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segunda-feira, 30 de abril de 2012



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Mas qual é a dose certa?
Encontrar uma resposta equilibrada para esta pergunta é com certeza um grande desafio para qualquer indivíduo, principalmente para as pessoas que têm em Cristo um relacionamento com Deus. Esse diferencial, ser cristão, faz brotar em nós um desejo e uma busca por fazer a coisa certa (ou pelo menos deveria) segundo a visão de Deus, levando-nos a parar sempre diante da mesma “porta”, que neste caso, é a nossa pergunta da “vez”: 
“mas qual é a dose certa para isso ou aquilo”?

Se não tivéssemos a relação com Deus citada acima, poderíamos fugir aparentemente desta questão como muitas pessoas o fazem, apelando para pluralidade e subjetividade, alegando que existe uma dose certa para cada pessoa, o que politicamente parece até ser uma coisa muito correta, mas na realidade, é apenas uma resposta extremamente cômoda, já que ela dispensa qualquer tipo de esforço dos envolvidos e também, reconhecimento dos seus respectivos erros.

No ofício pastoral essa pergunta parece fazer parte do nosso cotidiano, habitando com muita frequência nossas reflexões, nos conduzindo sempre a intermináveis dúvidas, onde nosso desejo de acertar está potencializado pelo nosso amor e temor a Deus. Independente dos muitos noticiários que acompanhamos sobre desvios de caráter de pastores, esses maus exemplos não são a maioria da nossa classe, são pessoas equivocadas, que não estavam preparadas para compreender sua missão ou mesmo, eram apenas aproveitadores que viram no santo ministério uma forma de conseguir o que a vida os negou, pelo menos no entendimento deles.

Como pastor de rebanho de uma pequena igreja, onde tudo se torna muito presente e visível, muitas vezes fico em dúvida sobre que dose usar com cada uma das nossas ovelhas, já que o rebanho demonstra uma grande sazonalidade, mesmo aquelas ovelhas que teoricamente já deveriam está maduras. O que elas não imaginam, pelo contrário acreditam que é prazeroso para nós, é que não é fácil na época que vivemos colocar em prática o ofício pastoral segundo o Evangelho. Dentro de uma cosmovisão pós-moderna, é estranho e até mesmo antiquado alguém ( no caso eu e outros pastores) ser encarregado deste tipo de função, ou seja, consolar, amar, exortar, corrigir, advertir, aconselhar e mesmo disciplinar (no sentido Latus), quando for necessário.

Um extra que complica mais ainda é que nem sempre o rebanho entende nossa posição, muitas vezes somos vistos com intransigentes porque estamos zelando pelo ministério que nos foi delegado, que inclui em seu escopo, como já disse acima, ser alguém chamado para gerenciar (no sentido da qualidade espiritual) os processos da vida de suas ovelhas.Este artigo tem como base uma ligação que recebi há algum tempo e outras experiências minhas e de terceiros, onde um pastor amigo manifestava sua indignação pelo telefone diante da falta de reverência do seu rebanho com seu lugar de pastor na vida deles. Depois dele extravassar bastante, lembrei a ele que a falta de valor negada pelo seu rebanho, com certeza será suprida por Deus em Cristo na vida dele. 

Aos nossos leitores pastores deixo a seguinte mensagem:

“não se deixem abater pelo pouco valor que muitos rebanhos demonstram por seus pastores, Deus tem sido testemunha de nossa luta incansável no Espírito, por encontrar em cada caso a dose certa para cada pessoa e situação”.

Que o Senhor nos ajude como ministros a nunca deixar o coração endurecer, já que a recompensa do nosso pastorado (eu digo daqueles que se colocam como manda as escrituras e não os semideuses extremamente valorizados por suas ovelhas) será dizer para nosso Senhor:

 “ Cristo, na força do Espírito e na tua graça, buscamos fazer tudo segundo a tua vontade”.



Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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terça-feira, 17 de abril de 2012

Uma alma que ainda não conheceu a resposta do espírito.


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Nestes últimos dias acompanhei uma situação triste e muito desoladora. Por alguns dias,   observei  alguém que estava com sua alma em profunda dor. Era notório pelo seu comportamento e atitudes que ela estava completamente perdida em sua existência, mas independente disso, a todo tempo procurava passar a ideia de ser uma mulher "descolada", expressão  utilizada pelos nossos jovens para identificar alguém que está por dentro das coisas.

Observando sua situação, concluí que ela tinha alcançado o limite do desespero, precisando realmente de uma resposta eficaz para sua dor existencial e não mais de um alívio provisório, do tipo que ela conseguia metodicamente através da bebida, prostituição e de outros anestésicos do gênero, que no momento não vale a pena comentar.

Ao olhar para ela, de alguma forma não conseguia enxergar seu exterior, já que minha percepção buscava a todo tempo entender o que estava acontecendo dentro dela, no âmago da sua existência, que transformava aquela pessoa aparentemente bonita, em um objeto de sofrimento e dor. O seu estado era tão complicado que além dela mesma, ninguém mais estava enganado a seu respeito, ficando claro  a todos que estavam à sua volta que ela precisava do sentimento de misericórdia, não só divina, mas também humana.

Meditando nas Escrituras entendi que aquela alma estava sendo torturada pelos seus próprios pecados, que mesmo não sendo um conceito aceito por todos, não deixa de manifestar suas consequências na vida daqueles que penetram em sua estrada. Seria tudo muito simples se a realidade funcionasse da forma que a maioria das pessoas pensa, ou seja: “se eu não acredito no conceito do pecado, não viverei consequências, já que ele e elas não existem”.Mas para desespero deles, o poder da Palavra de Deus avança de forma contínua, prevalecendo sobre o entendimento humano.

O pecado, ou seja, aquilo que contraria as orientações do Evangelho, além de outros danos, angústia a alma humana, fazendo  que com o passar do tempo, ela se torne enferma, uma refém da sua própria tendência de fazer o que lhe causa dano. No caso da Margarida, nome fictício da nossa doente, a enfermidade se agravou ao ponto da sua alma gritar desesperadamente, sensação que ficou grifada na mente de todos que têm contato com ela.

Nestas situações, como a da Margarida, o quadro se agrava porque o grito da alma só é ouvido pelo seu corpo, já que seu espírito infelizmente não tem como responder,  pelo fato de Cristo não fazer parte da vida da Margarida. Na ausência do espírito fortalecido pelo Espírito Santo, a resposta vem da própria carne, que só conhece como solução para a dor as próprias obras da carne, do tipo: bebida, drogas, prostituição, arrogância ...

Esse tipo de remédio oferecido pela carne não cura a enfermidade e nem a sua dor, pelo contrário, só agrava o quadro , fazendo  o tempo do aparente refrigério ser cada vez mais curto, tornando a realidade insuportável, evoluindo a cada dia para um grande pesadelo, que muitas vezes termina em suicídio. No caso da Margarida esclareço que infelizmente nada foi possível ser feito, mas independente disso, é importante que o leitor entenda que a dor daqueles que não conhecem Cristo é um problema nosso, que fomos agraciados com a presença do Espírito Santo junto ao nosso espírito. Quando nossa alma geme, nem sempre por um pecado, mas também por sofrimentos emocionais, ela recebe resposta do espírito, que junto ao Espirito Santo consegue trazer paz, consolo e cura eficaz a qualquer situação.

Seja um portador da resposta eficaz do Espírito Santo na vida daqueles que sofrem por não conhecer Cristo, nosso Senhor. Lembre-se e creia, a resposta eficaz está plantada em você. Tenha fé ao falar de Jesus, crendo com convicção que Ele é a essência do conceito da palavra eficaz.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Quem é o Henrique?

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Quem é o Henrique?

Neste artigo que escrevo com muito carinho para o nosso blog, compartilho com os leitores um fato antigo, que tive acesso há alguns anos e que me deixou, como também a maioria das pessoas que conheceram à história, completamente perplexo, com o desfecho que alguém pode dá a sua vida, quando se permite ser enganado por uma cosmovisão puramente humana.

Junto com os detalhes da história, que já não são tão ricos e fidedignos devido ao tempo do acontecimento, que já vai longe, exponho também meu ponto de vista sobre o fato, exercendo a humildade de saber que minhas observações não esgotam as explicações possíveis para a mudança ocorrida na vida do personagem da nossa história, que chamaremos de Henrique, pelo contrário, apenas abre um caminho para que cada um de nós possa pensar melhor na sua vida e no destino que damos a ela através das nossas conclusões e decisões.

Minha iniciativa de compartilhar esta história tem como base a esperança de que meus leitores possam ser enriquecidos nas suas futuras decisões e também, na sua forma de perceber a vida como um todo (material e espiritual), o que significa na prática ir além das próprias experiências existenciais, que muitas vezes se transformam num buraco negro devido às escolhas que fazemos, principalmente quando atentamos para o fato que a vida é muito curta e frágil. Sim, ela é curta e muito frágil e nós já sabemos bem disso, mas quando olhamos para ela considerando apenas a ótica humana, desprezando a parte metafísica do nosso existir, o peso desta constatação se torna insuportável

Bem a história ou estória é mais ou menos assim: Um dia como outro qualquer, certo homem de nome Henrique ao acordar levantou-se de sua cama e foi direto sentar na cadeira “do papai”, que ficava no canto do quarto do casal, para tirar o segundo tempo do seu sono, como fazia todos os domingos pela manhã. 


Ao se acomodar na sua cadeira foi arrebatado por um grande assombro ao perceber que já haviam decorrido 45 anos da sua vida, o que naquela manhã especificamente, soou para ele como uma grande tragédia grega. Henrique nunca havia parado para pensar sobre este aspecto da vida, até porque, sempre foi alguém voltado para as coisas naturais, nunca refletindo muito sobre o tempo da existência humana. O assombro Foi um pensamento que surgiu do nada, já que em momento algum, Henrique identificou sua origem.

É difícil entender como e porque esta sensação de pânico surgiu naquela manhã, já que aquele dia não tinha nada de especial no calendário da vida do Henrique. Não era seu aniversário e nem muito menos uma data que poderíamos chamar de importante, mas independente disto, ela tornou-se determinante para o futuro deste jovem senhor de 45 anos, da sua família, amigos e outros próximos.

Henrique era um homem normal como a maioria dos brasileiros, trabalhador e dedicado ao casamento e a família. Os amigos sempre brincavam dizendo que ele era “Caxias” com tudo, não se dando demasiadamente a bebida e nem ficando muito tempo com os amigos, ele era um homem regrado, que dosava tudo que fazia.


Na empresa onde trabalhava Henrique era respeitado por seu zelo em cada tarefa desempenhada, não sendo nenhuma sumidade profissional, mas mesmo assim, era alguém que contribuía muito para a empresa que trabalhava.

O pânico sentido pelo Henrique naquela manhã de domingo foi tão intenso que sua mente, de maneira automática, encontrou uma aparente solução para aquela grande dor. Num piscar de olhos, ele elaborou um plano de fuga para ir de encontro à verdade irrefutável da brevidade da vida, que naquela manhã fez ele se sentir tão mal.

A solução encontrada foi a seguinte: Ele usaria os próximos cinco anos para colocar toda sua vida e de sua família em ordem, estando liberado a partir daí para viver sua vida da forma que bem entendesse. Ninguém ficou sabendo de sua decisão ou do tal assombro, muito menos sua família, que gozou de cinco anos de pura satisfação familiar, já que o Henrique viveu este tempo completamente dedicado a fazer tudo funcionar com excelência.

A primeira parte do projeto do Henrique foi cumprida à rigor. Perto de completar cinquenta anos seus dois filhos estavam formados, esposa bem empregada, casa própria, carro do ano e sua família em perfeita harmonia. No seu trabalho ele havia treinado dois funcionários para realizar de forma metódica todas as atividades que ele se envolvia, tendo nos dois a ideia de backups perfeitos.

No dia seguinte ao seu aniversário de 50 anos, normalmente comemorado pelos seus familiares, Henrique saiu de casa para trabalhar e simplesmente nunca mais voltou. Sua família ficou desesperada por vários meses, amigos e parentes fizeram campanha nos jornais, no Facebook e em outras redes sociais, mas nenhuma tentativa deu resultado, Henrique simplesmente sumiu do mapa, ou melhor, dizendo, do mundo, deste para outro, onde ele imaginou que realmente viveria de forma abundante os anos de vida que lhe restavam.

Ele havia planejado tudo nos mínimos detalhes, guardou dinheiro suficiente para viver vários anos sem fazer nada, fez aplicações financeiras utilizando “laranjas” e organizou seu desaparecimento de forma que ninguém conseguisse nenhuma pista de sua fuga, uma  realidade que nunca passou como possibilidade na cabeça de ninguém, principalmente dos seus familiares. Com o passar do tempo à família aceitou a tese da investigação de que ele teria sido morto em algum assalto, o que ajudou a cada um deles a seguir em frente com suas vidas.

Henrique nunca procurou saber notícias de sua família, foi como se tivesse zerado seu passado, começando a viver aos 50 anos. Infelizmente a segunda parte do seu plano não funcionou como ele esperava, muito pelo contrário, depois de um ano ele entrou em depressão ao constatar que o que faz diferença nesta em nossa existência não é onde estamos vivendo a vida, mas como a enfrentamos. Perto de sua morte ele teve um encontro com Deus na pessoa de Jesus Cristo, viveu depois disto apenas seis meses, mas foram os melhores tempos de sua vida, já que mesmo doente, descobriu que o verdadeiro gozo da vida está em descobri que Deus  cuida de nós e tem uma vida de excelência para aqueles que se arrependem de seus erros.

No dia de sua morte, ele e seu confidente ( que eu também não posso revelar o nome), combinaram que ninguém saberia quem foi verdadeiramente o Henrique, muito menos a sua família. Sua história deveria ser contada para que outras pessoas não embarcassem na canoa furado que ele pegou, mas sua verdadeira identidade ficaria guardada para sempre comigo, só eu sei quem foi o Henrique.

Bem... mais o que importa nesta história não é quem foi o Henrique e nem o seu confidente, mas que você não se torne um tipo de Henrique. Por isso, abra seu entendimento para perceber que Deus tem cuidado de você leitor e que sem ELE podemos ser enganado pela nossa cosmovisão com muita facilidade, que no final da história, sempre se apresenta como insuficiente para nossa alegria. Só Cristo ´é suficiente.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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sexta-feira, 16 de março de 2012

Um universo paralelo ao do Criador. Será que você vive nele?

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Na noite de segunda-feira tive acesso a duas notícias no jornal do SBT que praticamente forçaram meu retorno à labuta dos artigos que posto no blog do Ministério Religare.

 É verdade que voltar a escrever textos não é nenhum sacrifício para quem ama o “barulho das letras", muito pelo contrário, esta situação na realidade me concedeu uma rica oportunidade para que eu retorne a compartilhar minha cosmovisão com meus leitores, principalmente quando o tema trata de aberrações da natureza humana.

  Para início de conversa lembro aos leitores que minha visão da vida se baseia nas eternas verdades do Evangelho e não nas minhas próprias percepções do mundo, que na maioria das vezes, são influenciadas pela minha limitação humana e também temporal.

A grande diferença neste tipo de questão entre nós é aqueles que não reconhecem a superioridade de Deus sobre o homem, é que nós aceitamos sem muitos problemas     a realidade de que precisamos Dele para pensar e agir de forma correta, enquanto que os outros... se consideram autossuficientes para discernir o certo do errado, dando assim origem as aberrações no pensamento humano.

  A primeira matéria dentro deste contexto foi sobre a ação judicial movida pela família real (que cá entre nós, não deixou nenhuma marca  "real" em nossa população contemporânea) brasileira (?) para retomar o prédio sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Caros Leitores e amigos de bom senso, nós não podemos admitir que numa sociedade tão desigual, onde até mesmo o partido dos trabalhadores já não pertence mais aos trabalhadores, uma categoria privilegiada como é a chamada família real, venha usar de subterfúgios do direito brasileiro para conseguir mais renda para seus interesses particulares. Onde está à nobreza dos nobres numa tentativa descabida como essa, como alegou com muita propriedade um historiador entrevistado na mesma matéria e que deu o seguinte relato:

“em lugar nenhum do mundo onde ocorreu a troca da Monarquia por outro sistema de governo coisa semelhante aconteceu, de o governo devolver bens a uma família real”.

Foi muito constrangedor observar um membro desta família defendendo a posição deles como se o grupo estivesse sendo injustiçadas pelo sistema, sem levar em consideração que os verdadeiro injustiçados estão morando na rua, nas filas do INSS, nos restaurantes populares, vendendo o corpo por migalhas de Reais para sobreviver, nas drogas abandonados e  nas trincheiras de crianças abandonadas sem nenhuma proteção da sociedade. Não aceitar a gestão de Deus em nosso modo de vida nos conduz a aberrações deste tipo: achar que estamos certos, quando estamos completamente errados.

 Mas infelizmente vivemos numa sociedade onde “o politicamente correto” é tão subjetivo que o interesse particular de uma família já abastada, poderá sim, se sobrepor ao interesse público, o que de fato não seria nenhuma novidade em nosso no cotidiano brasileiro.

A segunda matéria foi sobre uma psicanalista, diga-se de passagem, já com certa idade, que defendeu de forma aberta e convicta a infidelidade entre os casais, argumentando que ser fiel contraria a paz do casal, trazendo frustrações e angústias dentro das relações. Existem certos profissionais que deixam seus próprios insucessos se tornarem pressupostos na sua visão sobre a vida  e até mesmo na sua atividade profissional, esquecendo os princípios éticos que regem as profissões, em especial aquelas ligadas à área da saúde.

 O homem quando rejeita ser submisso a sabedoria divina, mostra toda sua deformação moral, espiritual e humana, porque seus conceitos e razão flutuam num universo paralelo ao que foi dimensionado pelo Criador, levando essas pessoas ao fundo do poço, que muitas vezes só é percebido quando a podridão começa a queimar suas próprias narinas.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - O ACELERADOR DA REBELIÃO


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Este feriado, conhecido como Carnaval pela maioria das pessoas, traz à tona uma característica de nossa época que tem marcado de forma danosa a existência de muitos dos nossos contemporâneos:

“A rebelião contra tudo que é bom, ético e de valor na vida”.

Não é difícil de enxergar por trás de toda esta festa, luxo, glamour e riqueza, o grito de rebelião contra todo tipo de ordem, de decência, de moral, dos bons costumes e mesmo contra Deus, Já que Ele é autor de todo esse elenco de padrões (a ordem, a decência, a moral, os bons costumes) que se tornaram alvos do modo de vida desgarrado dos nossos dias.

Dizer que não dá para entender porque no Carnaval tudo isso fica potencializado seria muita hipocrisia, já que o Evangelho é claro sobre a ação do maligno e da forma que ele atua neste tipo de engano, onde a falsa ideia da cultura é utilizada para salvaguardar a manifestação do erro e do pecado em grande escala. 

Este artifício sórdido, de utilizar a expressão cultura para blindar o erro não é uma atitude exclusiva de nossos tempos, já que há muito, povos de diversas regiões geográficas do mundo se utilizam desta prática para institucionalizar a iniqüidade na sua forma de viver, ou seja, o que aconteceu no período do feriado chamado de Carnaval continua acontecer na vida das pessoas durante todo o ano, tornando-se então uma prática de vida e não mais uma situação isolada de um período. Quem traiu no carnaval descobriu que pode fazer isso também em outras ocasiões do ano.

Outra questão que deve ser abordada dentro deste contexto é que aqueles que participam deste engodo, não estão isentos da colheita de sua participação, ou seja, muitos colherão (de forma maior ou menor) suas respectivas conseqüências em sua própria existência e também na daqueles que estão à sua volta.

 É interessante constatar e registrar através deste artigo, que ninguém gera indicadores dos processos negativos desta festa, ao contrário do que acontece com os processos positivos do tipo: Número de turista, quantidade de Navios que atracaram no Pier Mauá, taxa de ocupação dos Hotéis e outros. Estes indicadores por terem um “peso” na sociedade e na economia são devidamente trabalhados e divulgados com todo destaque pelos governos e impressa, mas e  os indicadores negativos do tipo:

Número de separações ocorridas por conta desta festa (famílias destruídas)?
O número de jovens que engravidaram e que vão se envolver com um aborto clandestino?
A quantidade de pessoas que contraíram uma doença sexualmente transmitida?
O número de homicídios e suicídios decorrente de atitudes impensadas?
A quantidade de mulheres que foram estupradas por estarem alcoolizadas demais para se defenderem?
Os pais e mães que perderam o respeito dos seus filhos por se revelarem uma moral completamente diferente daquilo que viviam exigindo dos seus filhos?
Os que experimentaram, pela pressão da festa, drogas pela primeira vez e se tornaram um drogado daqui para frente?

Neles literalmente ninguém fala ou toca no assunto. Tenho certeza que se relatássemos todos os processos negativos desta coisa chamada de festa, o prato dos “Contras” seria muito mais pesado do que o dos “prós”.

Mas independente da comprovação de todos estes fatos e do bom senso que é peculiar à raça humana, nossa geração continua a pisar fundo no acelerador da rebelião, não entendendo que a humanidade já se encontra em cima da curva, podendo a qualquer momento sair por completo da direção que deve seguir e ir parar na caixa de brita. Amados, devemos lembrar que a justiça de Deus anda paralela ao seu amor, ou melhor dizendo, ela é uma expressão do próprio amor divino, por isso, ela não ficará oculta diante de todo esse movimento de rebelião.

Para meus leitores deixo uma pergunta: "Você que ir parar na caixa de Brita?"



Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - O privilégio da existência.


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Já observei mais de uma vez, seja em filmes, na poesia ou em outro tipo de literatura, alguém se referir à vida como uma grande escada, onde a cada ano subimos um degrau em direção ao topo, o que nos faz a cada momento da vida encarar nossa existência de uma perspectiva completamente diferente das etapas anteriores.

Sim é isso mesmo, quanto mais alto estivermos nesta escalada de amadurecimento, maior será nossa dimensão do todo e de como somos frágeis diante do movimento da roda da vida. Muitos não admitem ou mesmo confessam, mas essa percepção decorrente do passar dos anos se estabelece em nós independente de sexo, raça, credo ou condição social.

Olhar para o mundo de um degrau mais alto algumas vezes chega ser assustador, muito diferente da visão que temos dele quando estamos no início da escada da vida. Uma comprovação desta afirmação é que no período da infância não temos medo praticamente de nada, nem mesmo de colocar o dedo dentro da tomada elétrica na parede.

Mais a coisa fica ainda pior quando chegamos à nossa adolescência, onde nos tornamos “os poderosos e imortais”, aqueles que podem fazer todas as coisas sem que ocorra nenhuma consequência em suas vidas. Ao entrarmos na juventude temos a certeza de que somos os melhores do mundo em tudo que fazemos ou praticamos, mas com o passar do tempo... descobrimos que as coisas não são bem assim, porque agora amadurecidos, compreendemos uma pouco melhor nossa fragilidade e o valor da vida.

É preciso explicar que a palavra “assustar” citada acima não ocorre por medo, mas sim pela expansão da nossa consciência, que ao amadurecer na escada da vida percebe melhor o valor do que recebemos de Deus, ou seja, a grande oportunidade de existir e amar  o Criador, bem como as pessoas de uma forma geral. Para encerrar deixo aos meus leitores uma pergunta:


“O que vocês estão fazendo com este grande privilégio?” 

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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sábado, 11 de fevereiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - “Não seja um destes Manés”, seja diferente, diga não a mulher da beira da estrada.

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Na sexta-feira ao sair do trabalho e virar de carro a primeira esquina da Rua Sete de Setembro (Niterói, RJ, Brasil), me deparei com um grupo de jovens na calçada de um bar, que nem é lá essas coisas em termos de visual, tomando muita cerveja e já manifestando um ritmo bem frenético em suas muitas pantomimas.O fato de a polícia militar ter entrado de greve parecia não dizer muita coisa para eles, pelo contrário, talvez até estivessem comemorando tal acontecimento, já que a imagem da corrupção desta classe superou seu lado de atuação positiva ( isto é um fato e não uma opinião pessoal).
Por tudo isso, foi impossível não parar o carro um pouco mais à frente, o que acabei fazendo e me colocando na posição de observador da vida, já que os jovens em meu ministério cristão se tornaram uma preocupação à parte. Olhando para aquela multidão com mais atenção foi impossível achar alguém que não estivesse manifestando um sorriso no rosto, já que a bebida havia acionado seu poder de persuasão, transformando (por um tempo – seu primeiro estágio) toda crise existencial de sofrimento, dor, tensão e frustração, em uma alegria irracional e descomprometida.
A impressão que tive alguns minutos depois foi de que se naquele momento surgisse um grupo de criminosos executando um arrastão, a única preocupação deles seria de não abrir mão da cerveja, esta teria que ser deixada de lado pelos larápios, não fazendo parte dos despojos desta guerra desleal que nossa população enfrenta no seu cotidiano contra governos e criminosos.
Outra curiosidade lamentável (se podemos registrar desta forma) era o grande número de meninas bebendo de igual para igual com os meninos, penetrando neste universo de engano que até alguns anos era liderado pelos jovens do sexo masculino. Hoje elas descobriram que também podem ser anestesiadas (mesmo que seja por pouco tempo) e preferem fugir das suas respectivas realidades, mergulhando no engano da bebida, como faz a cada dia muitos outros jovens.
Num terceiro momento desejei ir até o meio deles e pedi a palavra, numa tentativa de evitar que pelo menos alguns continuassem neste trem, o qual o destino eu conheço muito bem. Mas refletindo melhor concluí que não era o momento e nem o lugar. Entrando no carro, segui em direção a minha residência pensando nos meus dois filhos, naqueles jovens e nos muitos que poderão cair na armadilha desta droga chamada bebida (cerveja e outras), disfarçada socialmente como um relaxante, algo que ajuda as pessoas a descontraírem e colocarem seus problemas de lado, não podendo assim faltar no cotidiano de todos.
É notório para quem tem bom senso e já comprovado cientificamente, que a bebida de uma forma geral serve de porta para outras drogas, atuando principalmente na vida dos adolescentes e jovens como “a mulher bonita na beira da estrada pedindo carona”, que no fundo, é apenas um chamariz para enganar motoristas inocentes que ao pararem, se deparam com um criminoso armado, que rouba tudo deles, inclusive suas vidas.
Como dizem os adolescentes da nossa igreja; “Não seja um destes Manés”, seja diferente, diga não a mulher da beira da estrada.


Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Eu quero " PODER".


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Minha reflexão desta noite trouxe-me uma constatação que transformei em oração da seguinte forma: 

“Senhor, eu gostaria de ter mais poder”.

 Ao compartilhar a oração acima é necessário e prudente da minha parte explicar para nossos leitores (não correndo assim o risco de ser mal interpretado) que não me refiro ao tipo de poder que é visível, por exemplo, no Lula ou em Eike Batista, seja no Brasil ou em todo planeta, nos negócios e na política, na economia e nos sistemas organizados do nosso cotidiano, onde o que importa acima de tudo é ter poder temporal.
 Meu sonho de consumo nesta área (do poder) é compartilhar um outro tipo de poder, mas especificamente, aquele que andou na terra ao lado de Jesus, mudando através da obra de Cristo na cruz do calvário a história da humanidade, bem como nossa forma de se relacionaro com o Criador.
 O que Lula fez, e o que o Eike está fazendo em nossos dias, são apenas operações engenhosas baseadas em estratagemas humanos, muitas vezes distante dos reais objetivos que nos são comunicados pela mídia. Estes dois, como muitos outros em todo mundo, estão embriagados com algo extremamente provisório e lúdico, rotulado pela fragilidade deste mundo como poder temporal, mesmo que  não seja capaz de sustentar suas convicções diante das adversidades e nem na hora do “apagar das luzes da vida”. Eles estão presos aos limites do poder que conrompe e de todas as outras ações  humanas, sejam elas boas ou não.
Diferente deste caminho fantasioso e enganador, o poder que acompanhou Jesus tinha uma característica muito própria, já que ele faz parte da essência divina, a mesma que se manifesta no amor de Deus, na sua graça, em sua justiça, no seu zelo, misericórdia...Por entender o poder desta forma, desejo mais dele,  não para pular, saltar, curar e ser o cara diante da congregação, mas para em primeiro lugar  usar  essa essência para ficar mais próximo de Deus e do que Ele realmente representa.
Muitas pessoas confundem o que é a essência do poder de Deus porque estão sempre olhando para ele utilizando parâmetros do tipo ‘Lula ou Eike”, distorcendo assim seu caráter original, construindo uma imagem do poder divino completamente distante da realidade declarada pelo próprio Cristo.
Olhando para trás, fica claro que esta confusão não começou em nossos dias, já que a própria rejeição de Jesus por seus irmãos judeus se explica no fato deles terem confundido o que é o poder de Deus. Eles não conseguiram enxergar o poder divino debaixo ou em cima da humildade, amor, compaixão e na própria fraqueza manifesta na hora do seu sacrifício. Eles não entenderam que se deixar sacrificar, foi uma manifestação de poder.
Esclarecendo um pouco minha lógica, adianto aos leitores que creio na atualidade dos dons e na manifestação sobrenatural de Deus em nossas vidas, até porque, já fui participante deste fato muitas vezes. O poder que falamos nesta matéria, trata da essência do próprio Deus. No funo é um desejo ardente de descobri detalhes deste poder que estão entrelaçados nas escrituras sobre o  Eterno . 
Em Cristo.Pr. Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - O BSC de Deus.

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É saudável fazer planos para nossas vidas e  alimentar assim nossas expectativas, até porque, devemos sempre exercer essa prerrogativa que nossa existência nos faculta, mas independente desta afirmativa, nunca devemos esquecer que o Todo Poderoso governa.

Ele Reina sobre todo o universo e exerce sua vontade sobre toda terra e na vida dos seus filhos e criaturas. Muitas vezes não entendemos o exercício de seu governo, principalmente quando este nos conduz a direções que estão fora da lógica d0 nosso planejamento estratégico.
Particularmente já havia me programado para ocupar meu tempo de forma integral com o Ministério Religare, escrevendo novos livros, dirigindo a Escola de Teologia, desenvolvendo um seminário, palestrando e ampliando a estrutura do nosso ministério para o além mar.
Tudo isso estava sendo pensado e decidido em oração e com uma boa dose de administração, até mesmo um BSC já havia “rolado”, visando acompanhar nosso desempenho planejado, indicando possíveis ajustes. Mas como citei acima, o Senhor governa e sua política de crescimento não é a nossa, Ele traça seus próprios indicadores e plataformas, normalmente por instrumentos de gestão que nem imaginamos, estudamos ou conhecemos.
Contraditoriamente a tudo que pensei até este momento, enxergo Deus movendo meus passos novamente ao campo da gestão Administrativa, mais especificamente do negócio em si e da área da qualidade hospitalar. Apesar de este movimento contrariar o que dizia minha visão, não consigo enxergar erro no Mapa estratégico divino, pois aos pouco, percebo que meu coração ainda guarda prazer por este exercício que chamamos de gestão.
Outra realidade em toda esta história é que a mudança de rumo disparada em nossas vidas por Este Grande Administrador do Céu  faz parte de um programa de aperfeiçoamento e aprendizado, onde entendemos que existe o tempo de Deus para todas as coisas nesta vida. Para uma geração onde a maioria das coisas surge pronta mediante um aperta de botão, esta constatação se torna uma sentença de morte, mas para nós que temos a revelação de Deus em Cristo, ela nasce a cada dia como mais um motivo para nos curvarmos diante do Altíssimo.
Que o Senhor nosso Deus nos ajude a cada dia a entender seus passos em nossa vida.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
pauloflecha1000@hotmail.com
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domingo, 29 de janeiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - UMA "NOVA" GERAÇÃO DE PASTORES

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com nossos leitores. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.
Esta semana fiz um comentário no Face sobre pastoreio. Ao ler novamente o que havia escrito entendi que deveria trabalhar um pouco mais o tema devido à sua complexidade e importância, por isso, resolvi escrever um texto (dando continuidade ao que havia registrado como comentário) e postar em nosso blog alongando um pouco mais a discussão. O texto é de domínio público, direcionado a todos os nossos leitores, mas nele existe uma mensagem reflexiva imbutida e direcionada à pastores e suas respectivas ovelhas. Se você é pastor ou uma ovelha, procure não só ler o artigo, mas faça também uma reflexão sobre ele e seu conteúdo.
A cada dia que exerço a ação pastoral percebo que pastorear está diretamente ligado à prática do amor. Essa conclusão óbvia, mas de pouco uso não é minha, ela é bíblica e tem caráter mandatório alcançando todos os santos chamados para o “santo ministério”, independente do nome do pastor ou o tamanho de sua igreja. Em resumo, é necessário ficar claro para pastores e ovelhas a seguinte afirmação: “ações de um pastor exercidas fora do ambiente do amor, não devem ser rotuladas por ele e nem pelo rebanho como pastoreio”.
Particularmente tenho agradecido muito a Deus por me mostrar a cada dia essa verdade, me ensinado através de nossas ovelhas a entender esta relação de amor tão estrutural deste ministério. A cada luta enfrentanda pelos nossos irmãos da congregação percebo uma oportunidade para o meu ministério, a de aprender como devo ser um verdadeiro pastor na vida deles, pois tenho consciência do muito que preciso melhorar.
Muitos colegas têm fugido deste enfrentamento usando subterfúgios mentais, utilizando até mesmo a própria obra do Reino como justificativa para não exercer o amor. Outros alegam o tamanho de suas igrejas esquecendo-se da relação direta, que permite a esses ministérios terem outros pastores, entre igreja grande e uma arrecadação na sua proporção.
A realidade é que o amor está “saindo de moda” na vida de alguns pastores que têm escolhido viver seu ministério à moda da sua prória personalidade, a mesma que resiste amar o próximo, mesmo quando este, é uma ovelha colocada sob os seus cuidados. A grande quantidade de compromissos de alguns pastores de ovelhas muitas vezes se torna um álibe perfeito, para estes pastores manterem distância do povo que nosso Deus chama de Seu.
Mas e as ovelhas, como elas percebem tudo isso? Muitas vezes não percebem, na sua fraqueza trazem para si a culpa do seu pastor não conseguir se relacionar em amor com elas. E eles, como lidam com isso? Não lidam, já deixaram a muito tempo de saber o que é arrependimento, por isso estão vivendo numa outra dimensão, onde o amor não entra, dando espaço para todo tipo de erros e distorções.
Que o Senhor tenha misericórdia de mim nunca me deixando fazer esse caminho e que deles, cuide o Senhor nosso Deus, porque das ovelhas tenho certeza que Cristo, o verdadeiro pastor estará providenciando outro aprisco.
 
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - A bigorna que muda a lógica humana

Depois de treze anos com o Senhor, chego à conclusão que com Cristo a lógica humana funciona de forma diferente, chegando ao ponto de no mundo da realidade ela nos conduzir para a esquerda e na relação com o Todo Poderoso,  nos inclinar para o lado direito.
Um exemplo desta aplicação é o meu (como de outros exemplos) tempo no Reino da luz, que comparado a de outros irmãos que nasceram no Evangelho ou que tomaram uma decisão por Deus ainda muito jovem, não é tão significativo, se levarmos em conta nossa matemática, dado ao pequeno número de anos.Mas independente deste raciocínio APARENTEMENTE LÓGICO, existe  uma diferença que faz toda diferença: "Quando o ELEMENTO Deus entra na história, a forma acima  de raciocinar perde completamente seu sentido, já que o METRO de Cristo não se baseia em quantidade de tempo terreno, mas sim na qualidade da nossa permanência em sinceridade na sua vontade, graça e misericórdia".
Outra questão interessante DENTRO DESTE CONTEXTO é o nosso conhecimento sobre o Eterno. Na vida cotidiana e na ciência, quanto mais estudamos, mais nos aproximamos da exaustão de um determinado conhecimento. Este crescimento pode ser descrito como uma relação diretamente proporcional, o que nos permite dizer com convicção que conhecemos bem um determinado campo de estudo. Mas quando o “Objeto” do nosso estudo é Deus...mais uma vez a lógica humana fica  completamente distorcida, como um ferro fundido e trabalhado numa antiga bigorna, onde ele se transforma no que o “ferreiro” deseja, independente de sua inclinação natural de ser firme e rígido.

Nestes últimos quatro anos  tenho dedicado boa parte do meu tempo a estudar sobre Deus com afinco, mediante suas Escrituras, mas independente desta dedicação, diferente do caminho seguido pelos eruditos da ciência humana, percebo que quanto mais avanço na direção do Senhor Deus, menos conheço Dele.
A sensação é de que ao conhecer mais (+) Dele, maior >Ele se torna diante de mim, fazendo com que proporcionalmente eu o conheça menos do que conhecia quando iniciei este período de busca e conhecimento. Na medida em que eu avanço, o denominador (Deus) da nossa equação aumenta de forma geométrica, enquanto nosso numerador (o que eu passo a conhecer) aumenta de forma aritmética.
Esta característica exclusiva de Cristo faz com que a cada dia eu me renda mais e mais, ficando completamente interessado nesta infinidade, que nunca conseguirei conhecer completamente.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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