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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Meditando com o Bispo Josué Adam Lazier da Igreja Metodista.

Visite o site do Bispo Josué:http://josue.lazier.blog.uol.com.br/index.html
A JABULANI SE CONVERTEU

A bola utilizada na última Copa do Mundo, a jabulani, ficou famosa pelas variáveis que ela tomava ao ser lançada para o gol com chutes fortes, fazendo desvios e dificultando o trabalho dos goleiros.

Ela me suscitou esta breve reflexão. O último censo do IBGE (2000) apontou que o número de brasileiros que se declaravam sem igreja era bem significativo. Provavelmente o censo deste ano mostrará que este índice cresceu em nosso país, além de outros índices que o censo registrará.

Eu me refiro “aos sem igreja” para chegar “aos que têm igreja, mas não vão à igreja”. Embora o censo do IBGE não apresente este dado, um bom observador constatará que é crescente o número de pessoas da igreja que estão deixando de ir à igreja, não por falta de fé, por apostasia, por rebeldia, seja lá o que for. Muitos estão deixando de ir à igreja porque ela tem deixado de ser em muitos aspectos a Igreja do Senhor e não tem oferecido o “descanso para a alma”, como cantou tantas vezes o salmista no passado, tampouco tem oferecido o pão que sacia a fome pelo conhecimento acerca da sã palavra de Deus e não tem sido espaço de conforto para as lutas da vida ou mesmo apresentado inspiração para uma espiritualidade sadia, sem esquizofrenias.

A jabulani me faz pensar que a igreja perdeu o “time” (tempo em inglês) e se transformou num time de aloprados que correm atrás da jabulani da prosperidade, do sucesso, do ter e possuir, não se importando com a ética, com a moral, com a dignidade da vida, com a simplicidade do Evangelho, com a justiça do Reino e com a santidade bíblica.
Eu lamento muito dizer isto, mas o número daqueles que “têm igreja, mas não vão à igreja” continuará crescendo porque as pessoas da igreja que não vão à igreja começam a descobrir que ela (a igreja) vai muito além dos muros, ou das cercas, ou dos preconceitos, ou das doutrinas personalizadas, ou dos púlpitos que se transformam em tribunais de condenação daqueles que pensam diferentemente daqueles que estão na condução da igreja.

Eu choro, em especial, ao ver a multidão de jovens que a igreja conseguiu (isto mesmo, a igreja conseguiu) levar para o caminho largo e insinuar que eles (os jovens) podem ir por este caminho, porque na igreja de hoje não há lugar para eles, a não ser que se enquadrem no “esquema eclesial” de alguns líderes que quando foram jovens... (é bom nem falar). E pensar que tem pastor que dá sustentabilidade para líderes que fazem de tudo (consciente ou inconscientemente) para que os jovens fiquem quietinhos, bem comportadinhos, enquadrados, cantando hinos e recitando salmos, num ritmo missal, dá uma dor no coração.

Eu queria dizer nesta breve reflexão que está chegando a hora de fazermos um encontro de “cristãos que têm igreja, mas que não vão à igreja”. Como afirma o profeta apocalíptico: quem tem ouvidos para ouvir ouça o que o Espírito está dizendo. Eu não tenho dúvidas de que Deus está falando para a Sua Igreja que é tempo (kairós) de rever práticas eclesiais, ministeriais e motivações para o exercício de ministérios ou funções na igreja. É tempo de voltar ao “primeiro amor”. É tempo de voltar à sã doutrina. É tempo de voltar à santidade bíblica. É tempo de colocar o Reino de Deus e a sua Justiça em primeiro lugar. É tempo de voltar para o altar de Deus e se quebrantar para viver o Evangelho que Jesus ensinou.
Escrevo para mim mesmo.
Bispo Josué Adam Lazier
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Meus comentário ao texto do Bispo Josué:

Caro Bispo Josué, Graça e Paz Lendo sua reflexão sobre esse grupo específico de pessoas “da igreja, que estão deixando de ir à igreja”, bem como seus argumentos que tentam esclarecer esse fenômeno, chego à conclusão que hoje mais do que nunca a vocação e a vida com Deus precisam ser levadas em conta na hora da escolha de um candidato ao santo ministério.
 A primeira vista, pode parecer que meu argumento não tem muita relação com o núcleo da matéria, mas não é bem assim. Todos os argumentos citados pelo bispo que contribuem para esta situação passam pela visão pastoral e ela respectivamente, pelo conhecimento e a vida que o pastor tem (de e com) Deus. Infelizmente muitos deste grupo de irmãos que chamamos de pastores, do qual me considero o menor, estão ainda com o coração distante do que representa sua vocação ministerial, dando espaço para que muitas distorções aconteçam na visão do que é ser igreja.

 Tenho agradecido a Deus pelo que Ele tem me ensinado em cada reflexão sobre sua igreja. Um dia destes estava orando especificamente sobre isso e o Espírito me pediu para tocar numa pedra de gelo. Ao tocá-la meu dedo grudou e na mesma hora meu tato capturou a baixa temperatura da pedra. Depois disso voltei à oração e ouvi de Deus: “Assim deve ser o pastor com o rebanho, quando tocar a ovelha precisa perceber sua temperatura, caso contrário, você será alguém que ainda não entendeu o seu chamado”. Abraços e obrigado por mais essa reflexão.
Pr. Paulo Cesar Nogueira



Mais uma chance para você mudar de ideia.

Ministro do Evangelho e membro da Igreja Batista, o pastor João Flávio Martinez é professor de teologia e apologética. Presidente e fundador do Ministério Apologético CACP, graduou-se em História e teologia. Como pesquisador de religiões, especializou-se em islamismo. É autor de dois livros: “Islã: sua influência nos grupos terroristas” e “Céu e Inferno: para onde vão os que morrem?”.


Graça e paz a todos do Rebanho do Senhor:

A nossa liberdade cristã está por um fio. Vivemos um momento ímpar em nossa sociedade. Vultos de ameaças à Fé em nossa nação ficam mais materializados do que nunca. A liberdade de expressão e o nosso jeito de acreditar na moralidade correm seriamente o risco de serem aniquilados pelo obtusado esquerdismo brasileiro. Nessa hora de fogo, os cristãos precisam prioritariamente votar em pessoas comprometidas com a ética e com a família. Partidos em defesa de valores anticristãos se levantam a cada dia. Ou votamos de acordo com a cosmovisão cristocêntrica ou nossa pátria cairá em um secularismo negativo e destrutivo.

Diante desse contesto sociológico, eu venho pedir aos nossos irmãos e internautas que pensem bem em quem votar.

Precisamos, acima de tudo, de uma igreja livre de preconceitos políticos. A história mostra que a Igreja já passou por muitas perseguições políticas. Homens inescrupulosos fizeram da igreja alvo de ódio e intolerância.

Penso que um cristão não pode votar em um partido que tenha fechado questão em favor do Aborto e da militância GLSBT. Precisamos tomar uma atitude de coragem e mudar os rumos dos fatos em nosso País.

Espero que você entenda o recado aqui dado. Convoco a todos a orarem e intercederem pelas nossas autoridades e por essa eleição. Volto a reiterar, precisamos ser livres para pregar a verdade bíblica no contexto social brasileiro. Se o Brasil ainda respira civilidade e alguma moralidade, deve-se isso aos valores cristãos que alavancaram o ocidente. Não podemos deixar que destruam isso.

Certo de que Deus está no controle de tudo;

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Meditando com o Bispo Josué Adam Lazier da Igreja Metodista.

                                             Escola Dominical – JARDIM


OU  LAVOURA?
                               
Esta pergunta aparentemente ingênua nos remete a uma reflexão mais abrangente sobre a educação levada a efeito no espaço dedicado à Escola Dominical. As diferenças entre um jardim e uma lavoura todos sabem.

O jardim apresenta uma variedade de flores onde cada espécie tem o seu “jeito” de enfeitar, perfumar e colorir o jardim. Por apresentar flores diferenciadas, o/a jardineiro/a também oferece um “tratamento” que é diferenciado, pois ele/a observa cada flor, a qualidade, a forma, o jeitão da flor se apresentar ao mundo, etc. Assim, ele/a não trata as flores como se fossem plantas iguais umas das outras, pelo contrário, ele/a percebe as diferenças e respeita estas diferenças. É bonito ver um jardim todo florido e bem cuidado.

Já a lavoura é diferente. A planta é a mesma. Se a pessoa olhar para a lavoura verá a mesma planta que se estende por muitos metros ou quilômetros. É bonito ver uma lavoura florescendo. No entanto, o tratamento dispensado às plantas da lavoura é o mesmo, pois se trata de uma única espécie.
Assim, pensar na Escola Dominical é considerar que ela apresenta uma variedade de pessoas que se encontram para refletir sobre a vida à luz da Palavra de Deus. O/a cuidador/a da Escola Dominical deve atuar como um/a jardineiro/a, ou seja, considerar a diversidade da vida humana e o jeitão de cada pessoa se expressar e evidenciar a sua fé em Cristo. Na Escola Dominical na perspectiva do jardim existe a diversidade de raça, de gênero, de etnia, de geração, de experiências, de aprendizagem, etc. Neste tipo de escola o/a cuidador/a observa as pessoas em suas particularidades. Esta escola tem alegria.

Se a Escola Dominical for tratada como uma lavoura, não haverá espaço para a diversidade, pelo contrário, tudo será homogêneo, tudo será estereotipado e seguirá a mesma forma ou fôrma. Neste tipo de escola as pessoas não são sujeitos e sim objetos. Esta escola é muito triste.

Se as metáforas são simplistas, o fato é que na Escola Dominical não há espaço para o simplismo, para a improvisação, para a reprodução de conhecimentos sem a vivência entre as pessoas, para educadores/as que não estejam comprometidos/as com a vida na perspectiva do Reino de Deus.

Na Escola Dominical do tipo jardim o/a cuidador/a é consciente, prudente, humilde, aprendente e coerente. Que tal? Como é a sua Escola Dominical? Está mais para jardim ou para lavoura?

A situação problematiza quando um/a cuidador/a de lavoura é colocado/a para cuidar do jardim...

Bispo Josué Adam Lazier

Meus comentário ao texto do Bispo Josué:
Sabe Bispo, infelizmente sua alegoria não está restrita a escola bíblica, o que já seria lamentável, mas ela alcança também outros espaços dentro da igreja. Creio que lidar com pessoas no estilo lavoura, faz parte do pacote "queda do homem". Há dois meses fizemos em nossa igreja um tempo de repouso de 40 dias. Neste período, nenhum evento ou reunião foi realizado. Prestamos nosso culto a Deus, tivemos aulas na EB e também na "Escola de Teologia". Durante esse período só pregamos sobre o livro de São Mateus, especificamente falando do Reino. O Objetivo era uma conscientização maior da igreja em relação à vida Cristã. Estamos colhendo agora muitas coisas boas deste período, mas preciso confessar, mediante a graça de Deus, que talvez o mais tratado nessa história toda tenha sido eu mesmo como pastor. Tenho certeza que depois deste período, tenho olhado mais para igreja como um jardim do que como uma lavoura.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meditando com o Bispo Josué Adam Lazier da Igreja Metodista.

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I CORÍNTIOS: OS DONS OU O AMOR?
Introdução

Os capítulos 11 a 14 falam a respeito da ordem no culto. Na igreja de Corinto havia alguns indícios de desordem:

11.2-16 - Questão do véu das mulheres
11.17-33 - Questão da Ceia do Senhor
12.1-14.25 - Questão dos Dons espirituais

No texto de 14.26-40 Paulo conclui dizendo que deve haver ordem nas celebrações da igreja:

A 26 - Ordem no culto para a edificação
B1 27-32 - Problemas com as profecias
A 33 - Ordem no culto (Deus da paz)
B2 34-39 - Problema com a participação das mulheres
A 40 - Ordem e decoro no culto

Os dons espirituais - 12.4-30

Na Igreja de Corinto os dons viraram motivo de divisão e desordem. O exercício de alguns dons virou motivo de desentendimento, porque alguns dons eram supervalorizados em detrimento de outros. Paulo não estava preocupado com a experiência dos dons, mas sim com a desordem. Não queria que a comunidade cristã fosse identificada como mais uma religião na cidade e mais um lugar de festas regadas a bebida, comida e baderna. Ele afirma em 14.33 que Deus não é um deus da desordem, mas sim da paz.

No capítulo 12 ele mostra quais são os propósitos dos Dons: a unidade e a edificação do Corpo de Cristo. Para falar sobre isto usa a figura do corpo humano. Numa divisão estrutural do texto fica evidente que os dons existem em função do corpo:

A 4-11 - Diversidade dos Dons
B1 12-13 - CORPO: unidade
B2 14-17 - CORPO: diversidade
B3 18-26 - CORPO: mutualidade
A 27-30 - Diversidade dos Dons

Fica evidente na estrutura do texto que o centro da diversidade dos dons é a unidade e a mutualidade do corpo. Por isso Paulo enfatiza a unidade (12.12-13), a diversidade (12.14-17) e a mutualidade (12.18-26).

Amor: o dom supremo - 12.31-13.13

Em I Coríntios 12.31 Paulo exorta a igreja a "aspirar" os melhores dons. Usa a palavra "zeloute", que quer dizer desejar ardentemente, cobiçar, aspirar. Em 14.1 novamente fala para aspirar aos dons e usa a mesma palavra. Mas quando fala para procurar o amor usa o termo grego "dióxete", que quer dizer perseguir, buscar, esforçar-se, correr atrás, indicando uma ação que não termina nunca e é persistente.

A 12.31 - O Caminho Excelente
B1 13.1-3 - Nulidade da grandeza humana diante do amor
B2 13.4-7 - Qualificação do amor (15 expressões)
B3 13.8-12 - O amor é eterno diante da temporaneidade dos dons e da vida
A 13.13 - O Amor é o Maior

Paulo destaca o amor como o maior fruto ou dom. Ele diz que sem o amor os dons, os talentos, as capacidades naturais e sobrenaturais, etc, não são nada. O maior sinal da presença do Espírito Santo e sua maior manifestação é o amor.
Ele procura incentivar a busca pelos dons, mas que eles sejam praticados tendo por base o amor. Os dons não devem ser motivos do orgulho e discórdia, mas sim de humildade e unidade, gerando a edificação do corpo de Cristo.

A Igreja Metodista enfatiza na sua doutrina a santificação ou perfeição cristã. João Wesley definiu que a perfeição cristã é a prática do amor. Ele disse: "um metodista é alguém que tem o amor de Deus em seu coração, pelo Espirito Santo que lhe foi dado..." (As Marcas de Um Metodista, pg 3).

Servindo a Deus
Este amor, gerado pela presença do Espírito de Deus, impulsiona o cristão à prática dos ministérios na igreja e no mundo. O objetivo dos dons espirituais é a edificação dos membros e o serviço cristão. Esta é a mensagem de Paulo aos Coríntios.

O ministério (serviço) na vida igreja é uma conseqüência do amor, pois, como diz Paulo, "Permanecem a fé, a esperança e o amor, porém, o maior deles, é o amor". Ou seja, sem compromisso com o serviço o amor não passará de uma expressão romantizada e os dons serão como “enfeites” numa árvore que não tem frutos.

Bispo Josué Adam Lazier

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Aprendendo com o Bispo Josué sobre perdão.

Queridos visitantes. Abaixo um excelente texto escrito pelo Bispo Josué Adam da Igreja Metodista.

Leia, pense, reflita e mude sua postura diante do próximo e de Deus.
Em Cristo Pr.Paulo C.Nogueira

Retirado do blog http://josue.lazier.blog.uol.com.br/index.html

O perdão
O perdão é um dos aspectos mais difíceis de serem vivenciados pelas pessoas. Falar de perdão é falar de faltas cometidas, atitudes tomadas, comentários feitos, que machucaram alguma pessoa. O perdão, ou a falta dele, podem ser experiências que marcam a vida do cristão.
Perdoar, a partir da palavra grega utilizada no Novo Testamento tem o sentido de remir o erro cometido e literalmente significa cancelar as faltas cometidas. Jesus, quando da experiência da crucificação, pediu a Deus que perdoasse os responsáveis pela sua morte porque não sabiam o que faziam. Ele perdoa Judas que o trai entregando-o para as autoridades da época e perdoa Pedro que o nega por três vezes.

Ao ensinar seus discípulos a orar, incluiu a questão do perdão. As palavras desta oração são tão sérias e comprometedoras, que a Igreja Primitiva tinha o costume de autorizar apenas os novos cristãos batizados e orientados sobre os compromissos da oração do Pai Nosso. No caso do perdão, a pessoa pede que Deus a perdoe como ela perdoa os outros (Mateus 6.12). Uma pessoa inadvertidamente pode pedir que Deus não a perdoe porque ela mesma não consegue perdoar os outros.

A mensagem do Evangelho de Jesus Cristo é mensagem de Boas Novas, mensagem de esperança, de gratuidade do amor de Deus, gratuidade do perdão de Deus e mensagem de uma nova vida. A gratuidade do amor e do perdão de Deus é promotora de atitudes na vivência das pessoas que seguem o caminho libertador do amor e do perdão. Amar e perdoar é liberar a pessoa que cometeu um erro de carregar o peso e a culpa deste erro e possibilitar que ela experimente o perdão de Deus, o mesmo sentimento que a pessoa que perdoa já experimentou. O preço do perdão já foi pago por Jesus Cristo quando morreu crucificado.

O perdão de Deus é infinito, ou seja, sempre que a pessoa se arrepende de seus erros e busca viver a nova vida em Cristo Jesus, o perdão de Deus é liberado para esta pessoa. A graça de Deus atua em todas as pessoas com o intuito de ajudá-las a compreenderem a realidade do pecado e a veracidade do amor e do perdão de Deus.

O perdão de Deus é gratuito, mas a pessoa que é alcançada pela Graça Maravilhosa de Deus não continuará sendo a mesma pessoa. Ela, por certo, apresentará frutos de transformação, conversão e libertação. Entre estes frutos, está o perdão que pode ser oferecido aos que nos ofendem, machucam e agem injustamente conosco. Como é difícil perdoar. O caminho para conseguir perdoar é o altar de Deus. O primeiro passo que a pessoa ofendida deve dar é ir ao altar de Deus e colocar os sentimentos, pensamentos, emotividade, afetividade, etc., nas mãos do Senhor. O segundo passou é “liberar” o perdão.

Se perdoar uma pessoa que se arrepende de erros cometidos ou ofensas é difícil, mas possível pela Graça de Deus, muito mais difícil é perdoar alguém que não se arrepende e demonstra nenhum sentimento pelo erro ou injustiça cometida. No entanto, como cristãos somos desafiados a perdoar a todas as pessoas. Quando Jesus foi questionado por Pedro sobre o perdão, respondeu prontamente que ele é infinito. Jesus responde a Pedro dizendo: “não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.21). Não há limite para o perdão. O desafio é grande, o apelo para que o perdão se instale na vida do cristão é constante, a vivência do ato de perdoar é uma das marcantes experiências cristãs que a pessoa pode ter.

Junto como o tema do perdão vem o da vingança, lamentavelmente. A pessoa ofendida e que não consegue perdoar tende a se vingar, ou, como se diz, “dar o troco”. Isto é muito comum, mesmo entre cristãos. Infelizmente no dia a dia se perde a dimensão do perdão que Deus oferece à pessoa arrependida e a força que Ele propicia para que esta pessoa aprenda o caminho do perdão. Paulo quando aos Romanos afirmou que a vingança pertence a Deus, ou seja, Deus é quem julgará todas as pessoas e todas as situações da vida (Romanos 12.17-21).

É necessário frisar que as consequências do pecado, do erro, das ofensas, etc., permanecem. Nem sempre é possível “apagar” o que foi feito. No entanto, devemos considerar que o perdão propicia que a pessoa experimente uma nova perspectiva de vida e apresente frutos desta nova vida.

Não perdoar, conservar o desejo de vingança, ódio, raiva, ruminar a dor sofrida, provocam mais machucaduras na pessoa que foi ofendida. Por certo há pessoas que se mostram adoecidas porque não conseguiram “liberar” o perdão para quem a machucou ou fez algo contra a idoneidade e a dignidade da pessoa. Por isso, o caminho do perdão é oferecido por Deus para que a libertação e a expressão de uma vida que é humana, mas que conta com a Graça de Deus, possa ser vivido na sua integralidade.

Uma pessoa que aprendeu o caminho do perdão é uma pessoa transformada pela Graça de Deus. O caminho do perdão significa acolher o perdão que Deus oferece ou receber o perdão que as pessoas oferecem ou perdoar os que nos tem ofendido, bem como perdoar os que nos causam danos. Viver esta experiência é viver a vida em toda a sua plenitude. As palavras de Jesus são instigantes: "Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á" (Lucas 6.36-38).

Talvez tenhamos que pedir a Deus que nos ensine a orar e a viver aquilo que oramos.
Bispo Josué Adam Lazier

domingo, 18 de julho de 2010

Aprendendo com o Bispo Josué Adam Lazier

Nos tempos do “genérico”, o original tem sido muito desvalorizado.

Quando estamos falando de remédios, isso acaba tendo muito sentido já que o princípio ativo em ambos os casos é o mesmo e o conseqüentemente resultado também.

Mas no caso de Bispos a coisa é bem diferente.

 Em tempos onde qualquer pessoa “vira” Bispo (?), a imagem desta função eclesiástica tão importante tem sido bem distorcida e até mesmo vulgarizada, por isso, é importante fazer a diferença entre joio e trigo, entre genérico (nesse caso no sentido falsificado) e original, entre Bispo e pseudobispo.

Por isso trago abaixo, uma mensagem de um Bispo de verdade, original e trigo da casa de Deus.

Leia com atenção essa mensagem do Bispo Josué Adam (Igreja Metodista) sobre I Coríntios - uma igreja de santos, com quem tenho tido o privilégio de aprender muito através de seus artigos.

Você pode conhecer mais sobre os ensinos e pensamento do Bispo Josué em seu blog: josue.lazier.blog.uol.com.br

Pr.Paulo Cesar Nogueira


I Coríntios - uma igreja de santos?


I CORÍNTIOS – Uma Igreja de santos/as?
A CIDADE

1. A cidade de Corinto localizava-se num lugar geograficamente estratégico para o mundo comercial da época. Possuía dois portos (Lequeu e Cencréia) e ficava nas proximidades de uma das principais estradas romanas, a chamada Via Egnátia. A circulação de mercadorias e viajantes do Oriente para o Ocidente e vice-versa passavam por Corinto, o que fazia da cidade um dos grandes centros urbanos da época.

2. Possuía em torno de 600 mil habitantes, dos quais, pelo menos a metade, era formada por escravos. O escravo era fundamental na economia da época, pois representava mão de obra barata. Eles trabalhavam em todos os setores econômicos e produtivos da época, inclusive nos serviços domésticos. Em Corinto tinha gente de todos os lugares e, portanto, se constituía numa cidade culturalmente e religiosamente muito diversificada.

3. A cidade tinha vários templos e mais de 20 estátuas dedicados a deuses gregos, romanos, orientais, de mistério, etc. Era comum a população fazer parte de um destes cultos praticados na cidade, muitos dos quais apresentavam uma programação religiosa acompanhada de festas regadas à comida e bebida. Os chamados “bacanais” que aconteciam em alguns dos grupos chamados religiosos em Corinto eram conhecidos pelo mundo da época.

4. Assim, Corinto se constituía num centro urbano para onde as pessoas se dirigiam à busca de sobrevivência e de trabalho nos portos e comércio da cidade, além do trabalho escravo que se fortalecia pelas conquistas romanas.

OS MEMBROS DA IGREJA
1. Os membros da igreja podem ser divididos em dois grupos (1.26-29): o grupo menor era formado pelos: 1. Sábios - são aqueles que tiveram oportunidade de freqüentar uma escola e adquirir instrução. Isto era muito valorizado na sociedade da época; 2. Poderosos - eram aqueles que, por causa de seus recursos financeiros, participavam da política da cidade e 3. Nobres - são os descendentes dos ricos e aristocratas da cidade.

2. Já o grupo maior era formado pelo Paulo chama de coisas loucas, fracas e desprezíveis - referência às pessoas sem instrução, sem nobreza, pertencentes às classes baixas da cidade. Talvez muitos fossem escravos ou libertos, que trabalhavam nos mercados da cidade, onde Paulo desenvolvia sua profissão de artesão de couros.
3. Estes dois grupos converteram-se e entraram para igreja levando seus costumes e práticas religiosas. Os problemas que a igreja enfrentava eram criados por estes membros. Mesmo assim Paulo diz que na Igreja de Corinto há "santificados".

A IGREJA DE CORINTO
1. Paulo relata vários problemas na Igreja de Corinto: Divisão - 1.10-12; Imoralidade - 5.1-13; Disputa nos Tribunais em vez de a própria igreja resolver os conflitos internos - 6.1-11; Libertinagem - 6.12-26 e 8.1-13; Questões relacionadas à participação da mulher nos cultos - 11.2-16; 6. Problemas com os dons do Espírito Santo - cap. 12 a 14.

2. O apóstolo Paulo apresenta várias exortações e exemplos de santificação na igreja de Corinto, mesmo havendo tantos problemas éticos, morais, discriminação, etc. Para ele, os apóstolos eram exemplos de pessoas santificadas para que os membros da igreja os seguissem (1.10-17; 3.1-17; 4.1-13);

3. O apóstolo considerava-os como servos - 1.17; 3.5-7 - os apóstolos eram servos cumprindo o ministério que receberam de Deus. Alguns plantavam, outros regavam, mas o importante é Deus que dá o crescimento.

4. Humildade e Desprendimento - 3.9; 4.1; 4.9 - Paulo diz que os apóstolos são os huperétes, os remadores inferiores. Utiliza-se das antigas embarcações que possuíam dois andares de remadores. Os inferiores remavam de cima para baixo para fazer o navio subir e diminuir assim o peso para o deslocamento no mar. Ele usa também a palavra oikonomos - trata-se de um escravo "libertado" já provado e experimentado, para dizer que os apóstolos são despenseiros da graça de Deus e colocados em último lugar, como espetáculos do mundo.

5. Dedicação - 4.11-13 - Paulo relaciona as diversas adversidades que enfrentavam para o cumprimento do ministério. Estas adversidades não impediram que cumprissem com a vontade de Deus, pois eram servos comprometidos com a missão.
MENSAGEM PARA NÓS
1. A igreja dos Coríntios era uma igreja com membros diferentes e de vários costumes. Paulo diz que todos eles (sábios, poderosos, nobres, loucos, fracos e desprezíveis) foram chamados para a santificação e que todos deveriam ter esta experiência. O modelo para eles era os apóstolos que deram o exemplo de santificação: serviço, humildade e desprendimento e dedicação.
2. É interessante observar que Paulo não destaca dons espirituais e nem talentos pessoais como referência de uma vida santificada. Pelo contrário, ele destaca frutos que acompanham a transformação e o comprometimento com a nova vida em Cristo Jesus, ou seja, o serviço, a dedicação, a humildade, o desprendimento, etc.

Bispo Josué Adam Lazier

sábado, 17 de julho de 2010

Eu não sou presbiteriano mas...


Acompanhe no artigo abaixo as notícias da Igreja Presbiteriana do Brasil no seu Supremo Concílio deste ano em Curitiba. O texto  foi extraído do blog Tempora Moraes.

Mais uma vez os presbiterianos saem na frente tomado posições firmes contra o liberalismo teológico e novos modismos.

Adotam publicamente (considerando como seitas) uma posição sobre a igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus. A Igreja Presbiteriana está também rejeitando associações com outras associações Presbiterianas e Reformadas a nível internacional que estão flexíveis a ordenação de homossexuais.

Bem, se eles estão certos em todas as suas decisões, como você pode observar no texto abaixo que existem outras questões, isso é outra coisa, mas temos que admitir que a Igreja Presbiteriana tem manifestado, pelo menos a nível de concílio, uma unidade em suas decisões que não tem sido observada em outras denominações, muito pelo contrário, o que temos visto é uma falta completa de unidade nas grades denominações do Brasil, o que poderia ser visto como algo positivo se não tivesse tornando-se regra e não exceção.

Além disto, ela é sempre a primeira a se manifestar, de forma oficial, sobre os assuntos mais polêmicos para o universo cristão.

Parabéns aos presbiterianos por sua corajem e fidelidade as Escrituaras Sagradas. Quanto aos seus possíveis erros, cremos que Deus irá providenciar novas reflexões e novos concílios.

Pr.Paulo C. Nogueira

Por: Reverendo Augustus Nicodemus.Estamos aqui em Curitiba perto do final da reunião do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Até agora as decisões tomadas em temas polêmicos, todas elas por maioria quase absoluta do plenário composto de mais de mil representantes de todo o Brasil, revelam o desejo da IPB de se manter uma igreja bíblica, reformada, conservadora e comprometida com a fé histórica. Eu sei que muitos vão questionar isto. Mas, para os presbiterianos do Brasil resta pouca dúvida de que este é o caminho correto.


O plenário rejeitou veementemente propostas para reatamento de relações com a PCUSA – conhecida Igreja americana aberta para ordenação de homossexuais – bem como de retornar à AMIR – Aliança Mundial de Igrejas Reformadas – também de viés liberal. Passou a considerar a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus como seitas, determinando que pessoas oriundas destas organizações sejam recebidas mediante rebatismo e profissão de fé. Reiterou a incompatibilidade entre a maçonaria e a fé cristã reformada. Reiterou decisão anterior que considera como errado o proibir que mulheres orem nos cultos, proibir que as igrejas tenham corais e instrumentos musicais e proibir a celebração do Natal. A IPB rejeitou estas proibições.


Rejeitou também proposta para estabelecer-se diaconos e diaconisas mirins. E rejeitou proposta para diaconato feminino, nomeando uma comissão para elaborar estudo sobre o assunto e prestar relatório em 4 anos.


Ainda há outros assuntos a serem discutidos em plenário e vamos aguardar a manifestação do plenário. Nosso ponto é que até aqui, não resta dúvida que a IPB segue na linha reformada e conservadora.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nenhuma autoridade lembra dos direitos humanos dos cristãos.

 É interessante observar que ninguém lembra dos direitos humanos dos cristãos que  estão sendo mortos, dilacerados, violentados, abusados e sofrendo tantas outras atrocidades em várias partes do mundo.

Recentemente vimos e ouvimos o presidente do Irã reclamar que a a ONU não estava sendo democrática com a decisão de retaliar o programa nuclear iraniano. Parece brincadeira, e de mal gosto, um regime que não respeita o direito básico das pessoas de escolherem a fé que querem confessar, falar em democracia.

Mas o pior é que deles nós esperamos esse tipo de comportamento, mas e o ocidente? Por que se cala diante destas atrocidades? E nossas autoridades, porque estão compactuando com esse tipo de movimento?

Pense bem sobre isso no dia da eleição e veja quem você estará colocando como presidente deste país.

No demais, peça a sua igreja que esteja orando pela matéria abaxo divulgada no cpad new:                                                        

Repressão no Irã sobre o Movimento Nacional Protestante

Preocupação do Governo, estritamente islâmico, é com a propagação do Cristianismo.

Forças de segurança iranianas detiveram oito integrantes de um movimento nacional da igreja protestante em Teerã como parte de uma ação do Governo sobre o número crescente de cristãos no país estritamente islâmico.

Segundo o pastor de uma igreja no Irã, que pediu para não ser identificado por razões de segurança, "novas pessoas, incluindo um membro da família, foram presas".

Ele disse que eles foram detidos depois que as forças de segurança invadiram uma reunião de oração na capital iraniana, onde os cristãos oravam pelos fiéis companheiros que foram presos em operações anteriores. "Minha mãe escapou por um triz da detenção, mas a ameaça continua", disse ele em entrevista.

Nos últimos dias, forças iranianas capturaram também o pastor Behnam Irani, na Cidade de Karaj, 20 km ao oeste de Teerã; e o pastor Youcef Nadarkhani e a sua esposa Fatemeh Pasandideh, na cidade de Rasht, no Noroeste do Irã.

Elam Ministérios, um grupo de líderes da igreja iraniana, vinculou a repressão à preocupação de dentro do governo iraniano sobre a propagação do Cristianismo no país.

sábado, 12 de junho de 2010

Seminário Metodista está ‘Abdicando’do Cristianismo, Diz Teólogo

Caro visitante, gostaria de trazer esse tema para debate e saber qual é sua opinião sobre o assunto abaixo:
Pr.Paulo

THE CHISTIAN POST
Por Lillian Kwon
Christian Post Reporter
Traduzido por Amanda Gigliotti

Apesar da insistência do presidente do seminário Metodista de que ele não está comprometendo o Cristianismo por tornar a escola em uma multi-religiosa, os Cristãos evangélicos e conservativos remanecentes não foram convencidos.
Wiew Full Image(Foto: Escola Teológica de Claremont)

Escola Teológica de Claremont,na Califórnia anunciou o lançamento do Projeto Universidade, um projeto para desenvolver um consórcio de escolas de graduação de diferentes religiões ancorados pela Universidade inter-religiosa ao lado da escola teológica existente.A Escola Teológica de Claremont, localizada na Califórnia, “está basicamente abdicando da fé,” disse o Dr. R. Albert Mohler, Jr., presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, em Louisville, Kentucky.

“Simplesmente não há outra maneira em que você possa, de verdade, entender isso a partir de um ponto de vista Cristão ortodoxo ou evangélico," disse o proeminente evangélico e teólogo na quinta-feira em seu programa de rádio.

O presidente da Claremont, o Rev. Jerry Campbell, anunciou quarta-feira que o seminário estará em parceria com as Escolas Judaicas e Islâmicas para oferecer treinamento clérigo para estudantes de várias fés. Estudantes irão ser treinados em suas respectivas tradições religiosas bem como ganhar entendimento de outras fés através de aulas compartilhadas com a Academia para Religião Judaica e o Centro Islâmico do Sul da Califórnia. Eventualmente, o seminário planeja expandir seu treinamento para incluir o Hinduísmo e Budismo, entre outros.

Mas o ambiente multi-religioso não é nada novo, disse Mark Tooley, presidente do Instituto sobre Democracia e Religião, um monitor conservativo que monitora as principais denominações.

Os Cristãos têm tido acordo com tais ambientes pelos últimos 2.000 anos e o Cristianismo tem afirmado a sua verdade em meio à diversidade, observou ele durante o programa de rádio Mohler.

"Se eles são fiéis ao Evangelho, então eles devem aceitar o ambiente multi-religioso como um desafio ao invés de tentar acomodá-lo ou sucumbí-lo," comentou Tooley.

Durante o anúncio de quarta-feira, palestrantes de Claremont assinalaram a necessidade de "desagregar o ensino religioso" e derrubar as paredes que há muito tempo os separaram. Eles repetidamente chamaram para uma cultura de inclusão, tolerância, do pluralismo e sublinhou a urgência do referido chamado.

"Esta visão é a visão adequada para nós neste momento," declarou Camargo. "[Há] muitos sinais no nosso mundo de que Deus está se movendo mais rapidamente nesta arena do que as nossas religiões e nós necessitamos alcançá-los."

Tooley observou que o projeto multi-religioso Claremont é um resultado lógico da trajetória em que a escola tem estado. Décadas atrás, Claremont foi promover a "teologia do processo," que nega a soberania de Deus e sugere que Deus está sempre evoluindo e amadurecendo junto com o mundo.

Atualmente, a Igreja Metodista Unida cortou o financiamento - cerca de um milhão de dólares - para a escola, uma vez que investiga os esforços multi-fé do seminário. Entretanto, Claremont recebeu uma promessa de US $ 10 milhões de Joan David Lincoln, que são Metodistas Unidos.
Como presidente do seminário de uma escola filiada a uma denominação, Mohler continua intrigado e crítico ao projeto de Claremont.

"Acho que a parte mais intrigante de tudo isso é que de alguma maneira eles parecem estar implicando que existem apenas diferentes sabores profissionais religiosos lá fora, e alguns deles aparecem como pastores evangélicos, alguns deles mostram-se como pastores gerais, alguns deles mostram-se como imãs, como rabinos," afirmou. "E a partir de uma perspectiva Cristã, isso não é profundamente o que estamos fazendo como os ministros Cristãos. Como presidente do seminário, isso não é profundamente o que estamos tentando produzir."
Claremont tem funcionado como uma Escola Teológica Metodista desde a sua fundação em 1885

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Jesus não era cristão

Queridos visitantes, estou transcrevendo o texto abaixo do blog tempora, sendo o autor o Dr.Augustus Nicodemus.

Peço sua atenção para a preciosidade de detalhes e do conhecimento compartilhado no texto abaixo pelo autor. Ele conseguiu trazer a tona de uma forma brilhante vários enganos dos liberais e também de muitos cristãos, bem como de pessoas que ainda não servem ao Senhor.Que esse texto possa ajudar edificar seu conhecimento espiritual e também a forma de você comunicar o Evangelho.


Que Deus lhe abençoe.

Pr.Paulo Cesar Nogueira.


Muita gente pensa que sim. Todavia, a religião de Jesus não era cristianismo. Explico. Jesus não tinha pecado, nunca confessou pecados, nunca pediu perdão a Deus (ou a ninguém), não foi justificado pela fé, não nasceu de novo, não precisava de um mediador para chegar ao Pai, não tinha consciência nem convicção de pecado e nunca se arrependeu. A religião de Jesus era aquela do Éden, antes do pecado entrar. Era a religião da humanidade perfeita, inocente, pura, imaculada, da perfeita obediência (cf. Lc 23:41; Jo 8:46; At 3:14; 13:28; 2Co 5:21; Hb 4:15; 7:26; 1Pe 2:22).
Já o cristão – bem, o cristão é um pecador que foi perdoado, justificado, que nasceu de novo, que ainda experimenta a presença e a influência de sua natureza pecaminosa. Ele só pode chegar a Deus através de um mediador. Ele tem consciência de pecado, lamenta e se quebranta por eles, arrepende-se e roga o perdão de Deus. Isto é cristianismo, a religião da graça, a única religião realmente apropriada e eficaz para os filhos de Adão e Eva.

Assim, se por um lado devemos obedecer aos mandamentos de Jesus e seguir seu exemplo, há um sentido em que nossa religião é diferente da dele.

Quando as pessoas não entendem isto, podem cometer vários enganos. Por exemplo, elas podem pensar que as pessoas são cristãs simplesmente porque elas são boas, abnegadas, honestas, sinceras e cumpridoras do dever, como Jesus foi. Sem dúvida, Jesus foi tudo isto e nos ensinou a ser assim, mas não é isso que nos torna cristãos. As pessoas podem ser tudo isto sem ter consciência de pecado, arrependimento e fé no sacrifício completo e suficiente de Cristo na cruz do Calvário e em sua ressurreição – que é a condição imposta no Novo Testamento para que sejamos de fato cristãos.

Este foi, num certo sentido, o erro dos liberais. Ao removerem o sobrenatural da Bíblia, reduziram o Jesus da história a um mestre judeu, ou um reformador do judaísmo, ou um profeta itinerante, ou ainda um exorcista ambulante ou um contador de parábolas e ditos obscuros que nunca realmente morreu pelos pecados de ninguém (os liberais ainda não chegaram a uma conclusão sobre quem de fato foi o Jesus da história, mas continuam pesquisando...). Para os liberais, todas estas doutrinas sobre o sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição, o novo nascimento, justificação pela fé, adoção, fé e arrependimento, foram uma invenção do Cristianismo gentílico. Eles culpam especialmente a Paulo por ter inventando coisas que Jesus jamais havia dito ou ensinado, especialmente a doutrina da justificação pela fé.

Como resultado, os liberais conceberam o Cristianismo como uma religião de regras morais, sendo a mais importante aquela do amor ao próximo. Ser cristão era imitar Cristo, era amar ao próximo e fazer o bem. E sendo assim, perceberam que não há diferença essencial entre o Cristianismo e as demais religiões, já que todas ensinam que devemos amar o próximo e fazer o bem. Falaram do Cristo oculto em todas as religiões e dos cristãos anônimos, aqueles que são cristãos por imitarem a Cristo sem nunca terem ouvido falar dele.

Se ser cristão é imitar a Cristo, vamos terminar logicamente no ecumenismo com todas as religiões. Vamos ter que aceitar que Gandhi era cristão por ter lutado toda sua vida em prol dos interesses de seu povo. A mesma coisa o Dalai Lama e o chefe do Resbolah.

Não existe dúvida que imitar Jesus faz parte da vida cristã. Há diversas passagens bíblicas que nos exortam a fazer isto. No Novo Testamento encontramos por várias vezes o Senhor como exemplo a ser imitado. Todavia, é bom prestar atenção naquilo em que o Senhor Jesus deve ser imitado: em procurarmos agradar aos outros e não a nós mesmos (1Co 10:33 – 11:1), na perseverança em meio ao sofrimento (1Ts 1:6), no acolher-nos uns aos outros (Rm 15:7), no andarmos em amor (Ef 5:23), no esvaziarmos a nós mesmos e nos submeter à vontade de Deus (Fp 2:5) e no sofrermos injustamente sem queixas e murmurações (1Pe 2:21). Outras passagens poderiam ser citadas. Todas elas, contudo, colocam o Senhor como modelo para o cristão no seu agir, no seu pensar, para quem já era cristão.

Não me entendam mal. O que eu estou tentando dizer é que para que alguém seja cristão é necessário que ele se arrependa genuinamente de seus pecados e receba Jesus Cristo pela fé, como seu único Senhor e Salvador. Como resultado, esta pessoa passará a imitar a Cristo no amor, na renúncia, na humildade, na perseverança, no sofrimento. A imitação vem depois, não antes. A porta de entrada do Reino não é ser como Cristo, mas converter-se a Ele.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A confunsão evangélica diante do Antigo Testamento

Queridos visitantes. Existem verdades que estão diante de nós, mas que muitas vezes  procuramos fazer vista grossa para não reconhecermos.
O artigo abaixo é um bom exemplo disto, por isso, reflita nele sobre sua visão do Antigo Testamente e ajude sua igreja a pensar diferente.
Pr.Paulo C. Nogueira

TEXTO EXTRAIDO DO BLOG FIEL POSTADO PELO PASTOR LUIZ SAYÃO

A igreja evangélica brasileira é uma das mais dinâmicas e criativas do mundo. Por essa razão seu crescimento tem sido extraordinário. Todavia, uma igreja jovem e efervescente tem dificuldades de doutrinar e discipular seus novos membros. Essa é uma realidade na igreja brasileira.
É notório que o uso do Antigo Testamento na prática e na liturgia eclesiástica brasileira tem crescido de maneira substancial. Principal no contexto do louvor e da adoração a ênfase vétero-testamentária é mais do que expressiva. E como percebeu Lutero, a teologia de uma igreja está em seus hinos. Afinal, o que está acontecendo? Para onde estamos indo?

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que o Antigo Testamento representa um fascínio para o povo brasileiro. É repleto de histórias concretas, circunscritas na vida real do povo, no cotidiano de gente comum. É muito mais fácil emocionar-se com uma narrativa como a de Jonas ou de Davi do que acompanhar o argumento de Paulo em vários textos de Romanos. Além disso, o povo brasileiro tem pouca história e raízes muito recentes. O Antigo Testamento, com a rica história do povo de Israel, traz uma espécie de identificação com o povo de nosso país. Talvez isso explique porque tantos brasileiros evangélicos queiram ou procurem ser mais judeus. Em terceiro lugar, devemos considerar a realidade de que a igreja evangélica brasileira quase não tem símbolos ou expressão artística. A maioria dos símbolos cristãos históricos (catedrais, cruzes, etc.) tem identificação católica na realidade nacional. Assim, os evangélicos buscam símbolos para expressar sua fé, e acabam geralmente escolhendo símbolos judaicos ou vétero-testamentários (menorá, estrela de Davi, e etc.).

Este encontro brasileiro-judaico tem muitas facetas positivas: Retomamos uma alegria comemorativa da fé, trazemos a verdade espiritual para a realidade concreta, dificilmente teremos uma igreja anti-semita, enxergamos necessidades sociais e políticas pela força do Antigo Testamento. Todavia, também estamos andando em terreno perigoso e delicado. Algumas considerações são importantes para que a igreja brasileira não perca o rumo por problemas de ordem hermenêutica. Aqui vão algumas sugestões:

1. Nem todo texto bíblico do Antigo Testamento pode ser visto como normativo
A descrição da vida de um servo de Deus do Antigo Testamento não é padrão para nós sempre. Quando Abraão mente em Gênesis, a descrição do fato não o torna uma norma. A poligamia de Salomão, a mentira das parteiras no Egito e o adultério de Davi não podem servir de desculpas para os nossos pecados.
2. Não podemos cantar todo e qualquer texto do Antigo Testamento
É preciso observar quem está falando no texto bíblico. Sem observarmos quem fala, tiraremos conclusões enganosas. Isso é fundamental para se entender o livro de Eclesiastes. No caso de Jó 1.9-10, por exemplo, temos registradas as palavras de Satanás. Isto é fato até no caso do Novo Testamento (veja Jo 8.48).
3. Devemos ensinar que muito da teologia do Antigo Testamento foi superada pelo Novo Testamento
Jesus deixou claro que estava trazendo uma mensagem complementar e superior em relação à antiga aliança. Se não entendermos isto, voltaremos ao legalismo farisaico tão questionado por nosso Senhor. Textos como Números 15.32-36 revelam um exemplo daquilo que não tem mais valor na prática da nova aliança. Todos os elementos cerimoniais da lei não podem mais fazer parte da vida da igreja cristã, pois apontavam para a realidade superior, que se cumpre em Cristo (Cl 2.16-18). Sábados, festas judaicas, dias sagrados, sacrifícios e outros elementos cerimoniais não fazem parte da prática cristã neo-testamentária.

4. Antes de pregar ou cantar um texto do Antigo Testamento é preciso entendê-lo
Nem sempre é fácil entender um texto do Antigo Testamento. Muitos textos precisam ser bem estudados, compreendidos em seu contexto e em sua limitação circunstancial e teológica. Veja por exemplo o potencial destruidor do mau uso de um texto como o Salmo 137.9. Se o intérprete não entender que o texto fala da justiça retributiva divina dada aos babilônios imperialistas, as crianças da igreja correrão sério perigo!

5. Devemos ensinar que vingança e guerra não são valores cristãos
Jesus ordenou que devemos amar até mesmo aqueles que nos odeiam. A justiça imprecatória não faz parte da teologia do Novo Testamento. Há vários salmos que dizem isso, mas tal realidade compreende-se no contexto do Antigo Testamento e não pode ser praticada na igreja cristã. Não podemos cantar “persegui os inimigos e os alcancei, persegui-os e os atravessei” (Sl 18.37.38), quando o Senhor Jesus ordena que devemos perdoar e amar os nossos inimigos (Mt 5.44-45). Hoje já existe até gente “amaldiçoando” outros em nome de Jesus! Teremos o surgimento de uma “violência cristã”?

6. Enfatizemos a verdade de que a adoração do Novo Testamento é superior
O Novo Testamento nos ensina que a adoração legítima independe de lugar, de monte, de cidade e de outros elementos materiais (Jo 4). Jesus insiste em afirmar que Deus procura quem “o adore em Espírito e em verdade”. A tradição evangélica sempre louvou a Deus por seus atos e atributos. Atualmente estamos cada vez mais enfatizando “o monte santo”, “a cidade sagrada”, “a casa de Deus”, “a sala do trono”. Nós somos o “templo de Deus”. Os elementos materiais pouco importam na adoração genuína. É preciso retomar o caminho correto.
7. Devemos ensinar que ser judeu não torna ninguém melhor do que os outros
Alguns evangélicos entendem que “ser judeu” ou “judaizado” os torna de alguma forma “espiritualmente melhor”. O rei Manassés, Anás e Caifás eram judeus! Já há quem expulse demônios em hebraico! Em Cristo, judeus e gentios são iguais perante Deus. Na verdade “não há judeu nem grego” (Gl 3.28) na nova aliança. A igreja cristã já pecou por seu anti-semitismo do passado. Será que irá pecar agora por tornar-se judaizante? Devemos amar judeus e gentios de igual modo. Além disso, podemos e devemos ser cristãos brasileiros. Não precisamos nos tornar judeus para ter um melhor “pedigree” espiritual.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A suposta aposentadoria de Deus

Texto elaborado pelo Pastor Luiz Sayão
Reproduzido do blog Fiel (http://blogfiel.com.br/2010/04/a-suposta-aposentadoria-de-deus.html/comment-page-1#comment-730)
Meus queridos, aproveitem esse maravilhoso texto elaborado pelo pastor Sayão e que o Espírito Santo lhe ajude a refletir sobre a teologia que você tem adotado no seu dia a dia. Pr. Paulo C. Nogueira.

Nos anos em que fazia pós-graduação na área de hebraico da Universidade de São Paulo, tive de estudar um pouco do pensamento judaico contemporâneo. Entre os diversos movimentos do judaísmo, chamou-me a atenção a proposta de aproximação entre o pensamento teísta e panteísta. Esta tendência filosófico-teológica é conhecida como panenteísmo. O panenteísmo afirma que o universo é Deus, mas Deus é mais do que o universo. Além disso, ressalta a importância do fluxo do tempo. Entre os defensores de tal sugestão estão o famoso rabino Harold Kushner (autor de Quando coisas ruins acontecem com as pessoas boas) e o pensador Abraham Heschel. Na ocasião, fiquei surpreso, pois até então desconhecia a influência do panteísmo no pensamento judaico. Eu imaginava que o legado de Baruch Spinoza influenciava os judeus secularizados, mas para a minha surpresa, isso não se confirmou.
O fato é que há uma tendência teológica preocupante e problemática que tem influenciado diversos meios teológicos judeus e cristãos. Este novo enfoque surgiu nos Estados Unidos e já influencia outros países. A raiz da nova tendência está no que é chamado de teologia do processo. O movimento começou a ter força nos Estados Unidos nos anos 30. Seus principais representantes são Charles Hartshorne, Alfred Whitehead e John Cobb. Em resumo podemos dizer que é “o elogio do movimento”.

Os teólogos da teologia do processo enfatizaram que a realidade é um fluxo permanente, e que o próprio Deus está inserido neste fluxo. Deus está dentro da história e do tempo e não acima dele. Como se vê, acabaram adotando uma perspectiva panenteísta (Deus se confunde com a natureza, ainda que seja maior do que ela), afastando-se da teologia cristã histórica. Portanto, a idéia sugerida é que Deus é um ser mutável e que está numa espécie de processo evolutivo. Na busca de uma refutação de uma metafísica estática, a teologia do processo define como categoria absoluta o fluxo do tempo. Deus está subordinado a ele, e deixa de ser o Deus, no sentido bíblico do termo, onisciente e onipotente.

Mais tarde, filho da teologia do processo, surge o movimento norte-americano do teísmo aberto. Foi um reflexo da teologia do processo no meio protestante americano. Começou no meio adventista com Richard Rice, e tem como principais defensores teólogos estadunidenses como John Sanders e Clark Pinnock, que foram muito questionados e quase excluídos da abrangente e tolerante Evangelical Theological Society.

Do ponto de vista da história da teologia, o teísmo aberto representa uma reação exagerada contra o calvinismo. A idéia básica dos novos teólogos americanos é que Deus decidiu abrir mão de sua soberania e da sua onisciência e resolveu não saber e controlar o futuro. Num processo de auto-limitação, Deus passa a ter seus atributos inoperantes. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. Na verdade, eles rejeitam a teologia histórica evangélica e ignoram centenas de textos bíblicos que afirmam atributos essenciais de Deus. Basta citar alguns poucos textos da literatura poética bíblica:
Conheces as nossas iniqüidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença. (Sl 92.8)
Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. (Sl 139.4)
Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)
Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42.2)

Por incrível que pareça, o intuito original da teologia do processo e do teísmo aberto era positivo. A idéia inicial era apologética! O intuito era resolver o problema do mal. Como Deus pode ser considerado bom diante de tanta maldade do mundo? O interesse desses teólogos era “livrar” Deus de ser responsabilizado pelo sofrimento que há no mundo. No entanto, o resultado foi catastrófico e trouxe mais problemas do que soluções. A solução simples foi: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo”. Essa teologia “prática” e “simples” (tipicamente americana), e superficial, é na verdade uma teologia radical, polarizada, que ignora a dialética hebraica bíblica e que desconhece a realidade do mistério.
Como gosto de dizer: Precisamos evitar “a teologia do saci-pererê” (a teologia de uma “perna só”, de uma tendência só, radical). É preciso fugir dos radicalismos: Alguns cristãos dizem que Deus é só razão, outros afirmam que ele é só emoção. Algumas linhas teológicas insistem que Deus faz tudo, anulando a ação do ser humano, outras afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos … e ainda chamam Deus de Senhor!!!). Alguns teólogos preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que ele é o Deus essencialmente individual. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas. A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Devemos entender que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “poli-alética”. Na Bíblia, há tensões com as quais precisamos conviver. Se cairmos para um extremo, logo adotaremos uma heresia. Uma teologia equilibrada trará muitos benefícios para todos. Além disso, é preciso ressaltar que o teísmo aberto parece estar procurando “aposentar a Deus”. Além de isso ser impossível, pois Deus não deixará de ser o Deus onisciente e onipotente, é preciso dizer que em pouco tempo o teísmo aberto é que estará “aposentado”.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Meditando com o Pastor Esdras Bentho, Bultmann de novo.

Artigo escrito pelo pastor Esdras Bentho, blog teologia e graça.
Rudolf Bultmann 1884-1976


O pensamento de Rudolf Bultmann, quer concordemos ou não com suas assertivas, ainda permanece vivo, seja por meio daqueles que abraçaram a teologia bultmanniana, seja através dos que vivem para combatê-la.

Recentemente, o Dr. Nicodemos, com a pujança literária que lhe é próprio, usando um estilo semelhante ao de Luciano, criticou com veracidade e razão a concepção cristológica do teólogo de Marburg; concordo com meu conterrâneo nesse particular.

Não conheci pessoalmente a Bultmann. Meu primeiro contato com a teologia do insigne de Wiefelstede deu-se em julho de 1998 durante o período em que era aluno de hermenêutica do Dr. Esteven Kirschner, no Ceteol . Na memorável ocasião, precisava fazer uma resenha crítica do ensaio bultmanniano de 1957, Será possível a exegese livre de premissas? Para tal empreendimento li embevecido não apenas o texto em questão, como também o texto de 1950, O problema da Hermenêutica, no qual identifiquei a influência e dependência de Bultmann da metodologia das Geisteswissenschaften de Wilhelm Dilthey.

Foi o início de minha paixão e apreço pela hermenêutica e língua alemã, (embora a língua nunca tenha sido gentil comigo) incluindo Martin Heidegger (influência de meu professor Alexandre Carrasco, enquanto cursava no inverno de 1999 Filosofia da História - Univille), Gerhard Ebeling, e Hans-Georg Gadamer. Desde então, tornei-me ávido leitor e crítico da teologia do existencialista de Marburg.

Lendo os textos de Bultmann, senti-me desafiado! Suas concepções a respeito do milagre (Mirakel e Wunder) incomodam o teólogo pentecostal, bem como a “teologia da desmitologização” esvazia a essência teológica dos evangelhos e os preenche de existencialismo. Mesmo assim, senti-me mais privilegiado do que alguns amigos que estudaram em certo seminário cuja leitura dos textos de Bultmann era desestimulada ou quase proibida. Prefiro a perturbação do saber à ataraxia do não-saber! Contudo, não se engane, como afirmara um dos mais insignes teólogo metodista, Dr. B.P.Bittencourt (1969:15), “Bultmann é liberal, liberalíssimo”.

O leitor bultmanniano, ao que parece, reage à leitura: rejeitando o pensamento do autor; aceitando a teologia bultmanniana, ou então, inicia-se um diálogo-dialético com sua teologia. Acredite, a última opção é a melhor das duas primeiras.


Não concordo com a teologia da desmitologização que, segundo, P. Tillich (1999:232), deveria ser chamada de “desliteralização”. Trata-se, conforme minha opinião, de uma concepção equivocada tanto do conceito de mythos, quanto da linguagem teológica dos evangelhos.


Todavia, entendo que a desmitologização deve ser estudada – o que até o momento os estudos teológicos no Brasil têm dado nenhuma ou pouca importância – a partir do Denkweg, da Alētheia e do Mytho do Ser heideggerianos. Foi Heidegger quem estabeleceu modernamente o caminho da desmitologização daquilo que ele compreendia como “o mundo mítico das Escrituras”. A respeito disto escreveremos noutra ocasião.

Para encerrar, cito Bittencourt (1969:16 ) – este fora discípulo de Günther Bornkamm, que por sua vez era um ou o mais notável discípulo de Bultmann – que, a respeito de Bultmann registrou:

Há os que afirmam que, estudando Bultmann, perderam a fé, tornaram-se frios, tão frios quanto o tratamento dado ao material evangélico pelo grande teólogo de Marburg. Quando porém, vejo o grande varão de Deus, já quase nonagenário, de salva na mão, a levantar as ofertas no cuto de sua comunidade na velha igreja luterana de Marburg, fico a duvidar da sinceridade dos que o acusam de haver lhes destruído. E nem poderia sê-lo, pois ele, já quase nos umbrais eternos, continua fiel ao Senhor. Basta ler alguns dos seus sermões, (Weihnachten – Noite de Natal – por exemplo), para sentir-se o calor espiritual e a inspiração de sua mensagem.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Meditando com o pastor Marcelo de Oliveira

Jesus também não queria morrer.
Ele sabia o que estava por vir.
E ele sabia que não seria divertido.
Então, por que ele foi até o fim?
Porque, para vencer a morte,
Alguém, tinha de conquistá-la
de uma vez por todas.
É difícil imaginar qualquer coisa mais fraca que um homem pendurado numa cruz. Uma vez que está praticamente nu, ele está completamente vulnerável. Está exposto não apenas aos elementos, mas também à vergonha da sua nudez. O corpo dele está lá para que todos o vejam em toda a sua fragilidade.

A fraqueza da cruz também é física. Quanto mais tempo o homem fica na cruz, mais fraco ele se torna. O seu coração e a sua respiração vão enfraquecendo até que ele expira. Não há nada que ele possa fazer para se salvar da sua morte inevitável.

A fraqueza de um homem crucificado ajuda a explicar por que tantas pessoas rejeitam a Jesus Cristo. Talvez elas tenham ouvido falar do seu ensino. Elas sabem que a biografia dele está contida em algum lugar da Bíblia. Elas podem até acreditar que ele foi crucificado. Porém, isso não parece importar. O que há de tão significativo num homem que está pendurado numa cruz?


A velha e insensata cruz

Os cristãos acreditam que a crucificação de Jesus Cristo, com a sua ressurreição, foi o acontecimento mais importante na história do mundo. Para eles, a cruz de Cristo é a fonte de toda esperança e conforto. Contudo, a mesma cruz que é tão atraente (?) aos seguidores de Cristo é exatamente o que impede outras pessoas de se aproximarem dele.

Isso já era verdade nos dias de Cristo. Os judeus estavam procurando algo sobrenatural. Sob a ocupação romana, eles não controlavam nem a própria economia nem o próprio destino. Assim, os judeus pediam “sinais” (1 Co 1.22). Eles esperavam que Deus enviasse um rei que os libertasse da opressão romana. Eles estavam procurando uma libertação sobrenatural por meio de um guerreiro poderoso. Eles não acreditariam em Jesus a menos que ele lhes mostrasse um sinal milagroso.

Os gregos estavam procurando um tipo diferente de prova. Eles eram os intelectuais do mundo antigo. Eles passavam o tempo todo falando sobre nada mais que “as últimas novidades” (At. 17.21). quando se tratava de religião, os gregos eram racionalistas. Eles não acreditariam que Jesus era o Salvador do mundo até que alguém provasse isso a eles com uma prova que tivesse uma base racional. “Os gregos buscam sabedoria” (1 Co 1.22).

Essas posturas explicam por que nem os judeus nem os gregos demonstram muito interesse por Jesus Cristo. Ele era apenas um homem pendurado numa cruz. O Cristo crucificado era um obstáculo para os judeus. A Bíblia fala do “escândalo” (vs. 23) que impedia muitos deles de receber a salvação. O que é tão milagroso sobre um homem executado como um criminoso comum? Para os judeus, a cruz era um obstáculo porque ela era impotente.

Para os gregos, a cruz não era tanto um obstáculo quanto era uma insensatez. Onde está a sabedoria em ter uma morte na qual a pessoa é abandonada por Deus? Como podia o sangue de um só homem expiar os pecados do mundo inteiro? A cruz não impressionava os gregos porque não encantava o intelecto superior deles. Então, o Cristo crucificado era “loucura para os gentios” (vs. 23), como também “escândalo para os judeus”.

A cruz de Cristo permanece um obstáculo para a mente moderna. Muitas pessoas religiosas estão procurando exatamente o que as pessoas estavam procurando na época de Cristo. Como os judeus antigos, alguns estão esperando por um sinal sobrenatural. Isso explica a popularidade dos adivinhos e curandeiros da fé. A um preço pequeno eles revelarão o futuro ou executarão um milagre televisado.

Outras pessoas estão procurando pela sabedoria. Não muitas talvez, mas pelo menos algumas. Elas vão para a universidade. Elas estudam filosofia. Elas lêem sobre os mais recentes avanços na ciência humana. Quando se trata de religião, elas querem que Deus responda a todas as suas perguntas. Elas se recusam a acreditar em Jesus Cristo até que alguém possa desvendar os mistérios da criação, ou da liberdade humana, ou até mesmo, mostrar a prova física da existência da alma.

O mundo ainda está procurando por uma prova de inteligência ou um milagre. Mas tudo o que o Cristianismo oferece é um homem–Deus que morre numa cruz. Neste final de ano, convido você a refletir: “O que a cruz de Cristo representa para você”? Você ainda espera um sinal de Deus? Você ainda busca a sabedoria?

Olhe para a cruz, e lá, você verá o maior sinal e a maior demonstração da sabedoria que o mundo tanta procura: O nazareno crucificado, escândalo para os judeus, insensatez para os gregos, mas para nós, o poder de Deus!

“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.2).

Um Feliz Ano Novo!

Pr Marcelo de Oliveira

Bibliografia: Carson, D.A. A cruz e o ministério cristão. Editora Fiel 2009
Boyce, James e Philip, Ryken. O coração da cruz. Ed. Cultura Cristã.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Herança Espíritual, meditando com o Rev.Leonardo Sahium

EXTRIDO DO BLOG:http://blogfiel.com.br/
Artigo de autoria do Rev.Leonardo Sahium

Existem contextos diferentes nas cartas do Novo Testamento e estes devem nos desafiar a uma reflexão sobre nossa herança espiritual. Até onde uma pessoa convertida, de uma religião totalmente diferente dos princípios do cristianismo, espera encontrar algo totalmente diferente de sua herança espiritual? Como identificar esta herança em uma pessoa quem venha, por exemplo, do catolicismo romano e agora vive como membro de uma igreja evangélica?

Observemos um exemplo simples na carta aos Hebreus. Creio ser relevante dizer que este artigo não espera ser uma análise exegética ou crítica de autoria e forma destes livros que compõe o cânon. Dito isso, vamos adiante, apenas abrindo portas para os leitores continuarem sua jornada. O livro de Hebreus foi escrito provavelmente entre os anos de 64 d.C e 86 d.C1 e tinha como público alvo um grupo de judeus que haviam se convertido ao cristianismo.2 A carta não se preocupa com os fariseus, publicanos, saduceus ou qualquer outro grupo específico e sua possível influência na igreja. Várias questões teológicas surgem ao longo de toda carta, onde o autor percebe a necessidade de dialogar com a teologia do Antigo Testamento. O autor escreve a respeito de assuntos que não encontramos, com a mesma atenção, em outros lugares do Novo Testamento, tais como: o sacerdócio de Melquisedeque, o tabernáculo no deserto e o dia da expiação. Parece que a intenção do autor é escrever uma epistola que contemple ao mesmo tempo doutrina e exortação.3 Guthrie destaca que o autor conhecia muito bem seus leitores, sua história e situação. Ele sabia sobre o despojamento das suas propriedades (10.33-34) da generosidade daqueles irmãos (6.10) e conhecia o estado de mente atual deles (5.11ss.; 6.9ss.).4 O sacrifício e o sacerdócio de Jesus Cristo é destaque nos capítulos 7-10, mas o que chama atenção é quando o autor destaca a importância da comunhão na igreja e em suas atividades, ele escreve: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” (Hb 10.25). Completando o quadro, o autor de hebreus discorre ainda sobre a questão da liderança e a necessidade dos novos cristãos em respeitá-la: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hb 13.17).

Observem que estes dois assuntos, participação na igreja e respeito à liderança espiritual são características muito comuns no contexto da eclesiologia judaica. Quantas vezes encontramos no Antigo Testamento o abandono à comunhão com Deus e o questionamento dos judeus aos seus líderes espirituais? São muitas, como por exemplo: Moisés, Elias e Samuel.

Estas preocupações do autor de Hebreus não podem ser encontradas de maneira tão específica em outras cartas do Novo Testamento. Cada carta tem um contexto, e isso é obviamente gritante. Porque o contexto espiritual, a herança dos membros em cada comunidade difere uma da outra. Os leitores de hebreus são frutos de uma geração e cultura totalmente diferente dos irmãos que receberam a correspondência em Filipos, Colossos ou Éfeso.

Percebe-se, portanto, que a herança espiritual e o contexto cultural fazem muita diferença quando pensamos em uma comunhão dentro dos muros das igrejas. As pessoas que encontram, pela graça de Deus, o novo e vivo caminho (Hb 10.20) não estão desprovidas de uma herança litúrgica e doutrinária. Aqueles que experimentaram uma fé judaica sentirão a diferença litúrgica ritualística ortodoxa do judaísmo quanto comparado com o culto cristão. Os que vieram do catolicismo romano estarão ainda carregando em suas memórias vários elementos e vocabulários do romanismo. É comum encontrar evangélicos provenientes do catolicismo romano usando expressões como “nossa senhora”! Outros que tiveram uma fé anterior kardecista sentirão ainda a necessidade de “fazer algo” para ser salvo. Afinal sua fé anterior era voltada para os méritos, as boas obras.

Cabe ao pastor e a liderança da igreja identificar este universo pregresso e ensinar aquilo que Jesus Cristo afirmou: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Jesus sabia que para seguí-lo era e ainda é necessário abandonar o velho homem, suas crenças e valores sem Cristo e assumir uma nova jornada com a fé verdadeira e salvadora, com os valores e doutrinas do Deus triúno.

O autor da epístola aos Hebreus foi muito sábio ao identificar e tratar cada dúvida que a igreja estava vivendo. Com muita autoridade, seriedade e piedade amorosa percebe-se a maneira didática com que ele conduziu seu rebanho. Nossa igreja precisa de uma liderança que saiba identificar quais elementos são pressupostos hermenêuticos na expectativa e serviço dos membros da igreja. Tanto para aquelas características que eles querem distância, por não trazer uma memória positiva, quanto àqueles que eles desejam reproduzir por sentirem uma saudade litúrgica. Quem determina a forma e a essência da adoração é o nosso Senhor. “Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em Espírito e em verdade” (João 4.24). Soli Deo Gloria!



1 Barclay, Willian. Comentário al NuevoTestamento. (Barcelona: Editorial CLIE, 2008, p.883)
2 Lightfood, Neil R. Epístola aos Hebreus. (São Paulo: Editora Vida Cristã, 1981, p.31)

3 Kistemaker, Simon. Exposition of the Epistle to the Hebrews. (Grand Rapids: Baker Academic, 2007, p.04)

4 Guthrie, Donald. Hebreus Introdução e Comentário. (São Paulo: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1987, p.20)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Meditanto com o Pastor Clodoaldo Machado

Extraido do blogfiel
Pr. Clodoaldo Machado
O tempo de conversão deveria corresponder à maturidade espiritual. Verdade é que isto não acontece em muitos casos. O que vemos são muitos crentes, mesmo tendo vários anos de conversão, agindo de forma imatura. Também vemos o contrário, crentes com pouco tempo de conversão demonstrando maturidade sobremodo elevada.

A Bíblia nos mostra este fato, e talvez o exemplo mais marcante seja o do ladrão na cruz. Lucas 23.39-42 conta-nos que um dos ladrões que foram crucificados com Jesus blasfemava contra ele dizendo que se ele era o Cristo devia salvar-se a si mesmo e também a eles. O outro ladrão o repreendeu e deu um impressionante testemunho de conversão.

Somos tentados a pensar que este ladrão era bonzinho comparado ao outro que era mau. Achamos que a diferença entre os dois era algo que ambos já nutriam durante suas vidas. Um era mau e o outro não era tão mau assim, por isso na cruz um blasfemou e o outro demonstrou crer em Jesus.

A Bíblia, porém não nos permite este pensamento. Mateus 27.39-44 fala-nos que as pessoas que passavam por Jesus na hora da crucificação blasfemavam contra ele. Também os principais sacerdotes e escribas escarneciam de Jesus. O versículo 44 diz que os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele. Marcos 15.32 diz que os que com ele foram crucificados o insultavam. Portanto ambos os ladrões eram iguais. Um não era melhor do que o outro como somos tentados a pensar. Ambos eram maus.

Durante aquelas poucas horas da crucificação um deles foi transformado pela graça de Deus e passou a agir de forma diferente. Lucas nos fala com clareza sobre como aquele ladrão mudou.
A primeira atitude dele foi defender seu Salvador. Ele não aceitou que seu companheiro de cruz continuasse ofendendo a Jesus daquela forma e o repreendeu: Nem ao menos temes a Deus estando sob igual sentença? (v.40) O verdadeiro servo de Deus defende os interesses de Deus. Davi enfrentou Golias porque estava defendendo os interesses do Deus de Israel.

A segunda atitude dele foi demonstrar o conceito de justiça de Deus. Ele reconheceu que estava sendo crucificado porque merecera isto. Muitos quando estão em situações desagradáveis acham injusto que algo esteja acontecendo com elas. Perguntam o que fizeram para merecer aquilo. Aquele homem na cruz disse: Nós na verdade com justiça recebemos o castigo que os nossos atos merecem. (v.41) Estar pregado na cruz era uma situação dolorosa e vergonhosa, porém ele reconheceu que merecia aquilo. Quando alguém reconhece seu pecado sabe que tudo o que vier a acontecer com ele não pode ser injusto, visto ser ele um pecador que ofendeu a Deus.

A terceira atitude dele foi reconhecer que Jesus é inculpável. No mesmo verso 41 ele disse que Jesus não tinha feito mal algum. Momentos antes ele estava blasfemando e insultando Jesus, mas agora ele está defendendo a santidade, a pureza e a inculpabilidade de Jesus. Ele reconheceu: Eu sou pecador, Jesus é Santo.

A quarta atitude dele foi reconhecer o Senhorio de Jesus. Ele pediu humildemente a Jesus: Lembra-te de mim quando vieres no teu reino. (v.42) Ele não pediu que Jesus o tirasse daquela cruz, não pediu que Jesus o livrasse da dor que estava sentindo ou da vergonha pela qual estava passando. Somente pediu que Jesus lembrasse-se dele quando viesse em Seu reino. Muitos não querem que Jesus reine sobre suas vidas, orgulhosamente querem exercer o controle. Ele não somente reconheceu que Jesus é rei como humildemente pediu que Ele se lembrasse dele. Ele reconheceu algo que aquela multidão não havia reconhecido e que por isso estava crucificando Jesus: Ele é Rei, tem um reino e virá reinar neste mundo.

Jesus certamente surpreendeu aquele homem em sua resposta. Ele havia pedido algo para o futuro e Jesus lhe disse: Hoje estarás comigo no paraíso. (v.43) Antes de Jesus voltar para reinar ele estaria aguardando este grande dia no paraíso. Jesus deixou claro que aquele homem se tornara um verdadeiro servo Seu, e que toda a mudança demonstrada naquelas poucas horas foram verdadeiras e profundas. Aquele homem foi crente aqui neste mundo somente por aqueles instantes, mas sua vida espiritual foi extremamente profunda. Sua vida cristã neste mundo teve pouco tempo e grande profundidade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Meditando com o Bispo Josué

Leia o texto abaixo e reflita, talvez este ano você ão conseguirá colher boas coisas, mas você pode mudar a sua história em 2010.
Extraido do Blog:http://josue.lazier.blog.uol.com.br/index.html

COLHENDO FRUTOS NO ADVENTO

“Glória a Deus nas maiores alturas do céu.

E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem”. (Lucas 2.14)

Estamos celebrando o advento, período no qual comemoramos o anúncio do nascimento e esperamos a chegada do menino Jesus. Esta esperança não é passiva, pois celebrar o advento requer atitudes e ações. É tempo de esperança, tempo de paz e tempo de preparar o coração e as emoções para os sentimentos que advêm da manjedoura.

Estamos refletindo neste período do advento os frutos que podemos colher como resultado do que fomos e do que fizemos ao longo do ano.

Tem pessoas que vão colher o fruto do amor porque foram amor e souberam amar, sobretudo nas horas difíceis da vida.


Tem gente que vai colher o fruto da solidariedade porque foram inúmeras as vezes que estenderam a mão para ajudar o desvalido.

Tem gente que vai colher o fruto doce da amizade porque plantou nos momentos de crise e conflitos a semente do companheirismo e da compreensão, mesmo sendo incompreendido e repreendido.


Tem gente que vai colher o fruto da compreensão, da empatia, da compaixão e da felicidade, pois foi ao longo do ano instrumento de paz, de tolerância e de convergência para muitas pessoas.


Tem gente que vai colher o fruto amargo da intolerância porque em diversas ocasiões foi impaciente, impiedoso e raivoso com as falhas dos outros e injusto nos julgamentos e nos comentários.

Tem gente que vai colher o fruto da inimizade porque foi inimigo, dissimulado e mentiroso.

Tem gente que não vai colher, pois a árvore secou ante o descaso, a insensibilidade e o desrespeito que caracterizou as atitudes ao longo do ano.

Mas todos colherão, com certeza, o fruto do amor de Deus, que é a mensagem salvadora e transformadora da manjedoura, onde o menino mostrou ao mundo que vale mais o ser do que o ter e possuir. O fruto do amor de Deus é acompanhado sempre da justiça divina, que se concretiza no viver diário da pessoa que tem consciência do valor e da dignidade da vida e atua na vida daqueles que com consciência agem com indignidade, mentira, dissimulação e violência.


Enquanto esperamos no período do advento podemos colher frutos, e que eles sejam doces ao nosso paladar, pois assim saberemos o que plantamos ao longo do ano.

Paz aos homens e mulheres de bem...

Bispo Josué Adam Lazier

sábado, 28 de novembro de 2009

Meditando com o bispo Josué lazier

Extraído do blog:http://josue.lazier.blog.uol.com.br/index.html


Ação de Graças

Dia 26 de novembro é o dia de Ação de Graças. A gratidão, ou a ação de graças é uma das características da vivência cristã. Ela é motivada pelo fruto da terra, compreendida como providência de Deus que abençoa o trabalho do homem e da mulher.

Entre os sacrifícios que o povo de Deus realizava no Antigo Testamento, atendendo as orientações dos sacerdotes, estava o sacrifício, ou oferta, em ação de graças pelos inumeráveis benefícios dados por Deus - Lv 7.12, especialmente o fruto da terra. A ação de graças fazia parte da vida litúrgica do povo. Os salmistas compuseram vários hinos com o tema para as celebrações - Sl 69.30; 147.7. O povo entrava no Templo cantando em ação de graças - Sl 100.4. O tema foi tão presente entre o povo que o livro de Salmos registrou este gênero de cântico e de expressão de gratidão. Os profetas ensinaram o povo a apresentar a ação de graças a Deus (Jr 33.11).

Qual o significado da gratidão? Gratidão é o reconhecimento das dádivas dadas por Deus. É também retribuição, pois ação de graças está se referindo aos atos concretos de gratidão. Gratidão significa a recordação dos atos salvíficos de Deus. Ser grato significa dizer que a pessoa é livre para aceitar as adversidades da vida, assim como receber as vitórias, pois em todos os momentos sabe que está sob o cuidado de Deus e que nada poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus - Rm 8.39.

O louvor a Deus é uma forma de expressar gratidão. Nele o cristão destaca as coisas realizadas por Deus, reconhece a Sua Graça e rende a Glória que lhe é devida. O louvor é também uma atitude, não se resumindo ao ato do culto, mas se estendendo aos diversos momentos da vida. A palavra louvor e derivadas aparecem com muita insistência nas escrituras, pois, nas palavras da carta aos Efésios, fomos criados para o “louvor da sua glória” - Ef 1.6, 12, 14. Já o salmista declarava que o louvor estaria nos seus lábios - Sl 34.1.

Outra forma concreta de expressar gratidão e louvor a Deus é pelo ato de solidariedade, ou de socorro, ou de empatia com a dor do próximo, ou de atenção e cuidado dirigidos aos outros, pois solidariedade é estar sensível às necessidades e lutas da vida, é acolher, é fortalecer, é ajudar na superação das crises e conflitos da vida.

Aliás, a melhor forma de expressar gratidão a Deus é estender a mão para o próximo e compartilhar o que somos e o que temos.



Bispo Josué Adam Lazier

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Meditando com o Reverendo Augustus

EXTRAIDO DO BLOG TEMPORA.

Postado por Augustus Nicodemus Lopes às 22:07


Rudolf Bultmann (1884 – 1976) foi um dos maiores estudiosos do Novo Testamento do século passado, e provavelmente o maior representante do liberalismo teológico na área dos estudos bíblicos (embora ele mesmo não se considerasse um liberal). A carta, obviamente, é fictícia, bem como os comentários jocosos que irão aparecer assinados por Bultmann...

Meu caro Bultmann,

Sei que você não pode mais me ouvir. Não quero parecer covarde escrevendo para quem já morreu. Mas, não tive a oportunidade de conhecê-lo enquanto você ainda vivia (tornei-me cristão um ano após a sua morte). Além do mais, você sabe que escrever é dar a cara à tapa, mesmo depois de morto. E o que coloco aqui é baseado nas coisas que você escreveu e que, depois de sua morte, ainda falam.

Começo expressando minha profunda admiração pela sua cultura, seu conhecimento, domínio do grego e do latim e pela lógica de seus posicionamentos. Posso não concordar com você em praticamente tudo que você concluiu, mas seria injusto deixar de reconhecer seu valor e talento como pesquisador, erudito e escritor para os estudos no Novo Testamento e para a hermenêutica.

Reconheço também a sua piedade. Sei que sua religiosidade foi moldada no pietismo alemão, o qual valorizava a piedade individual e defendia uma vida cristã consistente. Pelo que li, você era membro dedicado da Igreja Luterana na Alemanha e um excelente pregador. Li recentemente que você também pregava sermões natalinos e fiquei curioso em saber como você conseguia fazer isto, uma vez que não acreditava realmente que Jesus de Nazaré era o Filho de Deus encarnado.

Sabe, caro doutor, pode ser que sua intenção real, ao dizer que o Novo Testamento está cheio de mitos, lendas e estórias fabricadas pela fé da Igreja, tenha sido libertar o kerygma de uma determinada visão mitológica de mundo. Você aparentemente intencionava alcançar o homem moderno, que tem uma visão de mundo moldada pelo cientificismo, que não acredita mais em milagres, e que já tem uma explicação científica para tudo o que acontece. Você queria desmitologizar o Novo Testamento e apresentar a este homem racionalista um Evangelho que não o ofendesse e que ele pudesse aceitar sem perder a sua respeitabilidade científica. Quero dizer que reconheço que sua intenção era boa e seu alvo, legítimo. Devemos envidar todos os esforços para falar à nossa geração. Vejo neste propósito seu uma intenção missionária, que aprecio e com a qual concordo.

Mas, se você pudesse ver hoje o resultado de sua estratégia, desconfio que ficaria desconsolado em ver que não funcionou como você queria. Seria injusto acusá-lo de esvaziar as igrejas na Europa, Estados Unidos e outros locais. A secularização geral da Europa também contribuiu para isto. Mas o fato é que onde suas idéias mais radicais foram adotadas por professores liberais de teologia e pastores, as igrejas secaram, se esvaziaram e morreram. Pode ter sido coincidência. Mas a verdade é que este homem moderno, por mais científica que seja sua mentalidade, quando ele vai aos domingos para a igreja, quer saber como pode alcançar paz interior, perdão para sua consciência culpada, reconciliação com Deus e ter esperança da vida eterna – coisas que o Jesus histórico com sua mensagem existencialista que você apresentou, depois de despi-lo de sua divindade, não pode oferecer.

Se você pudesse ver alguns de seus seguidores hoje entenderia melhor o que eu quero dizer. Uma parte deles não consegue contribuir em nada para a Igreja, o que era sua intenção inicial, caro Rudolf. Eles acabam virando acadêmicos, dando aulas em escolas de teologia secularizadas ou nos seminários das denominações históricas e tradicionais, onde nem sempre dizem o que pensam (há exceções, é claro). Não ouvi ainda falar de algum que seja um pastor reconhecido, plantador de igrejas, evangelista, que ame missões e que tenha feito sua igreja crescer - embora eu deva reconhecer que conheço alguns fundamentalistas que também são assim, secos e infrutíferos. Mas, a diferença, caro doutor, é que um pastor liberal (é assim que chamamos, certo ou errado, quem adota suas idéias) que não planta igrejas, não evangeliza, não tem interesse em missões, está sendo coerente com aquilo que acredita; enquanto que um pastor conservador que não planta igrejas, não evangeliza nem tem interesse em missões está sendo inconsistente para com o Cristianismo histórico tradicional.

Eu gostaria de poder lhe dizer que suas idéias morreram e que hoje praticamente não tem mais ninguém que seriamente as defenda. Mas, não, não posso dizer isto. Lembra do Karl Barth, que viveu na sua época, e com quem você trocou correspondências por mais de 30 anos? Vocês dois tinham muita coisa em comum, embora também diferenças. Pois é, acho que ele acabou levando a melhor, pois muitos de teus discípulos acabaram virando bartianos ou neo-ortodoxos – é assim que os chamamos – e embora falem a língua dos ortodoxos (daí o nome neo-ortodoxia) ainda conservam em grande parte aquele seu ceticismo radical para com a veracidade e historicidade do Novo Testamento. Estes neo-ortodoxos detestam ser identificados como liberais, mas ao final, não sendo realmente uma nova ortodoxia, o melhor nome para eles deveria ser neo-liberais mesmo.

Por último, não poderia deixar de lhe dizer que a premissa maior de seu programa de desmitologização – aquela de que o homem moderno tem uma mentalidade científica e não acredita mais em milagres – acabou se provando falsa: o homem moderno continua cada vez mais religioso, apesar dos esforços dos ateus evangelistas (não que você tenha sido ateu), como Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens, e do crescimento da mentalidade secularizada no mundo ocidental.

Termino aqui. Espero sinceramente não ter entendido mal as coisas que você escreveu. Digo isto, pois mostrei o esboço desta carta a um amigo, um jovem, erudito, inteligente e capaz teólogo, seu admirador, e ele me disse que discordava totalmente de mim. Não tivemos tempo de aprofundar nossa conversa e discutir os pontos de discordância. Mas, pelo que tenho lido das tuas obras, acredito que não fui injusto para com tuas idéias.

Sinceramente,

Augustus

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Meditando com o Reverendo Augustus.

EXTRAIDO DO :http://tempora-mores.blogspot.com/

Pastores evangélicos" homossexuais irão se "casar" no Rio?!

Postado por Augustus Nicodemus Lopes às 16:42

Vejam a notícia no link abaixo:



Pastores homossexuais irão se casar no Rio « Revista Nuance

Em resumo, trata-se do "casamento" nesta sexta-feira, 20 de novembro, feriado do Dia da Consciência Negra, de dois homossexuais que a revista chama de pastores evangélicos, e que são fundadores da chamada Igreja Contemporânea no Rio de Janeiro.

Não tenho dificuldade com a liberdade destes dois indivíduos de escolherem o estilo de vida que escolheram. É uma decisão deles e, como em todas as decisões que tomamos, eles são responsáveis por ela, aqui e na eternidade. Não me considero homofóbico. Convivo com pessoas que são homossexuais e as respeito. Isto não quer dizer que concordo com as idéias, valores e práticas delas.

Meu desconforto, portanto, não é com este filme que já vimos bastante nos últimos anos, de dois indivíduos homoeróticos que resolvem tentar legalizar sua relação simulando um casamento. Meu desconforto é com estas expressões de natureza cristã que aparecem na notícia: "pastores evangélicos", "igreja contemporânea", "Bíblia não condena homossexualidade", etc.

Eu acho que o jornalista ou redator da notícia cometeu alguns equívocos.

Primeiro, a notícia diz que são "pastores evangélicos". Deve haver algum engano. Evangélicos são seguidores de Jesus, e este disse "Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mt 19:4-5). A visão de Jesus sobre o casamento - e conseqüentemente dos evangélicos - é que o mesmo se realiza entre um homem e uma mulher.

Segundo, é um equívoco aparente da notícia considerá-los "pastores". Um dos requerimentos para que alguém seja um pastor evangélico, de acordo com a Bíblia, é que ele, se for casado, "seja marido de uma só mulher" (1Tm 3:2 e 12), que "governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito" (1Tm 3:4). A razão apresentada é "se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" (1Tm 3:5). Logo, deve ter sido engano do repórter chamá-los de "pastores evangélicos".

Terceiro, a notícia diz que eles são fundadores da "Igreja Contemporânea". Acho que é outro engano da notícia. Igrejas são compostas de pecadores arrependidos, que encontraram em Cristo perdão para seus pecados e que seguem o que Jesus disse à mulher adúltera, "vai e não peques mais" (Jo 8:11). Por exemplo, a igreja de Corinto era composta de pessoas que tinham sido sodomitas e efeminados, mas que tinham abandonado esta conduta (1Co 6:9-11). Não existe isto de uma igreja composta de pessoas que não se arrependem de seus pecados, erros, desvios, quaisquer que sejam eles. O repórter errou na designação.

Quarto, ele errou também ao dizer que esta "igreja" é "Contemporânea." É um erro histórico, pois o homossexualismo é tão antigo quanto Sodoma e Gomorra. Na verdade, retrocede historicamente às culturas pagãs anteriores a estas cidades. Não há nada de moderno, contemporâneo, novo e avançado em "igrejas homossexuais". Nas religiões do antigo paganismo há uma associação entre os sacerdotes e a homossexualidade. Nada novo, portanto.

Quinto, a notícia diz que um dos nubentes "... lançou um livro chamado A Bíblia sem preconceitos, onde mostra que a Bíblia não condena a homossexualidade". Deve ser outra Bíblia, diferente daquela que protestantes e católicos usam. Pois nesta, existem dezenas de passagens, já bastante conhecidas, que dizem, em resumo:

É abominação um homem abusar de outro homem, Gn 19.5; Jz 19.22.

Também, deitar-se com homem como se fosse mulher, Lv 18.22.

Condena-se homem deitar-se com homem, Lv 20.13.

Proibe-se um filho de Israel prostituir-se no serviço do templo, Dt 23.17

Homem não pode parecer-se com mulher e vice-versa, Dt 22.5.

Denunciados prostitutos-cultuais ou sodomitas, 1Re 14.24; 15.12; 22.46; Jó 36.14.

Paixões homoeróticas chamadas de paixões infames, Rm 1.26.

Lesbianismo visto como mudar o modo natural das relações íntimas, Rm 1.26.

Relações homoeróticas são consideradas como um modo contrário à natureza, Rm 1.26.

São consideradas uma inflamação mútua na sensualidade, Rm 1.27.

Também, torpeza e erro, Rm 1.27.

Sodomitas estão na lista de pecados, 1Tm 1.10, 1Co 6.9 (arsenokoites)

Efeminados da mesma forma, 1Co 6.9 (malakoi).

Não estou entrando no mérito das passagens, se a Bíblia está certa ou errada. Estou apenas dizendo que a Bíblia condena claramente as relações homoafetivas e que a notícia está equivocada ao sugerir que o livro do autor mostra o contrário.

É evidente que a notícia foi escrita por quem não tem conhecimento do que é o Cristianismo, do que é igreja, do que é um pastor, do que é um evangélico, do que é o casamento e o que a Bíblia diz. A única coisa que o jornalista corrigiu na notícia é que os dois indivíduos de orientação homoerótica (estou tentando seguir a linguagem politicamente correta, para ir me acostumando quando isto se tornar obrigatório no Brasil), que os dois, repito, iriam "se casar". A correção é feita em seguida: não vão casar porque no Brasil (ainda) não tem casamento de homossexual. Eles vão somente assinar um "contrato de união homoafetiva".

É óbvio que eu sei que a notícia reflete exatamente o que os dois "noivos" acreditam, declaram e vivem, e que o coitado do articulista apenas registrou isto. Mas é que eu estou fazendo experiências de como poderei manifestar minhas opiniões contrárias às idéias e práticas homoafetivas sem ir em cana, quando aprovarem a lei da homofobia.