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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Minha conversa matinal com o Espírito Santo

Decidimos em humildade, e com o desejo de edificar sua vida, compartilhar com os visitantes deste blog, nossa conversa matinal com Deus, a qual rotulamos de“ Meu diário com o Espírito Santo".

Dia 27 de Agosto de 2009, quinta-feira.
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar para nossa devocional, com sua ajuda evidente, ás 05:01



- Meu amigo Espírito Santo, louvo a Deus porque mais uma manhã posso observar, que independente do dia ainda não raiar, os passarinhos que tanto amamos, já estão entoando seus cânticos de adoração a Deus. Realmente temos muito à aprender com eles. Apesar disto, confesso que o que me chama mais atenção no dia a dia deles, é a forma de relacionamento que eles têm uns com os outros, parece que todos os seus movimentos realizados no dia, são determinados em função disto.

- Sabe Espírito, a palavra relacionamento, principalmente quando se refere ao Eterno e às famílias, tem sido de certa forma negligenciada pela nossa cultura chamada pós-moderna. Para ser franco, em muitos lares, estas duas relações foram colocadas em algum baú, de onde só são retiradas em algumas ocasiões chamadas especiais. E eles fazem isso, acreditando piamente que estão fazendo o melhor para suas vidas.

- Com a chegada do Miguel tenho pensado muito sobre isso, que tipo de relacionamento oferecer a ele quando nascer. Tenho buscado no Eterno algumas respostas e estou convencido de que a estratégia dos passarinhos, é a mais correta.

- Nossa vida precisa ser pautada em cima de relacionamentos, primeiro com Deus e depois com nossa família. Preciso compartilhar contigo Espírito Santo, que entender a vida priorizando Deus e a família, tem me feito muito bem, e por isso, não posso deixar de registrar a alegria que estou sentindo pela chegada do Miguel. Fiquei tremendamente impactado pela foto dele gerada na ultrasonografia. A Flávia não concorda, mas eu tenho convicção de que ele sorriu para mim na hora do exame.

- Sabe Espírito, já decidi que o amor estará acima de todas às outras necessidades do Miguel. Ele certamente precisará de coisas com qualidade como: escola, roupa, alimentação, moradia, plano de saúde....

- Mas nenhuma delas Espírito Santo, deverá fazer com que eu ou minha esposa, venhamos à sacrificar nosso amor e nosso relacionamento, seja com Deus ou com o Miguel.

- Sabe Espírito, às coisas com qualidades, podem até ter uma qualidade não tão boa, mas o amor e o relacionamento, estes sim terão que ser os melhores.

- Pai Eterno, Deus relacional, nos ajuda a entender o que é realmente importante nesta vida.

- Do seu passarinho, Paulo C.Nogueira

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Minha conversar matinal com o Espírito Santo

Decidimos em humildade, com o desejo de edificar sua vida, compartilhar com os visitantes deste blog, nossa conversa matinal com Deus, a qual rotulamos de“ Meu diário com o Espírito Santo".

Dia 26 de Agosto de 2009, Quarta-feira.
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar para nossa devocinal, com sua ajuda evidente, ás 05:03


- Espírito Santo, nesta manhã que surge pela misericórdia de Deus, estou tendo mais uma vez o privilégio de dedicar um tempo ao meu Deus. Faço esse destaque meu Amigo, não por arrogância ou prepotência, mais porque observo, como falamos ontem, que o cotidiano da vida tem manifestado uma forma esmagadora de controle sobre nós. É só começar a clarear o dia, que em paralelo soa a sirene de nossa linha de produção, seja ela individual ou coletiva, e como operários programados começamos a executar nossas inúmeras tarefas.

- A cada dia Santo de Israel, estamos nos transformando em pessoas mais programadas. A vida chamada moderna ou pós-moderna , tem nos imposto uma quantidade tão grande de tarefas, que praticamente é impossível parar para pensar ou meditar sobre assuntos fundamentais como Deus e nossas relações familiares.

-Sabe Espírito, enquanto escrevia, observei alguns pássaros. Eles já estavam cantando antes mesmo do dia clarear, e depois dos primeiros sinais de claridade, continuaram com seu canto, seu banho, suas brincadeiras com suas parceiras e filhotes e com seu jeito de vida que não muda, independente da velocidade do mundo.

-Bem para encerrar, preciso confessar Espírito Santo, que os pássaros confiam mais em Deus do que nós, porque no fundo tudo isso é uma questão de confiança. Talvez seja por isso que eles não negam o seu louvor diário e constante a Deus.

-Viva os pássaros que têm muito a nos ensinar.
Pai Celestial, que nossa vida possa ser vivida de forma que tenhamos tempo diário para Ti e para às nossa famílias.

-Do seu passarinho com voz de taquara rachada, Paulo C.Nogueira.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Minha conversa matinal com o Espírito Santo.

Decidimos em humildade, com o desejo de edificar sua vida, compartilhar com os visitantes deste blog, nossa conversa matinal com Deus, a qual rotulamos de“ Meu diário com o Espírito Santo".

Dia 25 de Agosto de 2009, Terça-feira.
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar para nossa devocinal, com sua ajuda evidente, ás 05:04


- Sabe Espírito, hoje conseguimos acordar um pouco mais cedo. Creio que esta disposição seja fruto de nossa reunião de oração de ontem a tarde. Aproveito para registrar minha gratidão pela Tua presença tão “real” na reunião em nossa casa das 16:00 ás 21:30. Só a Tua atuação nos faz ficar cinco horas interruptas envolvidos com a oração e falando do seus feitos.

Ontem tive o privilégio de conhecer também mais um participante do santo ministério, que maravilha.

Espírito, neste momento são 06:02 horas, olho pela janela enquanto escreve e posso perceber o dia começando a surgir bem devagarinho. Cai uma chuva muito fina, a claridade começa a dar sinais de sua chegada e com isso, surgem os primeiros movimentos do terrível cotidiano: pessoas começam a passar na rua em frente à nossa casa indo trabalhar, algumas crianças já estão se dirigindo a escola, o número de ônibus e carros começa à aumentar e a força do dia que chega começa impor sobre nós todos os seus movimentos.

Independente da determinação dele (do dia), de chegar e tomar conta de tudo e de todos, consigo por algum tempo resistir sua força esmagadora e penso: Se toda vida desse uma pausa neste momento e entendesse que o dia é criação do Criador............Nós viveríamos esse dia de forma completamente diferente do que vivemos todos os outros de nossa vida.

Sabe Espírito, é triste concluir que além de darmos mais valor ao dia do que ao seu Criador, temos nos submetido mais a força do seu cotidiano, do que ao Senhorio do Todo Poderoso.

- Criador dos dias, me ajuda a fazer diferente em todos os dias que faltam, para que eu te encontre na Glória.

- Pai que no nome de Jesus,o Teu nome seja louvado neste dia.Paulo C. Nogueira

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Minha conversa matinal com o Espírito Santo.

Decidimos, com objetivo de edificar sua vida, compartilhar com os visitantes deste blog, nossa conversa matinal com Deus, a qual rotulamos de “ Meu diário com o Espírito Santo".

Dia 24 de Agosto de 2009, segunda-feira.
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar, com sua ajuda evidente, ás 05:19.

Sabe Espírito, levantar cedo é uma vitória, principalmente quando dedicamos esse tempo para buscar intimidade com nosso Senhor.

Neste dia, uma segunda-feira, folga do pastor, vamos ter a oportunidade de nos reunir com alguns irmãos que ainda não tivemos o prazer de conhecer, somente para orar. Sem nenhuma pretensão adicional, somente a oração. Que coisa boa.

Imagino que no início da Igreja primitiva, reuniões de oração nos lares, deve ter sido algo muito frequente na vida dos irmãos, e para essa atividade espiritual, creio que todo dia era dia de oração. É uma pena que em nossos dias, tenhamos perdido um pouco desta característica, de nos reunirmos para orar, simplesmente pelo prazer que a oração e a comunhão nos traz

Às vezes penso que nós tornamos nossa vida religiosa muito programada e formatada.

Ontem, no culto noturno, fui surpreendido por uma nova convertida que pediu uma oportunidade para orar. Ela estava tímida e com vergonha, era a primeira vez que estaria orando diante da igreja, mas independente disto, se dirigiu a frente do altar, prostrou-se ao chão e fez uma das orações mais sinceras que ouvi nos últimos tempos.

Esta jovem senhora, está descobrindo algo que muitos de nós estamos perdendo:

"Prazer em ser dirigido por Deus em sua expressão religiosa”

Me ajuda Espírito Santo a ter prazer com às coisas espirituais.

Pai cuida de nós neste dia de uma forma especial.
Do seu filho, Paulo C.Nogueira.

domingo, 23 de agosto de 2009

Minha conversa matinal com o Espírito Santo.

Decidimos, com objetivo de edificar sua vida, compartilhar com nossos visitantes nossa conversa matinal com Deus, a qual rotulamos de " Meu diário com o Espírito Santo".

Dia 23 de Agosto de 2009, Domingo.
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar, com sua ajuda evidente, ás 05:19.

Hoje por ser Domingo, temos o hábito de dizer “hoje é o dia do Senhor”, por isso vamos à igreja e procuraremos fazer sua vontade.

É uma miséria de nossa parte Espírito Santo, dar a Deus tão pouco. Creio que muitas pessoas estão presas a este engano religioso porque ainda não descobriram Deus como fonte de gozo. Acredito também, que em alguns casos, o que falta mesmo é uma obra de libertação que venha permitir que essas vidas, alcancem um novo horizonte de sua regeneração.

Sabe Espírito, às vezes fico pensando “o que posso fazer para ajudar às pessoas a mudarem isso em suas vidas?”, sei que não somos nós que faremos, mas Sua atuação na vida Deles, mas estou me referindo à nossa parte como cooperadores do Reino.

Te confesso que às vezes fico sem resposta. O coração de muitos esta voltado somente para dentro de si e suas necessidades. Deus quando entra, aparece como uma engrenagem que deve fazer tudo isso acontecer da forma que estes corações desejam.

Senhor, perdoa-os, eles não sabem o que estão fazendo, me ajuda Pai a ser diferente e também um instrumento do seu Espírito para ajudá-los.

Neste dia e em qualquer outro, me revela sua vontade para que eu possa, dentro de minhas condições, fazer sua vontade.

Do seu filho que tenta te amar,
Paulo C.Nogueira.

Dia 22 de Agosto de 2009, Sábado.
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar, com sua ajuda evidente, ás 05:25

Sabe Espírito, ontem foi especial ver a face do santo Miguel(meu bebê que está no ventre da minha esposa com 6 meses ) na ultrasonografia. Me fez muito bem ver a face de uma promessa que ainda falta algum tempo para chegar literalmente ás minhas mãos. Pude entender também de uma maneira mais clara o amor de Deus para conosco. O Miguel é..................

Espírito Santo me ensina? Mas ...., me ensina mesmo, ás vezes tento imaginar o que pode ser a vida de um homem que se permitir abrir o coração de verdade para às Suas Vontades. Meu Amigo, você deve ter tanto para compartilhar....
Que posso fazer para que eu conheça um pouco mais de Deus através de Ti?

Sabe Meu Amigo, sei que não sou a melhor opção de Deus, mas minha esperança é que Ele não precisa do meu melhor, Ele só precisa me escolher....

Espírito me ajuda a descobrir o que Deus quer de mim neste dia, me ajuda a ouvir meu Senhor.

Que meu amor seja em primeiro lugar para ti Senhor.

Do seu filho, Paulo C. Nogueira

Dia 21 de Agosto de 2009, sexta-feira
Bom dia Espírito Santo. Nesta manhã consegui acordar, com sua ajuda evidente, ás 04:00.

Quero te agradecer por esses dias em que tem me ajudado à acordar cedo, para compartilhar de sua graça.

Preciso confessar que para mim, este horário é uma retomada.
Tenho sentido falta de mais intimidade contigo.
Por isso resolvi voltar à escrever em nosso diário. Quem sabe não dá um livro “ O diário de Paulo e o Espírito Santo”.

Me Amigo, não sei como será esse dia, mas Tu Sabes, por isso preciso me refugiar em Ti para que eu possa viver ele da melhor maneira possível para o Pai.

Espírito estou com saudade de intimidade divina..........sabe, aquela coisa de pé de orelha está fazendo falta.
Sinto falta de intimidade com Todos Vocês: Pai, Filho e Espírito Santo.

Antes me sentia como um bebê cercado por Vocês a todo tempo e dependente para tudo. Hoje parece que cresci e tento fazer sozinho e do meu jeito, mas não é a mesma coisa. Estou sentindo falta de contato mais intimo, dos pormenores.

Eterno, me perdoa, e me faz menino Samuel de novo diante de Ti.

Senhor dirigi meus passos neste dia.

Seu filho, que se esforça para te amar
Paulo C. Nogueira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pai não se engane, você pode ser uma grande mãe

Meu amado(a) visitante,por favor não saia desta página sem deixar seu comentário sobre este texto ou qualquer outro, sua opinião é importante na construção deste blog. Caso você tenha alguma dúvida sobre outro assunto que não está sendo abordado, faça um contato por e.mail que teremos prazer em dar uma resposta.

POSTADO EM 06/08/2009

Bem, o dia dos pais está chegando. Assim pelo menos dizem às.....línguas, ou seja, o comércio que deseja ver crescer suas vendas e algumas poucas pessoas que declaram sem "muito entusiasmo", que o segundo Domingo do mês de agosto é o dia dos pais.

Eu particularmente tenho cá minhas dúvidas se isto é realmente uma verdade na cabeça e no coração da maioria.

Em nossa cultura ocidental, talvez em decorrência da veneração manifesta à Maria, Mãe de Jesus, incentivada pela igreja católica romana, o papel do pai não foi tão valorizado quanto o da mãe. O pior é que muitos pais acabam acreditando nisto e agindo em coerência com essa "falsa verdade", produto de linhas de pensamentos incoerentes com as Sagradas Escrituras, instrumento competente para nos fazer entender nosso papel de pai ou qualquer outro nesta vida.

Registro principalmente às mães de plantão, antes que me lancem algumas pedras ou pensem que quero criar um partido político para defender os interesses e direitos dos pais, que o meu comentário não visa tirar ou diminuir o valor das mães e muito menos o de Maria, esta bendita irmã em Cristo que teve uma oportunidade ímpar na história.

Aproveito também este espaço para falar uma coisa para nossos visitantes evangélicos, protestantes .....não devemos ter receio de falar de Maria, ela foi uma benção de Deus, como foram outros irmãos que tiveram seus relatos registrados na história Bíblica.

Mas o ponto que quero trazer para debate é: Por quê os pais são olhados pela sociedade de uma forma geral exclusivamente sobe a ótica de sua característica de provedor?

A Bíblia nos ensina sobre esta função do homem,contudo ela não dá maior destaque à esta ocupação do que a outras, inerentes ao cargo de pai.

Em particular eu agradeço a Deus porque esta mentira nunca me alcançou, pois mesmo quando eu me encontrava sobre o regime das trevas, Ele me agraciou com a "maternidade" de pai.

Digo maternidade porque os valores afetivos de maior expressão foram agrupados sobre este rótulo. E se assim é, então foi exatamente isso que Deus fez em minha vida, mesmo ainda na condição de pretérita de perdido. É muita misericórdia.

Desde que meu filho Caio nasceu, isso em 1988, eu me tornei uma mãe, segundo o conceito de afetividade existente. Dei banho, troquei fralda, fiquei na escola em seu primeiro dia, me portei de forma ridícula para tirar fotos nas festas escolares, fiz mamadeira, acordei de noite para verificar se ele havia acordado, tomei banho de borracha, brinquei na terra........Resumindo, entrei no mundo de meu filho e tentei manifestar a ele todo meu amor e carinho, independente dos conceitos que nossa sociedade declara de como deve ser um pai, e pela misericórdia consegui ser mãe.

Em Dezembro deste ano nascerá meu segundo filho, Miguel (QUEM É COMO O SENHO?).Mesmo sendo o segundo, Deus chama a cada um dos dois de primogênito da promessa. Vai entender Deus ! Eu já desisti. E para certas situações vou aguardar minha chegada na glória para certas explicações(no bom sentido da palavra) .

Mas como será com o Miguel? Como ser pai dentro de um sistema que valoriza na paternidade o dinheiro, a formação acadêmica, o doutorado, o cargo na empresa, a conta bancária, a melhor escola particular ou a loja onde o pai compra suas roupas?

A resposta é simples, com à ajuda do Pai Celestial colocarei minha maternidade em prática, porque ela não é uma característica feminina, mas uma forma de expressar o verdadeiro amor que existe em Deus por alguém que chamamos de filho.

Para quem não sabia da minha gravidez,esta é a oportunidade de me dá os parabéns, serei mãe de novo com muita honra.


Pais, meu conselho de pai e pastor é: seja uma mãe para seus filhos.

FELIZ DIA DOS PAIS(OU MÃES)

Pr.Paulo C.nogueira.
Ministério Religare

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Para aonde você está sendo arrastado dentro do arraial, para Taberá, Quibrote Hataavá ou para a frente do Altíssimo?

Caro visitante, fique a vontade para emitir sua opinião sobre qualquer um dos textos postados neste blog.Além deles, se você tiver alguma dúvida sobre outro assunto, saiba que estamos a sua disposição, use o post a comment ou nos envie um e.mail:estrutura.religare@hotmail.com

Postado em:29/Jul/2009

Texto bíblico: Livro de Números capítulo 11.01 ao 34.
Mesmo no arraial do povo de Deus, existem lugares para aonde muitas vezes somos arrastados e que são lugares de morte.Nesta exposição, estaremos explorando o texto bíblico e buscando entender melhor como surgem esses lugares e os efeitos que trazem as nossas vidas.

Quando meu filho era pequeno,para os pais eles sempre serão pequenos, nós tínhamos uma relação muito forte com o mar. Era raro o final de semana que não estivéssemos na praia, aproveitando mas especificamente o mar.

Em um destes dia optei em ficar fora do mar, mais precisamente no limite entre a areia molhada e a seca, que se alterna constantemente com o movimento das ondas, e orientei ao Caio que estava dentro da água, a não se movimentar para direita e nem para esquerda, mas se manter sempre em frente de onde eu estava, aos cuidados dos meus olhos e também dentro da minha área de atuação e proteção, caso houvesse qualquer imprevisto.

Depois de um certo tempo, por alguns minutos alguma coisa roubou minha atenção e quando eu retornei meus olhos para ele, encontrei somente a imensidão do mar na minha frente e outros banhistas. Após algum tempo de busca já até mesmo meio atemorizado, descobri que ele estava a uns cinqüenta metros a minha esquerda.

Chegando perto dele constatei, graças a Deus, que nada de mais havia acontecido. Ao indagar o motivo de sua desobediência, ouvi em sua defesa, que ele não tinha se movimentado, para ele e no seu entendimento, o seu corpo permanecia ainda no mesmo lugar onde entrou no mar, ou seja, em frente ao seu pai.

Depois de passar o efeito do susto, pensando melhor na colocação elaborada e sincera de meu filho, percebi que não foi ele que se afastou da posição onde estava, mas o movimento das ondas do mar, que atuando nele, o levou para um lugar distante sem que ele percebe-se. Depois deste acontecido fizemos um acordo, eu não tiraria mais os meus olhos dele e ele me fez a seguinte promessa: “Pai, nunca mas tirarei os meus olhos de você.”

Mas o que tudo isto têm haver com Números capítulo 11 ?

Eu diria que muita coisa. Em nossas vidas, e não com pouca freqüência, se não houver uma vigilância muito grande, podemos também como o Caio, permitir que alguns movimentos do mar, acabem nos levando para um lugar distante daquela posição que Deus(nosso Pai) determinou para nós em seu arraial.

Para melhor entender onde fica esse lugar dentro do arraial, e o que podemos fazer para não se afastar dele, independente do movimento das ondas da vida, estaremos meditando no texto bíblico descrito acima, que faz parte do Livro de Números, que tem como pano de fundo a saída dos israelitas do Monte Sinai até a chegada nas planícies de Moabe.

Antes de dar início a exposição do texto bíblico, é importante nos situarmos no tempo e na história, para que nossa compreensão da Palavra de Deus, seja clara e em concordância com a revelação do Espírito Santo.

Nesta ponto da história, o povo de Israel encontrava-se geograficamente saindo do deserto do Sinai, no centro-sul da Península, aos pés do Monte Sinai ou Horebe, o Monte de Deus, se dirigindo para o deserto de Parã. Estamos por volta do ano de 1443 ªc.

Dois anos já haviam se passado desde a saída do Egito e durante este tempo, Deus concedeu aos Israelitas várias oportunidades para conhecer o Seu poder, bem como sua santidade.

Abaixo enumeramos algumas destas experiências que o povo teve com Deus até este ponto da história.

1. No Egito na escravidão, Deus levanta Moisés como libertador com sinais e prodígios. A imagem de Moisés pré-figura o Grande e Verdadeiro Libertador, o Messias que viria no futura para estabelecer a completa libertação, não só de Israel, mas de todas as pessoas que o receba como Senhor e Salvador.
2. As Dez pragas sobre o Egito.
3. O memorial da Páscoa.
4. A abertura do Mar Vermelho e a destruição do exército de Faraó.
5. As águas de Mara
6. A Lei.
7. O maná(o que é isto?) que desceu do céu.

Independente de todas estas manifestações, que também foram oportunidades do povo conhecer mais de Deus, os israelitas optaram pelo caminho da murmuração, como nos relata os trinta e quatros versículos que estamos trabalhando.

Ao observarmos o versículo de número um, vemos o povo desprezando todos os feitos anteriores de Deus e levantando uma grande murmuração contra as condições de vida na caminhada. Como no diz o texto bíblico, “ouvindo-o o Senhor” a murmuração do povo, porque Ele tudo ouve, sejam palavras ditas em baixo ou alto volume, e até mesmo os nossos pensamentos não estão livres de seus poderosos ouvido, derramou sua ira em forma de fogo consumidor, que ardeu entre eles na extremidade do arraial.

Neste momento, os murmuradores recorrem a Moisés, que entra em cena como intercessor do povo junto a Deus. Mais uma vez vemos na figura de Moisés um aspecto do Verdadeiro Intercessor de nossas vidas junto ao Pai.

Aquele lugar onde se registrou o manifestar da ira de Deus com fogo consumidor sobre a vida dos murmuradores, ficou conhecido como TABERÁ, terra de quem murmura contra Deus e é repreendido por Ele com o manifestar de sua ira.

Como que se esquecendo de Taberá (ainda bem que esses esquecimentos só acontecem com os israelitas, não é mesmo?), vemos no versículo quatro outro grande movimento murmurador. A prática de murmurar contra Moisés e contra Deus, que teve início ainda no Egito, já estava se tornando um hábito no meio do povo. Qualquer coisa era motivo para se lembrar do Egito, é claro que esses corações seletivos, nunca lembravam das misérias vividas na terra da escravidão.

No versículo cinco, encontramos citações dos motivos utilizados pelos murmuradores de forma até específica: carne, peixe, melões, cebolas e alhos. Tem gente, mas isso só acontece com os israelitas, que troca Deus e sua obra redentora por pouca coisa, ou melhor, troca por coisas, as vezes pouca e outras muitas. Mas o que importa, é que a obra redentora de Cristo é maior do que casa, carro, emprego, dinheiro, fama ........

Bem, a carne veio em forma de codornizes, mas os versículos trinta e três e quatro, nos revelam que os murmuradores não chegaram a sentir o gosto dela “estava a carne ainda entre os dentes, antes que fosse mastigada, quando se acendeu a ira do Senhor contra o povo, e o feriu com praga mui grande, pelo que o nome daquele lugar se chamou: QUIBROTE HATAAVÁ, porquanto lá enterraram o povo que teve o desejo das comidas dos egípcios”. Lugar onde se acendeu a ira de Deus contra os murmuradores, e Ele os consome com grande praga.

Vamos analisar Taberá e Quibrote Hataavá e descobrir o que existe de comum em ambas as situações, que levaram o povo a cometer o pecado da murmuração contra a liderança de Moisés e contra o próprio Deus. Lembre-se o objetivo deste texto é descobrirmos qual é o lugar que nosso Pai deseja para nós dentro do arraial, e o que devemos fazer para manter essa posição sem sermos levado pelas ondas do mar da vida

Taberá: Uma coisa nos chama atenção no versículo de número um, o fogo só consumiu as extremidades do arraial. Se observamos o desenho do acampamento, veremos que a tenda da congregação (lugar da presença de Deus no meio do povo) ficava ao centro. Ao redor e de frente para ela, estavam todas as tribos distribuídas em quatro largas divisões ao oriente, ocidente, norte e sul.

Com estas informações podemos visualizar o acampamento e perceber que todas as quatros divisões, mantinham praticamente a mesma distância em relação a tenda da congregação (presença do Pai no meio do povo). Quando o texto bíblico fala em extremidades, podemos imaginar alguma coisa do tipo as últimas fileiras de cada divisão, ou mesmo, algumas áreas existentes depois destas fileiras. O Certo é que as pessoas que habitavam nestes lugares, estavam muito distante da presença de Deus, talvez da mesma forma que o Caio naquele fim de semana, quando foi levado pelas ondas a cinqüenta metros de seu pai.

Quibrote Hataavá: Nos parece ser conseqüência de uma nova murmuração registrada no versículo de número quatro. O mesmo versículo nos dá uma pista, a murmuração teve início com o “populacho que estava no meio deles”. O termo populacho parece ser uma referência aos filhos de casamentos mistos entre hebreus com egípcios e por serem considerados plebe, e não terem afinidade com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, foram morar na periferia do acampamento(extremidades do arraial) e eram os primeiros a manifestar sua insatisfação pela nova vida, longe da cultura e da religião egípcia.

Este ponto de vista reforça nossa colocação sobre o que seria as extremidades do arraial, ou seja, uma área praticamente além das fileiras, mas com todo tipo de envolvimento com o povo de Israel, ao ponto de influênciar na relação do povo com o seu Deus. Talvez a maior diferença destes dois episódios, é que neste segundo, o movimento realizado “pelos que estão distantes da presença do Pai”, contagiou aqueles que estavam perto de Deus, e como uma onda, levou muitos deles a mais de cinqüenta metros, o que acabou resultando “na morte de muitos filhos afogados na sua falta de vigilância".


Em resumo:

Se eu que sou um pai humano e falho quero que o meus filhos estejam diante de meus olhos,o que imagina que Deus queira para você como filho Dele?

Mas você pode escolher em que lugar quer ficar no arraial do povo de Deus.
Taberá :Estão aqueles que já perderam a intimidade com o Pai, e de alguma forma deixaram as ondas da vida (comodismo, o amor a riqueza, a idolatria pela profissão, pela família........ , o prazer da carne e ......) o levarem para um lugar distante da presença do Altíssimo, pensam que estão no mesmo lugar onde Deus os colocou, mas já deixaram a presença do Altíssimo há muito tempo.

Quibrote Ataavá: É o lugar daqueles que na realidade nunca tiveram um encontro com o Pai. Nunca foram filhos, nuca tiveram prazer nas coisas de Deus, sempre estiveram no meio do povo porque acompanharam o movimento de outros que saíram do Egito.

A frente e diante do Altíssimo: Este é o lugar do obediente, vigilante, que fica atento aos movimentos que estão a sua volta, que corrige seus desvios e que não tira os olhos do Pai.Este é o lugar daquele que faz o promessa que o Caio me fez:"Pai, nunca mas tirarei os meus olhos de você.”

Meu querido(a) se você descobriu neste texto que está habitando as regiões de Taberá ou Quibrote Hataavá, receba um conselho de pai: Volte para o lugar aonde o se Pai te colocou, e nunca mais tire os olhos Dele.

Pr.Paulo C.Nogueira
Ministério Religare

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Deus é Pai e seus filhos sempre serão vitoriosos.

Fiquem a vontade para emitirem opiniões sobre qualquer um dos textos postados neste blog.Se tiverem alguma dúvida sobre outros assuntos para esclareciemento, saiba que estamos a sua disposição, use o post a comment ou nos envie um e.mail:estrutura.religare@hotmail.com


Postado em 23/Jul/2009 às 14:56

O Cenário do início do capítulo seis do livro de Atos , leva a Igreja apostólica a fazer algumas considerações junto com a comunidade cristã que estava se estabelecendo.

Diante do crescimento do número de convertidos, torna-se necessário existir uma organização que sustente a caminhada da igreja, sem que outras atividades sejam prejudicadas. Assim o concílio estabelecido pelos apóstolos , definiu duas prioridades básicas para esta organização:

1) O Ide precisava ser mantido.
2) Em paralelo ao Ide, as mesas dos necessitados deveriam continuar a serem servidas.

A liderança da Igreja decide então junto a comunidade, escolherem sete homens cheios da presença de Deus para servirem as mesas, liberando assim os apóstolos para se dedicarem exclusivamente a oração e a Palavra. Alguns biblicistas afirmam existir nesta passagem, a origem do “diaconato”, mas outros como o Dr.Shedd , entendem que o vocábulo descrito não é técnico, tratando-se apenas de servidores incumbidos de distribuírem os alimentos.

A preocupação apostólica demostrada aqui (da liderança se dedicar exclusivamente a oração e a Palavra), tem sido negligenciada de muitas formas em nossos dias. Uma parcela de nossos líderes têm adotado um estilo de vida na área social, profissional ou financeiro, onde o tempo para a oração e o estudo da palavra não é maior do que o do cafezinho. E aos outros que têm seguido o exemplo apostólico, investindo a maior parte do tempo em uma vida de piedade, estes negligentes os têm chamados de “desocupados”.

Existe a necessidade que alguns, coloque como prioridade de seu tempo a oração e a palavra de Deus, para esses, não pode ser o tempo que sobra, mas o melhor do seu tempo.

Mas voltemos ao texto. Dentre os eleitos para este fim, estava Estevão, judeu helenista (cristão de língua grega, normalmente nascido fora da Palestina), homem cheio de fé e do Espírito Santo.

Apesar de Estevão ter sido designada para ”servi as mesas”(servidores incumbidos de distribuírem os alimentos) pela comunidade, Deus tinha outros planos e começa a usar Estevão de forma poderosa. O versículo oito do capítulo seis, nos informa que pelo Espírito, ele realiza prodígios e grandes sinais.

Tiremos daqui uma grande lição:

Não importa qual é a posição que você ocupe hoje dentro de sua família, no seu trabalho e ate mesmo na obra do Reino, se você tem chamado e responder a ele, como fez Estevão, Deus vai te levantar com prodígios e grandes sinais nestes respectivos lugares.

É bem verdade que ao responder ao chamado, de certa forma Deus colocou Estevão em destaque no meio do povo, o que acabou fazendo com que ele caísse em uma cilada dos fariseus, julgado por sua fé e condenado a morte por apedrejamento.

A ira dos fariseus contra Estevão, principalmente os helenistas, foi reforçada pelo visão universalista do Evangelho do Reino de Deus. Estevão a exemplo do apóstolo Paulo, entendeu muito cedo que Jesus não seria somente o Messias do povo e da nação Judáica, mas de todas as famílias da terra e todas as nações do mundo que o confessassem como Senhor e Salvador.

Se você tem caído em ciladas, tem sido julgado e as pedras estão batendo no seu telhado, não se preocupa, isto tudo é sinal que Deus está colocando você em destaque nesta vida.

Neste momento da história, olhando para a vida de Estevão e refletindo naturalmente sobre o que está acontecendo, poderemos ficar um pouco confusos.

Vamos examinar a situação:

Ele foi levantado a obreiro.
Deus começa a usá-lo.
E independente de tudo isso, ele é levado a morte e por apedrejamento. Onde está a vitória de Estevão?

A primeira vista poderíamos achar que Estevão se sentiu um derrotado, mas lembre-se: Deus é Pai e seus filhos sempre serão vitoriosos. Nos versículo 58 e 59 do capítulo sete, percebemos que Estevão olhou para sua eminente morte, e com a intimidade de filho, viu neste acontecimento uma grande vitória, a ponto de rogar a Deus que o pecado dos fariseus em relação a sua morte, não fosse imputado a eles.

Como Estevão conseguiu enxergar vitória em sua morte por apedrejamento?

a)Tendo uma intimidade diferente dos escravos, porque ele é filho.

Queridos, filhos repetem atitudes e comportamentos dos pais, a ponto de não saber diferenciar mais, se uma atitude é dele próprio ou foi aprendida com aquele que o gerou. Na verdade, Já não era mais Estevão que vivia, mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo vivendo dentro dele.

b)Entendendo que temos um Deus que é nosso Pai, e que Ele nunca nos deixará entregue a derrota.

A exemplo de Estevão, através da intimidade de filho e da aceitação da paternidade Divina, nós também podemos perceber como a vitória de Deus tem se manifestado em nossas vidas, até mesmo nas piores situações. A nossa dificuldade para entender como Estevão, é que muitas vezes nós definimos o endereço e a cara de nossa vitória, e quando ela se manifesta diferente disto, nós nos sentimos derrotado.

Olhe para sua vida com mais oração e discernimento espiritual, a oração e a meditação na Palavra ,fazem falta para entendermos nossa caminhada nesta vida.

Graça e Paz.

Pr.Paulo C.Nogueira

terça-feira, 14 de julho de 2009

ENTRE O APRISCO E O CURRAL

Queridos, fiquem a vontade para emitirem suas opiniões sobre os textos ou mesmo tirar suas dúvidas, entrem no post a comment e registrem seus comentários.

14/07/2009

Mais uma vez, trazemos ao nosso blog uma reflexão do Bispo Josué Adam, da Igreja Metodista. Peço sua atenção, seja você uma ovelha ou pastor de ovelha, para a profundidade deste texto pastoral e infelizmente tremendamente atual.

Que Deus faça você pensar e mudar sua vida e sua igreja.

Que Deus lhe abençoe ricamente.
Pastor Paulo C.Nogueira

ENTRE O APRISCO E O CURRAL
João 10.1-7


Encontramos figuras que são utilizadas metaforicamente para indicar a Igreja. Entre elas, a Igreja tem sido identificada como o aprisco onde as ovelhas se encontram, se aquecem e se protegem. No aprisco, considerando a perspectiva bíblico-teológica, as ovelhas conhecem o seu pastor. A figura do aprisco indica mais do que meramente um local onde as ovelhas se abrigam, indica a relação de confiança entre as ovelhas e o pastor. A palavra grega utilizada apresenta este sentido. “Parece ser um quintal na frente da casa, cercado por um muro de pedras que, provavelmente, tinha abrolhos em cima”.[1]




Esta figura que indica algo simples e tão familiar ao povo da época é utilizada pelo evangelista João para ilustrar a relação de pastoreio de Jesus para com os discípulos (João 10.1-7). Assim, o autor bíblico descreve esta relação entre pastor e ovelhas.

As ovelhas sabem que o pastor quer o bem delas e sempre que se dirige a elas é para seu bem. As ovelhas não temem o seu pastor, pelo contrário, o respeitam pelo cuidado e pela dedicação que oferece indistintamente a todas elas.

As ovelhas ouvem a voz do seu pastor. Um pastor de ovelhas comentando este texto diz o seguinte: “quando o pastor as chama é com propósito específico; tem em mente o interesse das ovelhas. Não é uma coisa que ele faz só para se divertir ou passar o tempo”.[2] Que palavras instigantes deste pastor quando afirma que o pastoreio no contexto do aprisco não é para divertimento do pastor ou passa tempo, mas pelo contrário, é para o bem das ovelhas.




A expressão elas ouvem a sua voz é uma das principais características do relacionamento entre o pastor e suas ovelhas. No versículo 3 é dito que as ovelhas ouvem a voz do pastor. O sentido da palavra é de prestar atenção, entender, aprender, pois a voz é conhecida. No versículo 4 é dito que as ovelhas reconhecem a voz. O sentido do termo utilizado é mais íntimo, expressando relacionamento, reconhecimento e respeito. Assim, as ovelhas seguem o seu pastor.

As ovelhas não seguem o condutor cuja voz não seja reconhecida. É importante destacar que a parábola contada por Jesus está cheia de afetividade e relacionamento pautado no respeito, na dignidade, na valorização, na busca pelo bem estar das ovelhas e cuidado extremo para com as que estão doentes. Não se trata de escutar e sim de conhecer a voz pela vivência.

Na parábola Jesus diz aos discípulos que Ele é a porta das ovelhas. O pastor sempre chega junto às suas ovelhas por esta porta que se abre e que não é arrombada pela força, pela arrogância, pelo desprezo, pela intimidação e pelo desamor daqueles que se utilizam da função do pastor. É o pastor de ovelhas que diz o seguinte para explicar esta relação entre o pastor e suas ovelhas: “não há nenhuma tensão nem violência neste relacionamento com o pastor de minha alma”.[3]

O pastor guia as suas ovelhas, cuida de todas elas, vai atrás da que se perdeu, alimenta, protege e as conduz pelos caminhos seguros da vida. O ser pastor exige renúncia, humildade, amor, confiança, perseverança e doação, sem o que não se consegue conduzir as ovelhas.




Se não for segundo a perspectiva do aprisco, a Igreja pode ser identificada pela figura de um curral, lugar onde o gado é reunido para receber o sal, a ração e as marcas dos proprietários. Enquanto a figura do aprisco indica metaforicamente o encontro amoroso do pastor com suas ovelhas, o curral indica o local da “ração” para o gado, ou seja, onde metaforicamente as pessoas ruminam o “sal” ou a “ração” que lhes são oferecidos sem, no entanto, vivenciaram os aspectos que compreendem o aprisco.

O que diferencia a metáfora do aprisco para a do curral, é que nesta o “gado” recebe a ração e depois se dispersa de “cabeça baixa” para as pastagens, enquanto na primeira as ovelhas seguem o pastor pelos campos pulando altivas, como que brincando e “celebrando a vida”. Ou seja, no contexto do curral os membros da igreja são como o gado no curral e não como as ovelhas do aprisco. Isto faz uma grande diferença...



Bispo Josué Adam Lazier
http://josue.lazier.blog.uol.com.br/index.html
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[1] RIENECKER, F. , ROGERS, C. Chave Lingüística do Novo Testamento Grego. São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1985, p. 178.

[2] KELLER, Phillip. Meditações de um leigo sobre o Bom Pastor e suas ovelhas – da perspectiva de um verdadeiro pastor de ovelhas. São Paulo, SP: Editora Vida, 1981, p. 36.

[3] KELLER, Phillip. Meditações de um leigo sobre o Bom Pastor e suas ovelhas – da perspectiva de um verdadeiro pastor de ovelhas. São Paulo, SP: Editora Vida, 1981, p. 58

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O valor da repreensão.

Comente nossos textos, emita sua opinião, compartilhe conosco seu pensamento, fique a vontade, a idéia é essa mesmo. Se você possui alguma dúvida que deseja esclarecer, registre no comentário ou nos mande um e.mail, estamos aqui para ajudar no que for possível.

Em um cenário evangélico, onde o Senhor se tornou (na imaginação de alguns irmãos)escravo dos seus servos, onde a prosperidade (idealizada pelo homem) virou o objeto do culto, onde o determinismo se tornou prática e regra de fé, onde......
É necessário, que alguns homens e mulheres escrevam sobre assuntos que nos façam voltar ao pó, de onde saimos.

Leia com atenção o texo abaixo do pastor Clodaldo,ele é simples, mas contém essência e pode mudar sua vida.

Pr.Paulo C.Nogueira - 07/07/2009.

Clodoaldo Machado-http://blogfiel.com.br/
Uma das difíceis situações para o ser humano suportar é quando ele está sendo repreendido. É muito incômodo ouvir repreensão. Ela fere com veemência o orgulho humano, fazendo com que ele rejeite e evite ser repreendido. A repreensão é algo que verdadeiramente não gostamos.

O que é também verdade é que a repreensão é muito útil em nossas vidas. Ainda que seja uma difícil experiência, ser repreendido é extremamente benéfico para nós. Não é sem motivo que a Bíblia quando fala dela mesma cita a repreensão como uma de suas utilidades. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (2Tm 3.16)

Por que a repreensão é necessária? Por que Deus nos repreende? Algumas reflexões nos ajudarão a olharmos para a repreensão com outros olhos.

A Bíblia nos compara com a ovelha. Deus escolheu este animal para ilustrar seus servos. O salmo 100 diz que nós somos ovelhas do seu rebanho. Quando pensamos sobre este animal entendemos porque precisamos ser repreendidos. A ovelha é um animal que precisa constantemente ser cuidado. Ela não sabe se cuidar e não tem senso de defesa. A ovelha por ser assim se expõe à perigos sem saber o risco que está correndo. Isto faz com que ela precise ser vigiada e quando sai da área de segurança, seja repreendida. Alguém disse que as ovelhas têm a tendência de se desviar do caminho e não de se manter nele. Quando Deus nos compara às ovelhas entendemos dentre outras coisas que precisamos ser repreendidos.

A Bíblia também fala sobre o pendor da carne. Muitas vezes a Bíblia usa a palavra carne para se referir ao caráter caído do ser humano. Isto significa que a natureza carnal dos servos de Deus também implica que eles sejam repreendidos. Paulo escreveu aos romanos que se alguém está na carne não pode agradar a Deus (Rm 8.8). Ele também se referiu ao pendor da carne como sendo de inimizade contra Deus (Rm 8.7). Somos salvos, mas ainda possuímos a natureza carnal que nos conduz a caminhos que não são os de Deus, por isso precisamos ser repreendidos. Paulo falou a respeito dele mesmo e reconheceu que não havia bem nenhum em sua natureza carnal (Rm 7.18). Nossa natureza carnal requer que sejamos repreendidos para não sermos achados desagradando nosso Salvador.

Há ainda um outro motivo que a Bíblia apresenta sobre a necessidade de sermos repreendidos. Ele se encontra no Salmo 19.11,12. Davi escreveu este salmo falando sobre o valor das Escrituras. Dentre os benefícios apontados por ele está a repreensão que recebemos pela palavra de Deus. Davi disse que pela Palavra de Deus, seu servo é admoestado (v.11). Porém no versículo 12 é que Davi fala algo muito interessante. Davi faz uma pergunta retórica: “Quem há que possa discernir as próprias faltas?” Certamente a resposta para esta pergunta é negativa. Não há ninguém que tenha plena consciência de suas próprias faltas. Nós não temos conhecimento completo sobre o potencial que há em nós para fazermos coisas erradas que desagradam a Deus. Isto nos dá mais uma razão para aceitarmos que a repreensão é valorosa para nós. Quando Deus nos repreende é porque Ele sabe o que somos capazes de fazer. Fazemos coisas que aparentemente não são ruins, e que entendemos, não nos farão mal algum, porém Deus não vê assim. Davi está dizendo que não temos completa consciência sobre nossos erros. Esta é sem dúvida uma forte razão para sermos repreendidos. A repreensão é boa, pois nos ajuda a enxergar os erros que ainda não enxergamos.

Assim devemos lutar contra a tendência que há em nós de rejeitarmos a repreensão. Sem dúvida não é prazeroso ser repreendido, porém devemos entender que ela é muito útil em nossas vidas. Somos repreendidos porque Deus está cuidando e demonstrando Seu amor por nós. Provérbios 3.12 diz: “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem”. Portanto não rejeitemos a repreensão, ela tem muito valor em nossas vidas

quinta-feira, 2 de julho de 2009

LANÇAMENTO DE NOSSO LIVRO



Na noite do dia 28 de Junho, tivemos o prazer de retornar a Igreja Metodista em Engenhoca, depois de dois anos para fazer o lançamento de nosso livro "ONDE eu TERMINO E DEUS COMEÇA?

Queremos mais uma vez, registrar o carinho e a gentileza do reverendo Almir Siqueira, com este momento de glorificação ao nome do Senhor Jeus.

Que Deus abençoe ricamente a Metodista, seu pastor e membros, e que a obra nesta Igreja cresça a cada dia.

Aproveito para informar que a nossa segunda noite de lançamento será na cidade de Maricá, na Igreja Metodista Central no dia 12 de julho ás 19:00.

Conto com você que ainda não participou conosco deste lançamento.

Já está também aberta a venda via este blog.Para adquirir o livro basta mandar um e.mail com seu endereço e você receberá seu exemplar em sua casa, a taxa de despesa postal no RJ é de R$ 2,00 e no restante da região sudeste R$ 3,00.

Pr.Paulo Cesar Nogueira - 03/07/2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexões com o Bisbo Josué da Igreja Metodista.

Comente nossos textos, emita sua opinião, compartilhe conosco seu pensamento, fique a vontade, a idéia é essa mesmo. Se você possui alguma dúvida que deseja esclarecer, registre no comentário ou nos mande um e.mail, estamos aqui para ajudar no que for possível.


Com muita gentileza, o Bispo Josué Adam nos autorizou a transcrever os textos abaixo para edificação de muitos que visitam nosso blog.

Peço sua atenção em cada ponto colocado, precisamos em nossos dias,pensar muito na forma como estamos sendo igreja.

Pr.Paulo Nogueira- 29/06


O MINISTÉRIO CRISTÃO NUMA IGREJA QUE PRECISA IR PARA O DIVÃ

Recentemente escrevi uma breve reflexão com o título Quando a Igreja precisa ir para o Divã. É um texto que pontua alguns aspectos eclesiológicos e missiológicos. Ir para o divã não quer dizer que a Igreja esteja morta ou tenha perdido o carisma e a mística de ser uma comunidade cristã. Mas ela pode perder se não for para o divã, ou seja, se não experimentar uma renovação em termos de vivência da santidade bíblica e continuar perseverando em seus equívocos ensaiados, em suas injustiças premeditadas e em sua esquizofrenia discriminatória. Reflito agora sobre o ministério cristão no contexto de uma Igreja que precisa ir para o divã.

O ministério cristão, entendido como uma função ou responsabilidade reconhecida pela comunidade cristã e desenvolvida segundo os referenciais eclesiológicos e ministeriais instituídos pela respectiva Igreja, num contexto de fragilização que a mesma vivencia tem as seguintes perspectivas:

Simplicidade. O ministério cristão deve ser exercido com simplicidade e na simplicidade. Vivemos dias em que a tecnologia, a estatística, o sofisticado, etc., estão em voga e as igrejas, via de regra, buscam estes recursos da modernidade para o desenvolvimento de suas atividades. No entanto, a Igreja não pode perder a simplicidade no cumprimento de sua missão e não deve deixar de atuar na sociedade de forma a alcançar os simples e os símplices de coração. O êxito do ministério da Igreja não pode ser medido pela quantidade de tecnologia ou modernidade que ela adquira e sim pela capacidade de ser simples no anúncio e na vivência do Evangelho.

Integridade. O primeiro aspecto na integridade do ministério cristão é a questão dos tesouros (Mt 6.19-24). O foco está na relação da pessoa com as coisas que possui ou as atitudes que toma e os pensamentos que tem. Jesus não condena o dinheiro em si, mas o apego a ele. A expressão tesouro evidencia coisas muito importantes para uma pessoa, tais como o status, a posição social, a busca pelo poder, entre outros. Portanto, ajuntar tesouros no céu é fazer coisas na terra cujos efeitos durem por toda a eternidade[1]. Trata-se do exercício de uma liderança no estilo de Jesus, que fez do Reino de Deus prioridade.

Serviçal. Outro aspecto da integridade está nos versículos 21 e 24: “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” e “ninguém pode servir a dois senhores”. O verbo servir é muito forte na tradição bíblica, pois o povo de Deus foi chamado para servi-lo. Esta obediência está em relação direta com o “coração”, pois o que “fazemos é o resultado do que pensamos; portanto, o que irá determinar nossas vidas e o exercício das nossas vontades é o que pensamos, e isso por sua vez é determinado por onde está nosso coração – tesouro”.[2] Devemos lembrar que somos servos uns dos outros.

Piedade. O termo grego “eusebeia”, traduzido por “piedade” e de acordo com o contexto, significa “atitude religiosa no sentido mais profundo, a reverência a Deus que advém do conhecimento Dele... conota a seriedade moral, que afeta o comportamento externo bem como a intenção interior”.[3] O sentido bíblico da palavra vai além do sentimento de dó ou de piedade, indica uma atitude moral e ética, um comportamento transformado pelo conhecimento de Deus e pela reverência a Deus. Assim, é mais do que dó, é ação em direção aos que causam “dó” ou “piedade”. Por se tratar de uma atitude que evidência o caráter cristão, esta ação é acompanhada de um exercício de humildade e de entrega. Para STOTT, se trata de “uma mistura de temor e amor que, juntos, constituem a devoção do homem para com Deus”.[4]

Espiritualidade. A prática da espiritualidade é fundamental para o ministério pastoral, pois ela possibilita que o pastor e a pastora contemplem a Cristo, o Sumo Sacerdote e Senhor. Esta relação pessoal com Cristo alimenta o carisma pastoral: "sentimos a necessidade de uma renovação e revitalização da consciência vocacional do ministério pastoral, a fim de nos dispormos a pregar o Cristo exigido por ela. Sem essa consciência vocacional e sem disponibilidade para a obra, seria inútil qualquer planejamento...".[5] Ao desenvolver a sua espiritualidade o ministro cristão alimenta a dimensão da consagração como um ministério que é alimentado pelo Espírito Santo e que é exercido numa comunidade onde há diversidade de talentos, dons e ministérios.

Amor. O amor deve permear todas as ações ministeriais. O ministério cristão é marcado pela doação e pela dedicação aos outros. O ministro cristão não foi chamado para resolver problemas dos membros da igreja, mas sim para desenvolver o seu ministério cuidando das outras pessoas que atuam ou que são sujeitos do respectivo ministério. Ao ser indagado por Jesus (João 21.15-23), Pedro recebeu seu chamado para pastorear o rebanho. Em Romanos 5.5 lemos que “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”. O amor promove a gratuidade e a alegria do serviço. O amor perdoa, reconcilia, cura, aproxima, restaura, resgata, o amor jamais acaba.



Cuidado pastoral. O que é cuidado pastoral? “... é o processo de proteção para com o ministério de pessoas e comunidades em nome de Deus. É uma expressão do cristão para com o outro e para aquele para quem Cristo viveu e morreu”.[6] Dentro do cuidado pastoral está o aconselhamento pastoral que tem como objetivo trabalhar com indivíduos, grupos ou famílias, questões relacionadas à emotividade, sexualidade, bem como aspectos psicológicos, espirituais, mentais, físicos e outros.

Solidariedade. Um ministério cristão que não evidencie solidariedade, fraternidade, empatia e preocupação com a vida do outro, terá pouca relevância para o cumprimento da missão da Igreja e para a restauração das pessoas que evidenciam fragilidades. A solidariedade deve aproximar o ministro cristão dos que necessitam de apoio e atenção, bem como de ação que promova a dignidade da vida.



Estes aspectos não são indicados em forma de prioridade ou como uma relação do que vem antes ou depois. Se a Igreja precisar ir para divã, como estamos propondo em nossa reflexão, o ministério cristão deve ser relevante para cada situação, contexto ou história da comunidade. Assim, algum aspecto pode ser mais relevante que outro naquele momento ou naquela comunidade. O convite que fazemos é para que o ministério cristão seja terapêutico e curador, pela ação da Graça de Deus e pela inspiração do Espírito Santo de Deus.

Bispo Josué Adam Lazier

http://josue.lazier.blog.uol.com.br/index.html

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[1] STOTT, John R.W. A Mensagem do Sermão do Monte. São Paulo, ABU, 1985, p. 161.

[2] LLOYDE-JONES, Martyn. Estudos no Sermão do Monte. Editora Fiel, 1984, p. 377.

[3] KELLY, L.N.D. I e II Timóteo: introdução e comentário. São Paulo, Mundo Cristão, 1983, p.65.

[4] STOTT, John. A Mensagem de I Timóteo e Tito. Paulo, ABU, 2004, p.117.

[5] Igreja Metodista, Plano Quadrienal 1979-1982.

[6] FARRIS, James Reaves, Teologia prática, cuidado e aconselhamento pastoral: um resumo da história recente e suas conseqüências atuais, em Teologia Pastoral, Estudos de Religião 12, São Paulo, UMESP, 1997, pg. 19.
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No meio de tantas coisas confusas, chamada por muitos como revelação de Deus, encontramos uma reflexão sensata e bíblica sobre esse tema tão importante tema: "AVIVAMENTO".Peço que você leia com paciência e não compare ele com o que você pensa, mas com o que a bíblia diz, quem sabe hoje algumas coisas não mudam na sua compreensão das coisas do Reino de Deus.
O texto abençoou a minha vida, espero que com você não seja diferente.

Pr.Paulo Cesar Nogueira

SINAIS DE AVIAMENTO NO AVIVAMENTO

O que queremos dizer quando usamos a expressão aviamento? Encontramos no Dicionário do Aurélio várias definições para esta palavra. Estamos usando a seguinte em nossa reflexão: “conjunto do material acessório necessário ao acabamento de uma costura ou bordado, como tecido para forros, botões, fechos, colchetes, etc.”. (5) No Dicionário Escolar da Língua Portuguesa encontramos a seguinte definição de aviamento: “miudezas necessárias à confecção de roupas”. (6)

É importante ressaltar que não estamos afirmando que o avivamento é um “aviamento”, mas sim que o avivamento pode vir a ser um “aviamento”, ou seja, se transformar num conjunto de miudezas e acessórios que enfeitam, mas que não produzem a santidade bíblica. Os sinais de um avivamento transformado em aviamento são, entre outros, os seguintes:

1. Divisionismo e cisma – ou seja, tendências cismáticas. Isto não quer dizer que um membro da Igreja deixe de ser crítico à Igreja, ou mesmo crítico às lideranças estabelecidas, mesmo porque o avivamento produz transformações e reformas, dentro de uma disciplina institucional. O que estamos indicando é que a tendência a cisões e separações é nociva ao avivamento. Pode-se ser crítico sem ser cismático.

2. Isolacionismo – a tendência ao isolamento, a falta de comunhão com outras pessoas, ou comunhão somente com pessoas que pensam da mesma forma e professam as mesmas interpretações bíblicas e teológicas, a dificuldade para conviver com críticas ou questionamentos, a pouca participação em eventos onde prevalece à reflexão, cria um ambiente propício para um avivamento descaracterizado.

3. Indefinição confessional – erroneamente alguns pensam que a mudança de doutrina seja uma evidência do avivamento. O avivamento descaracterizado cria a indefinição confessional, mas o avivamento bíblico cria a convicção acerca das confissões de fé e doutrinas ensinadas pela Igreja.

4. Personalismo – ou a centralização numa pessoa ou grupo, tende a criar um aviamento e não um genuíno avivamento. Avivamento na perspectiva bíblica é aquele que cria o espírito de serviço e de dedicação aos outros e não o autoritarismo ou o personalismo, onde o que o líder avivado diz que não pode ser questionado por se tratar de uma pessoa cheia do Espírito Santo. Este sentimento tende a promover um aviamento em detrimento do avivamento.

“No genuíno avivamento a linha pastoral deve ser a de comunhão, do amor, da partilha, da solidariedade, da humildade, da mutualidade dos dons e ministérios, sem dominação de liderança ou de grupos, semelhante à comunidade apostólica onde todos estavam juntos e tinham tudo em comum, sendo um só coração e a alma deles”. (7)

5. Absolutização da experiência – uma experiência pessoal com Deus e com a dinâmica do Espírito Santo não pode ser absolutizada, tornando-se modelo ou norma para os outros. Aqui está um dos equívocos do avivamento, ou seja, o de absolutizar experiências pessoais. Absoluta é a ação soberana do Espírito Santo na vida da Igreja e do cristão.

6. Ausência de reflexão – A experiência do coração aquecido não invalida a mente transformada pela Palavra de Deus, o equilíbrio wesleyano. São as duas evidências de uma pessoa transformada pela Graça de Deus e cheia do Espírito Santo. A ausência de reflexão e de estudo faz do avivamento um movimento sem raízes, sem profundidade e sem conteúdo.

O avivamento desperta o gosto pela Palavra de Deus. Como diz o salmista: “são mais doces do que o mel e o destilar dos favos” – Sl 19.10. “A santidade que João Wesley pregava não era a santa simplicidade, a ‘santa ignorância’ do obscurantismo. Era um fulgor no coração que iluminava também a inteligência. Wesley queria, sim, que seus pregadores fossem antes de tudo piedosos, que tivessem eles mesmos a experiência pessoal da graça redentora de Deus em Cristo, a qual tinham que pregar. Todavia também se empenhou em que fossem ilustrados, estudiosos, leitores assíduos, e infatigáveis disseminadores da educação”. (8)

7. Assimilação de práticas pastorais e teologias alienígenas – O avivamento vira aviamento quando a busca pelo genuíno avivamento abre as portas para práticas pastorais e teologias que nada têm a contribuir para o crescimento do cristão e da Igreja. Alguns pensam que avivamento é assimilar algumas práticas que estão na “onda” e que, aparentemente, apresentam resultados satisfatórios. O avivamento é um arraigamento em nossa confessionalidade, em nossa eclesiologia, em nossa maneira de fazer teologia e de pastorear nossas ovelhas.

8. Vaidade espiritual e entusiasmo – Como vimos anteriormente, avivamento é a experiência de dedicação e de serviço a Deus. A vaidade é evidência da necessidade deste avivamento e uma negação da experiência cristã. Junto com a vaidade podemos incluir o entusiasmo. São excessos e miudezas que nada acrescentam a fé cristã.

Ao ensinar sobre a perfeição cristã, João Wesley destacava que não era perfeito a ponto de não necessitar de perdão, tampouco perfeito a ponto de ser independente . (9) Sua preocupação era com o entusiasmo irracional. Ensinava aos metodistas a buscarem a experiência de ter o coração aquecido pelo Espírito Santo mas não se esquecerem do adestramento da mente, através do estudo, da meditação e da reflexão. João Wesley não queria que os metodistas fossem chamados de entusiastas enlouquecidos. Para isto ensinava que “a unanimidade da experiência profunda da graça redentora de Deus em Cristo não significa necessariamente uma uniformidade nas manifestações emotivas externas dessa experiência”. (10)

9. Falta de caráter cristão – Para Wesley, “a benção maior a ser almejada pela pessoa que já tenha recebido o dom da fé (e a conseqüente justificação e regeneração) é a benção da perfeição cristã, a qual, antes de mais nada é a perfeição em amor para com Deus e para com o próximo”. (11) Aqui está o grande diferencial do avivamento entre os metodistas: a santidade bíblica. “A justificação é a grande obra de Deus por nós, perdoando nossos pecados, enquanto que a santificação é a obra que ele opera em nós, renovando-nos”. (12)

Sem ter a santidade bíblica como alvo o avivamento por certo será meramente um conjunto de miudezas, ou aviamento. O avivamento sem a santidade bíblica é um movimento sem o caráter de Cristo, pois os frutos da “unção e presença do Espírito Santo produzem uma santificação progressiva, contínua, pessoal e social e uma ação missionária plena de compromisso com Deus, com o ser humano, com a História e com o reino de Deus”. (13)

10. Discipulado que se fundamenta em propostas de eclesiologia e práticas pastorais utilitarista e com fim específico de crescimento numérico e nos numerários da Igreja. Esta tendência, crescente em nosso meio, desvirtua a proposta de discipulado encontrada nos Evangelhos e desenvolvida por Jesus.

Bispo Josué Adam Lazier



(5) Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 1999, Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, pg. 240
(6) Bueno, Francisco da Silveira, Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, 1979, Rio de Janeiro, FENAME, pg. 155.
(7) Leite, Nelson Luiz Campos, Como alcançar o Genuíno Avivamento, Exodus, 1997, pg 67.
(8) Camargo, Gonzalo Baez, Gênio e Espírito do Metodista Wesleyano, Imprensa Metodista, 1986, pg 47.
(9) Williams, Colin W., la Teologia de Juan Wesley, Ediciones SEBILA, Costa Rica, 1989. pg. 136.
(10) Camargo, Gonzalo Baéz, Gênio e Espírito do Metodismo Wesleyano, Imprensa Metodista, 1986, pg 30.
(11) Reily, Duncan Alexander, Fundamentos Doutrinários do Metodismo Brasileiro, Exodus, 1997, pg. 55.
(12) Hinson, Willian J., A Dinämica do Pensamento de Wesley, Imprensa Metodista, pg. 21.
(13) Leite, Nelson Luiz Campos, Como alcançar o genuíno avivamento, Exodus Editora, 1997, pg. 34.



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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cristo é maior que Moisés.

O LANÇAMENTO DO NOSSO LIVRO É DOMINGO(28/6), PEDIMOS SUA ORAÇÃO.
ELE JÁ ESTÁ DISPONÍVEL PARA VENDA(R$ 18,00) ATRAVÉS DO E.MAIL:ESTRUTURA.RELIGARE@HOTMAIL.COM


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Meus queridos, vocês aprenderão um pouco mais sobre a relação do VT com o NTno texto abaixo produzido pelo Pastor Marcello Oliveira.

De forma hábil e sustentada na Palavra, ele aborda o texto de Hebreus destacando a superioridade de Cristo utilizando três argumentos:

1)Jesus é o Construtor da Casa (Fique tranquilo se na sua casa está faltando o telhado ou outra coisa , Ele é fiel para completar a "boa obra" em você, lembre-se: você é "casa de filiação divina").

2)O Senhor é maior que o servo (Quer um conselho? Acredite nisto e descanse, não será você que é servo que vai trazer solução para sua vida, mas sim o seu Senhor.Busque mais o Pai).

3)A realização é maior que o símbolo dela [ Busque mais as coisas do alto, a vida terrena(símbolo) é passageira, mas a realidade eterna, essa é para sempre(realização)].

Que você seja tremendamente abençoado com o texto abaixo, e que o Pastor Marcelo continue a nos ajudar no caminho do crescimento bíblico.

Pr.Paulo Cesar Nogueira - 26/06/2009
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O objetivo do escritor de Hebreus é mostrar a superioridade de Cristo por meio de três argumentos: (1) o Construtor é maior do que a casa; (2) o Senhor é maior do que o servo; e (3) a Realização é maior do que o símbolo dela.


1) O primeiro argumento se fundamenta na superioridade do Construtor sobre a casa, sendo assim expresso: Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que estabeleceu (Hb 3.3).


A glória da qual Cristo foi digno é uma referência à Sua filiação, ao passo que a palavra “doxa”, traduzida como glória na primeira parte do versículo, torna-se “timem” na segunda parte, por ser mais aplicável a uma casa. Moisés foi, na verdade, fiel, mas ele era parte da casa, não o fundador dela, daí termos uma significativa mudança de preposições: de em – para sobre.


Moisés foi fiel na casa; Cristo foi fiel sobre a casa. As palavras “maior honra do que a casa tem” são "kath hoson", significam quanto maior. O escritor da epístola aos Hebreus reforça o argumento no versículo seguinte, dizendo: Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus (Hb 3.4). Existe aqui uma profunda visão espiritual do Cristo encarnado como o Logos, ou Verbo eterno, pelo qual todas as coisas foram feitas. Portanto, Cristo, como o Filho divino, não é apenas Soberano, mas o Fundador da casa, logo superior a Moisés, que era parte da dispensação sobre a qual presidia.


2) O segundo argumento, de que o Senhor é maior do que o servo, é extraído do contraste entre Moisés como servo e Cristo como Filho: E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo (Hb 3.5a).


A tarefa de exaltar a Cristo acima de Moisés era delicada, pois este era alvo de “veneração” por parte dos judeus. A vida religiosa de Israel, a Lei com suas várias observÂncias, o conhecimento de Deus e a esperança que os judeus tinham na vida futura estavam todos ligados a Moisés, o servo de Deus. Além disso, o próprio Deus testificara: Moisés, é fiel em toda a minha casa e boca a boca falo com ele (Nm 12.7,8a).

Contudo, a habilidade do escritor de Hebreus, inspirada pelo Espírito Santo, nunca falha. Ele toma as palavras casa, servo e Filho e desenvolve-as de maneira magistral. Moisés é um “therephon”, servo livre, aquele que serve voluntariamente e executa os desejos do seu senhor na administração da casa; não é um “doulos”, escravo sem vontade própria. Moisés, portanto, é caracterizado por toda a dignidade que se ligava ao seu ofício. E ainda, Moisés era um servo fiel em toda a casa de Deus. Os outros servos eram usados em várias partes da casa. Profetas, reis e sacerdotes tratavam de aspectos diferentes e limitados da verdade e da vida; a Moisés, contudo, fora confiado toda a dispensação, o regime e o cuidado de toda a família de Israel.


O alvo do argumento é este: Moisés foi servo em casa de servos, tendo sido ele próprio parte da casa; Cristo, todavia, é Filho sobre uma casa de filhos, sendo Ele mesmo o Autor e Fundador da dispensação sobre a qual é Soberano.


3) O terceiro argumento, de que a Realização é maior do que o símbolo dela, baseia-se na seguinte afirmação: o ministério de Moisés foi para testemunho das coisas que haviam de anunciar (Hb 3.5b).


Moisés, portanto, não apenas deu testemunho quanto à verdade contida na Lei, mas prescreveu o culto simbólico em sua própria casa sob um feitio que, testificaria aquele que seria mais plenamente exibido em Cristo. Por isso, nosso Senhor disse: Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele (Jo 5.46); e, em relação aos discípulos no caminho de Emaús, agiu da seguinte forma: E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras (Lc 24.27).


A dispensação mosaica, portanto, era simbólica e dava testemunho tanto da pessoa como da obra de Jesus Cristo.


Pr Marcello de Oliveira -Bibliografia: Wiley, Orton. A excelência da Nova Aliança. Editora Central Gospel – 2008
http://davarelohim.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pode ser difícil pensar assim, mas é necessário.

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15/06/2009
Em nossos dias, a exegese mais perfeita tem sido aquela que o resultado agrada aqueles que estão ouvindo. Por conta disto, palavras como esta do texto abaixo, que nos leva a uma reflexão profunda, são omitidas do novo Israel de Deus.

Aos meu colegas pastores, peço o compromisso de compartilharmos como o povo o entendimento correto da palavra, mesmo que ao coração das nossas ovelhas, não seja o que elas gostariam de receber.

Devemos lembrar que o nosso primeiro compromisso é com o Altíssimo que nos convocou para essa missão, sermos fiél, como Ele é, a sua Palavra.

Que Deus possa te abençoar ricamente, partindo da santificação de sua vida.

Pr.Paulo Nogueira


A felicidade tem sido o alvo da humanidade. Muitos afirmam que têm a felicidade como objetivo de suas vidas. Mesmo aqueles que não verbalizam isto acabam vivendo baseados neste princípio. De fato tudo é estabelecido com base nisto. É aceitável, para as pessoas, que alguém troque de emprego se está infeliz. Se alguém troca de curso na universidade afirmando que não estava se sentindo feliz, a razão é aceita pela maioria das pessoas como válida. Se alguém não está feliz com seu casamento, para muitos seria normal trocar de cônjuge, afinal ser feliz é o objetivo. A felicidade é tida como um direito de todo ser humano.
Quando pensamos em Deus, sabemos que Ele é bom, que é galardoador de boas dádivas, que tudo que é bom vem Dele, então também pensamos que Deus nos dará a felicidade, pois ela é muito boa. Quando vemos as pessoas infelizes falamos para elas que isso é ausência de Deus, e que se tivessem um relacionamento com Ele não seriam assim tão infelizes. Chegamos mesmo a prometer para as pessoas que se vierem para Jesus serão felizes. O que o homem deseja é ser feliz, e tudo o que for feito dentro do padrão aceito pela sociedade, visando atingir este alvo, será compreendido.
A questão, no entanto é: Deus prometeu fazer-nos felizes?
Vemos Deus como sendo tão bom que a pergunta parece impertinente. “É claro que Deus prometeu isso”, alguém dirá. “Essa é a melhor coisa que alguém pode ter. Maior que bens materiais, maior que dinheiro, que o sucesso, se Deus é bom fará isso por nós.”
Entretanto não há essa promessa na Bíblia. Deus não prometeu fazer-nos felizes. Deus prometeu fazer-nos santos. Toda sua obra visa libertar-nos do poder do pecado, tornar-nos parecidos com seu Filho Jesus Cristo, para que com isso possamos habitar no céu eternamente. O objetivo do homem é a felicidade, o de Deus é a santidade.
Deus quer que compreendamos esta verdade, Ele deseja fazer-nos santos. Isto não significa dizer que servir a Deus é sinônimo de infelicidade. O crente não é infeliz. A verdade é que a felicidade no plano de Deus é o resultado de uma vida santa. Deus não quer que vivamos ansiosos pela felicidade, que façamos tudo em busca dela. Isso é obra do homem sem Deus. Deus quer que estejamos contentes em toda e qualquer situação, quer que aprendamos a depender Dele, que desejemos ser santos como Ele é santo. São estas coisas que o crente deve desejar.
Sansão foi um exemplo de alguém que pensou em ser feliz. Quando foi a Timna, uma cidade ocupada pelos filisteus viu uma mulher pela qual se apaixonou. Sansão então pediu a seu pai que a tomasse por esposa para ele. Seus pais, porém disseram a ele que não tomasse por esposa uma mulher filha de incircuncisos. Em outras palavras seus pais estavam lhe dizendo que ele deveria se casar com uma mulher da mesma fé. Sansão respondeu a seus pais: “Tomai-me esta, porque só dela me agrado” (Jz 14.1,2). Sansão estava afirmando que só seria feliz casando-se com aquela mulher. Nos dias de hoje Sansão seria apoiado por muitos, inclusive crentes. Diriam que ele estava certo, pois se estava apaixonado e se só assim seria feliz, que então buscasse seu objetivo, mesmo contra a vontade de seus pais. Para todos os lados em que olhamos vemos esta “regra”: Se é para ser feliz então vale à pena. Sabemos o final da história deste casamento de Sansão. Mesmo na festa o casamento já estava acabado e o que se seguiu foi uma grande tragédia. Sansão mostra o prejuízo que temos quando pensamos na felicidade em primeiro lugar.
Quando o crente entende e tira a felicidade do primeiro lugar de sua vida então Deus começa a torná-lo feliz. Davi escreveu: “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do seu coração” (Sl 37.4). Em outras palavras Davi estava dizendo: Seja Deus suficiente para você, esteja contente com Ele, deixe-O decidir o que é melhor para você, procure fazer sempre a vontade Dele em primeiro lugar, e como resultado Ele satisfará o que o seu coração deseja.
Ao contrário de Sansão que queria agradar-se a si mesmo para ser feliz, Davi diz que devemos deixar Deus nos agradar. Quando desejamos muito algo, ficamos tentando nos convencer que aquilo é a vontade de Deus para nós. “Se somente assim seremos felizes então isso tem que ser a vontade de Deus”, dizemos para nós mesmos. A verdade é que isso não acontece. Confundimos nosso desejo por felicidade com a vontade de Deus. Resumindo, queremos agradar a nós mesmos e para não ficarmos com culpa na consciência tentamos nos convencer de que Deus também deseja aquilo.
Ser santo é abrir mão dos desejos pessoais e buscar aquilo que Deus deseja. Não tentemos misturar nosso desejo por felicidade com o desejo de Deus por santidade. Neguemos a nós mesmos e assim estaremos no caminho da santificação. Portanto a felicidade para o crente não é seu objetivo, é a conseqüência do seu desejo de agradar a Deus. Enquanto este mundo corre desesperadamente atrás da felicidade, o crente sábio busca a santidade, pois ele sabe que Deus prometeu fazê-lo santo, e a felicidade então, será só uma conseqüência.

TEXTO EXTRAIDO DO BLOG: http://www.blogfiel.com.br - Pastor Clodoaldo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quem tem ética para vender?

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Quem tem ética para vender?

Nossos índios estão vendendo reserva de carbono , através da conservação das matas amazônicas.

Os grandes nomes do esporte, como o técnico da seleção brasileira de vôlei, estão prestando consultoria, vendendo suas experiências via palestras para estimular empregados das grandes empresas.

Nossos economistas estão vendendo nossa experiência em controlar macro sistema financeira, que muito faltou aos americanos nesta crise econômica.

Os técnicos de futebol da terrinha estão vendendo seus talentos aos árabes fanáticos por esse esporte.

Mas e quando é necessário se comprar Ética com letra maiúscula?

Gostaria de responder que em nossas igrejas, a Ética poderia ser encontrada de forma gratuita, mas infelizmente, essa matéria prima que é parte integrante do conjunto que cabe a igreja oferecer a sociedade, está em falta em muitas igrejas.

Pode-se dizer que existe hoje uma grande confusão na cabeça do nosso povo em relação ao que é lícito e o que não, e as vezes, por conta disto, ficamos em situação constrangedora diante daqueles que não conhecem a Jesus, mas que tem em sí uma boa consciência.

Nesta semana, por duas vezes, ouvindo o debate na rádio 93, observei que os pastores e pastoras presentes, clamavam para que as igrejas levantassem a bandeira da ética cristã. Um deles com muita propriedade, chegou a dizer que “Não falamos mais sobre isso nas igrejas, e que é necessário retomar esse importante assunto, já que como representantes de Cristo, temos a obrigação de termos uma ética acima daquela que é manifestada pela sociedade, a qual devemos ser referência”.

Em nossa Igreja, que não é melhor e nem pior que as demais, instituímos há um ano o “culto de ética” , que se realiza um vez por mês, e tem um forte apelo a presença de toda a congregação. Nele conversamos de forma aberta e interativa sobre o que é ético e o que não é na vida do cristão. Temos buscado atingir todas as áreas da vida humana, desde coisas simples, como as mais complexas.

Particularmente como pastor, tenho visto este culto ser um espaço de suma importância para o crescimento da igreja e também de comunicação entre membros e liderança.

Se você gostou, fica ai uma dica para sua igreja.

Pr. Paulo Nogueira