Coordenar não é algo que qualquer pessoa ou político possa fazer, pelo menos bem, procede de vários fatores como: experiência de vida, maturidade, capacidade de observação, lidar com empatia com todos envolvidos e com humildade, habilidade em saber por onde começar, ser realista, organizar bem os dados disponíveis, tomar decisões com rapidez, identificar o que é necessário ter na mãos e acima de tudo, olhar para o Alto e saber que em tudo Deus capacita o homem a realizar bem tal tarefa.
As fortes chuvas que assolaram o Rio de Janeiro deixaram claro que os critérios acima não tem sido observados na hora da escolha das pessoas que coordenam situações como a que vivemos nesse período. Na cidade de Niterói e São Gonçalo isso ficou muito patente a olhos nus. A sensação que ficou e que ainda existe é que ninguém tem ainda nas mãos o controle do número e onde estão os desabrigados, quais são suas necessidades, bem como, o que deixou de ser feito pelas concessionárias de serviço durante este período.
Temos vários relatos de grupos religiosos, associações e particulares de forma isolada, que tomaram a responsabilidade por manter os desabrigados com o mínimo de atendimento. Esses grupos que na maioria das vezes não têm nenhuma estrutura elaborada, conseguem com boa vontade e amor ao próximo, realizar muito mais do que o poder público, bem dotado de recursos, mas pessimamente preparado.
Por que voltar a esse assunto?
Nós esquecemos rápido demais dos desastres e dos seus responsáveis, por isso estamos voltando a esse assunto. Estamos em ano de eleição onde muitas coisas importantes estão em jogo nesses últimos meses, inclusive os conceitos morais de nossa sociedade, bem como a preservação da família.
Coordenar bem é uma característica fundamental para o novo presidente, bem como governador, por isso, sejamos cautelosos em nossas escolhas.
Estamos abertos a convites para:
CONVITES SÃO ACEITOS INDEPENDENTE DO TAMANHO DE SUA IGREJA E LOCALIDADE DELA, SEJA NO BRASIL OU NO EXTERIOR. FALE CONOSCO ATRAVÉS DO E.MAIL(pauloflecha1000@hotmail.com)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Obama humilha "o cara", ou : o fim do Lula globalizado.
Caros leitores, tenho decidido compartilhar algumas matérias de cunho político, porque creio ser nosso papel declarar e ser contra toda forma de engano.E um dos mais recentes, é este pretenso acordo com o Irã. A sensação que temos, como nos conta o jornalista Reinaldo Azevedo, e que o Irã está usando a política externa do Brasil para seus propósitos escusos, em comtrapartida tem gente do nosso lado com um único interesse: Se tornar famoso. O resultado de verdade, pouco importa, tanto para um lado como para o outro.Pr. Paulo C. Nogueira
Extraido do blog do Reinaldo Azevedo
Luiz Inácio Lula da Silva tornou o mundo mais seguro!
É verdade! Acreditem em mim! Não fosse a decidida, pertinaz, corajosa, ousada, fabulosa, estonteante estréia do Babalorixá de Banânia no miolo mesmo da principal questão de segurança hoje no mundo, o consenso das cinco potências para impor sanções ao Irã demoraria um pouco mais. Mas “o Cara” agiu, e os EUA decidiram calciná-lo e apressar a aprovação de sanções! Quem disse que Lula não dá uma dentro no cenário externo?
Sim, queridos, as sanções demorariam um pouco mais. Mas aí um grupo de gênios brasileiros — em que se destacam, além do próprio Grande Morubixaba, inteligências estratégicas como Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia — decidiu que os filósofos já haviam pensado demais o mundo; era chegada a hora de transformá-lo. Como vocês sabem, a sacada é de Karl Marx, certamente formulada num momento em que os furúnculos no traseiro lhe doíam terrivelmente. Ajeitou a sentada sobre a banda direita; incomodou; sobre a esquerda depois, continuou a incomodar. Então ele disparou aquele repto contra o pensamento. Fosse um existencialista, poderia ter escrito: “Como ser feliz com tanta dor?” Mas era um materialista dialético, né? Então se saiu com essa brutalidade!
A formosura daquele pensamento atravessou a história, fez seu ninho no Itamaraty e instruiu a aventura do Grande Negociador! E Lula, então, foi ao Irã, com seu “papo pra lá de Teerã”, e negociou a paz. Seus aloprados tinham resolvido que já era hora de tomar os destinos da segurança mundial nas mãos, tanto as dianteiras como as traseiras. Deu do que deu!
A ironia de Obama, quando declarou o seu “Ecce homo” (”Esse é o Cara!) sobre o político mais popular da Terra, finalmente se revela. Em menos de 24 horas, os Estados Unidos e os outros quatro com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU submeteram Lula e seus aloprados de gravata ao ridículo. Celso Amorim pode incluir mais esta derrota (ver abaixo) à sua formidável coleção de trapalhadas. Lula, o Bibelô da Nova Ordem Internacional, é, hoje, só um senhor patético, que resolveu brincar com o perigo, sem se dar conta do salseiro em que estava se metendo.
O que esperar de alguém que senta ao lado de Medvedev, uma invenção de Vladimir Putin, herdeiro das aspirações imperiais tanto da velha Rússia como da extinta União Soviética, e deita proselitismo contra, nas suas palavras, “a invasão da Rússia do Afeganistão”. Se os russos soubessem que isso, em português, está mais para o russo, certamente teriam se divertido um tanto. Aliás, em Moscou, ele já havia desenhado um plano para a paz no Oriente Médio — que incluía o… Afeganistão!!! A geografia não é um limite para o pensamento criativo! Lula já havia “atravessado o Atlântico” para chegar aos EUA…
O Babalorixá de Banânia merece o Prêmio Nobel da Paz! Como, ao tentar proteger Mahmoud Ahmadinajed, colega com quem trama a Nova Ordem Global, ele conseguiu apressar o consenso sobre as sanções, temos, então, que Lula colaborou de maneira decidida para encostar o facinoroso contra a parede. Agora só falta aquela colunista escrever que tudo foi rigorosamente combinado com Barack Obama… Afinal, ela havia feito essa descoberta quando o presidente do Irã visitou o Brasil. Segundo asseverou então, Lula cumpria uma missão passada pelo presidente americano. No dia seguinte, Obama enviou uma carta esculhambando o governo brasileiro.
Vocês querem o quê? Lula é um clichê. Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza. Meu bisavô tinha outra frase, não muito elegante, que recende a certo ruralismo. Vou torná-la mais familiar: “Quem nunca viu aquele monossílabo de duas letras da anatomia humana, quando vê, pensa que o dito-cujo é uma cidade”.
Já escrevi sobre a reação patética de Amorim, que pode ser definido como a menor distância entre o fígado e o cérebro. Ontem, na TV, apareceu Marco Aurélio Garcia, com esgares de insatisfação, virando os olhos — mais ou menos, suponho, como Marx naqueles momentos terríveis — a fazer ameaças: “Se os EUA optarem pelas sanções, vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política”. A Casa Branca tremeu. É mesmo? De quem? Deixe-me ver… Do Brasil, da Venezuela, da Bolívia, do Equador… A Turquia só está esperando alguma facilidade da União Européia para cair fora.
O Brasil se isola de tal maneira na questão que a embaixadora do país na ONU, Maria Viotti, abandonou ontem a reunião do Conselho de Segurança. Não aceita nem mesmo participar das discussões. Huuummm…O grupo reúne 15 países. São necessários nove votos para aprovar as sanções desde que não haja veto de nenhum dos cinco com assento permanente (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França). Com o Brasil fora do debate e sendo a Turquia co-patrocinadora do acordo, será preciso conquistar quatro adesões entre os países restantes: Nigéria, Bósnia-Herzegóvna, México, Uganda, Gabão, Líbano, Áustria e Japão.
O Brasil foi pego de calças curtas. A reação abobalhada, a começar da de Lula, se deveu à fulminante reação das cinco potências. Só não me parece correto afirmar que é como se o Brasil jamais tivesse anunciando um acordo porque, reitero, Lula conseguiu, na prática, apressar o consenso dos grandes. Rússia e China, que mais resistiam às sanções, tiveram de escolher entra as duplas “Lula-Amorim” e “Obama-Hillary”. Imaginem a angústia…
Resta a Lula, agora, voltar ao Brasil e transformar a sua formidável derrota num ativo eleitoral, excitando o antimericanismo rombudo. O discurso do recalcado triunfante é sempre um bom lugar para esconder uma monumental derrota.
Lá fora, a máscara de Lula caiu. Agora só lhe sobrou o picadeiro da política interna.
Extraido do blog do Reinaldo Azevedo
Luiz Inácio Lula da Silva tornou o mundo mais seguro!
É verdade! Acreditem em mim! Não fosse a decidida, pertinaz, corajosa, ousada, fabulosa, estonteante estréia do Babalorixá de Banânia no miolo mesmo da principal questão de segurança hoje no mundo, o consenso das cinco potências para impor sanções ao Irã demoraria um pouco mais. Mas “o Cara” agiu, e os EUA decidiram calciná-lo e apressar a aprovação de sanções! Quem disse que Lula não dá uma dentro no cenário externo?
Sim, queridos, as sanções demorariam um pouco mais. Mas aí um grupo de gênios brasileiros — em que se destacam, além do próprio Grande Morubixaba, inteligências estratégicas como Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia — decidiu que os filósofos já haviam pensado demais o mundo; era chegada a hora de transformá-lo. Como vocês sabem, a sacada é de Karl Marx, certamente formulada num momento em que os furúnculos no traseiro lhe doíam terrivelmente. Ajeitou a sentada sobre a banda direita; incomodou; sobre a esquerda depois, continuou a incomodar. Então ele disparou aquele repto contra o pensamento. Fosse um existencialista, poderia ter escrito: “Como ser feliz com tanta dor?” Mas era um materialista dialético, né? Então se saiu com essa brutalidade!
A formosura daquele pensamento atravessou a história, fez seu ninho no Itamaraty e instruiu a aventura do Grande Negociador! E Lula, então, foi ao Irã, com seu “papo pra lá de Teerã”, e negociou a paz. Seus aloprados tinham resolvido que já era hora de tomar os destinos da segurança mundial nas mãos, tanto as dianteiras como as traseiras. Deu do que deu!
A ironia de Obama, quando declarou o seu “Ecce homo” (”Esse é o Cara!) sobre o político mais popular da Terra, finalmente se revela. Em menos de 24 horas, os Estados Unidos e os outros quatro com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU submeteram Lula e seus aloprados de gravata ao ridículo. Celso Amorim pode incluir mais esta derrota (ver abaixo) à sua formidável coleção de trapalhadas. Lula, o Bibelô da Nova Ordem Internacional, é, hoje, só um senhor patético, que resolveu brincar com o perigo, sem se dar conta do salseiro em que estava se metendo.
O que esperar de alguém que senta ao lado de Medvedev, uma invenção de Vladimir Putin, herdeiro das aspirações imperiais tanto da velha Rússia como da extinta União Soviética, e deita proselitismo contra, nas suas palavras, “a invasão da Rússia do Afeganistão”. Se os russos soubessem que isso, em português, está mais para o russo, certamente teriam se divertido um tanto. Aliás, em Moscou, ele já havia desenhado um plano para a paz no Oriente Médio — que incluía o… Afeganistão!!! A geografia não é um limite para o pensamento criativo! Lula já havia “atravessado o Atlântico” para chegar aos EUA…
O Babalorixá de Banânia merece o Prêmio Nobel da Paz! Como, ao tentar proteger Mahmoud Ahmadinajed, colega com quem trama a Nova Ordem Global, ele conseguiu apressar o consenso sobre as sanções, temos, então, que Lula colaborou de maneira decidida para encostar o facinoroso contra a parede. Agora só falta aquela colunista escrever que tudo foi rigorosamente combinado com Barack Obama… Afinal, ela havia feito essa descoberta quando o presidente do Irã visitou o Brasil. Segundo asseverou então, Lula cumpria uma missão passada pelo presidente americano. No dia seguinte, Obama enviou uma carta esculhambando o governo brasileiro.
Vocês querem o quê? Lula é um clichê. Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza. Meu bisavô tinha outra frase, não muito elegante, que recende a certo ruralismo. Vou torná-la mais familiar: “Quem nunca viu aquele monossílabo de duas letras da anatomia humana, quando vê, pensa que o dito-cujo é uma cidade”.
Já escrevi sobre a reação patética de Amorim, que pode ser definido como a menor distância entre o fígado e o cérebro. Ontem, na TV, apareceu Marco Aurélio Garcia, com esgares de insatisfação, virando os olhos — mais ou menos, suponho, como Marx naqueles momentos terríveis — a fazer ameaças: “Se os EUA optarem pelas sanções, vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política”. A Casa Branca tremeu. É mesmo? De quem? Deixe-me ver… Do Brasil, da Venezuela, da Bolívia, do Equador… A Turquia só está esperando alguma facilidade da União Européia para cair fora.
O Brasil se isola de tal maneira na questão que a embaixadora do país na ONU, Maria Viotti, abandonou ontem a reunião do Conselho de Segurança. Não aceita nem mesmo participar das discussões. Huuummm…O grupo reúne 15 países. São necessários nove votos para aprovar as sanções desde que não haja veto de nenhum dos cinco com assento permanente (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França). Com o Brasil fora do debate e sendo a Turquia co-patrocinadora do acordo, será preciso conquistar quatro adesões entre os países restantes: Nigéria, Bósnia-Herzegóvna, México, Uganda, Gabão, Líbano, Áustria e Japão.
O Brasil foi pego de calças curtas. A reação abobalhada, a começar da de Lula, se deveu à fulminante reação das cinco potências. Só não me parece correto afirmar que é como se o Brasil jamais tivesse anunciando um acordo porque, reitero, Lula conseguiu, na prática, apressar o consenso dos grandes. Rússia e China, que mais resistiam às sanções, tiveram de escolher entra as duplas “Lula-Amorim” e “Obama-Hillary”. Imaginem a angústia…
Resta a Lula, agora, voltar ao Brasil e transformar a sua formidável derrota num ativo eleitoral, excitando o antimericanismo rombudo. O discurso do recalcado triunfante é sempre um bom lugar para esconder uma monumental derrota.
Lá fora, a máscara de Lula caiu. Agora só lhe sobrou o picadeiro da política interna.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Já tentou de tudo, vai se separar? Leia esse texto primeiro.
Levar a sério (o que deve ser sempre) o compromisso de elaborar uma palestra para casais, apesar da amplitude do assunto, passa na maioria das vezes por iniciar nossa fala destacando a capacidade de Deus e do homem de se relacionar entre si e com as outras pessoas. Além disto, o pecado original (por uma questão de lógica com o primeiro item) é outro assunto que não deve ser deixado para o final da fila.
Firmar uma relação com alguém, em nosso caso casais, não é algo tão difícil porque a maioria dos homens e mulheres herdou de Deus (criados a imagem e semelhança de Deus) essa capacidade (ou desejo) de estabelecer um relacionamento, mas o problema que reside em todos sem nenhuma exceção, é fazê-lo funcionar de forma que atenda ambas as partes até o final da vida.
Antes que todas as coisas existissem, Deus na sua forma “Una Composta” (a trindade) já exercia sua excelência relacional, o Pai, o Filho e o Espírito santo numa cabal harmonia, por isso Deus também é professor por excelência quando a questão é se relacionar. Apesar de toda essa perfeição, a qual nem me atrevo a pedir a você que tente imaginar como é, decidiu o Senhor estabelecer a criação de todas as coisas na qual o homem foi contemplado como coroa.
Feitos a imagem e semelhança de Deus nossos pais (Adão e Eva) herdaram dEle essa qualidade( comunicável) divina que adicionava ao paraíso, um (x) a mais na vida deste casal. O relacionamento desses dois, nesse período, devia fazer jus a uma frase que muitos casais proferem, mas que na maioria das vezes, são palavras vazias que saem da boca para fora: “Nosso amor é um pedacinho do céu”. Nossos pais literalmente conheceram e viveram essa declaração antes do pecado invadir sua natureza.
Mas como já sabemos através do início de Gênesis, o pecado chegou e com ele, essa capacidade de se relacionar dessa forma divina na vida da humanidade foi distorcida. Ai começou os problemas de todos os casais e também de Adão e Eva.
Muitos casais nos dias de hoje, não conseguem entender porque os relacionamentos apresentam tantas confusões. São esposas decepcionadas de um lado, maridos insatisfeitos de outro, filhos que se transformam literalmente em casulos vivos, ou quase vivos, em resumo, a família em si anda na corda bamba.
A prolongação deste meio viciado por muito tempo dentro do relacionamento, sem que ocorra uma conscientização de onde reside o problema, pode trazer conseqüências trágicas para a vida de todos os envolvidos.
Na busca de uma resposta, aqueles que verdadeiramente desejam salvar a situação em que está seu casamento, tentam ajuda em vários lugares: consultórios de terapeutas, seções espíritas, cartomantes, sexo shop e nas mais profundas e negras fontes de aparente resposta. Infelizmente ou felizmente, nenhuma destas fontes poderá resolver de forma satisfatória essa situação.
A solução deste tipo de problema passa por um diagnóstico que só pode ser obtido com a entrada do Evangelho de Cristo na vida dos envolvidos, que trará a consciência de que nós somos imperfeitos na forma de se relacionar e precisamos aprender com o Evangelho como fazer isso, independente de minha experiência de vida ou de idade. Todas as filosofias modernas e pós-modernas conduzem o ser humano a acreditar que ele é naturalmente bom, e que o mal não faz parte de sua natureza, mas sim de certos momentos e em indivíduos específicos. Só o Evangelho fala ao ser humano a verdade sobre sua natureza que ele resiste em aceitar. Ser destronado da sua arrogância e ao mesmo tempo ignorância é um processo doloroso para o homem pós-moderno, dai nasce o forte repúdio que nossa sociedade tem por esse livro maravilhoso chamado Bíblia.
Firmar uma relação com alguém, em nosso caso casais, não é algo tão difícil porque a maioria dos homens e mulheres herdou de Deus (criados a imagem e semelhança de Deus) essa capacidade (ou desejo) de estabelecer um relacionamento, mas o problema que reside em todos sem nenhuma exceção, é fazê-lo funcionar de forma que atenda ambas as partes até o final da vida.
Antes que todas as coisas existissem, Deus na sua forma “Una Composta” (a trindade) já exercia sua excelência relacional, o Pai, o Filho e o Espírito santo numa cabal harmonia, por isso Deus também é professor por excelência quando a questão é se relacionar. Apesar de toda essa perfeição, a qual nem me atrevo a pedir a você que tente imaginar como é, decidiu o Senhor estabelecer a criação de todas as coisas na qual o homem foi contemplado como coroa.
Feitos a imagem e semelhança de Deus nossos pais (Adão e Eva) herdaram dEle essa qualidade( comunicável) divina que adicionava ao paraíso, um (x) a mais na vida deste casal. O relacionamento desses dois, nesse período, devia fazer jus a uma frase que muitos casais proferem, mas que na maioria das vezes, são palavras vazias que saem da boca para fora: “Nosso amor é um pedacinho do céu”. Nossos pais literalmente conheceram e viveram essa declaração antes do pecado invadir sua natureza.
Mas como já sabemos através do início de Gênesis, o pecado chegou e com ele, essa capacidade de se relacionar dessa forma divina na vida da humanidade foi distorcida. Ai começou os problemas de todos os casais e também de Adão e Eva.
Muitos casais nos dias de hoje, não conseguem entender porque os relacionamentos apresentam tantas confusões. São esposas decepcionadas de um lado, maridos insatisfeitos de outro, filhos que se transformam literalmente em casulos vivos, ou quase vivos, em resumo, a família em si anda na corda bamba.
A prolongação deste meio viciado por muito tempo dentro do relacionamento, sem que ocorra uma conscientização de onde reside o problema, pode trazer conseqüências trágicas para a vida de todos os envolvidos.
Na busca de uma resposta, aqueles que verdadeiramente desejam salvar a situação em que está seu casamento, tentam ajuda em vários lugares: consultórios de terapeutas, seções espíritas, cartomantes, sexo shop e nas mais profundas e negras fontes de aparente resposta. Infelizmente ou felizmente, nenhuma destas fontes poderá resolver de forma satisfatória essa situação.
A solução deste tipo de problema passa por um diagnóstico que só pode ser obtido com a entrada do Evangelho de Cristo na vida dos envolvidos, que trará a consciência de que nós somos imperfeitos na forma de se relacionar e precisamos aprender com o Evangelho como fazer isso, independente de minha experiência de vida ou de idade. Todas as filosofias modernas e pós-modernas conduzem o ser humano a acreditar que ele é naturalmente bom, e que o mal não faz parte de sua natureza, mas sim de certos momentos e em indivíduos específicos. Só o Evangelho fala ao ser humano a verdade sobre sua natureza que ele resiste em aceitar. Ser destronado da sua arrogância e ao mesmo tempo ignorância é um processo doloroso para o homem pós-moderno, dai nasce o forte repúdio que nossa sociedade tem por esse livro maravilhoso chamado Bíblia.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O Evangelho tem autoridade para julgar a cultura.
A cruz e o cristão transcultural. Muito tem se discutido sobre os limites que devem ser definidos nas missões transculturais. Além disto, até mesmo quando falamos da nossa própria cultura, as opiniões são sempre polêmicas. Por isso, resolvemos compartilhar com você esse precioso texto do escritor D.A.Carson, da obra "A Cruz e o Ministério Cristão". Espero que o artigo possa ajudar você a pensar nestes limites.
Em Cristo Jesus
Pr.Paulo C. Nogueira
No século XIX, quando Hudson Taylor, o fundador da China Inland Mission (hoje, Overseas missionary fellowship), começou a usar cabelos longos e trançados, como os homens chineses da época, a vestir-se como eles e a comer os mesmos alimentos que eles comiam, foi zombado por muitos de seus colegas missionários. Mas Hudson havia meditado sobre o que era essencial ao Evangelho ( e portanto inegociável) e o que era uma expressão cultural que poderia ser um obstáculo desnecessário à proclamação eficaz do evangelho.
Para ser um cristão transcultural é importante que cresçamos em nossa compreensão das Escrituras e em nossa exposição a outras culturas, de modo que não vinculemos ao evangelho as nossas preferências culturais e as invistamos com a autoridade do evangelho. Não estamos dizendo que todos os elementos culturais são moralmente neutros. De maneira nenhuma. Toda cultura tem em si boas e más características. Pessoas ímpias podem manipular o apelo à cultura para perseguir os cristãos (como ocorreu, por exemplo, em Atos 16.20-21). Contudo é importante que o evangelista, plantador de igreja e testemunha de Cristo seja tão flexível quanto possível em cada cultura, para que o evangelho não pareça desnecessariamente esquisito no nível meramente cultural. Mas também é importante reconhecer os elementos pecaminosos na cultura, quando estes se manifestam, e entender como as normas bíblicas podem avaliá-los. Haverá ocasiões em que será necessário confrontar a cultura. Afinal de contas, apelar simplesmente às normas culturais, enquanto exigimos mais flexibilidade da parte dos cristãos, é apenas uma maneira de dizermos que o evangelho não tem o direito de julgar a cultura, e isso não produzirá bons resultados.
Para começarmos a julgar essas questões corretamente, precisamos saber que liberdades e restrições possuímos em Cristo Jesus.Temos que desenvolver uma compreensão firme da teologia bíblica.
Em Cristo Jesus
Pr.Paulo C. Nogueira
No século XIX, quando Hudson Taylor, o fundador da China Inland Mission (hoje, Overseas missionary fellowship), começou a usar cabelos longos e trançados, como os homens chineses da época, a vestir-se como eles e a comer os mesmos alimentos que eles comiam, foi zombado por muitos de seus colegas missionários. Mas Hudson havia meditado sobre o que era essencial ao Evangelho ( e portanto inegociável) e o que era uma expressão cultural que poderia ser um obstáculo desnecessário à proclamação eficaz do evangelho.
Para ser um cristão transcultural é importante que cresçamos em nossa compreensão das Escrituras e em nossa exposição a outras culturas, de modo que não vinculemos ao evangelho as nossas preferências culturais e as invistamos com a autoridade do evangelho. Não estamos dizendo que todos os elementos culturais são moralmente neutros. De maneira nenhuma. Toda cultura tem em si boas e más características. Pessoas ímpias podem manipular o apelo à cultura para perseguir os cristãos (como ocorreu, por exemplo, em Atos 16.20-21). Contudo é importante que o evangelista, plantador de igreja e testemunha de Cristo seja tão flexível quanto possível em cada cultura, para que o evangelho não pareça desnecessariamente esquisito no nível meramente cultural. Mas também é importante reconhecer os elementos pecaminosos na cultura, quando estes se manifestam, e entender como as normas bíblicas podem avaliá-los. Haverá ocasiões em que será necessário confrontar a cultura. Afinal de contas, apelar simplesmente às normas culturais, enquanto exigimos mais flexibilidade da parte dos cristãos, é apenas uma maneira de dizermos que o evangelho não tem o direito de julgar a cultura, e isso não produzirá bons resultados.
Para começarmos a julgar essas questões corretamente, precisamos saber que liberdades e restrições possuímos em Cristo Jesus.Temos que desenvolver uma compreensão firme da teologia bíblica.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A confunsão evangélica diante do Antigo Testamento
Queridos visitantes. Existem verdades que estão diante de nós, mas que muitas vezes procuramos fazer vista grossa para não reconhecermos.
O artigo abaixo é um bom exemplo disto, por isso, reflita nele sobre sua visão do Antigo Testamente e ajude sua igreja a pensar diferente.
Pr.Paulo C. Nogueira
TEXTO EXTRAIDO DO BLOG FIEL POSTADO PELO PASTOR LUIZ SAYÃO
A igreja evangélica brasileira é uma das mais dinâmicas e criativas do mundo. Por essa razão seu crescimento tem sido extraordinário. Todavia, uma igreja jovem e efervescente tem dificuldades de doutrinar e discipular seus novos membros. Essa é uma realidade na igreja brasileira.
É notório que o uso do Antigo Testamento na prática e na liturgia eclesiástica brasileira tem crescido de maneira substancial. Principal no contexto do louvor e da adoração a ênfase vétero-testamentária é mais do que expressiva. E como percebeu Lutero, a teologia de uma igreja está em seus hinos. Afinal, o que está acontecendo? Para onde estamos indo?
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que o Antigo Testamento representa um fascínio para o povo brasileiro. É repleto de histórias concretas, circunscritas na vida real do povo, no cotidiano de gente comum. É muito mais fácil emocionar-se com uma narrativa como a de Jonas ou de Davi do que acompanhar o argumento de Paulo em vários textos de Romanos. Além disso, o povo brasileiro tem pouca história e raízes muito recentes. O Antigo Testamento, com a rica história do povo de Israel, traz uma espécie de identificação com o povo de nosso país. Talvez isso explique porque tantos brasileiros evangélicos queiram ou procurem ser mais judeus. Em terceiro lugar, devemos considerar a realidade de que a igreja evangélica brasileira quase não tem símbolos ou expressão artística. A maioria dos símbolos cristãos históricos (catedrais, cruzes, etc.) tem identificação católica na realidade nacional. Assim, os evangélicos buscam símbolos para expressar sua fé, e acabam geralmente escolhendo símbolos judaicos ou vétero-testamentários (menorá, estrela de Davi, e etc.).
Este encontro brasileiro-judaico tem muitas facetas positivas: Retomamos uma alegria comemorativa da fé, trazemos a verdade espiritual para a realidade concreta, dificilmente teremos uma igreja anti-semita, enxergamos necessidades sociais e políticas pela força do Antigo Testamento. Todavia, também estamos andando em terreno perigoso e delicado. Algumas considerações são importantes para que a igreja brasileira não perca o rumo por problemas de ordem hermenêutica. Aqui vão algumas sugestões:
1. Nem todo texto bíblico do Antigo Testamento pode ser visto como normativo
A descrição da vida de um servo de Deus do Antigo Testamento não é padrão para nós sempre. Quando Abraão mente em Gênesis, a descrição do fato não o torna uma norma. A poligamia de Salomão, a mentira das parteiras no Egito e o adultério de Davi não podem servir de desculpas para os nossos pecados.
2. Não podemos cantar todo e qualquer texto do Antigo Testamento
É preciso observar quem está falando no texto bíblico. Sem observarmos quem fala, tiraremos conclusões enganosas. Isso é fundamental para se entender o livro de Eclesiastes. No caso de Jó 1.9-10, por exemplo, temos registradas as palavras de Satanás. Isto é fato até no caso do Novo Testamento (veja Jo 8.48).
3. Devemos ensinar que muito da teologia do Antigo Testamento foi superada pelo Novo Testamento
Jesus deixou claro que estava trazendo uma mensagem complementar e superior em relação à antiga aliança. Se não entendermos isto, voltaremos ao legalismo farisaico tão questionado por nosso Senhor. Textos como Números 15.32-36 revelam um exemplo daquilo que não tem mais valor na prática da nova aliança. Todos os elementos cerimoniais da lei não podem mais fazer parte da vida da igreja cristã, pois apontavam para a realidade superior, que se cumpre em Cristo (Cl 2.16-18). Sábados, festas judaicas, dias sagrados, sacrifícios e outros elementos cerimoniais não fazem parte da prática cristã neo-testamentária.
4. Antes de pregar ou cantar um texto do Antigo Testamento é preciso entendê-lo
Nem sempre é fácil entender um texto do Antigo Testamento. Muitos textos precisam ser bem estudados, compreendidos em seu contexto e em sua limitação circunstancial e teológica. Veja por exemplo o potencial destruidor do mau uso de um texto como o Salmo 137.9. Se o intérprete não entender que o texto fala da justiça retributiva divina dada aos babilônios imperialistas, as crianças da igreja correrão sério perigo!
5. Devemos ensinar que vingança e guerra não são valores cristãos
Jesus ordenou que devemos amar até mesmo aqueles que nos odeiam. A justiça imprecatória não faz parte da teologia do Novo Testamento. Há vários salmos que dizem isso, mas tal realidade compreende-se no contexto do Antigo Testamento e não pode ser praticada na igreja cristã. Não podemos cantar “persegui os inimigos e os alcancei, persegui-os e os atravessei” (Sl 18.37.38), quando o Senhor Jesus ordena que devemos perdoar e amar os nossos inimigos (Mt 5.44-45). Hoje já existe até gente “amaldiçoando” outros em nome de Jesus! Teremos o surgimento de uma “violência cristã”?
6. Enfatizemos a verdade de que a adoração do Novo Testamento é superior
O Novo Testamento nos ensina que a adoração legítima independe de lugar, de monte, de cidade e de outros elementos materiais (Jo 4). Jesus insiste em afirmar que Deus procura quem “o adore em Espírito e em verdade”. A tradição evangélica sempre louvou a Deus por seus atos e atributos. Atualmente estamos cada vez mais enfatizando “o monte santo”, “a cidade sagrada”, “a casa de Deus”, “a sala do trono”. Nós somos o “templo de Deus”. Os elementos materiais pouco importam na adoração genuína. É preciso retomar o caminho correto.
7. Devemos ensinar que ser judeu não torna ninguém melhor do que os outros
Alguns evangélicos entendem que “ser judeu” ou “judaizado” os torna de alguma forma “espiritualmente melhor”. O rei Manassés, Anás e Caifás eram judeus! Já há quem expulse demônios em hebraico! Em Cristo, judeus e gentios são iguais perante Deus. Na verdade “não há judeu nem grego” (Gl 3.28) na nova aliança. A igreja cristã já pecou por seu anti-semitismo do passado. Será que irá pecar agora por tornar-se judaizante? Devemos amar judeus e gentios de igual modo. Além disso, podemos e devemos ser cristãos brasileiros. Não precisamos nos tornar judeus para ter um melhor “pedigree” espiritual.
O artigo abaixo é um bom exemplo disto, por isso, reflita nele sobre sua visão do Antigo Testamente e ajude sua igreja a pensar diferente.
Pr.Paulo C. Nogueira
TEXTO EXTRAIDO DO BLOG FIEL POSTADO PELO PASTOR LUIZ SAYÃO
A igreja evangélica brasileira é uma das mais dinâmicas e criativas do mundo. Por essa razão seu crescimento tem sido extraordinário. Todavia, uma igreja jovem e efervescente tem dificuldades de doutrinar e discipular seus novos membros. Essa é uma realidade na igreja brasileira.
É notório que o uso do Antigo Testamento na prática e na liturgia eclesiástica brasileira tem crescido de maneira substancial. Principal no contexto do louvor e da adoração a ênfase vétero-testamentária é mais do que expressiva. E como percebeu Lutero, a teologia de uma igreja está em seus hinos. Afinal, o que está acontecendo? Para onde estamos indo?
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que o Antigo Testamento representa um fascínio para o povo brasileiro. É repleto de histórias concretas, circunscritas na vida real do povo, no cotidiano de gente comum. É muito mais fácil emocionar-se com uma narrativa como a de Jonas ou de Davi do que acompanhar o argumento de Paulo em vários textos de Romanos. Além disso, o povo brasileiro tem pouca história e raízes muito recentes. O Antigo Testamento, com a rica história do povo de Israel, traz uma espécie de identificação com o povo de nosso país. Talvez isso explique porque tantos brasileiros evangélicos queiram ou procurem ser mais judeus. Em terceiro lugar, devemos considerar a realidade de que a igreja evangélica brasileira quase não tem símbolos ou expressão artística. A maioria dos símbolos cristãos históricos (catedrais, cruzes, etc.) tem identificação católica na realidade nacional. Assim, os evangélicos buscam símbolos para expressar sua fé, e acabam geralmente escolhendo símbolos judaicos ou vétero-testamentários (menorá, estrela de Davi, e etc.).
Este encontro brasileiro-judaico tem muitas facetas positivas: Retomamos uma alegria comemorativa da fé, trazemos a verdade espiritual para a realidade concreta, dificilmente teremos uma igreja anti-semita, enxergamos necessidades sociais e políticas pela força do Antigo Testamento. Todavia, também estamos andando em terreno perigoso e delicado. Algumas considerações são importantes para que a igreja brasileira não perca o rumo por problemas de ordem hermenêutica. Aqui vão algumas sugestões:
1. Nem todo texto bíblico do Antigo Testamento pode ser visto como normativo
A descrição da vida de um servo de Deus do Antigo Testamento não é padrão para nós sempre. Quando Abraão mente em Gênesis, a descrição do fato não o torna uma norma. A poligamia de Salomão, a mentira das parteiras no Egito e o adultério de Davi não podem servir de desculpas para os nossos pecados.
2. Não podemos cantar todo e qualquer texto do Antigo Testamento
É preciso observar quem está falando no texto bíblico. Sem observarmos quem fala, tiraremos conclusões enganosas. Isso é fundamental para se entender o livro de Eclesiastes. No caso de Jó 1.9-10, por exemplo, temos registradas as palavras de Satanás. Isto é fato até no caso do Novo Testamento (veja Jo 8.48).
3. Devemos ensinar que muito da teologia do Antigo Testamento foi superada pelo Novo Testamento
Jesus deixou claro que estava trazendo uma mensagem complementar e superior em relação à antiga aliança. Se não entendermos isto, voltaremos ao legalismo farisaico tão questionado por nosso Senhor. Textos como Números 15.32-36 revelam um exemplo daquilo que não tem mais valor na prática da nova aliança. Todos os elementos cerimoniais da lei não podem mais fazer parte da vida da igreja cristã, pois apontavam para a realidade superior, que se cumpre em Cristo (Cl 2.16-18). Sábados, festas judaicas, dias sagrados, sacrifícios e outros elementos cerimoniais não fazem parte da prática cristã neo-testamentária.
4. Antes de pregar ou cantar um texto do Antigo Testamento é preciso entendê-lo
Nem sempre é fácil entender um texto do Antigo Testamento. Muitos textos precisam ser bem estudados, compreendidos em seu contexto e em sua limitação circunstancial e teológica. Veja por exemplo o potencial destruidor do mau uso de um texto como o Salmo 137.9. Se o intérprete não entender que o texto fala da justiça retributiva divina dada aos babilônios imperialistas, as crianças da igreja correrão sério perigo!
5. Devemos ensinar que vingança e guerra não são valores cristãos
Jesus ordenou que devemos amar até mesmo aqueles que nos odeiam. A justiça imprecatória não faz parte da teologia do Novo Testamento. Há vários salmos que dizem isso, mas tal realidade compreende-se no contexto do Antigo Testamento e não pode ser praticada na igreja cristã. Não podemos cantar “persegui os inimigos e os alcancei, persegui-os e os atravessei” (Sl 18.37.38), quando o Senhor Jesus ordena que devemos perdoar e amar os nossos inimigos (Mt 5.44-45). Hoje já existe até gente “amaldiçoando” outros em nome de Jesus! Teremos o surgimento de uma “violência cristã”?
6. Enfatizemos a verdade de que a adoração do Novo Testamento é superior
O Novo Testamento nos ensina que a adoração legítima independe de lugar, de monte, de cidade e de outros elementos materiais (Jo 4). Jesus insiste em afirmar que Deus procura quem “o adore em Espírito e em verdade”. A tradição evangélica sempre louvou a Deus por seus atos e atributos. Atualmente estamos cada vez mais enfatizando “o monte santo”, “a cidade sagrada”, “a casa de Deus”, “a sala do trono”. Nós somos o “templo de Deus”. Os elementos materiais pouco importam na adoração genuína. É preciso retomar o caminho correto.
7. Devemos ensinar que ser judeu não torna ninguém melhor do que os outros
Alguns evangélicos entendem que “ser judeu” ou “judaizado” os torna de alguma forma “espiritualmente melhor”. O rei Manassés, Anás e Caifás eram judeus! Já há quem expulse demônios em hebraico! Em Cristo, judeus e gentios são iguais perante Deus. Na verdade “não há judeu nem grego” (Gl 3.28) na nova aliança. A igreja cristã já pecou por seu anti-semitismo do passado. Será que irá pecar agora por tornar-se judaizante? Devemos amar judeus e gentios de igual modo. Além disso, podemos e devemos ser cristãos brasileiros. Não precisamos nos tornar judeus para ter um melhor “pedigree” espiritual.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A comunhão de várias igrejas na “Escola de Teologia”
Quero compartilhar com nossos visitantes uma boa experiência que estamos tendo em nossa igreja. Como já divulgamos em outra matéria, há um mês lançamos um projeto chamado “Escola de Teologia”.
A ET é um espaço e não um seminário, voltado para se falar, ensinar, debater e desmistificar a crença que o estudo da teologia é só para intelectuais e não para o crente comum (se é que podemos falar assim de alguma cristão).
Esse espaço foi aberto a todas as igrejas evangélicas próximas e também a pessoas não crentes que desejam conhecer as Escrituras.
Para que não houvesse nenhum tipo bloqueio, já que nosso objetivo é divulgar conhecimento bíblico sobre Deus, colocamos esse serviço a disposição da comunidade de forma gratuita, o que inclui o material distribuído.
Ontem para glória de Deus, contamos em nossa sétima aula, com um bom número de participantes representando cinco igrejas de denominações diferentes e com a participação de pessoas não crentes querendo conhecer o Evangelho de uma forma pedagógica.
Foi prazeroso em Cristo ter um grupo tão diversificado em termos de instituições, mas reunidos pelo poder do Evangelho. Que toda honra e Glória seja dada ao nosso Deus.
Pedimos suas orações por esse trabalho, já que está surgindo o interesse de outras igrejas para que ele seja levado até o local físico dela em outros dias da semana.Que o Senhor nos ajude a ajudar o povo dEle a se aproximar mais através da revelação do Evangelho e não de formas místicas e pragmáticas.
ps: Aos visitantes, principalmente que estão no exterior, lembramos que você pode participar também via internet.
A ET é um espaço e não um seminário, voltado para se falar, ensinar, debater e desmistificar a crença que o estudo da teologia é só para intelectuais e não para o crente comum (se é que podemos falar assim de alguma cristão).
Esse espaço foi aberto a todas as igrejas evangélicas próximas e também a pessoas não crentes que desejam conhecer as Escrituras.
Para que não houvesse nenhum tipo bloqueio, já que nosso objetivo é divulgar conhecimento bíblico sobre Deus, colocamos esse serviço a disposição da comunidade de forma gratuita, o que inclui o material distribuído.
Ontem para glória de Deus, contamos em nossa sétima aula, com um bom número de participantes representando cinco igrejas de denominações diferentes e com a participação de pessoas não crentes querendo conhecer o Evangelho de uma forma pedagógica.
Foi prazeroso em Cristo ter um grupo tão diversificado em termos de instituições, mas reunidos pelo poder do Evangelho. Que toda honra e Glória seja dada ao nosso Deus.
Pedimos suas orações por esse trabalho, já que está surgindo o interesse de outras igrejas para que ele seja levado até o local físico dela em outros dias da semana.Que o Senhor nos ajude a ajudar o povo dEle a se aproximar mais através da revelação do Evangelho e não de formas místicas e pragmáticas.
ps: Aos visitantes, principalmente que estão no exterior, lembramos que você pode participar também via internet.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O que Jesus condenou foi o "JULGAMENTALISMO"
Muitos em nossos dias, ás vezes por conveniência e outras por falta de conhecimento, são contra qualquer tipo de julgamento, alegando que assim Jesus nos orientou. Mas fato é que essa história não é bem assim. Por isso, resolvemos trazer o comentário abaixo, para que essa questão possa ser iluminada na vida dos nossos visitantes.
Pr.Paulo C. Nogueira
Extraído do livro “A cruz e o Ministério Cristão”, D.A.Carson, páginas125 e 126.
Se considerarmos mais amplamente as Escrituras, acharemos facilmente passagens que proíbem o “julga” e outras passagens que o ordenam: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida que tiverdes medido, vos medirão também” (Mt.7.1-2). Por outro lado, ele disse: “ Não julgueis segundo aparência , e sim pela reta justiça” (Jo 7.24). Essa tensão contínua é bem forte em todo o Novo Testamento. Há muitas passagens que condenam o que podemos chamar de “julgamentalismo”. Ao mesmo tempo, um capítulo após outro exorta os cristãos a serem discernidores, a distinguirem o certo do errado, a buscarem o que é melhor, a exercerem disciplina na igreja, e assim por diante – funções que exigem o uso correto do julgamento.
Atingir o equilíbrio nesta área nunca foi fácil. Talvez se tornando ainda mais difícil em nossos dias, por conta do ataque violento do pluralismo. O tipo de pluralismo ao qual me refiro ensinar que todas as opiniões são iguais, de modo que a única opinião necessariamente errada é aquela que diz que a outra opinião está errada. Aplicada à religião, nenhuma fé tem o direito de afirmar que outra fé é errada, isso é visto como intolerante, fanático, ignorante. Nessa atmosfera as passagens bíblicas que condenam o julgamentalismo são regularmente mostradas como se fossem tudo o que a Bíblia diz sobre o assunto. Em muitos círculos hoje, “não julgueis, para que não sejais julgados”, tornou-se o versículo mais conhecido de toda a Bíblia, substituindo facilmente João 3.16. Todavia, eles esquecem comumente que, em seguida, Jesus falou aos seus discípulos: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas” (Mt.7.6); e isso pressupõe que alguém tem de julgar quem são os porcos e os cães. Em outras palavras, o pluralismo tem enviesado e investido grande quantidade de energia em apenas um lado do que a Bíblia apresenta.
Podemos ganhar estabilidade e equilíbrio se lembrarmos o tipo de pessoas que os dois lados abordam. Proibições dirigidas contra a atitude de julgar têm em vista a justiça própria das pessoas que desejam proteger o seu território. Essas pessoas são, com freqüência, muito legalistas, têm todas as respostas certas, querem desesperadamente elevar seu grupo acima dos outros e estão em perigo constante de usurparem o lugar de Deus. Em contraste, as exortações bíblicas no sentido de sermos discernidores ou julgarmos bem, em algumas circunstâncias, são dirigidas contra aquelas, em especial à Palavra de Deus. Essas pessoas costumam acompanhar a maioria, em vez de pensarem no que está envolvido na lealdade a Deus e à sua verdade, em determinado contexto cultura. É totalmente desastroso apelar ao julgamento quando a situação exige tolerância ou proibir todo julgamento quando isso é exatamente o que é necessário. Ambos os erros causam danos sérios à igreja e refletem uma mente indisposta a avaliar seu procedimento por meio do equilíbrio e sensatez da Palavra de Deus.
QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESSE TEMA.
Pr.Paulo C. Nogueira
Extraído do livro “A cruz e o Ministério Cristão”, D.A.Carson, páginas125 e 126.
Se considerarmos mais amplamente as Escrituras, acharemos facilmente passagens que proíbem o “julga” e outras passagens que o ordenam: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida que tiverdes medido, vos medirão também” (Mt.7.1-2). Por outro lado, ele disse: “ Não julgueis segundo aparência , e sim pela reta justiça” (Jo 7.24). Essa tensão contínua é bem forte em todo o Novo Testamento. Há muitas passagens que condenam o que podemos chamar de “julgamentalismo”. Ao mesmo tempo, um capítulo após outro exorta os cristãos a serem discernidores, a distinguirem o certo do errado, a buscarem o que é melhor, a exercerem disciplina na igreja, e assim por diante – funções que exigem o uso correto do julgamento.
Atingir o equilíbrio nesta área nunca foi fácil. Talvez se tornando ainda mais difícil em nossos dias, por conta do ataque violento do pluralismo. O tipo de pluralismo ao qual me refiro ensinar que todas as opiniões são iguais, de modo que a única opinião necessariamente errada é aquela que diz que a outra opinião está errada. Aplicada à religião, nenhuma fé tem o direito de afirmar que outra fé é errada, isso é visto como intolerante, fanático, ignorante. Nessa atmosfera as passagens bíblicas que condenam o julgamentalismo são regularmente mostradas como se fossem tudo o que a Bíblia diz sobre o assunto. Em muitos círculos hoje, “não julgueis, para que não sejais julgados”, tornou-se o versículo mais conhecido de toda a Bíblia, substituindo facilmente João 3.16. Todavia, eles esquecem comumente que, em seguida, Jesus falou aos seus discípulos: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas” (Mt.7.6); e isso pressupõe que alguém tem de julgar quem são os porcos e os cães. Em outras palavras, o pluralismo tem enviesado e investido grande quantidade de energia em apenas um lado do que a Bíblia apresenta.
Podemos ganhar estabilidade e equilíbrio se lembrarmos o tipo de pessoas que os dois lados abordam. Proibições dirigidas contra a atitude de julgar têm em vista a justiça própria das pessoas que desejam proteger o seu território. Essas pessoas são, com freqüência, muito legalistas, têm todas as respostas certas, querem desesperadamente elevar seu grupo acima dos outros e estão em perigo constante de usurparem o lugar de Deus. Em contraste, as exortações bíblicas no sentido de sermos discernidores ou julgarmos bem, em algumas circunstâncias, são dirigidas contra aquelas, em especial à Palavra de Deus. Essas pessoas costumam acompanhar a maioria, em vez de pensarem no que está envolvido na lealdade a Deus e à sua verdade, em determinado contexto cultura. É totalmente desastroso apelar ao julgamento quando a situação exige tolerância ou proibir todo julgamento quando isso é exatamente o que é necessário. Ambos os erros causam danos sérios à igreja e refletem uma mente indisposta a avaliar seu procedimento por meio do equilíbrio e sensatez da Palavra de Deus.
QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESSE TEMA.
sábado, 1 de maio de 2010
Estamos fazendo pouco. Diário com o Espírito Santo.
Bom dia meu Amigo Espírito Santo. Nesta madrugada fiquei com saudades da nossa coluna (Diário com o Espírito Santo) que, em 2009, editamos diariamente por um longo tempo e nos trouxe uma grande experiência. Todo dia pela manhã eu postava um resumo em forma de artigo, abordando nossa comunhão na madrugada anterior. Hoje após nosso momento de oração e reflexão, senti o deseja de trazer a tona essa coluna, não com a freqüência anterior, mas de forma mais esporádica.
Nesta semana viajamos até a localidade de Penedo, Itatiaia e proximidades. Aproveitamos para ter um momento com a família, que sempre é muito importante, mas também procuramos observar a presença do Evangelho de Cristo nestes locais para uma futura atuação missionária. Penedo foi o lugar que mais nos impressionou em termos de relação inversamente proporcional de crescimento populacional versus uma presença tão pequena de igrejas no local. A área residencial se expandiu tremendamente, quem passa na via principal não tem noção do tamanho que esse lugar de refúgio de turistas alcançou. Independente disto, achar uma igreja evangélica foi uma tarefa difícil.
Sabe Espírito, o passeio foi realmente ótimo, o Miguel teve sua primeira experiência fora de sua casa e se adaptou muito bem, apesar dos seus cinco meses de idade. Como sempre, sua alegria e carisma foram constante nesse período, nos dando oportunidade, com a aproximação das pessoas, de mostrar algo diferente para elas. Um dos casos que mais chamou minha atenção foi o da atendente do salão de café da manhã. No último dia fizemos questão de entrar na área da cozinha e agradecer tanto a ela como quem fica na parte interior preparando o que é servido. Percebi que esse gesto de gratidão, junto com palavras de louvor a Deus, fez a diferença naquele lugar.
Apesar disto meu Amigo Espírito Santo, hoje em nossa meditação o sentimento que me veio foi de tristeza, porque entendi que estamos fazendo pouco para Deus e nos dando menos ainda. Tudo que fizemos na viajem e outras, ainda são muito poucas para Deus. Confesso que pedi perdão ao Senhor pelo pouco que tenho realizado. Sinto que preciso meu Amigo Espírito Santo orar mais, buscar mais, evangelizar mais, pregar mais, viajar mais, buscar mais a santidade de Deus...
Sei que tudo é pela graça de Deus e que sem ela nada poderemos realizar, mas acredito também, que é essa mesma graça é que desperta e despertará sempre em mim todo esse turbilhão de reflexões que me levam para mais perto Dele.
Fico pensando Espírito e Penedo... Hoje nosso ministério não tem nenhuma condição de começar um trabalho naquela localidade, mas quem sabe um de nossos visitantes e sua respectiva igreja?
E se por acaso precisarem do jovem missionário Miguel de cinco meses, ele com certeza dentro de suas limitações de mamadeira, estará à disposição.
GOSTARIA DE SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO, DEIXE SEU COMENTÁRIO.
Nesta semana viajamos até a localidade de Penedo, Itatiaia e proximidades. Aproveitamos para ter um momento com a família, que sempre é muito importante, mas também procuramos observar a presença do Evangelho de Cristo nestes locais para uma futura atuação missionária. Penedo foi o lugar que mais nos impressionou em termos de relação inversamente proporcional de crescimento populacional versus uma presença tão pequena de igrejas no local. A área residencial se expandiu tremendamente, quem passa na via principal não tem noção do tamanho que esse lugar de refúgio de turistas alcançou. Independente disto, achar uma igreja evangélica foi uma tarefa difícil.
Sabe Espírito, o passeio foi realmente ótimo, o Miguel teve sua primeira experiência fora de sua casa e se adaptou muito bem, apesar dos seus cinco meses de idade. Como sempre, sua alegria e carisma foram constante nesse período, nos dando oportunidade, com a aproximação das pessoas, de mostrar algo diferente para elas. Um dos casos que mais chamou minha atenção foi o da atendente do salão de café da manhã. No último dia fizemos questão de entrar na área da cozinha e agradecer tanto a ela como quem fica na parte interior preparando o que é servido. Percebi que esse gesto de gratidão, junto com palavras de louvor a Deus, fez a diferença naquele lugar.
Apesar disto meu Amigo Espírito Santo, hoje em nossa meditação o sentimento que me veio foi de tristeza, porque entendi que estamos fazendo pouco para Deus e nos dando menos ainda. Tudo que fizemos na viajem e outras, ainda são muito poucas para Deus. Confesso que pedi perdão ao Senhor pelo pouco que tenho realizado. Sinto que preciso meu Amigo Espírito Santo orar mais, buscar mais, evangelizar mais, pregar mais, viajar mais, buscar mais a santidade de Deus...
Sei que tudo é pela graça de Deus e que sem ela nada poderemos realizar, mas acredito também, que é essa mesma graça é que desperta e despertará sempre em mim todo esse turbilhão de reflexões que me levam para mais perto Dele.
Fico pensando Espírito e Penedo... Hoje nosso ministério não tem nenhuma condição de começar um trabalho naquela localidade, mas quem sabe um de nossos visitantes e sua respectiva igreja?
E se por acaso precisarem do jovem missionário Miguel de cinco meses, ele com certeza dentro de suas limitações de mamadeira, estará à disposição.
GOSTARIA DE SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO, DEIXE SEU COMENTÁRIO.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Como uma lista pode enganar muita gente.
Fiz a transcrição da matéria abaixo, porque ela é um excelente
"case" de como uma notícia "bombástica" (essa expressão está em voga na blogosfera) pode simplesmente não ter o conteúdo impactante e nem verdadeiro, observados no primeiro instante.Pr.Paulo C.Nogueira
Matéria extraida da revista época.com. Artigo escrito por Paulo Nogueira (é mera conscidência com meu nome), que é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo
NOTEI, NO twitter, um alarido em torno da presença de Lula na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo feita anualmente pela Time. Havia um certo entusiasmo na fileira dos petistas e alguma raiva entre os que acham que depois de oito anos no poder já é tempo de o PT voltar à oposição.
O fato é que nem o entusiasmo e nem a raiva se justificam.
Listas não são mais nem menos que isso mesmo: listas. Os leitores gostam. São interessantes, geram discussões, animam conversas de bar. Os editores satisfazem alegremente a sede de listas da clientela. Só que têm que preenchê-las. Não é fácil. Sobretudo em casos como o da Time, com 100 nomes a cada ano. (O editor da revista explica num vídeo como foi feita a lista.) Você tem que promover rotatividade para que ela não se torne maçante. Chávez entrou em 2005 como uma liderança forte na América do Sul.
Nas edições seguintes, você não vai repeti-lo. Mas alguém da região tem que entrar, ou a lista ficará com ares elitistas. O presidente do … Peru? Bolívia? Uruguai?
Alguém falou no Equador?
Lula demorou para entrar nessa lista, feita há seis anos. Não havia motivos para que Chávez o precedesse. Mas ele não aumentará e nem diminuirá com sua inclusão no grupo dos 100. Lula é o que é. Um bom presidente, pragmático, inteligente. Cara boa, fácil comunicação com o povo. É, claramente, um facilitador, talvez sua maior virtude. Parece capaz de ver a floresta em vez de se demorar nas árvores, outra qualidade.
Sai do Planalto como um homem que, para usar a linguagem corporativa, cumpriu as metas sem, no entanto, ultrapassá-las. O Brasil em sua gestão ficou muito para trás da China e um pouco atrás da Índia.
Nota 7 para Lula. Dá para passar de ano sem exame, mas não vai receber chapéu de gênio.
Fernando Henrique leva um ponto a mais pela vitória histórica contra a inflação. Ah, mas ele não entrou na lista da Time, alguém poderá dizer. Sim, é verdade. Mas o fato é que essa lista começou a ser feita apenas em 1999, no final da era FHC. Se existisse há mais tempo, quando mas não fosse para ajudar a preenchê-la, FHC entraria fatalmente nela, e talvez a utilizasse depois para aumentar o cachê de suas palestras.
No mais, a Time é a mãe das revistas semanais de informação, e sua excelência é globalmente reconhecida. Mas suas escolhas de personalidades influentes às vezes são inacreditáveis. O Homem do Ano de 1939 foi Hitler. Hitler já publicara fazia tempo Mein Kempf e matara dezenas de milhares de pessoas a essa altura. Mesmo assim, foi o Homem do Ano. Três anos mais tarde, foi a vez de Stálin ser escolhido O Homem do Ano. Se você juntar as mortes provocadas por esses dois Homens do Ano chegará à casa de 60 milhões.
Lula, por tudo o que foi dito, demorou para entrar na lista dos 100 da Time. Mereceu.
Mas não é o caso de rojões dos seguidores e nem de lágrimas dos oponentes.
Em vez de comemorar ou chorar, é melhor voltar ao trabalho, porque o Brasil tem que dar duro para encurtar a distância que o separa de outros países, notadamente a China.
DEIXE SEU COMENTÁRIO, ELE ENRIQUECE NOSSA COMUNHÃO.
"case" de como uma notícia "bombástica" (essa expressão está em voga na blogosfera) pode simplesmente não ter o conteúdo impactante e nem verdadeiro, observados no primeiro instante.Pr.Paulo C.NogueiraMatéria extraida da revista época.com. Artigo escrito por Paulo Nogueira (é mera conscidência com meu nome), que é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo
NOTEI, NO twitter, um alarido em torno da presença de Lula na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo feita anualmente pela Time. Havia um certo entusiasmo na fileira dos petistas e alguma raiva entre os que acham que depois de oito anos no poder já é tempo de o PT voltar à oposição.
O fato é que nem o entusiasmo e nem a raiva se justificam.
Listas não são mais nem menos que isso mesmo: listas. Os leitores gostam. São interessantes, geram discussões, animam conversas de bar. Os editores satisfazem alegremente a sede de listas da clientela. Só que têm que preenchê-las. Não é fácil. Sobretudo em casos como o da Time, com 100 nomes a cada ano. (O editor da revista explica num vídeo como foi feita a lista.) Você tem que promover rotatividade para que ela não se torne maçante. Chávez entrou em 2005 como uma liderança forte na América do Sul.
Nas edições seguintes, você não vai repeti-lo. Mas alguém da região tem que entrar, ou a lista ficará com ares elitistas. O presidente do … Peru? Bolívia? Uruguai?
Alguém falou no Equador?
Lula demorou para entrar nessa lista, feita há seis anos. Não havia motivos para que Chávez o precedesse. Mas ele não aumentará e nem diminuirá com sua inclusão no grupo dos 100. Lula é o que é. Um bom presidente, pragmático, inteligente. Cara boa, fácil comunicação com o povo. É, claramente, um facilitador, talvez sua maior virtude. Parece capaz de ver a floresta em vez de se demorar nas árvores, outra qualidade.
Sai do Planalto como um homem que, para usar a linguagem corporativa, cumpriu as metas sem, no entanto, ultrapassá-las. O Brasil em sua gestão ficou muito para trás da China e um pouco atrás da Índia.
Nota 7 para Lula. Dá para passar de ano sem exame, mas não vai receber chapéu de gênio.
Fernando Henrique leva um ponto a mais pela vitória histórica contra a inflação. Ah, mas ele não entrou na lista da Time, alguém poderá dizer. Sim, é verdade. Mas o fato é que essa lista começou a ser feita apenas em 1999, no final da era FHC. Se existisse há mais tempo, quando mas não fosse para ajudar a preenchê-la, FHC entraria fatalmente nela, e talvez a utilizasse depois para aumentar o cachê de suas palestras.
No mais, a Time é a mãe das revistas semanais de informação, e sua excelência é globalmente reconhecida. Mas suas escolhas de personalidades influentes às vezes são inacreditáveis. O Homem do Ano de 1939 foi Hitler. Hitler já publicara fazia tempo Mein Kempf e matara dezenas de milhares de pessoas a essa altura. Mesmo assim, foi o Homem do Ano. Três anos mais tarde, foi a vez de Stálin ser escolhido O Homem do Ano. Se você juntar as mortes provocadas por esses dois Homens do Ano chegará à casa de 60 milhões.
Lula, por tudo o que foi dito, demorou para entrar na lista dos 100 da Time. Mereceu.
Mas não é o caso de rojões dos seguidores e nem de lágrimas dos oponentes.
Em vez de comemorar ou chorar, é melhor voltar ao trabalho, porque o Brasil tem que dar duro para encurtar a distância que o separa de outros países, notadamente a China.
DEIXE SEU COMENTÁRIO, ELE ENRIQUECE NOSSA COMUNHÃO.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
UMA CANDIDATA CHAMADA “VANDA”. OU: DILMA ACABA COM O MONOTEÍSMO NA IGREJA CATÓLICA!
Neste ano eleitoral, decidimos participar junto a sociedade brasileira e principalmente com a blogosfera cristã, colocando neste blog uma coluna que trará matérias sobre política. Nela evitaremos fazer comentários, mas compartilharemos material (inofrmações) que levem o eleitor a pensar em quem devem votar.
Ps- Mas....vôcê é livre para fazer seus comentários e compartilhar com quem nos visita.
Abaixo segue o primogênito desta coluna.
Pr.Paulo C. Nogueira
Extraido da Revista Veja.com, blog do Reinaldo Azevedo
Escrevi aqui outro dia que, Dilma Rousseff, quando pertencia a grupos clandestinos, devia se encarregar de assuntos lítero-musicais, já que assegura não ter participado de nenhuma das ações armadas das três organizações terroristas que integrou: Colina, VAR-Palmares e VPR. Também deve ter lido a Bíblia com afinco naqueles tempos, daí a insistência em acusar a oposição de “lobos em pede de cordeiro”. Na, vá lá, “entrevista” concedida ontem ao tal Datena, da Band, a pré-candidata petista mostrou o que sobrou de tanta reflexão religiosa… Já chego lá.
“Calma,Vanda!”
Antes, quero lembrar aqui um bate-papo descontraído que Carlos Minc andou mantendo com os descolados do Rio. Segundo o ex-ministro do Meio Ambiente, quando Dilma, à frente da Casa Civil, ficava muito brava e dava murros na mesa, ele conseguia apaziguá-la dizendo estas palavras mágicas: “Calma, Vanda, calma!!!” Huuummm… “Vanda” é um dos nomes que Dilma teve na clandestinidade. O ex-ministro, diga-se, chegado a um verde, que hoje abraçaria troncos de árvore com emoção, já foi menos doce com pessoas. Será ele um lobo em pele de Minc (não resisti)?
No dia 31 de março de 1969, a Vanguarda Popular Revolucionária assaltou o banco Andrade Arnaud no Rio. Os terroristas mataram um inocente, o comerciante Manoel da Silva Dutra. Minc fez parte da operação. Dilma jura que não. Então fazia o quê? Estudava religião!!! É a conclusão a que cheguei vendo o trecho abaixo da entrevista a Datena. O trecho que interessa vai de 1min20s a 2min8s. Advirto: trata-se de uma cena forte. Reproduzo trecho da fala por escrito depois:
DATENA - Não sendo nem um pouco criativo, quando fizeram aquela pergunta pro Fernando Henrique, ele demorou três horas e meia para responder… A senhora acredita em Deus?
DILMA - Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora.
DATENA - Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de uma forma geral (!!!)…
DILMA - Todas essas múltiplas Nossas Senhoras (!!!) que existem por esse Brasil afora: Nossa Senhora das Dores, das Graças, Aparecida…
DATENA - Porque no fundo, no fundo, elas representam é…
DILMA - Nossa Senhora da Boa-Morte…
DATENA - No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né?
DILMA - Representa isso, eu acho, e representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia. Ela representa muito isso. Proteção! Todo mundo precisa.
Comento (Reinaldo Azevedo):
Começarei pelo aspecto mais, bem…, bizarro da resposta. Pode ser chato, mas nem a VPR teria mudado isto caso tivesse conseguido implantar a ditadura comunista e atéia no Brasil: as religiões monoteístas têm apenas um Deus. Assim, Nossa Senhora não é uma “deusa mulher” porque inexistem deuses e deusas no catolicismo — na verdade, no cristianismo. Só existe “Deus”, que se expressa nas três Pessoas da Trindade. O catolicismo reconhece a existência de santos — e Maria, a “Nossa Senhora”, está entre eles, recebendo denominações distintas de acordo com os locais de aparição ou com o tipo de culto que se faça à santa. Com alguma graça, poder-se-ia dizer que o Deus cristão é, sim, Três em Um, mas Nossa Senhora é Uma em Uma em suas várias manifestações.
O diálogo, como se estabelece num nível elevado, inclusive o teológico, permite que Datena indague em qual Nossa Senhora em particular ela acredita, incluindo uma nova: a “Nossa Senhora de Uma Forma Geral”. E a sapientíssima fala das “múltiplas Nossas Senhoras Brasil afora (sic). E quais são elas? A das Graças (França); a da Boa Morte (Portugal) e a Das Dores, que já era cultuada na Alemanha no século 13… Datena, que só perdeu em cultura religiosa para a entrevistada, arrematou: “No fundo, Nossa Senhora é a força da mulher brasileira”. Ô!!! Maria nasceu em Garanhuns!
Vamos agora ao comentário do petistíssimo apresentador sobre FHC. A pergunta a que ele se refere tem autor: Boris Casoy, seu colega de emissora, que ele não listou entre os jornalistas de valor da casa. O então candidato a prefeito de São Paulo não pagou o mico que paga Dilma, afetando uma crença que não tinha. Jamais chamaria Nossa Senhora de “deusa”. Disse que respeitava a religião dos brasileiros, mas não fingiu ser o que não era para ganhar votos.
Nossa Senhora? Então Dilma se declara “católica”. Lembro aqui duas afirmações que revelam essa intimidade com o catolicismo, extraídas de uma entrevista à revista Marie Claire:
- Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.
- Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha”.
Dilma é a católica que chama Nossa Senhora de “deusa”, que defende a legalização do aborto e que reza quando balança o avião. Daí seu Deus ser aquela tal “força superior” — ela pode estar confundindo com Lula…— na qual credita. Mas acredita mais ainda na “Deusa mulher”…
A Dilma que dá murro na mesa é mais autêntica, creio. Forçar esse figurino descontraído, “humano”, vai funcionar (ver post abaixo)? Não sei. Talvez os marqueteiros devessem deixar a candidata um pouco mais à vontade. Minc poderia acompanhá-la Brasil afora. Ao menor sinal de perda de controle, ele diria: “Calma, Vanda, Calma!!!”
Ps- Mas....vôcê é livre para fazer seus comentários e compartilhar com quem nos visita.
Abaixo segue o primogênito desta coluna.
Pr.Paulo C. Nogueira
Extraido da Revista Veja.com, blog do Reinaldo Azevedo
Escrevi aqui outro dia que, Dilma Rousseff, quando pertencia a grupos clandestinos, devia se encarregar de assuntos lítero-musicais, já que assegura não ter participado de nenhuma das ações armadas das três organizações terroristas que integrou: Colina, VAR-Palmares e VPR. Também deve ter lido a Bíblia com afinco naqueles tempos, daí a insistência em acusar a oposição de “lobos em pede de cordeiro”. Na, vá lá, “entrevista” concedida ontem ao tal Datena, da Band, a pré-candidata petista mostrou o que sobrou de tanta reflexão religiosa… Já chego lá.
“Calma,Vanda!”
Antes, quero lembrar aqui um bate-papo descontraído que Carlos Minc andou mantendo com os descolados do Rio. Segundo o ex-ministro do Meio Ambiente, quando Dilma, à frente da Casa Civil, ficava muito brava e dava murros na mesa, ele conseguia apaziguá-la dizendo estas palavras mágicas: “Calma, Vanda, calma!!!” Huuummm… “Vanda” é um dos nomes que Dilma teve na clandestinidade. O ex-ministro, diga-se, chegado a um verde, que hoje abraçaria troncos de árvore com emoção, já foi menos doce com pessoas. Será ele um lobo em pele de Minc (não resisti)?
No dia 31 de março de 1969, a Vanguarda Popular Revolucionária assaltou o banco Andrade Arnaud no Rio. Os terroristas mataram um inocente, o comerciante Manoel da Silva Dutra. Minc fez parte da operação. Dilma jura que não. Então fazia o quê? Estudava religião!!! É a conclusão a que cheguei vendo o trecho abaixo da entrevista a Datena. O trecho que interessa vai de 1min20s a 2min8s. Advirto: trata-se de uma cena forte. Reproduzo trecho da fala por escrito depois:
DATENA - Não sendo nem um pouco criativo, quando fizeram aquela pergunta pro Fernando Henrique, ele demorou três horas e meia para responder… A senhora acredita em Deus?
DILMA - Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora.
DATENA - Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de uma forma geral (!!!)…
DILMA - Todas essas múltiplas Nossas Senhoras (!!!) que existem por esse Brasil afora: Nossa Senhora das Dores, das Graças, Aparecida…
DATENA - Porque no fundo, no fundo, elas representam é…
DILMA - Nossa Senhora da Boa-Morte…
DATENA - No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né?
DILMA - Representa isso, eu acho, e representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia. Ela representa muito isso. Proteção! Todo mundo precisa.
Comento (Reinaldo Azevedo):
Começarei pelo aspecto mais, bem…, bizarro da resposta. Pode ser chato, mas nem a VPR teria mudado isto caso tivesse conseguido implantar a ditadura comunista e atéia no Brasil: as religiões monoteístas têm apenas um Deus. Assim, Nossa Senhora não é uma “deusa mulher” porque inexistem deuses e deusas no catolicismo — na verdade, no cristianismo. Só existe “Deus”, que se expressa nas três Pessoas da Trindade. O catolicismo reconhece a existência de santos — e Maria, a “Nossa Senhora”, está entre eles, recebendo denominações distintas de acordo com os locais de aparição ou com o tipo de culto que se faça à santa. Com alguma graça, poder-se-ia dizer que o Deus cristão é, sim, Três em Um, mas Nossa Senhora é Uma em Uma em suas várias manifestações.
O diálogo, como se estabelece num nível elevado, inclusive o teológico, permite que Datena indague em qual Nossa Senhora em particular ela acredita, incluindo uma nova: a “Nossa Senhora de Uma Forma Geral”. E a sapientíssima fala das “múltiplas Nossas Senhoras Brasil afora (sic). E quais são elas? A das Graças (França); a da Boa Morte (Portugal) e a Das Dores, que já era cultuada na Alemanha no século 13… Datena, que só perdeu em cultura religiosa para a entrevistada, arrematou: “No fundo, Nossa Senhora é a força da mulher brasileira”. Ô!!! Maria nasceu em Garanhuns!
Vamos agora ao comentário do petistíssimo apresentador sobre FHC. A pergunta a que ele se refere tem autor: Boris Casoy, seu colega de emissora, que ele não listou entre os jornalistas de valor da casa. O então candidato a prefeito de São Paulo não pagou o mico que paga Dilma, afetando uma crença que não tinha. Jamais chamaria Nossa Senhora de “deusa”. Disse que respeitava a religião dos brasileiros, mas não fingiu ser o que não era para ganhar votos.
Nossa Senhora? Então Dilma se declara “católica”. Lembro aqui duas afirmações que revelam essa intimidade com o catolicismo, extraídas de uma entrevista à revista Marie Claire:
- Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.
- Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha”.
Dilma é a católica que chama Nossa Senhora de “deusa”, que defende a legalização do aborto e que reza quando balança o avião. Daí seu Deus ser aquela tal “força superior” — ela pode estar confundindo com Lula…— na qual credita. Mas acredita mais ainda na “Deusa mulher”…
A Dilma que dá murro na mesa é mais autêntica, creio. Forçar esse figurino descontraído, “humano”, vai funcionar (ver post abaixo)? Não sei. Talvez os marqueteiros devessem deixar a candidata um pouco mais à vontade. Minc poderia acompanhá-la Brasil afora. Ao menor sinal de perda de controle, ele diria: “Calma, Vanda, Calma!!!”
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Qual é a carga que o seu navio tem trazido para a “sua Roma”?
Nos dias de Nero houve grande falta de alimento na cidade de Roma, embora houvesse abundância de cereais para se comprar em Alexandria. Certo homem que possuía um navio foi até o cais. Ali ele viu muitas pessoas famintas se esforçando para avistar algo no mar, atentas à chegada dos navios que trariam cereais de Alexandria.
Quando os navios chegaram à praia, um por um, o pobre povo torceu as mãos em amarga decepção, pois a bordo dos navios não havia senão areia. O terrível imperador lhes obrigara a trazer areia para usá-la na arena. Esta foi uma grande crueldade: mandar navios comerciais para lá e para cá, nada trazendo senão areia para os espetáculos dos gladiadores, enquanto homens morriam de fome e tanto se carecia de trigo.
Então o comerciante, cujo navio estava ancorado no porto, disse a seu capitão: “Preste bem atenção. Não traga qualquer outra coisa de Alexandria, a não ser trigo. E, ainda que outrora você trouxe uma ou duas medidas de areia no navio, desta vez não traga nenhuma. Eu lhe ordeno: Não traga nada além de trigo; pois estas pessoas estão morrendo, e agora devemos usar nosso navio somente para trazer-lhes alimento”.
No prefácio de um dos sermões de Charles Spurgeon, contador desta parábola, ele observa:
“Infelizmente, tenho visto algumas poderosas embarcações carregadas com nada mais além de areia da filosofia e da especulação. Tenho dito a mim mesmo: Não, eu não carregarei em meu navio se não a verdade revelada por Deus, o pão da vida tão necessário ao povo”.
Quando os navios chegaram à praia, um por um, o pobre povo torceu as mãos em amarga decepção, pois a bordo dos navios não havia senão areia. O terrível imperador lhes obrigara a trazer areia para usá-la na arena. Esta foi uma grande crueldade: mandar navios comerciais para lá e para cá, nada trazendo senão areia para os espetáculos dos gladiadores, enquanto homens morriam de fome e tanto se carecia de trigo.
Então o comerciante, cujo navio estava ancorado no porto, disse a seu capitão: “Preste bem atenção. Não traga qualquer outra coisa de Alexandria, a não ser trigo. E, ainda que outrora você trouxe uma ou duas medidas de areia no navio, desta vez não traga nenhuma. Eu lhe ordeno: Não traga nada além de trigo; pois estas pessoas estão morrendo, e agora devemos usar nosso navio somente para trazer-lhes alimento”.
No prefácio de um dos sermões de Charles Spurgeon, contador desta parábola, ele observa:
“Infelizmente, tenho visto algumas poderosas embarcações carregadas com nada mais além de areia da filosofia e da especulação. Tenho dito a mim mesmo: Não, eu não carregarei em meu navio se não a verdade revelada por Deus, o pão da vida tão necessário ao povo”.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A sua pregação é aquela que faz coceiras nos ouvidos?
Lendo esse livro publicado em português em 1995 (Nossa suficiência em Cristo - John Macarthur), não pude deixar de compartilhar com nossos visitantes o conteúdo da página 123, por sinal, uma advertência muito atual para nossa reflexão.
A pregação evangélica tem de refletir nossa convicção de que a Palavra de Deus é infalível e inerrante. Muito frequentemente ela não reflete. De fato’, há uma tendência, no sistema evangélico contemporâneo, para nos distanciarmos da pregação expositiva e doutrinária e nos movermos em direção a uma pregação pragmática, superficial, tópica e centrada na experiência.Os freqüentadores da igreja são vistos como consumidores para quem se tem de vende algo que eles gostem. Os pastores têm de pregar o que as pessoas querem ouvir, em vez de pregarem aquilo que Deus quer que seja proclamado.
Esta é a questão que Paulo abordou e, 2Timóteo 4.3-4: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”. Paulo proibiu Timóteo de pregar daquela maneira.
Qual é o ensino da Palavra de Deus sobre como devemos ministrar? Jesus ordenou: “ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Paulo disse: “Até minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (1Tm.4.13). “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2Tm.2.2). “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tt.2.1)
A pregação que ao se esforça por comunicar ao homem a verdade de deus não é uma pregação legítima. O pregador que evita a pregação doutrinária, por achar que ela é muito técnica ou inviável, abdicou sua responsabilidade bíblica. Ele é chamado a falar com a autoridade de deus, e ninguém pode fazer isso se não pregar expositivamente a Palavra de Deus. Histórias comoventes, conselho moralista, psicologia, piadas e opinião pessoal, todos estes são vazios e incertos. Somente quando pregamos a Palavra com autoridade é que satisfazemos a intenção de Deus quanto ao chamado á pregação. Aquelas outras coisas são instrumentos para o tipo de pregação que produz coceiras no ouvido sobre a qual Paulo advertiu Timóteo.
Deixe seu comentário sobre esse texto, sua opinião é importante para nós.
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Reading this book published in Portuguese in 1995 (Our Sufficiency in Christ - John MacArthur), could not help but share with our visitors the contents of page 123, incidentally, a very present reminder to our reflection.
Preaching the Gospel has to reflect our conviction that God's Word is infallible and inerrant. Very often it does not reflect. In fact, 'there is a tendency in contemporary evangelical system, to distance ourselves from the doctrinal and expository preaching and moving toward a pragmatic preaching, shallow, topical and focused on experiência.Os churchgoers are seen as consumers for whom has to sell something they like. Pastors must preach what people want, rather than preach what God wants it to be proclaimed.
That is the question that Paul addressed, and 2 Timothy 4.3-4, "For time will come when they will not endure sound doctrine, by contrast, will surround themselves masters after their own lusts, as having itching ears; and refuse to listen to the truth, surrendering to fables. " Timothy Paul banned from preaching that way.
What is the teaching of God's Word about how we teach? Jesus commanded: "Go therefore and make disciples of all nations, baptizing them in the name of the Father and the Son and the Holy Spirit, teaching them to observe all things whatsoever I have commanded you." Paul said: "Until I come, give attendance to reading, to exhortation, to doctrine" (1Tm.4.13). "And what you heard from me through many witnesses, it conveys the same men who will also qualified to teach others" (2Tm.2.2). "But you, speak the things which become sound doctrine" (Tt.2.1).
The preaching that strives to communicate to man the truth of God is not a legitimate preaching. The preacher who avoids doctrinal preaching, because I think it is very technical or impracticable, abdicated their biblical responsibility. He is called to speak with the authority of God, and nobody can do it if expositionally not preach the Word of God. Moving stories, advice, moral, psychological, anecdotes and personal opinion, these are all empty and uncertain. Only when we preach the word with authority and fulfill God's intention as to be called preaching. Those other things are tools for the kind of preaching that produces itching in the ear on which Paul warned Timothy.
A pregação evangélica tem de refletir nossa convicção de que a Palavra de Deus é infalível e inerrante. Muito frequentemente ela não reflete. De fato’, há uma tendência, no sistema evangélico contemporâneo, para nos distanciarmos da pregação expositiva e doutrinária e nos movermos em direção a uma pregação pragmática, superficial, tópica e centrada na experiência.Os freqüentadores da igreja são vistos como consumidores para quem se tem de vende algo que eles gostem. Os pastores têm de pregar o que as pessoas querem ouvir, em vez de pregarem aquilo que Deus quer que seja proclamado.
Esta é a questão que Paulo abordou e, 2Timóteo 4.3-4: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”. Paulo proibiu Timóteo de pregar daquela maneira.
Qual é o ensino da Palavra de Deus sobre como devemos ministrar? Jesus ordenou: “ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Paulo disse: “Até minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (1Tm.4.13). “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2Tm.2.2). “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tt.2.1)
A pregação que ao se esforça por comunicar ao homem a verdade de deus não é uma pregação legítima. O pregador que evita a pregação doutrinária, por achar que ela é muito técnica ou inviável, abdicou sua responsabilidade bíblica. Ele é chamado a falar com a autoridade de deus, e ninguém pode fazer isso se não pregar expositivamente a Palavra de Deus. Histórias comoventes, conselho moralista, psicologia, piadas e opinião pessoal, todos estes são vazios e incertos. Somente quando pregamos a Palavra com autoridade é que satisfazemos a intenção de Deus quanto ao chamado á pregação. Aquelas outras coisas são instrumentos para o tipo de pregação que produz coceiras no ouvido sobre a qual Paulo advertiu Timóteo.
Deixe seu comentário sobre esse texto, sua opinião é importante para nós.
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Reading this book published in Portuguese in 1995 (Our Sufficiency in Christ - John MacArthur), could not help but share with our visitors the contents of page 123, incidentally, a very present reminder to our reflection.
Preaching the Gospel has to reflect our conviction that God's Word is infallible and inerrant. Very often it does not reflect. In fact, 'there is a tendency in contemporary evangelical system, to distance ourselves from the doctrinal and expository preaching and moving toward a pragmatic preaching, shallow, topical and focused on experiência.Os churchgoers are seen as consumers for whom has to sell something they like. Pastors must preach what people want, rather than preach what God wants it to be proclaimed.
That is the question that Paul addressed, and 2 Timothy 4.3-4, "For time will come when they will not endure sound doctrine, by contrast, will surround themselves masters after their own lusts, as having itching ears; and refuse to listen to the truth, surrendering to fables. " Timothy Paul banned from preaching that way.
What is the teaching of God's Word about how we teach? Jesus commanded: "Go therefore and make disciples of all nations, baptizing them in the name of the Father and the Son and the Holy Spirit, teaching them to observe all things whatsoever I have commanded you." Paul said: "Until I come, give attendance to reading, to exhortation, to doctrine" (1Tm.4.13). "And what you heard from me through many witnesses, it conveys the same men who will also qualified to teach others" (2Tm.2.2). "But you, speak the things which become sound doctrine" (Tt.2.1).
The preaching that strives to communicate to man the truth of God is not a legitimate preaching. The preacher who avoids doctrinal preaching, because I think it is very technical or impracticable, abdicated their biblical responsibility. He is called to speak with the authority of God, and nobody can do it if expositionally not preach the Word of God. Moving stories, advice, moral, psychological, anecdotes and personal opinion, these are all empty and uncertain. Only when we preach the word with authority and fulfill God's intention as to be called preaching. Those other things are tools for the kind of preaching that produces itching in the ear on which Paul warned Timothy.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A suposta aposentadoria de Deus
Texto elaborado pelo Pastor Luiz Sayão
Reproduzido do blog Fiel (http://blogfiel.com.br/2010/04/a-suposta-aposentadoria-de-deus.html/comment-page-1#comment-730)
Meus queridos, aproveitem esse maravilhoso texto elaborado pelo pastor Sayão e que o Espírito Santo lhe ajude a refletir sobre a teologia que você tem adotado no seu dia a dia. Pr. Paulo C. Nogueira.
Nos anos em que fazia pós-graduação na área de hebraico da Universidade de São Paulo, tive de estudar um pouco do pensamento judaico contemporâneo. Entre os diversos movimentos do judaísmo, chamou-me a atenção a proposta de aproximação entre o pensamento teísta e panteísta. Esta tendência filosófico-teológica é conhecida como panenteísmo. O panenteísmo afirma que o universo é Deus, mas Deus é mais do que o universo. Além disso, ressalta a importância do fluxo do tempo. Entre os defensores de tal sugestão estão o famoso rabino Harold Kushner (autor de Quando coisas ruins acontecem com as pessoas boas) e o pensador Abraham Heschel. Na ocasião, fiquei surpreso, pois até então desconhecia a influência do panteísmo no pensamento judaico. Eu imaginava que o legado de Baruch Spinoza influenciava os judeus secularizados, mas para a minha surpresa, isso não se confirmou.
O fato é que há uma tendência teológica preocupante e problemática que tem influenciado diversos meios teológicos judeus e cristãos. Este novo enfoque surgiu nos Estados Unidos e já influencia outros países. A raiz da nova tendência está no que é chamado de teologia do processo. O movimento começou a ter força nos Estados Unidos nos anos 30. Seus principais representantes são Charles Hartshorne, Alfred Whitehead e John Cobb. Em resumo podemos dizer que é “o elogio do movimento”.
Os teólogos da teologia do processo enfatizaram que a realidade é um fluxo permanente, e que o próprio Deus está inserido neste fluxo. Deus está dentro da história e do tempo e não acima dele. Como se vê, acabaram adotando uma perspectiva panenteísta (Deus se confunde com a natureza, ainda que seja maior do que ela), afastando-se da teologia cristã histórica. Portanto, a idéia sugerida é que Deus é um ser mutável e que está numa espécie de processo evolutivo. Na busca de uma refutação de uma metafísica estática, a teologia do processo define como categoria absoluta o fluxo do tempo. Deus está subordinado a ele, e deixa de ser o Deus, no sentido bíblico do termo, onisciente e onipotente.
Mais tarde, filho da teologia do processo, surge o movimento norte-americano do teísmo aberto. Foi um reflexo da teologia do processo no meio protestante americano. Começou no meio adventista com Richard Rice, e tem como principais defensores teólogos estadunidenses como John Sanders e Clark Pinnock, que foram muito questionados e quase excluídos da abrangente e tolerante Evangelical Theological Society.
Do ponto de vista da história da teologia, o teísmo aberto representa uma reação exagerada contra o calvinismo. A idéia básica dos novos teólogos americanos é que Deus decidiu abrir mão de sua soberania e da sua onisciência e resolveu não saber e controlar o futuro. Num processo de auto-limitação, Deus passa a ter seus atributos inoperantes. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. Na verdade, eles rejeitam a teologia histórica evangélica e ignoram centenas de textos bíblicos que afirmam atributos essenciais de Deus. Basta citar alguns poucos textos da literatura poética bíblica:
Conheces as nossas iniqüidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença. (Sl 92.8)
Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. (Sl 139.4)
Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)
Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42.2)
Por incrível que pareça, o intuito original da teologia do processo e do teísmo aberto era positivo. A idéia inicial era apologética! O intuito era resolver o problema do mal. Como Deus pode ser considerado bom diante de tanta maldade do mundo? O interesse desses teólogos era “livrar” Deus de ser responsabilizado pelo sofrimento que há no mundo. No entanto, o resultado foi catastrófico e trouxe mais problemas do que soluções. A solução simples foi: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo”. Essa teologia “prática” e “simples” (tipicamente americana), e superficial, é na verdade uma teologia radical, polarizada, que ignora a dialética hebraica bíblica e que desconhece a realidade do mistério.
Como gosto de dizer: Precisamos evitar “a teologia do saci-pererê” (a teologia de uma “perna só”, de uma tendência só, radical). É preciso fugir dos radicalismos: Alguns cristãos dizem que Deus é só razão, outros afirmam que ele é só emoção. Algumas linhas teológicas insistem que Deus faz tudo, anulando a ação do ser humano, outras afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos … e ainda chamam Deus de Senhor!!!). Alguns teólogos preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que ele é o Deus essencialmente individual. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas. A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Devemos entender que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “poli-alética”. Na Bíblia, há tensões com as quais precisamos conviver. Se cairmos para um extremo, logo adotaremos uma heresia. Uma teologia equilibrada trará muitos benefícios para todos. Além disso, é preciso ressaltar que o teísmo aberto parece estar procurando “aposentar a Deus”. Além de isso ser impossível, pois Deus não deixará de ser o Deus onisciente e onipotente, é preciso dizer que em pouco tempo o teísmo aberto é que estará “aposentado”.
Reproduzido do blog Fiel (http://blogfiel.com.br/2010/04/a-suposta-aposentadoria-de-deus.html/comment-page-1#comment-730)
Meus queridos, aproveitem esse maravilhoso texto elaborado pelo pastor Sayão e que o Espírito Santo lhe ajude a refletir sobre a teologia que você tem adotado no seu dia a dia. Pr. Paulo C. Nogueira.
Nos anos em que fazia pós-graduação na área de hebraico da Universidade de São Paulo, tive de estudar um pouco do pensamento judaico contemporâneo. Entre os diversos movimentos do judaísmo, chamou-me a atenção a proposta de aproximação entre o pensamento teísta e panteísta. Esta tendência filosófico-teológica é conhecida como panenteísmo. O panenteísmo afirma que o universo é Deus, mas Deus é mais do que o universo. Além disso, ressalta a importância do fluxo do tempo. Entre os defensores de tal sugestão estão o famoso rabino Harold Kushner (autor de Quando coisas ruins acontecem com as pessoas boas) e o pensador Abraham Heschel. Na ocasião, fiquei surpreso, pois até então desconhecia a influência do panteísmo no pensamento judaico. Eu imaginava que o legado de Baruch Spinoza influenciava os judeus secularizados, mas para a minha surpresa, isso não se confirmou.
O fato é que há uma tendência teológica preocupante e problemática que tem influenciado diversos meios teológicos judeus e cristãos. Este novo enfoque surgiu nos Estados Unidos e já influencia outros países. A raiz da nova tendência está no que é chamado de teologia do processo. O movimento começou a ter força nos Estados Unidos nos anos 30. Seus principais representantes são Charles Hartshorne, Alfred Whitehead e John Cobb. Em resumo podemos dizer que é “o elogio do movimento”.
Os teólogos da teologia do processo enfatizaram que a realidade é um fluxo permanente, e que o próprio Deus está inserido neste fluxo. Deus está dentro da história e do tempo e não acima dele. Como se vê, acabaram adotando uma perspectiva panenteísta (Deus se confunde com a natureza, ainda que seja maior do que ela), afastando-se da teologia cristã histórica. Portanto, a idéia sugerida é que Deus é um ser mutável e que está numa espécie de processo evolutivo. Na busca de uma refutação de uma metafísica estática, a teologia do processo define como categoria absoluta o fluxo do tempo. Deus está subordinado a ele, e deixa de ser o Deus, no sentido bíblico do termo, onisciente e onipotente.
Mais tarde, filho da teologia do processo, surge o movimento norte-americano do teísmo aberto. Foi um reflexo da teologia do processo no meio protestante americano. Começou no meio adventista com Richard Rice, e tem como principais defensores teólogos estadunidenses como John Sanders e Clark Pinnock, que foram muito questionados e quase excluídos da abrangente e tolerante Evangelical Theological Society.
Do ponto de vista da história da teologia, o teísmo aberto representa uma reação exagerada contra o calvinismo. A idéia básica dos novos teólogos americanos é que Deus decidiu abrir mão de sua soberania e da sua onisciência e resolveu não saber e controlar o futuro. Num processo de auto-limitação, Deus passa a ter seus atributos inoperantes. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. Na verdade, eles rejeitam a teologia histórica evangélica e ignoram centenas de textos bíblicos que afirmam atributos essenciais de Deus. Basta citar alguns poucos textos da literatura poética bíblica:
Conheces as nossas iniqüidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença. (Sl 92.8)
Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. (Sl 139.4)
Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)
Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42.2)
Por incrível que pareça, o intuito original da teologia do processo e do teísmo aberto era positivo. A idéia inicial era apologética! O intuito era resolver o problema do mal. Como Deus pode ser considerado bom diante de tanta maldade do mundo? O interesse desses teólogos era “livrar” Deus de ser responsabilizado pelo sofrimento que há no mundo. No entanto, o resultado foi catastrófico e trouxe mais problemas do que soluções. A solução simples foi: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo”. Essa teologia “prática” e “simples” (tipicamente americana), e superficial, é na verdade uma teologia radical, polarizada, que ignora a dialética hebraica bíblica e que desconhece a realidade do mistério.
Como gosto de dizer: Precisamos evitar “a teologia do saci-pererê” (a teologia de uma “perna só”, de uma tendência só, radical). É preciso fugir dos radicalismos: Alguns cristãos dizem que Deus é só razão, outros afirmam que ele é só emoção. Algumas linhas teológicas insistem que Deus faz tudo, anulando a ação do ser humano, outras afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos … e ainda chamam Deus de Senhor!!!). Alguns teólogos preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que ele é o Deus essencialmente individual. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas. A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Devemos entender que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “poli-alética”. Na Bíblia, há tensões com as quais precisamos conviver. Se cairmos para um extremo, logo adotaremos uma heresia. Uma teologia equilibrada trará muitos benefícios para todos. Além disso, é preciso ressaltar que o teísmo aberto parece estar procurando “aposentar a Deus”. Além de isso ser impossível, pois Deus não deixará de ser o Deus onisciente e onipotente, é preciso dizer que em pouco tempo o teísmo aberto é que estará “aposentado”.
A soberania de Deus nos lugares “dito de satanás”.
Escrevo esse pequeno texto, porque em tudo, não devemos perder a oportunidade de glorificar o nome e o poder do Senhor Jesus Cristo.
Na quarta-feira passada, 14/04, saímos de nossa igreja após o culto por volta das 21h10min. Como sempre, no fechamento da igreja, conversamos um pouco com nosso diácono e tesoureiro Paulo Cesar, sua esposa a missionária Josane e também com a Larissa, a filha do casal. Ao sairmos, eles sempre vão em direção oposta à nossa, o casal se dirige ao bairro do Fonseca e nós, pela graça de Deus, residimos na primeira rua à esquerda do endereço da igreja, o que facilita muito nosso trabalho como pastores.
Quando chegamos exatamente na curva onde inicia nossa rua, que forma uma encruzilhada com a rua da igreja, local utilizada por muitas pessoas para colocarem oferendas à satanás, independente do nome utilizado em cada sacrifício, ao olhar para trás, percebi que o diácono retornara à igreja, por isso, paramos (eu a pastora Flávia e o Miguel) exatamente em cima da dita encruzilhada, local considerado como oferecido, consagrado e de propriedade do inimigo. Da porta da igreja ele observou nossa parada e fez um sinal com as mãos que estava tudo bem, por isso deduzimos que ele voltara para pegar algo que havia esquecido, na verdade, mais tarde iríamos entender que o próprio Deus o fez esquecer algo, para que ele voltando, nós ficássemos parados exatamente na encruzilhada. Quando viramos nossa visão para frente, no sentido de retornar nossa caminhada, nos deparamos com um jovem (imagino com 17 anos) que se aproximava de cabeça baixa falando sozinho e que não percebeu nossa presença. Quando demos nosso primeiro passo, fomos surpreendidos ouvindo esse jovem falar consigo e com Deus a seguinte frase: “Ah Senhor Jesus me dá uma nova chance de estar em sua casa e retornar aos seus caminhos”! De pronto demos um pulo à frente e dissemos a ele: “Se é isso que você deseja, Ele te atende agora, você quer realmente retornar aos caminhos do Senhor? Se quer, pode ser aqui nesta esquina.” Ele respondeu que sim com muita convicção e firmeza. Fizemos com ele uma oração de arrependimento pelos seus pecados, oramos por ele e o encaminhamos para uma igreja próxima à sua residência.
Deus fez um milagre na encruzilhada, mostrando que Ele é soberano acima de tudo e de todos. Não existe dualidade, só Ele Deus.
Deixe sua opinião sobre esse texto, ela é importante para nós.
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The sovereignty of God in places, "said of Satan."
I write this little text, because in all, we must not lose the opportunity to glorify the name and power of the Lord Jesus Christ.
On Wednesday evening, 14/04, we left our church after the service at about 21:10. As always, the closing of the church, we talked a little with our deacon and treasurer Paulo Cesar, his wife and also a missionary Josane with Larissa, the couple's daughter. As we left, they always go in the opposite direction to ours, the couple heads to the neighborhood of Fonseca and we, by the grace of God, dwell on the first street to the left of the address of the church, which greatly facilitates our work as pastors.
When we arrived exactly on the curve starts where our street, which forms a crossroads with Church Street, used by many local people to place offerings to Satan, regardless of the name used in each sacrifice, looking back, I realized that the deacon had returned to church, so we stopped (I Flavian and Miguel Pastor) exactly on top of that crossroads, a place considered as offered, consecrated and the enemy's property. The church door he watched our game and made a sign with his hands that was okay, so you assume that he returned to retrieve something he had forgotten, in fact, later we would understand that God himself did forget something, for he returned, we got stopped exactly at the crossroads. When we turn our vision forward, to return our walk, we came across a young man (imagine 17 years) who was approaching with his head down and talking to himself he did not notice our presence. When we took our first step, we were surprised to hear this young man talking to you and to God the following sentence: "Oh Lord Jesus gives me another chance to be in your house and return to their ways! Suddenly we have taken a leap forward and told him: "If this is what you want, He will meet now, you really want to return to the ways of the Lord? If you want, you can be here at this corner. "He said yes with conviction and firmness. We did it with a prayer of repentance for their sins, pray for him and walked to a church near his residence.
God made a miracle at a crossroads, showing that He is sovereign over everything and everyone. There is no duality, only he God.
Give your opinion on this text, it is important to us.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Um espaço para Refletir
No sábado passado realizamos em nossa igreja uma atividade para os homens que se repete a cada dois meses. Demos a esse encontro o nome de “Café da manhã só para homens”. De início esclareço que não se trata de nenhum "clube do Bolinha", mas sim, um ajuntamento santo, que visa tornar o nosso relacionamento com as Luluzinhas e os nossos pequeninos, muito mais feliz. É um projeto que visa o bem estar da família como um todo.
A duração da reunião gira em torno de duas horas, mas desta vez, o desenrolar foi tão prazeroso que como moderador do trabalho, tive que estabelecer limite para o tempo adicional, tendo em vista a empolgação dos irmãos na parte final, que é um debate, sobre um tema previamente definido.Nesta semana, tivemos como objeto do debate a seguinte pergunta: “O que é ser um homem de verdade nesse mundo de enganos”.
Este bate papo, no fundo é a forma que esse trabalho assume, está aberto aos homens de outras igrejas do bairro e de fora dele, bem como aos amigos e conhecidos de nossos irmãos, independente de sua confissão de fé. É evidente, por uma questão de respeito e vigilância, que todo convidado não cristão é informado previamente por quem convida, que todo trabalho é baseado nas Escrituras Sagradas e na fé Cristã. Mas pela graça de Deus, estes convidados, têm sido benção em cada reunião, sem nenhum registro de conflitos
Não damos muita importância para o café materialmente falando, apesar de ninguém nunca ter reclamado do chocolate quente, dos sucos, dos pães, biscoitos, cremes...nossa ênfase está em permitir as pessoas refletirem sobre a vida e seus relacionamento a luz da Palavra e da comunhão com Deus.No fundo o que fizemos foi criar uma espaço de reflexão, onde os homens podem pensar sobre suas vidas, suas posturas, compartilhar de outras experiências e aprender muito uns com os outros.
Percebo, posso até está errado, que muitas igrejas em suas estruturas, estão falhando em não terem espaços para reflexão de seu povo. As pessoas precisam ter um sistema organizado para digerirem seus aprendizados e tirarem suas dúvidas, seja da Palavra em relação à vida ou das questões de amadurecimento humano relativas aos seus relacionamentos.
Paralelo a esse espaço criado para os homens, a pastora Flávia dirige também outro semelhante para as mulheres.Estamos buscando uma alternativa para os jovens e as crianças, pois entendemos que a reflexão é fundamental para um vida sadia com Deus.
Pense nisso, como anda sua igreja nesta área? Gostaria também de saber sua opinião sobre nosso artigo.
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