número de pais e mães presentes. Sendo assim, afirmo com muita convicção e sem medo de errar, que muitos deles naquele momento começaram a reavaliar sua relação com seus filhos. Talvez, só talvez, não existisse ninguém ali que praticasse contra seu filho o tipo de agressão relatada pela boneca de porcelana contra seu irmão, mas muitas vezes somos agressores de nossos filhos de outras maneiras. A agressão física nem sempre é a mais dolorosa, a que utiliza munição moral e afetiva causam marcas e feridas muitas vezes insuportáveis. Mesmo no caso do saco de pancada, creio que sua maior dor não tinha origem física, mas sentimental, ao concluir que aquele e aquela que deveriam amá-lo a cima de qualquer coisa, o tratavam como um lixo desprezível.