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segunda-feira, 11 de julho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - O que o Edito de Tessalônica tem haver com nossos dias?

Preparando material para a escola de teologia onde vamos trabalhar nesta noite, dentro do módulo de história da igreja, o período dos três primeiros séculos, deparei- me com a relação das mortes dos apóstolos e suas respectivas formas (segundo a tradição da igreja).

Mateus: Morto à espada na Etiópia.
Marcos: Em Alexandria, Egito, amarrado a um animal e arrastado até a morte.
Lucas: Enforcado na Grécia, numa árvore.
João:Lançado num tacho de óleo fervente, sobreviveu. Foi exilado em Pátimosmorrendo no ano 100 d.C. de causas naturais em Éfeso.1.5
Tiago:Irmão de João – Decapitado em Jerusalém, pôr Herodes.1.6Tiago o Menor:Lançado do pináculo do templo em Jerusalém. Acabaram de matá-lo a cacetadas.
Filipe:Enforcado na Frígia, na cidade de Hierápoles.
Bartolomeu: Esfolado pelo chefe de uma tribo bárbara (armênios).
Tomé: Amarrado a uma cruz. Lá ficou testemunhando do evangelho até morrer.
André:Traspassado pôr uma lança.
Judas:Morto a flechadas.
Simão o Zelote
Matias: Apedrejado e decapitado.
Pedro: Crucificado numa cruz em forma de X, de cabeça para baixo.
Paulo:Depois de passar dois anos em Roma, preso, foi libertado e depois preso e decapitado.

Prestando atenção em alguns detalhes e refletindo sobre suas vidas, fica evidente que o martírio de cada um nos ilumina sobre as verdades do Evangelho, deixando claro que no verdadeiro cristianismo não existem “coisas doidas” como algumas que são divulgadas em muitos lugares em nossos dias do tipo: teologia da prosperidade, confissão positiva, bibelô de Cristo (indivíduo bonito ou delicado e intocável), dono da unção especial e outros.

No verdadeiro cristianismo a vida não é tão fácil como tem sido “vendida por alguns “homens de Deus”, nem tão poderosa (pelo menos como se apregoa), além do fato que a maioria das coisas não acontecem no tempo que desejamos. Em Cristo conseguimos viver porque Nele existe o ambiente da graça salvadora que nos permite respirar embaixo da água, onde parece que passamos a maior parte do tempo, justamente nos momentos em que o poder de Deus não está em realizar o milagre que desejamos, mas em nos sustentar ao nos depararmos com tantas coisas contrárias ao nosso querer em nosso cotidiano.

Independente dessa realidade, cresce (isso não podemos negar) a cada dia o número de pessoas que preferem viver a ilusão, literalmente, vendida nesse tipo de igreja. Essas pessoas, no entanto, não querem nem ouvir falar sobre a possibilidade do cristianismo não ter nada haver com a realidade em que elas se encontram, pelo contrário, defendem com “unhas e dentes” a forma que elas escolheram viver com Deus, sem ter nenhuma preocupação em saber se Deus vai viver com elas dessa maneira.

A confiança delas não está na “obra de Cristo”, mas nas fábulas produzidas por mentes que abandonaram a bíblia e sua fiel interpretação, dando espaço ao imaginário humano, que produz mirabolantes associações para satisfazer a satisfação das pessoas que enchem esse tipo de igreja. O que elas sentem, mexendo com suas emoções, tem muito mais valor do que o confronto que a verdadeira Palavra de Deus trás ao nosso caráter.

Voltando a história do Evangelho, lugar que deveria ser mais visitado pelos propagadores e leiloeiros de unção, nos lembramos do ano 380 d.C., quando o Édito de Tessalónica foi assinado, considerado como religião oficial do Império o cristianismo. A partir desse momento vivemos uma situação até então desconhecida, a igreja passou a ter dois tipos de elementos no seu “rol de membros”, os regenerados e os não regenerados, tendo em vista o grande número de pessoas que fluiram para o Evangelho por interesses diversos, diferente do arrependimento.

Encerro essa matéria, dizendo aos leitores que hoje nós estamos vivendo um inchaço muito semelhante a este produzido com o edito de Tessalônica.Como dizem os historiadores, “mais uma vez a história se repete."


Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Precisamos de um nova geração de Clives.

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Há alguns dias venho meditando sobre  nossa cosmovisão (estabelecida pela ótica do Evangelho) e nos instrumentos utilizados na sua divulgação junto à nossa sociedade. Neste artigo, compartilho minhas reflexões na esperança de que elas possam de alguma maneira contribuir na edificação do Reino de Deus, já que o Senhor, colocou esse “Grande Projeto Básico” em nossas mãos, para que o projeto detalhado possa ser desenvolvido e implantado pela Igreja de Cristo.

A nossa parte neste grande empreendimento já está definida pelo "Dono do Negócio", por isso, precisamos entender de forma clara que o detalhamento do projeto e sua implantação nos competem, evidentemente mediante graça e a misericórdia do Senhor. Isso significa:

Planejamento, união e investimento.

Dentro desse cenário de “canteiro de obra”, entre muitas atividades que temos em nosso cronograma de trabalho, estamos abordando neste artigo a questão da apologia cristã, bem como algumas de suas importantes e específicas características .

Despindo-me de qualquer tipo de arrogância, até por que estou dirigindo-me aos meus irmãos, desejo compartilhar meu entendimento dessa questão, do qual concluí que estamos fazendo algumas confusões, ou pelo menos, não estamos sabendo organizá-la de forma adequada, principalmente quando se trata de nossa comunicação com a sociedade secular. Dentro desse processo introspectivo de avaliação dessa questão, um nome veio à minha mente com muita freqüência, o do irmão Clive, por isso, falarei um pouco sobre ele, já que sua vida reflete o contexto que está sendo abordado neste artigo.

Apesar da enorme produção literária do irmão Clive ter alcançado auge no século passado, mais especificamente na época chamada de modernismo (o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX), sinto falta em nossos dias de apologistas com as caracteristicas dele. Para ser honesto com sua biografia, preciso acrescentar que sua literária e apologia continuam ainda na pós-modernidade falando muito alto, sendo uma grande voz cristã no meio de nossa sociedade, inclusive na secular.

Clive conseguiu algo muito especia nesse campo, ele falou à duas cosmovisões(cristã e secular) ao mesmo tempo, com muita clareza e eficiência, se tornando um excelente comunicador das verdades eternas.Nem todos que leram sua literatura se converteram ao cristianismo , mas a maioria teve pelo menos seu valores de vida transformados, se aproximando muito mais da ótica de vida cristã.

Quando expresso minha conclusão sobre a falta de aplogistas como o irmão Clive, não estou de maneira nenhuma criticando os muitos que temos nas várias denominações, muito pelo contrário, reconheço o valor de cada um deles, intercedendo e dando graças a Deus por cada um que o Altíssimo têm levantado em conhecimento de sua Palavra nas nossas igrejas.Mas... independente desta bendita realidade, é necessário reconhecermos que existe uma outra cosmovisão muito diferente da nossa e que temos tido dificudades em nos comunicar com ela, o que diferente de nós, soube fazer com muita excelência o nosso irmão Clive ou Jack, como costumava ser chamado pelos seus familiares aos três anos de idade, quando resolveu ser rotulado por outro nome.

Se nesse momento entrarmos numa livraria evangélica ou ligarmos o rádio, a televisão ou mesmo entrarmos na internet, vamos nos deparar com um número enorme de livros, programas,matérias e endereços onde estão falando de Jesus, do Evangelho, da Igreja, denominações, teologia e até mesmo sobre um curso para se tornar apóstolo por R$ 1950,00.

Cada participante da blogosfera cristã tem se tornado um apologista da fé independente do grau do seu conhecimento,mas se observamos todas essas fontes com cuidado, verificaremos que a maioria delas está falando do Reino para pessoas que já tem uma cosmovisão cristã.Com isso, não estou dizendo que esses meios de comunicação estejam errados, até porque, estão fazendo seu repectivo papel, que é manifestar a pregação da fé e o fortalecimento da Igreja.

Mas e aqueles que estão dentro da cosmovisão secular, que estão bloqueados para a pregação da fé e que criaram uma visão distorcida dos nossos valores... como serão pelo menos comunicados de forma clara de nossas ideias de vida, família, certo e errado, Pl-122, aborto e outros, num formato que seja inteligível para eles?É nessa hora que sinto falta de homens como o irmão Clive, ele conseguiu penetrar nessa cosmovisão através da sua produção literatura, se comunicando com ela e demonstrando que nossos valores, ideias e pensamentos não são irracionais e nem radicais, pelo contrário, apesar de antigos, permanecem atuais por se tratar de verdades absolutas e lícitas para todos, independente da religião de cada um.

Amados, nossas igrejas têm desenvolvido bons apologistas, mas precisamos identificar pessoas para ser um tipo de apoligista diferente, como foi o nosso irmão Clive ou, como ele é mais conheciodo: C. S. Lewis.No século passado Clive foi gerado sem nenhum planejamento, mas em nossos dias temos condições, nas diversas denominaçãoes, de investi de forma organizada para que homens específicos sejam aperfeiçoados na forma de comunicar nossas verdades a sociedade secular.

A pregação da fé tem sido feita de maneira habilidosa e temos tido bons resultados, mas existem outras pessoas( e são muitos) que precisam pelo menos repensar a forma de encarar a vida para que não sejam obstáculos, somados aos muitos que já temos, para a contrução do Reino de Deus, dentro desse canteiro de obra que nos foi proposto por Cristo.

Em resumo, as coisas não vão acontecer num passe de mágica, as denominações precisam, se assim entenderem, olhar para essa questão com muito carinho e tomarem a decisão de investi nesse tipo de pérfil de aplogista.As ideias contrárias as verdades do Evangelho não serão tão férteis, se o "campo" tiver sido trabalhado por homens como o irmão Clive.

Encerro, reforçando que no "campo" existem aqueles que a pregação da fé irá alcançar e outros que não, por vários motivos(cada denominção tem sua visão). Os não alcançados podem pelo menos serem trabalhados( com essa geração de apologistas) de outra forma, entendendo racionalmente que nossos valores são melhores do que o desse mundo.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

ESPAÇO BÍBLICO - Meditando com os "crentes" da região da Galácia.

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Eu não sei qual é a sua igreja visitante, mas se nela Jesus é Senhor , nós somos verdadeiramente irmãos.

Diante disso, fico inteiramente a vontade para dizer algo a você nesta manhã como seu irmão em Cristo:

Não aceite "fardo" desnecessário sobre seus ombros, a graça divina mediante fé basta para sua salvação.

 Tem igrejas que impõe aos seus membros sacrifícios que Deus nunca pediu , seja por ignorância (no sentido de falta de conhecimento) ou mesmo por devaneio pastoral, esse inclusive, tem sido mais frequente.


Para entender melhor o que estou dizendo leia com atenção o maravilhoso livro de Gálatas, talvez você venha a descobri que está vivendo sua fé de forma errada, guardando festas, dias e até sendo "circuncidado" na sua carne e não no espírito, sem nenhuma necessidade, ou até pior, como diz o apóstolo:

“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro (gr heteros - de tipo diferente) evangelho Gl 1.6."

Amados têm muita gente pregando o que acha que é certo e o que humanamente da certo e satisfaz aos homens, mas isso não é evangelho, é pragmatismo (corrente de idéias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito prático).

Nesta mesma carta, seu autor chama esses mestres de anátema (malditos), já que ninguém (nem apóstolos e nem anjos) podem pregar algo diferente, como Evangelho, do que foi determinado pelo próprio Deus na pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Para não deixar margem de dúvida, Paulo advoga no versículo seis do primeiro capítulo que os que assim fazem, sejam os mestres ou aqueles que recebem esse tipo de ensino, estão passando depressa daquele que os chamou, em resumo:

"Paulo fica admirado da susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos seus oponentes, subvertendo, invertendo, revirando o Evangelho, ou seja, virando as costas para Deus."

Mestres pensem sobre isso. Discípulos, confiram o Evangelho com o qual vocês estão sendo alimentados.

Não tenha sua vida espiritual baseada em carisma pastoral, isso se chama idolatria.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

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sábado, 2 de julho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Um bloco que não deveria estar dentro da Igreja, o dos "não regenerados".

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Tenho meditado recentemente de maneira questionaria sobre o milagre da salvação. Por conta disso, decidi compartilhar minhas últimas observações neste campo com nossos leitores.

Talvez seja prudente de minha parte, antes de seguirmos em frente, alerta “de cara” nossos visitantes para o fato de que não temos nenhuma pretensão de apresentar qualquer “novo ensino”, muito pelo contrário, nosso propósito é trazer à tona uma reflexão sobre o “velho ensino”, no sentido de legítimo, desta tão grande operação sobrenatural chamada de salvação, que ocorre na vida de muitos seres humanos.

Faço esse alerta, e não é de forma crítica ou pejorativa, porque muitos irmãos, de espírito zeloso, podem já de início criar alguma resistência diante da minha palavra introdutória. Muitos desses, verdadeiros apologistas, já estão calejados de ouvir ou ler absurdos interpretativos sobre as doutrinas bíblicas.

Sem fugir da nossa pauta, é interessante observar que todo desvio doutrinário que observamos em “nossos arraiais”, sempre favorecem a manutenção da natureza humana corrompida, eles nunca são desenvolvidos no sentido contrário. Essa característica demonstra que uma infiel interpretação bíblica, que sempre leva à heresias, normalmente é realizada de maneira consciente, tendo por trás dela interesses humanos.

Mas voltando ao nosso tema, renovo minha posição acima garantindo que não falarei aqui de nenhuma formula nova (e mágica) a respeito da salvação, até porque, tenho convicção que ela veio via Graça e que a recebi, como todos os salvos (legítimos), mediante fé em Cristo como Senhor e salvador. Minha reflexão também não foi pautada no aspecto evangelístico de ganhar novas almas para Cristo, mas sobre a “autenticidade da salvação na vida de certas pessoas” que estão dentro das igrejas e que teoricamente são consideradas salvas mas que, no entanto, não apresentam nenhum sinal da obra da regeneração do Espírito Santo.

Nossa indagação contorna e se desenvolve de forma específica na “regeneração” dessas vidas, já que: a justificação não apresenta sinais visíveis, a glorificação tem uma manifestação futura e a justificação pode, muitas vezes, ser confundida pela questão do tempo e distinção que se dá de uma pessoa para outra.

A regeneração (novo nascimento, nascido do Alto) é descrita de várias maneiras por diversos autores, particularmente prefiro a definição de John Wesley: “A regeneração é aquela grande transformação que Deus efetua na alma quando Ele a aviva, quando Ele a ressuscita da morte, do pecado para a vida de justiça.” O novo nascimento é a transformação que Deus opera na alma, quando, pelo seu Espírito, regenera a criatura humana, modificando o seu centro de referência, não vivendo mais a pessoa para si mesma, mas para Deus. Caminhando para sua santificação, que se inicia realmente com este acontecimento.

Sendo essa definição precisa, como outras que se aproximam deste conteúdo, o que dizer então de uma pessoa que está na igreja, mas não reflete a regeneração que é inseparável da salvação? Pode alguém levantar a mão para Cristo, conviver no meio da igreja e não estar salva?

Minha resposta a esta pergunta é sim, isso pode realmente acontecer com algumas pessoas que chegam até a Igreja. Além desse entendimento, creio também que em nenhum desses casos as pessoas envolvidas estão vivendo o que poderíamos chamar de “um engano inconsciente”, porque em quase sua totalidade, elas têm plena consciência do que está acontecendo, ou seja, sua participação naquele grupo ocorre por interesses específicos, que não envolvem a questão da salvação. Ser salva não é importante, já que esse conceito ainda não se formou no seu interior. Para elas, Cristo não passa de um ser que pode realizar na vida delas mais coisas que “os outros cabeças” de outras religiões.

Muitos membros de nossas igrejas chegaram até a sua respectiva comunidade, principalmente de alguns anos para cá, como outras pessoas chegam a um centro espírita, desejosos de serem atendidos em todas as suas petições, estando em contrapartida, dispostos a dar coisas como: dízimos, ofertas, presença nos cultos, batismo, obra e outros, em troca daquilo que estão almejando. Isto não é Evangelho, não é salvação e nem perto passa do que a bíblia nos descreve como regeneração.

Esse tipo de comportamento pode até mesmo fazer alguém exteriormente se tornar parecido com um cristão, mas o que define nossa condição de salvo não são nossas obras, mas a fé salvadora, que é a porta de entrada da salvação, partindo da premissa de que a Graça é o caminho até essa porta. Paulo em várias de suas cartas deixou esse entendimento bem claro, em especial na carta aos Gálatas, que se deixaram influenciar pelos crentes judaizantes.

É evidente que existem pessoas que chegaram à igreja por causa de certas situações, mas que no decorrer do tempo, acabaram sendo convencidas pelo Espírito, mediante a Palavra, da sua condição de pecador e experimentaram a salvação tempos depois de passar a pertencer à comunidade, mas existe um grupo (este que estamos abordando), que nem o tempo está dando jeito, já que o coração (sua mente) está pautado especificamente em interesses dessa vida.

Também é fato, que esse grupo tende a se manifestar ou ser maior nas igrejas onde existe uma proporção maior de pregações e ensinos voltados para temas periféricos do contexto cristão, pois de certa forma, eles acabam reduzindo as possibilidades dessas pessoas  entenderem sua condição de deformado, carentes de serem regenerados.

Pense sobre isso com cuidado e observe o rumo que sua igreja está tomando, ela pode não está sendo mais uma porta para salvação, mas sim para enganação.
Em Cristo.

Pr.Paulo Cesar Nogueira
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Precisamos acabar com a característica de ermitão nas igrejas

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Certo dia estava ouvindo a rádio melodia e fiquei muito impactado com uma frase proferida pela cantora Marina de oliveira.Dentro de um determinado contexto ela disse o seguinte: “O que nos une é maior do que o que nos separa.”

Confesso ao leitor que nunca tinha ouvido antes esta frase , que pode perfeitamente se encaixar com muita facilidade em várias situações da nossa vida, começando no relacionamento de casais e indo mesmo até a comunhão das várias denominações do povo de Deus.

Mais tarde descobri que a frase era de domínio público, ou seja, “corria à solta” no cotidiano de muita gente. Antes de iniciar este artigo, fiz uma pesquisa na internet sobre a verdadeira origem desta frase e seu autor, mas infelizmente não fui feliz na minha investida, já que a maioria das fontes identificadas não revela sua origem e nem o seu autor. Mas isso não vem ao caso nesse momento, já que esse detalhe não passa de uma mera curiosidade, não alterando em nada o contexto do que vamos tratar.

Neste texto vou refletir junto com você que nos visita sobre a distância que existe entre as várias igrejas (inclusive de bairros) e também dos seus respectivos líderes. É fato que dificilmente encontraremos uma igreja que pensa ou age igual à outra, até mesmo dentro da mesma denominação. Mas também é de nosso conhecimento que essas diferenças, em quase 90% dos casos, estão ligadas as questões periféricas do Evangelho e não as suas Verdades fundamentais.

Sendo de fato assim, por que estamos tão distantes uma das outras? Por que os pastores de um mesmo bairro ou cidade têm tantas dificuldades de se sentar em volta de uma mesa para tratar de temas comuns a todos nós como drogas, homossexualidade, sexualidade, impedimentos ao crescimento do Evangelho e outros?

Na minha opinião está faltando amor e humildade a cada um de nós, principalmente aos pastores, que em “alguns casos”estão se sentindo onipotentes.Quero deixar claro ao leitor que eu estou fora desse grupo que pensa deter esse atributo, já que a bíblia e a teologia nos orienta que ele é incomunicável,ou seja, só pertence a Deus, não sendo concedido a nenhum de nós.

Digo isso porque de maneira nenhuma ouso diante de Deus me fechar à outras partes do Reino dos Céus que concordam com as verdades do núcleo do Evangelho. Por isso, estou disposto a conviver com diferenças humanas e de práticas,mesmo que em alguns casos elas possam até mesmo me agredir, em prol do alargamento da “Tenda do Senhor no Brasil”.

Não tenho dúvida nenhuma que eu e minha igreja precisamos sim conviver com outros pastores e com as outras igrejas em comunhão, por isso, estamos postando esse artigo na esperança de despertar os ermitões (indivíduo que cuida de uma ermida, que é uma pequena igreja ou capela em lugar ermo ou fora de uma povoação) do pastorado que estão de plantão nesse momento.

Amados nada vai justificar diante de Deus uma igreja ficar isolada da outra, principalmente num momento como este, onde aqueles que se opõem ao evangelho estão cada vez mais unidos e com seus fundamentos muito bem trabalhados, o que ainda não acontece conosco.

Nós precisamos parar de ficar preocupados em fazer nossas igrejas ficarem cheias, pelo menos em primeiro lugar, já que nosso compromisso com Deus é de ganhar almas, independente de onde elas irão exaltar o nome do Senhor. Essa preocupação “pastoral” de apresentar resultados, seja de número de pessoas ou de valor do dízimo, tem feito com que muitos pastores estejam somente voltados para dentro de suas comunidades, não se abrindo para uma visão maior, que imperativamente deve contemplar o Reino de Deus.

Encerro esse artigo fazendo um apelo aos meus amados irmãos do minstério pastoral: “Busquem em nome de Jesus sentar à mesa com outros pastores, independente de quanto difícil for, tentem se organizar em grupos nos bairros criando um espaço de oração, debate e de soluções para temas mais amplos e de interesse de todos. Seja você o primeiro a dar esse passo, principalmente se sua igreja for bem estruturada, que ela possa com essa organização ser um canal de benção para organizar a expansão, em tamanho e qualidade, do Reino de Deus no seu bairro."

Em Cristo.

Pr.Paulo Cesar Nogueira
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - É hora de trazer nossos expoentes para a frente da batalha

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Amados, acabei de ler duas matérias no site em questão http://terramagazine.terra.com.br/index.html (Opinião- Religiosos promovem cruzada para combater direitos civis gays) e (Sociedade Religiões estão fortes como na Idade Média, afirma escritor).
Em ambas; escritas por um médico que também é escritor e um jurista, também colunista do site, observamos um tipo de "fobia" contra a religião e mais especificamente com a crença evangélica.Até ai nada de anormal.

De certo modo, a nossa existência e a defesa que fazemos (e como fazemos) dos valores bíblicos está incomodando muita gente e também a grupos que têm como objetivo interesses particulares, que por sinal, são muito contraditórios a realidade pregada pelo Evangelho.

 
Nas duas matérias somos reduzidos a ignorantes manipuladores de uma massa sem nenhuma cultura, a qual nada é permitida, como se realmente ainda estivéssemos na Idade Média ou no início da era moderna. O teor destas duas matérias não é nada novo para nós, mas independente disso, é necessário atentar para o fato de que a rejeição ao avanço do Evangelho em nossos dias está devidamente organizada, bem como estruturada, sendo praticada por pessoas que detêm grande habilidade em se comunicar e de se colocar diante da opinião pública.Estamos lidando com opositores, infelizmente precisamos falar desta maneira, que dominam bem a comunicação e que estão usando a mídia de forma articulada, fazendo com que seus artigos, colunas e outros interajam harmonicamente na sua essência.
 
Em vista do exposto acima, sugiro aos pastores, principalmente aos das grandes denominações, incentivarem dentro de suas igrejas as pessoas mais articuladas com a escrita e com a mídia a se posicionarem com mais freqüência e sobre todos os temas que implicam diretamente com a nossa fé. Estamos tendo uma atuação na internet e na mídia escrita e televisiva muito pequena e esporádica, faz-se necessário nesse momento utilizarmos “nossos expoentes”, que são muitos nas diversas denominações pela misericórdia de Deus, os fazendo chegar para frente da batalha, se utilizando da divulgação de idéias e do conhecimento que eles detêm sobre essas questões em voga.

 
Paralelo a esta ideia, me animo também a estimular uma maior aproximação dos pastores nos seus respectivos bairros onde estão inseridos, independente da denominação que pertençam. Junto à atuação na mídia, vamos precisar trabalhar esses conceitos críticos nas nossas localidades, e com certeza, se estivermos unidos, conseguiremos melhores resultados. Não adianta só estarmos em comunhão dentro de nossas igrejas, precisamos agir de forma que as igrejas estejam em comunhão uma com as outras.

 
Abrace esta ideia, tenha essa iniciativa como teve essa semana uma pastora em nosso bairro, convide os pastores do seu bairro, independente de já não ter dado certo outras vezes, a conversar sobre esses grandes temas que estão tentando parar o avanço do Evangelho no Brasil. Lembre-se que fazendo isso, estaremos militando pelo Reino e não apenas por nós.

 
Esta é minha contribuição a esse momento que estamos vivendo. Espero que ela frutifique dentro do seu coração e de sua denominação.

Em Cristo.

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Um amigo antigo faz aniversário neste dia.

Um amigo antigo faz aniversário neste dia.

O meu amigo Walter faz aniversário nesta data, há dez anos que não o vejo pessoalmente, por isso, confesso não lembrar exatamente quantos anos ele está fazendo no seu natalício, mas acredito que esteja “beirando” a minha idade, que por sinal, é uma bela fase da nossa existência.

Nela, já somos veteranos em algumas coisas, o que nos conduz a errar menos com as pessoas que estão à nossa volta e também, não nos enveredar em projetos que não tenham chances de bons resultados. Por conta dessa nova visão que adquirimos com nossas experiências , muitas pessoas dizem que ficamos “chatos” ao atingir esse ponto da vida, o que particularmente discordo e até apresento meu contraponto no próximo parágrafo.

Nessa fase da linha do tempo, que estou bem como meu amigo Walther, o que acontece verdadeiramente é que nosso idealismo se torna muito mais realista, continuando a brotar em nossas vidas como água numa nascente, só que agora,  vem revestido de uma característica nova chamada maturidade, que em hipótese alguma desconsidera a essência do idealismo, que é o romantismo, mas o apresenta em suas atitudes cotidianas de uma maneira muito mais sensata, sem nenhuma compulsão e ansiedade, que muitas vezes são as raízes dos grandes fracassos da vida do ser humano.

Nessa nova fase, apesar de representar mais tempo de vida ela é nova no sentido de fazer diferente, nós desenvolvemos algumas capacidades importantes para vivermos melhor. Agora, conseguimos:

Amar melhor.

Entender a vida com mais profundidade.

Ser sexualmente um(a) melhor parceiro (a).

Como pais, atuar melhor como conselheiro.

Como filhos, nos preocupar com nossos pais.

Como cônjuge nossa tendência é de valorizar mais o interior do outro do que seu exterior.

Como ser (indivíduo) começamos a refletir mais sobre nossa existência e sobre Aquele que nos criou.

Mas voltando ao meu amigo, preciso dizer que nos conhecemos há mais de vinte anos, quando iniciamos nossa carreira profissional na mesma empresa no mercado de engenharia consultiva, ele na área de TI e eu na Administração, e seguimos juntos profissionalmente até alcançarmos o nível de gerência.

Nesse período: almoçamos juntos tantas vezes que nem daria para contar, aprendemos a jogar squash (até hoje tenho minhas dúvidas se aprendemos de verdade), fomos a muitos lugares e até pensamos em desenvolver uma empresa de atuação gerencial. Mas há doze anos, uma reestruturação da empresa nos levou a fazer caminhos bem distantes, o Walther foi dar continuidade ao seu “chamado” gerencial numa outra empresa e eu acabei descobrindo que meu “chamado na área de administração” não era meu foco principal, mas sim o sacerdócio que me foi oferecido por Cristo Jesus.

Por conta das exigências do meu novo chamado tive que reservar um bom tempo de dedicação exclusiva a ele, já que diferente da administração de negócios, na área sacerdotal meu conhecimento era zero, tendo que iniciar na fase de alfabetização. Esse longo período me fez ficar ausente do mercado de engenharia, o que também acarretou na minha distância de bons amigos daquela época como o Walther e o Paulo Heller. Mas, como tudo na vida, precisamos sempre fazer escolhas.Muitas vezes elas se encaixam com tudo que já fizemos, outras, porém precisamos recomeçar do zero e ,"de certa forma, abrir mão " da convivência de bons amigos.

Diferente do passado, hoje não comando mais pessoas como fazia no segmento de engenharia, mas procuro servir àquelas que me foram confiadas por Cristo para receber Seu amor através da minha vida.

Ao meu amigo Walther: Saiba que você foi um grande amigo e continua (dessa nova forma) sendo, mesmo que nossas obrigações nos mantenham distantes fisicamente um do outro.

Que a revelação máxima de Deus na pessoa de Cristo seja iluminada a cada dia em sua mente.

Abraços

Pr. Paulo Cesar Nogueira.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Particularidades de Deus com cada um dé nós.

Sempre podemos escolher como viveremos nossos dias, aprendendo com cada um deles ou, simplesmente deixando-os passar sem entender os recados e ensinamentos implícitos em cada acontecimento.

Eu não tenho nenhuma dúvida que Deus fala conosco em cada experiência diária- mesmo que muitas delas não estejam dentro de sua vontade, mas apenas da permissão-; seja ela pequena ou grande, forte ou fraca, com características espirituais ou materiais, alegres e tristes, prazerosas ou dolorosas, do tipo que dá vontade de viver para sempre ou daquelas que acende o desejo da morte em nós.

 Sim, Deus sempre fala com o homem e faz isso de diversas formas mediante sua Graça, essa “disposição” existente no coração Dele em favor dos homens, que faz parte da sua divindade, mas inexplicável aos olhos e ao entendimento humano na sua concepção mais profunda.

Que ELE fala com o homem, pelo menos no meio cristão, nós já entendemos, mas será que nós temos percebido e dado atenção ao discurso Dele sobre a nossa existência individualmente falando? Bem, ai a coisa muda de figura. Na minha experiência como ministro, observo que a maior parte das pessoas não consegue perceber a voz do Eterno nas questões individuais. A conseqüência disso é que muitas vezes tomamos decisões e praticamos atitudes que nos distanciam dos projetos (individuais) de Deus para nossa vida.

Muitas pessoas já me perguntaram por que isso acontece, já que temos o Espírito em nós e conhecemos o Senhor. Para responder esse questionamento talvez fosse necessário escrever um livro, o que não é uma má ideia, mas mesmo assim, seria hipocrisia de minha parte aprisionar essa resposta em uma ou num conjunto de respostas, tendo em vista a amplitude do assunto e suas particularidades. Mas independente das características mencionadas, irei compartilhar com meus questionadores e o leitor duas considerações:

1) A presença do Espírito não faz “mágica” em nossa vida, ela até acende o sobrenatural de Deus, que se desenvolve mediante uma entrega de nossa parte,caso contrário, as coisas , independente da presença do Espírito, ficam meio apagadas.

2)Precisamos enxergar Deus como um professor(nossa ênfase nesse aspecto tem haver com o desenvolvimento da questão), que todos os dias precisa, para nosso bem, nos ensinar sobre tudo, inclusive como nos relacionamos com Ele de forma individual.

Em nossa igreja somos adeptos de um forte ensino bíblico e teológico, além de motivar os irmãos a crescerem também na sua vida educacional, profissional e mesmo como pessoa. Aparte dessa preocupação, reforçarmos sempre que independente de todas essas coisas deve haver de nossa parte uma comunhão pessoal e íntima com Deus, já que certas particularidades cabem a Ele tratar diretamente com cada um de nós e nessa hora, o que vai se determinante de nossa parte é nossa capacidade de ouvi-lo e colocar em prática suas orientações.

No que é um plano geral de Deus para todas as pessoas, as coisas são muito mais reforçadas via pregação, estudos, pequenos grupos, mas quando se trata das particularidades de Deus conosco, nos encontramos numa região onde corremos um risco muito grande, que é não ouvir a orientação divina para nossa vida nessa questões.

A dificuldade também pode se manifestar pela ausência de entendimento racional da situação, caindo muitas vezes na passagem da lavagem dos pés dos discípulos, ou seja, “o que faço (ou mando fazer hoje) vocês não entendem, mas um dia compreenderão”. Muita gente se recusa a viver uma situação como essa, seja mediante seu intelecto ou arrogância, fazendo dessa forma o caminho daqueles que viraram as costas para Cristo, ao invés de fazer a escolha de Pedro, que pediu a Jesus para lavar todo o seu corpo, mesmo não entendo bem onde o Mestre queria chegar. Precisamos lembrar do fato que Ele sempre sabe aonde quer chegar, por isso, é “O Mestre”.

Na noite passada vivi uma experiência desse porte, onde precisava alcançar uma orientação específica (significa que ela não é uma regra para todas as pessoas) para um fato que ocorreu de madrugada. Eu e a minha esposa combinamos que nessa noite, para ela descansar e acordar cedo, eu iria monitorar o Miguel (nosso filho de um ano e sete meses) durante á noite, o que significa levantar e fazê-lo dormir caso acorde, o que ainda se repete com certa freqüência. Essa tarefa normalmente é simples, já que nesses casos é só pegar ele, balançar para lá e para cá durante dez minutos e recolocá-lo no berço, que prontamente ele volta a dormir. Mas nessa noite foi diferente.

Por volta das 02h30min ele acordou e só voltou a dormir às 05h30min da manhã, ou seja, passei três horas durante a madrugada tentando convencer o Miguel a voltar para o berço e dormir. Confesso que não foi nada agradável, já que o sono e a irritação brotaram como água na fonte logo nos primeiros vinte minutos. Mas ao final desse tempo, os vinte minutos - registro que estava buscando ajuda do Mestre para lidar com a situação, apesar de minha experiência como pai – ouvi Deus falar comigo algo que acima chamei de particularidade do divino conosco. A vontade de Deus para minha vida naquele momento era algo mais ou menos assim:

“Apesar de toda sua insatisfação com esse momento e situação, racionalmente justificável, Eu quero que você me agradeça por estar vivendo essa noite desse jeito, já que esse acontecimento traduz a existência de algo que fiz por você, te dei mais um filho. Se ele não existisse, você provavelmente estaria dormindo e descansando nesse momento. Nessa noite "é necessário" que você manifeste sua gratidão pela existência do Miguel, mesmo que você não entenda porque deve fazer isso e logo numa hora tão complicada, simplesmente faça e um dia, seu for minha vontade, Eu contarei.”

Ao ouvir e entender que Deus nem sempre precisa me explicar sua vontade, comecei a me quebrantar em agradecimentos por ele como se estivesse não só agradecendo, mas implorando pela vida do Miguel. Foi uma experiência tremenda, mesmo que eu não tenha entendido essa intervenção de Deus.

Amados, precisamos ouvir mais a voz de Deus nas questões particulares, muito ainda Deus tem a nos ensinar, mas precisamos querer aprender.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

terça-feira, 21 de junho de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Vestindo a pele da empresa

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos postados e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores.

Iniciar uma nova semana é sempre um grande desafio para qualquer pessoa, principalmente para aquelas que têm muita dificuldade em acordar cedo na segunda-feira- como lemos no Facebook e nas outras redes sociais.
 
Mas...observando bem, dá para perceber que essa relação conturbada com o início da semana não se dá dessa forma com todo mundo de fato, pelo menos não com grupo específico. Para esses, a segunda-feira funciona como um alívio, uma terra prometida aguardada durante todo fim de semana e que começa a se revelar, quando os primeiros raios de sol aparecem na segunda-feira pela manhã. Para eles, os primeiros sinais indicando a chegada do dia são uma experiência poética.

Para essas pessoas, diferente da maioria, o problema reside em outro dia da semana, na sexta-feira, véspera das 63 horas que elas ficam ausentes do seu trabalho e daquela “maravilhosa” rotina onde apesar do ritmo frenético, da pressão da matriz por resultados, dos problemas com subordinados ou superiores, tudo flui como uma engenharia perfeita, caso ela existisse.

O tal sujeito (ele ou ela) sai de casa na segunda-feira como se estivesse indo para um hospital, com convicção interior que lá encontrará cura para sua acidez e insatisfação. Durante o trajeto, para conseguir resistir o tempo que falta até sua chegada, começa a pensar em tudo que deixou na sexta-feira em sua mesa, repassando cada pendência carente de solução e cada providencia que deve ser tomada sem perda de tempo, já que não será possível recuperar ás 63 horas gastas com a família durante o fim de semana, que insiste em se repetir toda semana.

Para alguém que lida com o trabalho dessa forma pode até parecer estranho aos nossos olhos haver pendência em sua mesa, mas não é, já que para esse tipo de personalidade nunca faltará o que fazer, pelo menos no seu trabalho. Com sua casa, com seu cônjuge, com as crianças, com o cachorro e o papagaio sua lista está negativa, ou seja, ele acha que já fez até demais em passar a eternidade de 63 horas com eles no fim de semana, mesmo que mentalmente sempre esteja completamente ausente.

A verdade é que muitas empresas, na pessoa de alguns líderes não todos, até incentivam de certa forma essa postura doente, que no meio empresarial às vezes é disfarçada ou confundida com o tal de “vestir a camisa”. Mal sabem esses “grandes líderes” que eles estão criando “um monstro”, que um dia causará estragos além da sua casa e família, batendo a porta da empresa com toda força que a enfermidade ganhou ao longo do tempo.

Ao soltar do seu meio de transporte e seguir em direção a calçada onde está instalado o seu paraíso, seu coração dispara e sua respiração começa apresentar dificuldades, como um alpinista preste a atingir o topo da montanha. Ao atravessar a rua que o separa da tão almejada calçada ele sente suas pernas pesarem e seu controle dos movimentos começar a falhar, mas ele sabe que só faltam alguns segundos, por isso, balança a cabeça e encontra forças para dar mais alguns passos. Ao tocar a calçada tem a sensação de romper a faixa do final de uma maratona, mas sua “paz” só será conquistada de fato quando ele estiver na tribuna para receber sua recompensa tão esperada: o seu trabalho, que nesse momento começa a se agitar em sua mesa sentindo que seu executor se aproxima para tomar as rédeas de sua vida. A partir daí tudo colabora com ele, desde a porta principal aberta por alguém , até o elevador que o espera para poder subir.

Quando a porta do elevador se abre no seu andar e ele vislumbra aquele cenário “quase romântico”, seu coração volta ao repouso como o do viciado, que encontra alívio ao ter contato com seu tipo de droga. Ao se aproximar da sua mesa olha com ternura para sua cadeira, seu armário, seu computador, “sua pilha de papel” e ai sim, senti-se aliviado: “agora sim, estou em casa”.

Ao sentar e praticamente ter uma sensação prazerosa, surge derrepente um pensamento desesperador em sua mente: “mas de novo chegará o fim de semana”, mas logo, logo se acalma, lembrando que ele e o seu trabalho têm pelos menos cinco dias e até algumas noites pela frente até lá.

Nosso texto acima pode parecer uma piada ou uma construção fantasiosa de quem não tem o que escrever, mas infelizmente não é bem assim. Existem pessoas que lidam tremendamente bem com o dinamismo da vida profissional, mas não resistem à vitalidade da vida familiar onde o cônjuge, filhos, papagaio e cachorro são partes interativas de um mesmo organismo vivo chamado família.

Se você se identificou com a matéria, saiba que existe solução para esse tipo de vício. Deus pode ajudar você a se libertar dessa forma doentia de lidar com a vida, com sua família e com seu trabalho. Se você é empresário ou líder em sua empresa, faça seu papel, proteja seu negócio desse tipo de funcionário, ele não está vestido a camisa da empresa, ele está usando ela como pele e isso é extremamente perigoso para todo mundo.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

sexta-feira, 17 de junho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - No fundo, muitos pastores e irmãos não querem o Reino, mas o seu próprio reino.

Nesse dia, a margem do cenário apresentado pela mídia , que se inicia com a pretensão do ministro da educação de deixar o seu cargo para concorrer à prefeitura de São Paulo e passa, pela aprovação do conselho de direitos humanos da ONU de um documento que segundo as ONGs da causa gay é histórico, faço a seguinte escolha como articulista: opto por falar sobre “os herdeiros”.

Sim é isso mesmo, nesta matéria vamos falar sobre você e todos aqueles que aceitaram Jesus como Senhor e Salvador e que foram justificados, regenerados e salvos. Mesmo que a luz da teologia seja impossível identificar a ordem destas três operações espirituais, porque na prática todas acontecem pontualmente, simultaneamente e estão entrelaçadas, sabemos que esse conjunto de milagres disponibiliza um novo "horizonte de vida" para os corajosos que aceitam Jesus, fazendo com que eles andem nessa terra na rodovia da segurança, que conduz o povo de Deus a uma vida de santidade.

A introdução feita nos dois parágrafos acima dá o tom da nossa reflexão de hoje, deixando claro que nós não precisamos mais viver do jeito que vivíamos antes de conhecer Deus. Sinceramente creio que a maioria dos irmãos quer verdadeiramente viver esse “novo horizonte”, não motivados pelo valor humano de cada um, mas pela ação da regeneração provocada pela graça divina mediante fé.

Independente desse desejo- de viver esse novo horizonte-, precisamos entender que ele não é estabelecido pelo que aparentemente precisamos ou, entendemos pessoalmente que deveria ser, mas sim pelo que nos é descortinado pelo Santo Espírito, através das Sagradas Escrituras.

Nesse ponto, no meu entendimento, é que o “bicho pega”, como dizem os adolescentes da nossa igreja. Se observarmos as Escrituras com afinco, perceberemos que Ela, de Gênesis a Apocalipse, fala a todo tempo de Jesus, que em contrapartida a todo tempo nos revela o Reino dos céus.

A salvação apesar de importante é um passo para vivermos o Reino de Deus proclamado por Cristo, que em parte, já foi implantado na Terra com a primeira vinda do nosso Senhor e a instituição da Igreja, que é o seu “Corpo”.

A dificuldade das pessoas de viverem uma nova vida ou esse “novo horizonte” está na perda deste conceito ou meta – viver o Reino-, que tem sido preterido nas pregações e ensinos. Hoje é difícil ouvir pregações e estudos que dão ao Reino a ênfase necessária, muito pelo contrário, divulga-se uma religião onde o foco são as pessoas e suas necessidades. Amados isso é um conceito humanista muito difundido pelo iluminismo do século XVIII que tem seu lugar dentro de um determinado contexto democrático e político, mas ele não pode prevalecer sobre a visão do Reino, como se o homem fosse o centro de todas as coisas. Toda vez que colaboramos com esse processo estamos repetindo um grande erro cometido num passado distante, que foi o de tentar se tomar o lugar do Altíssimo.

É vital para nossa saúde espiritual entendermos que se desejamos a plenitude do Reino – morar definitivamente com o Senhor-, é necessário dar para ele mais de nossas vidas e não só as migalhas que caem de nossas mesas, afinal de contas, o Reino é o nosso objetivo eterno e não algo passageiro como esse tipo de existência que vivemos.

Muitos líderes e irmãos estão trocando o Reino pelas suas denominações, perdendo a visão do todo e se preocupando somente com sua tenda, “onde alguns” estão se sentindo como um califa das Arábias. Outras pessoas estão usando a religião unicamente como um instrumento de melhora de suas condições, sem nem mesmo tentar entender o que significa ser herdeiro do Reino.

Amados chegou o tempo das coisas mudarem na casa de Deus e na vida dos seus herdeiros.É hora de crescermos em conhecimento e graça, como fez Jesus, e pararmos com malabarismo místicos, com mania de super-homens e de promessas que nem Deus fez quando esteve em carne em nosso meio, é hora de vivermos o Evangelho do Reino De Deus.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ESPAÇO BÍBLICO - Seu caráter é de soldado romano ou de discípulo?

O que você tem oferecido a quem está próximo, e ao Reino de Deus, água ou vinagre?
Esta foi a reflexão da noite de ontem em nossa igreja durante a exposição da Palavra.

Antes de entrarmos propriamente no tema, desabafo que estou tendo que lutar para pregar em nossa igreja, já que as sociedades e os ministérios estão tomando a frente dos cultos semanais e até de alguns domingos.

Evidentemente estou ironizando, essa “posse” (ato ou efeito de se apossar de alguma coisa; propriedade) tem ocorrido com nosso incentivo, meu e da pastora Flávia, já que vivemos o senhorio de Cristo sobre a igreja, colocando só Ele em lugar de destaque, e não o Dom pastoral dado pelo próprio à sua Igreja como presente.

Temos militado para que os membros entendam que a obra é nossa como “um corpo” e não do pastor. Quando o contrário acontece, a figura do líder é idolatrada, sendo atribuído a ele poderes, glória, certo tipo de honra, que são exclusivos da deidade. Luto para que nossa igreja e outras, onde temos a oportunidade de ministrar, vejam seus pastores como pessoas que falham, mas ao mesmo tempo, esforçadas em fazer a parte que nos cabe dentro deste grande latifúndio que é o Reino de Deus.

Nossa exposição se baseou no Evangelho segundo São João capítulo 19.28-30. Os versículos falam dos últimos momentos de Jesus na crucificação. Tendo consumado seu propósito ele sente sede e pede água, mas os soldados romanos oferecem a ele vinagra como resposta. Amados leitores, creio que a humanidade desperdiçou, na figura daqueles soldados, sua ultima oportunidade de fazer alguma coisa por Jesus enquanto um ser encarnado, rejeitando um pedido tão simples, que era de saciar sua sede física com água.

Por essa oportunidade perdida não adianta mais chorar, ela já foi embora, mas devemos lembrar que o Jesus ressurreto continua pedindo algumas coisas à humanidade, não mais água para matar sua sede física, mas uma transformação de vida de nossa parte que venha ao encontro do objetivo de seu sacrifício.

Ao olharmos para essa cena pela ótica que temos hoje da história do Evangelho, vemos com clareza o confronto de duas naturezas e de dois tipos de caráter. De um lado está Cristo; em amor, humildade, colocando o Reino em primeiro lugar, abrindo mão do conforto e poder, pensando no próximo e perecendo através da morte de cruz, inclusive, pelo pecado dos soldados que o crucificaram.

Do outro lado estão alguns dos beneficiários do sacrifício oferecendo a Cristo vinagre em lugar de água, demonstrando dessa forma que não entenderam o que havia sido feito por eles naquele cruz. Toda pessoa que não consegue entender o sacrifício de Cristo, não alcança seu objetivo maior nessa vida, que é ser transformado, tornando-se um espelho do caráter e da natureza revelados no filho de Deus, glorificando dessa forma ao Eterno.

Isso pode acontecer inclusive com pessoas que estão dentro das igrejas, mas que não foram regeneradas de fato, já que a decisão tomada por Cristo não foi verdadeira naquele primeiro momento e nem em nenhum outro, no tempo decorrido desde sua admissão na igreja como instituição. Sem muitas dificuldades, não julgando, mas constatando fatos, vemos muitos soldados romanos dentro das igrejas com o emblema de cristo na camisa, mas com vinagre em suas mãos, fazendo o que fizeram aqueles no ato da crucificação, zombando com suas atitudes e comportamento do Deus santo, que não espera mais de nós qualquer coisa, mas atitutdes dígnas do seu sacrifício e da habitação do seu Espírito.

Amados, como alguém no outro dia na blogosfera citou a Palavra, o julgamento do nosso Deus começa é pela casa Dele, por isso, não é mais tempo – e nunca foi- de colocarmos vinagre em nossas mãos resistindo ao verdadeiro Evangelho, vivendo um falso, que centraliza vontades e desejos humanos.

Você já parou para pensar onde estaria e quem você seria se o autor do sacrifício tivesse nos oferecido vinagre em vez da água da vida?Qual seria a situação de sua família nesse momento sem aquele sangue derramado na cruz?

Particularmente nem quero imaginar, só de pensar faz mal ao coração e a mente. Por isso convido você a fazer uma reflexão séria sobre algumas coisas:

a) Quem você tem sido em Cristo.

b) Que tipo de Evangelho você tem vivido.

c) O que tem saído de suas mãos para saciar a vontade de Cristo: vinagre ou água.

Que esse texto não seja mais um em sua vida, mas que ele mude o rumo dela, fazendo você deixar de ser um soldado romano, transformando-se num discípulo do Mestre.

Abra mão de você.
Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Você pode ajudar divulgando.

Amados do Senhor e queridos visitantes.
Abaixo compartilho e.mail que recebi com uma informação super importante para as crianças que têm lábio leporino e palato (goela-de-lobo).

Não deixe alguém que você conhece crescer com essa dificuldade que pode ser reparada e dar nova vida à uma criança. Participe, divulgue essa informação e compartilhe com as pessoas próximas, podemos ajudar sendo um divulgador desse trabalho.

Para conhecimento do leitor, já chequei a informação, fazendo contato com o telefone abaixo e me certificando que o e.mail NÃO É UMA PEGADINHA, ele é uma ação real e humanitária acima de tudo.

Conto com você que nos visita para ser um parceiro de divulgação.
Só por curiosidade, sabe o que nós vamos ganhar com isso???????? Muitos lábios corrigidos sorrindo para nós, tem presente melhor?????

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

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AMIGOS,
Envio abaixo o e-mail de divulgação desta ação volutária que já ajudou e continua ajudando tantas pessoas!
Participei como voluntária no ano passado e garanto a vcs que não existe sensação mais gratificante do que ver o sorriso de agradecimento das mães destas crianças e das próprias crianças que entram no hospital tristes e saem sorrindo e brincando.
Farei parte desta equipe de voluntários novamente este ano e gostaria de convidar a todos para fazer parte também! Um dia que vc possa dispor para ajudar já será de grande valia. Caso não possam, existem outras maneiras de ajudar como ajudar na divulgação ou fazer doação de alimentos para as famílias que virão de outros Estados e ficarão no alojamento. Serão entregues tb cestas básicas para todos que forem operados, ou seja, qualquer doação será muito bem vinda!

Prezados Voluntários,
Segue o e-mail de divulgação do Programa do Rio deste ano. Vamos divulgar esta informação. Enviem a toda a sua lista de contatos!!!!!!

Operação Sorriso oferece 120 vagas para cirurgias gratuitasde lábio leporino e palato (goela-de-lobo)
Comparecer: 8 ou 9 de agosto de 2011
CTAC - Rua Marechal Rondom, 381-RJ
Info: (21) 8848-8788
Oferecemos alojamento para pacientes de fora da cidade do Rio + 1 acompanhante
Obs: As cirurgias serão realizadas no Hospital Universitário Pedro Ernesto