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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Projeto "Meu amigo Peter" (matéria de número 6).

Para quem ainda não tomou conhecimento, o projeto "Meu amigo Peter", é um desafio de escrevermos juntos um livro com esse título. Eu escrevo, vôcê comenta, coloca sugestões, elogia, faz críticas, fica inteiramente a vontade, sua participação é livre. Para acessar as matérias iniciais, busque abaixo, todas estão na parte frontal do blog.

A voz do Peter era a última que ele espera ouvir ao telefone em seu momento de angústia. Mais desesperado ainda ficou quando foi informado que o cliente já se encontrava na sala de reunião há uns quinze minutos e também da ausência de todos os nomes que ele disparou em cima do Peter, tentando encontrar alguém que o substituísse com pouco prejuízo na reunião. Ciente de que nem sua secretária poderia fazer alguma coisa naquele momento, já que não se encontrava presente, pediu ao Peter para tentar convencer o Sr. Robert a aguarda mais trinta minutos, tempo suficiente para alguém de peso chegasse até a agência. Antes de o Peter desligar o telefone, uma pergunta veio a sua mente e ele de imediato disparou em cima do seu chefe: “Qual é o nome da empresa do Sr.Robert?” Mesmo sem entender o motivo da pergunta, o “big boss” lhe deu a resposta e desligou.

Peter se aproximou da sala de reunião e percebeu o Sr.Robert ansioso e contrariado com o atraso, por isso, antes de entrar e enfrentar esse grande desafio resolveu jogar o nome da empresa na internet e encontrou uma matéria com grande destaque no maior jornal de circulação no país falando sobre ela. Como era uma boa notícia, resolveu levar seu notebook junto com uma xícara de café e um copo de água. Quanto à xícara e o copo, o Peter considerou mais elegante pegar os da sala do chefe, que por sinal tinha com esses dois objetos um caso quase de amor, tendo em vista que foram enviados da China especialmente para ele. Além de sua secretária, ninguém podia tocar neles, e isso era de conhecimento de todos, inclusive do Peter.

Desprezando o romantismo do seu chefe pelos referidos objetos, dirigiu-se a sala de reunião e ao entrar soltou no ar a seguinte expressão que não deu chance ao seu ouvinte de falar nada sobre atraso: “Meus parabéns Sr. Robert, pelo teor da matéria publicada neste dia sobre sua empresa, neste grande Jornal de circulação”. Robert pareceu continuar confuso, o que levou o Peter a deduzir que ele desconhecia a matéria. Entendendo ter acertado um tiro certeiro, colocou o café e a água em cima da mesa, mais a frente, quase diante dos olhos do seu cliente estampou o seu notebook com a matéria de capa de jornal.

Peter percebeu que enquanto Robert lia a matéria de circulação nacional seus olhos brilhavam de alegria, afinal era uma matéria não paga e de interesse da reportagem do jornal, falando muito bem sobre a atuação da empresa na área social nas cidades interioranas onde ela desenvolve atividades. Na mesma hora Robert disparou uma ligação atrás da outra junto aos seus executivos, visando primeiro entender porque o seu pessoal interno de comunicação não obteve previamente essa informação, depois no sentido de reforçar o que está sendo feito para que nenhum fato registrado pudesse ser confrontado. Nesse meio tempo, que por sinal durou mais de quarenta minutos, chega à sala o Dr. Ricardo com seus dois melhores profissionais (pelo menos assim ele imaginava) e fica meio perdido, vendo o Peter repetir alguns trechos da matéria para o Robert enquanto ele falava ao telefone.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Projeto "Meu amigo Peter" (matéria de número 5).

Para quem ainda não tomou conhecimento, o projeto "Meu amigo Peter", é um desafio de escrevermos juntos um livro com esse título. Eu escrevo, vôcê comenta, coloca sugestões, elogia, faz críticas, fica inteiramente a vontade, sua participação é livre. Para acessar as matérias iniciais, busque abaixo, todas estão na parte frontal do blog.

A partir da mudança de ótica operada no Peter aos 35 anos, sua vida teve uma guinada de 380 graus, principalmente na vida profissional. Antes deste divisor de águas, a empresa onde o Peter trabalhava só não o havia demitido, porque ele se sujeitou a receber um salário ridículo comparado aos dos seus colegas, além do que ele demonstrava uma fidelidade muito grande aos interesses dos clientes e da empresa. Nenhum trabalho de confiança ou de destaque era direcionado para ele, muito menos a coordenação de uma campanha, mesmo que fosse algo bem simples. Várias pessoas que entraram na empresa depois dele, já estavam a muito a sua frente em termos de responsabilidades, oportunidades, promoções e melhoria salarial.

Apesar desse quadro desolador que para muitos representaria motivo suficiente para cavar um buraco e se enterrar, não só a cabeça como uma avestruz, mas todo o corpo, o Peter encontrava forças todas as manhãs para se encher de ânimo e chegar naquele lugar como se fosse o seu primeiro dia de trabalho. Nessa época, nem ele mesmo entendia como podia agir assim, hoje conhecendo as Escrituras, o Peter descobriu que era a ação da graça divina atuando em sua vida, dando a ele renovo, capacitando a não desistir, já que o plano de salvação do Peter incluía uma mudança na condição de vida dele dentro daquela empresa.

Numa manhã de segunda-feira, há sete anos, o Peter como sempre chegou à agência com sua pontualidade britânica e com a cara de sempre, que parecia disser a todos: “Estou aqui para fazer o meu melhor”. Como ele, tenho consciência que a atuação da graça de Deus é algo que nos faz sentir e agir de forma inexplicável, mas penso também, que de alguma forma, todo o agir divino encontrava uma, mesmo que bem pequenina, disposição do Peter em colaborar com ela.

Mas essa segunda-feira não seria igual às outras, ou melhor, nenhum outro dia da vida do Peter seria igual aos da semana anterior, já que neste fim de semana Peter teve um encontro com Deus na pessoa do Senhor Jesus Cristo. É interessante, que a maioria das pessoas que passa por essa experiência, como foi o caso do meu amigo, não tem a menor noção do que aconteceu dentro deles e das conseqüências que isso traz ao nosso dia a dia. Isso é uma prova de como as pessoas, de maneira geral, desconhecem Deus e seus oráculos.

A cara do Peter que dizia “estou aqui para fazer o meu melhor” acabou esbarrando, alguns diria “por sorte” eu digo por “graça”, no corredor principal do escritório com um cliente que tinha hora agendada com o sócio majoritário da agência, tendo em vista a importância desta conta dentro de sua carteira de clientes. Tentando ser útil mesmo desconhecendo a importância do cliente, Peter o conduz a sala de reunião e vai anunciar a chegado do Sr.Robert.

 O problema, é que essa era uma daquelas manhãs de segunda-feira que o trânsito do Rio de Janeiro dá um nó de marinheiro, que quase ninguém sabe desfazer. Como resultado desta situação, além do Sr.Robert que chegou de helicóptero e desceu no heliponto do prédio, só o Peter e alguns funcionários administrativos estavam na empresa naquela primeira hora da manhã. Quando o Peter chegou próximo a sala do Dr.Ricardo, sócio majoritário, percebeu que o telefone tocava sem parar. Como a secretária principal e as assistentes não estavam nos seus lugares, o Peter atendeu ao telefone e se deparou com o Dr.Ricardo do outro lado da linha desesperado e preso no trânsito, tentando falar com alguém da agência para substituí-lo na reunião até sua chegada.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Projeto "Meu amigo Peter"

Para quem ainda não tomou conhecimento, o projeto "Meu amigo Peter", é um desafio de escrevermos juntos um livro com esse título. Eu escrevo, vôcê comenta, coloca sugestões, elogia, faz críticas, fica inteiramente  a vontade, sua participação é livre. Para acessar as matérias iniciais, busque abaixo, todas estão na parte frontal do blog.

Como registrei antes, o Peter teve a capacidade de entender um dos pináculos da vida, ensinado pelo próprio Deus através de uma experiência própria e marcante,que coaduna com as santas Escrituras. Por essa sensibilidade e por muitas  outras atitudes em conhecer Deus, me orgulho de ser seu amigo e irmão na  fé.

Na sua ligação de sábado, a partir desta nova conscientização, ele deixou claro que suas prioridades estavam sendo reavaliadas.Para você entender melhor a fala do Peter, é necessário que eu te conte algumas coisas a respeito dele. Ele é um "case" de sucesso na sua área de trabalho, onde tudo que assume a direção decola com resultados muito além daqueles desenvolvido por seus colegas, o que traz a ele certo prestígio dentro da empresa que trabalha, tendo quase status de sócio, inclusive na questão financeira. Ele é um profissional de Marketing que aos 42 anos já conquistou vários prêmios nacionais e internacionais, tendo seu trabalho reconhecido em qualquer parte do mundo como um dos melhores da atualidade.

Mas essa vida de sucesso nem sempre foi a realidade do Peter. Esse mercado, da propaganda e marketing, sempre chamou muito atenção do meu amigo, por isso, desde os 22 anos o Peter se dedica á ele com muita paixão e empenho. O detalhe é que até os seus 35 anos, o Peter era considera pelo mercado nacional (porque no exterior não era conhecido) como um profissional de desempenho mediano para baixo, mesmo assim, porque os anos de experiência na área tinham certo peso. Na realidade, o meu amigo independente de amar seu trabalho, nunca se encontrou dentro de sua profissão. Assim foi dos 22 até os 35 anos, quando o Peter conheceu Jesus e teve uma profunda experiência com Deus, da qual falaremos mais à frente.

 A cura operada no Peter com esse encontro, trouxe á ele uma nova visão da realidade e uma nova forma de diagnosticar o que acontece a sua volta, no que ele se tornou um expert. Certa vez, enquanto orávamos agradecendo a Deus pelo seu desempenho profissional, ele confessou que a sensação que tinha antes do encontro com Jesus, é que ele era um tipo de médico extremamente medíocre, que para todo paciente receitava chá de laranja da terra, acreditando piamente que era a melhor solução, ou seja, ele era péssimo em diagnosticar o problema e também em receitar uma solução. Agora imaginem o estrago que esse perfil antigo causava no tipo de trabalho que o Peter desenvolve, onde ser criativo, é ver a vida de forma que a maioria  das pessoas nunca enxergaria.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nasceu um novo livro de uma forma bem diferente. "O meu amigo Peter".

Meus queridos visitantes. Tenho uma proposta para fazer a vocês. Acredito ser inédita, pois não tenho conhecimento de outra experiência como esta, e muito estimulante para quem gosta de ir além de uma simples leitura.A minha proposta é a seguinte: "Vamos escrever um livro online de forma interativa?"

Bem você concordando ou não, o livro já começou a ser escrito. Seu título será : “O meu amigo Peter”. Ele será um ficção que tem como objetivo falar do Evangelho de Cristo Jesus de uma maneira bem diferente.

A minha parte é escrever esta estória ao longo do tempo como se fosse uma matéria do blog, mas encadeada com sentido e razão. Com esta postagem, nós já teremos três matérias que batizamos nesse momento como "início do livro". Será um processo lento, mas nós não temos pressa, o que conta é nossa participação e interação.

A sua parte é fazer comentários, dar sugestões e me ajudar a criar essa estória de forma a ajudar outras pessoas a conhecerem o Deus verdadeiro e Único. Conto com vocês. Divulguem esse projeto para os seus amigos e irmãos da sua igreja.Chamem o maior número possível de pessoaspara participar. Vamos ver onde isso vai terminar. Eu espero que num novo livro.

Neste sábado, logo nas primeiras horas da manhã, recebi uma ligação do meu amigo Peter que me deixou muito feliz, bem como com a alma em sossego. Como havia previsto no texto anterior, deixar o Peter sozinho em sua casa no retorno do aeroporto fez muito bem a ele. Depois de ele ter refletido no aconchego do seu lar sobre o ocorrido em Pequim, ele próprio tomou a iniciativa de me ligar e tocar no assunto, falando de como tudo isso o afetou por dentro. Como seu melhor amigo, conheço o Peter suficiente para afirmar que ele é uma pessoa quase sempre previsível na sua forma de agir e reagir. Deixá-lo entrar sozinho em sua casa, se ajustar, ficar só, tendo como companhia apenas seus pensamentos e a graça divina, com certeza fez diferença para ele organizar em sua mente o que estava fora de lugar. O mais interessante é que no mais importante, ou seja, “o que mudou no seu interior e como”, a previsibilidade aparente do Peter “foi para o brejo”. Só Jesus conhece realmente o ser humano e cada um deles, nós até achamos que conhecemos, mas a verdade é que nossa percepção é limitada pela nossa própria limitação de conhecimento.

Na minha cabeça o Peter estava em meio a uma crise de pânico tendo em vista o grande susto que levou, com medo da morte, chateado pelo tempo que gasta com as rotinas diárias, tempo que passa a ser muito mais precioso quando se experimenta o cheiro da morte chegando perto do cangote. Mas meu diagnóstico estava completamente errado. O Peter foi além do que a maioria vai, ele entendeu no desenrolar deste drama, um dos pináculos da vida.

O que estava inculcando meu amigo era a sua condição de pecador diante de Deus, agora revelada a ele de uma forma alegórica, mais extremamente clara, com a boina verde oferecido como presente ao senhor Lei lei, que tanto o agrediu por ter um sentido pejorativo e desenroso. O Peter estava com vergonha dele mesmo. Tudo isso ajudou ele a entender a verdadeira condição do ser humano como pecador diante de um Deus Santo. Conseguiu também dimensionar o quanto o sacrifício de Jesus é importante para sua vida. A condição do Peter neste momento não é só de pecador arrependido, mas de alguém quebrantado, grato e desejoso não de retribuir o que Deus fez ou faz, em face da impossibilidade desse fato, mas de demonstrar a Deus que ele reconhece o amor e a misericórdia divina e quer verdadeiramente ser um com o Senhor, fazendo com que sua vida seja dedicada à vontade de Deus e sua glorificação.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Peter retorna da China

A experiência que o Peter teve na China com o tal chapéu verde, que no final das contas não era chapéu, mas sim uma boina verde, o que agravou mais ainda sua situação naquele jantar, mudou alguma coisa no íntimo do meu amigo.

Ao descer do avião no Brasil, o Peter me encontrou no Aeroporto Tom Jobim, aguardando junto com o Miguel sua chegada. A Flávia não pode nos acompanhar e nem o Caio, mas eu e o Miguel estávamos presentes no momento do desembarque, representando o apoio de nossa família a esse grande amigo a quem muito amamos.

Fisicamente era o Peter que havia partido há um mês, mas seu comportamento e suas atitudes estavam bem diferentes. Fui inclinado logo nos primeiros minutos a perguntar se estava tudo bem , mas decidi dar tempo ao tempo e aguardar sua normalização com paciência, até porque, essa mudança deveria ser alguma coisa passageira, motivada pelo grande estresse que ele viveu na noite anterior à sua partida da China.

Não podemos também deixar de levar em conta que a possibilidade de ter o pescoço cortado por uma Kataná (que é a verdadeira espada de combate , nunca com medida inferior a 60 cm de comprimento e entendida como aquela própria para a correção dos defeitos da comunidade onde vivia o samurai) e ter seu sangue derramado por uma espada quase milenar, “mexe com a cabeça”(não foi um trocadilho rsrs...) de qualquer pessoa.

Enquanto eu dirigia até sua casa, ele brincou com o Miguel dentro do carro, fez algumas gracinhas, sendo notório que suas brincadeiras expressavam o carinho de sempre, mas estavam muito mais contidas. Por um momento fiquei preocupado de o meu amigo ter ficado traumatizado com essa situação e isso se refletir em sua saúde mental. Mas logo me dei conta que o Peter é do Senhor e seja lá o que for que estiver acontecendo dentro dele, o Espírito Santo vai tratar de forma adequada até sua completa restauração. De nossa parte, cabe demonstrar nosso apoio através da fé e do amor que temos em Cristo Jesus por ele.

Deixamos o Peter no portão de sua casa, apesar de seu convite para entrar, achei por bem ele refletir um pouco sozinho, isso sempre fez muito bem para ele. O Peter é um daqueles caras que teve um encontro verdadeiro com Cristo e sua sede por Deus, não está condicionada a conseguir alguma coisa  do Eterno, mas conseguirmais de Deus em sua vida. Por isso fui embora tranqüilo, certo de que esse momento será lucro na vida do meu amigo.

Para vc entender essa matéria, é necessário examinar a anterior.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Meu amigo Peter vai a China.

Em data próxima a sua viajem para o oriente, um amigo muito chegado chamado Peter, que tem uma postura com a vida do tipo “gato escaldado”, procurou conhecer a base da tradição e dos costumes dos lugares por onde iria passar, procurando conhecer tudo que fosse possível ainda aqui em terras brasileiras, com muito cuidado e utilizando material atual e confiável.

A primeira coisa que descobriu é que o oriente que ele e os comentaristas da televisão consideram médio não é médio, mais próximo, apesar dos americanos tentarem de todas as formas mudarem essa nomenclatura, tendo em vista a extinção da Europa comunista. Entre outros tantos aprendizados, descobriu também que dar gorjeta no Japão e na China, ofende qualquer prestador de serviço que estiver lhe atendendo. Diferente do Brasil, se você deixar algum dinheiro em cima da mesa para o garçom ou garçonete, eles correram atrás de você para devolver. Com o motorista de taxi é a mesma coisa, nem tente ofertar alguma coisa além do valor da corrida, se não você estará arrumando uma briga com ele.

Munido de todas as informações necessárias, pelo menos ele pensou assim, lá foi o Peter para sua longa peregrinação, que segundo seu planejamento, estava isento de qualquer mal entendido, até porque, ele acabou, de tanto pesquisar, se tornando um especialista no assunto.

Para encurtar, vou direto ao ponto crítico. A China era a sua última escala antes do seu retorno ao Brasil. Em sua ultima noite na cidade de Pequim (BEIJING), ele recebeu um convite para jantar que selaria sua viajem com “chave de ouro”. O banquete seria num lar chinês, junto com vários familiares do anfitrião. Para Peter, Deus havia ouvido suas orações, essa era a oportunidade dele colocar em prática todo o seu aprendizado sobre costumes e cultura daquele povo.

A chegada foi perfeita, ele foi pontual apesar de ter sido tentando a desmarcar em cima da hora em função de outra oferta que recebeu, mas ciente que é ofensa gravíssima para o povo chinês, foi fiel ao seu primeiro convite. Sentou-se na presidência da mesa como é o costume de frente para a porta, aceitou o vinho apesar de só beber água e ao som da palavra “Kampé” virou a sua taça bebendo seu primeiro gole.

Tudo havia decorrido da melhor maneira possível, Peter se considerou um fiel escudeiro da cultura alheia, digno de ser respeitado por todos, já que no seu entendimento a todos respeitou. Mas ao se despedir de seus anfitriões na hora da troca de presentes, aconteceu o que Peter mais temia, mesmo sem perceber, ele ofendeu profundamente a moral daquele que lhe acolheu com tanto carinho e respeito. Peter deu de presente um chapéu de cor verde para seu anfitrião, que tem o nome de Lei Lei. Apesar dos seus esforços, meu amigo Peter desconhecia o fato que chapéu verde é um símbolo que indica marido traído (corno).

Apesar das controvérsias de eventos modernos, em destaque o Massacre de Nanquim (13 de dezembro de 1937, até o início de fevereiro de 1938), Lei Lei tem um grande amigo japonês que lhe deu de presente uma espada, que no passado fora utilizada por um famoso samurai. Este presente tem um lugar de destaque em sua sala, e foi exatamente para ela que ele se voltou, logo após abrir o presente do Peter. Ele pegou a espada se aproximou do Peter e disse a ele que sua honra havia sido manchada, por isso, era necessário derramar o sangue do meu amigo para que sua moral fosse novamente limpa através deste sangue.

Para piorar as coisas, exatamente nesta hora alguém na vizinhança toca um carrilhão, um instrumento antigo formado por um conjunto de sinos pendurados em uma armação de madeira e tocado com martelinhos de madeira, usado no passado sempre antes de se oferecer um sacrifício, coincidência que dei a Lei Lei a certeza que tinha razão em derramar o sangue do Peter.

Mas aprouve a Graça de Deus se manifestar para que o Peter tivesse mais uma experiência com o Eterno. Logo após o toque do carrilhão, Lei Lei teve uma visão de dois caracteres chineses (De), que significa virtude, moral e delicadeza. Os caracteres chineses geralmente têm um ou mais significados e alguns deles são particularmente venerados pelo povo desse país. Com isso, Lei Lei entendeu que os deuses já haviam purificado sua honra com o sangue deles e que não era mais necessário o Peter morrer.

Em seu retorno já no avião, meu amigo Peter veio lendo a parábola do credor incompassivo e meditando sobre o perdão que ele recebeu mediante a sua grande ofensa aquele anfitrião, apesar de não consegui entender a gravidade de sua atitude naquela cultura.

Mas aos poucos Peter entendeu que a exemplo dele que até hoje não tem noção do quanto agrediu aquele anfitrião, nós também não temos noção de como agredimos a Deus com nossa natureza adâmica e sua manifestação em nosso dia a dia. A exemplo do Peter, o carrilhão de sinos já foi tocado para que nós fossemos sacrificadas, mas UM SANGUE foi derramado mediante Graça e por conta disto, a nossa sentença também foi cancelada.

A exemplo do perdão que recebemos, precisamos também perdoar, até porque, nada que for feito contra nós nesta terra, será maior do que o chapéu verde que damos a Deus todos os dias de nossa vida.

Gostaríamos de receber seus comentários sobre o texto.

Obs: O meu amigo Peter é uma ficção que tem como objetivo divulgar o Evangelho.