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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Eu quero " PODER".


Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com nossos leitores. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, porque em Cristo somos uma só família.

Minha reflexão desta noite trouxe-me uma constatação que transformei em oração da seguinte forma: 

“Senhor, eu gostaria de ter mais poder”.

 Ao compartilhar a oração acima é necessário e prudente da minha parte explicar para nossos leitores (não correndo assim o risco de ser mal interpretado) que não me refiro ao tipo de poder que é visível, por exemplo, no Lula ou em Eike Batista, seja no Brasil ou em todo planeta, nos negócios e na política, na economia e nos sistemas organizados do nosso cotidiano, onde o que importa acima de tudo é ter poder temporal.
 Meu sonho de consumo nesta área (do poder) é compartilhar um outro tipo de poder, mas especificamente, aquele que andou na terra ao lado de Jesus, mudando através da obra de Cristo na cruz do calvário a história da humanidade, bem como nossa forma de se relacionaro com o Criador.
 O que Lula fez, e o que o Eike está fazendo em nossos dias, são apenas operações engenhosas baseadas em estratagemas humanos, muitas vezes distante dos reais objetivos que nos são comunicados pela mídia. Estes dois, como muitos outros em todo mundo, estão embriagados com algo extremamente provisório e lúdico, rotulado pela fragilidade deste mundo como poder temporal, mesmo que  não seja capaz de sustentar suas convicções diante das adversidades e nem na hora do “apagar das luzes da vida”. Eles estão presos aos limites do poder que conrompe e de todas as outras ações  humanas, sejam elas boas ou não.
Diferente deste caminho fantasioso e enganador, o poder que acompanhou Jesus tinha uma característica muito própria, já que ele faz parte da essência divina, a mesma que se manifesta no amor de Deus, na sua graça, em sua justiça, no seu zelo, misericórdia...Por entender o poder desta forma, desejo mais dele,  não para pular, saltar, curar e ser o cara diante da congregação, mas para em primeiro lugar  usar  essa essência para ficar mais próximo de Deus e do que Ele realmente representa.
Muitas pessoas confundem o que é a essência do poder de Deus porque estão sempre olhando para ele utilizando parâmetros do tipo ‘Lula ou Eike”, distorcendo assim seu caráter original, construindo uma imagem do poder divino completamente distante da realidade declarada pelo próprio Cristo.
Olhando para trás, fica claro que esta confusão não começou em nossos dias, já que a própria rejeição de Jesus por seus irmãos judeus se explica no fato deles terem confundido o que é o poder de Deus. Eles não conseguiram enxergar o poder divino debaixo ou em cima da humildade, amor, compaixão e na própria fraqueza manifesta na hora do seu sacrifício. Eles não entenderam que se deixar sacrificar, foi uma manifestação de poder.
Esclarecendo um pouco minha lógica, adianto aos leitores que creio na atualidade dos dons e na manifestação sobrenatural de Deus em nossas vidas, até porque, já fui participante deste fato muitas vezes. O poder que falamos nesta matéria, trata da essência do próprio Deus. No funo é um desejo ardente de descobri detalhes deste poder que estão entrelaçados nas escrituras sobre o  Eterno . 
Em Cristo.Pr. Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - A bigorna que muda a lógica humana

Depois de treze anos com o Senhor, chego à conclusão que com Cristo a lógica humana funciona de forma diferente, chegando ao ponto de no mundo da realidade ela nos conduzir para a esquerda e na relação com o Todo Poderoso,  nos inclinar para o lado direito.
Um exemplo desta aplicação é o meu (como de outros exemplos) tempo no Reino da luz, que comparado a de outros irmãos que nasceram no Evangelho ou que tomaram uma decisão por Deus ainda muito jovem, não é tão significativo, se levarmos em conta nossa matemática, dado ao pequeno número de anos.Mas independente deste raciocínio APARENTEMENTE LÓGICO, existe  uma diferença que faz toda diferença: "Quando o ELEMENTO Deus entra na história, a forma acima  de raciocinar perde completamente seu sentido, já que o METRO de Cristo não se baseia em quantidade de tempo terreno, mas sim na qualidade da nossa permanência em sinceridade na sua vontade, graça e misericórdia".
Outra questão interessante DENTRO DESTE CONTEXTO é o nosso conhecimento sobre o Eterno. Na vida cotidiana e na ciência, quanto mais estudamos, mais nos aproximamos da exaustão de um determinado conhecimento. Este crescimento pode ser descrito como uma relação diretamente proporcional, o que nos permite dizer com convicção que conhecemos bem um determinado campo de estudo. Mas quando o “Objeto” do nosso estudo é Deus...mais uma vez a lógica humana fica  completamente distorcida, como um ferro fundido e trabalhado numa antiga bigorna, onde ele se transforma no que o “ferreiro” deseja, independente de sua inclinação natural de ser firme e rígido.

Nestes últimos quatro anos  tenho dedicado boa parte do meu tempo a estudar sobre Deus com afinco, mediante suas Escrituras, mas independente desta dedicação, diferente do caminho seguido pelos eruditos da ciência humana, percebo que quanto mais avanço na direção do Senhor Deus, menos conheço Dele.
A sensação é de que ao conhecer mais (+) Dele, maior >Ele se torna diante de mim, fazendo com que proporcionalmente eu o conheça menos do que conhecia quando iniciei este período de busca e conhecimento. Na medida em que eu avanço, o denominador (Deus) da nossa equação aumenta de forma geométrica, enquanto nosso numerador (o que eu passo a conhecer) aumenta de forma aritmética.
Esta característica exclusiva de Cristo faz com que a cada dia eu me renda mais e mais, ficando completamente interessado nesta infinidade, que nunca conseguirei conhecer completamente.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - É hora do "corpo a corpo", eles precisam disso.

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No início deste ano fui despertado por Deus a voltar-me com mais intensidade para ganhar almas no “corpo a corpo”. É evidente que tratar aquelas que estão no rebanho continua sendo nossa prioridade, mas levar pessoas a terem um encontro com Cristo entrou em minha pauta diária deste ano. De certo que essa preocupação sempre existiu, mas agora ela está se manifestando de forma diferente, chegando mesmo a ser sentida como uma necessidade do meu ser, podendo ser comparada a sede por água que quando não e saciada, resseca nosso interior.
 Apesar da associação feita acima, preciso esclarecer que este empenho e sensação não trazem nenhum peso a minha alma, pelo contrário, estou sentido muita paz, mediante o amor de Deus que tenho buscado para consegui chegar até aqueles que ainda não conhecem essa maravilhosa graça. Sendo sincero aos meus leitores, espero que essa fase não termine nunca, mas que seja intensificada a cada dia em minha vida, pois tenho certeza que agindo desta forma estou entendendo melhor o Reino do meu Pai. Por isso, faço um apelo por sua intercessão, ajude-me em oração para que minha vida seja um grande canal de Deus para pessoas que estão perdidas nas trevas. Conto com você leitor para que 2012 seja um ano de grandes conversões a Cristo.
Aproveito a oportunidade também para estimular você a fazer esse “corpo a corpo” diário, não se limite somente a pregar nas igrejas, mas traga para o seu cotidiano o amor que Deus tem revelado em Cristo a você e sua família, até porque, muitas pessoas e uma infinidade de famílias estão precisando conhecer os mistérios da vida revelado em Cristo.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Saiba o que quatro anos de pastoreio fez comigo.

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No próximo dia 6, nosso ministério no seu formato de Igreja completa quatro anos de existência, ou seja, no dia 06 de Janeiro de 2008 abríamos as portas da nossa congregação ao público no bairro de Sta. Bárbara, Niterói,Rj, dando início a uma grande caminhada na minha vida, da pastora Flávia e da família do irmão Paulo (a irmã Josane sua esposa e sua filha Larissa, uma pré-adolescente que teve mais fé do que todos nós no início do ministério)

Esta família já estava conosco antes mesmo da Igreja começar e foram grandes incentivadores do nosso ministério. Pela graça de Deus, continuam nos fortalecendo até hoje, sendo que o irmão Paulo agora é um diácono dedicado, a irmã Josane uma missionária de coração quebrantado e a Larissa líder dos nossos adolescentes, mantendo firme a mesma fé no crescimento do nosso ministério que tinha há quatro anos.

Fazendo um balanço desses quatro anos percebo que nosso crescimento quantitativo não foi lá essas coisas, mas o qualitativo ... foi maravilhoso.Como as pessoas cresceram individualmente e como Corpo do Salvador.Às vezes fico assustado ao pensar que essa comunhão não será duradoura, mas esse receio logo passa, já que pela misericórdia, eles foram edificados na eternidade do sacrifício da Cruz e não nas promessas de prosperidade passageiras

Hoje posso dizer que temos um jovem pequeno rebanho, mas que atingiu maturidade na sua fé e no entendimento do que é o Reino de Deus e o seu Evangelho. Crescemos no conhecimento e na graça atrelados a bíblia, ao ensino, a rejeição do pecado e a luta pela transformação do caráter. É verdade que também tivemos momentos difíceis, já que não foi fácil fazer o rebanho entender que o caminho de Cristo não é uma “porta larga”, por conta disto, alguns abandonaram “nosso barco” e pularam para “canoas”, onde podem continuam na “Igreja” sem que tenham que renunciar a si mesmo.

Mas e quanto a mim, o que posso dizer depois destes quatro anos? Bem, sem nenhuma dúvida afirmo que aprendi amar, pelo menos muito mais do que antes. Pastorear um rebanho me ensinou amar de uma forma diferente e sem reservas. Hoje posso dizer sem demagogia que amo minhas ovelhas, mas também posso dizer que amo mais e melhor meus filhos, minha esposa, meus amigos, meus inimigos e até mesmo quem eu não conheço. Pastorear me ensinou ou pelo menos está me ensinando, que  amar o próximo está ao nosso alcance, basta Deixar Deus nos ensinar.

Aos nossos leitores fica um convite: "No dia 06, sexta-feira, estaremos oferecendo a Deus um culto de ação de graças pelos quatro anos de nossa igreja, você é nosso convidado".

ps:vai rolar bolo.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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sábado, 24 de dezembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Trair ou não trair?

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Queridos, este é o nono e último texto de nossa série entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.
 
Ainda dentro do tema “Adultério e suas conseqüências nas relações familiares”, iniciamos nossa matéria (nona e última desta série) falando sobre um novo programa de TV que aborda, talvez não de uma forma muito adequada, a questão da traição.

É esse o tema da série “Traidores”, que começou no canal de TV paga Discovery Home&Health. O anúncio da serie a imprensa revelou alguns dados estatísticos comprometedores para a sociedade americana, já que o estudo demonstra que há infidelidade em 8 a cada 10 casamentos, além do fato de que 68% das mulheres admitirem aos pesquisadores que teriam um caso extra-conjugal se soubessem que não seriam descobertas.


Recentemente também chegou ao Brasil um site que tem a proposta de ser um portal de encontros destinados a casados que querem "pular a cerca". Com estas duas novidades e as demais que têm aparecido “no mercado negro da destruição da família”, já dá para perceber que a pressão para embarcar nessa “canoa furada” do adultério está vindo de todos os lados. Independente destas evidências, alguns de nós (cristãos que queremos continuar casados e sem mácula em nossa relação com Deus e com nosso cônjuge) ainda não entenderam que existe um risco eminente que bate à nossa porta todos os dias, e que só não entrou até agora, pela misericórdia abundante de Deus e não pelos nossos lindos olhos castanhos, pernas torneadas ou porque fazemos a obra de Deus.
Tem muita gente em nosso arraial que acha suficiente fazer a obra, que muitas vezes não é nem do Reino, mas do próprio cidadão, sendo o restante tratado como resto. Vemos nesse comportamento uma péssima exegese do versículo “ Buscai em primeiro lugar o Reino dos céus e sua justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”. Falta ainda muito entendimento ao nosso povo, que usa muitas vezes de maneira inadequada a Palavra de Deus distorcendo todo sentido dado a ela por Jesus.
 
Em outros casos o erro reside em aceitar dados estatísticos coletados num universo que têm uma cosmovisão muito diferente, como uma possibilidade real em nossas vidas. Ao se cometer esse engano, vira-se a chave que estava trancada deixando a porta da nossa mente encostada para essa possibilidade entrar e fazer morada. Independente dos índices serem assustadores, devemos lembrar que no universo cristão, pela misericórdia de Deus, o relatório de baixas tem um percentual menor. O outro lado desta moeda é que ás vezes nos valemos desse benefício para sermos relaxados com a nossa relação conjugal, não dando a devida atenção que ela merece.


O adultério é uma realidade terrível que invadiu, quase como o mosquito da dengue, nosso cotidiano, por isso, é necessário também termos uma série de cuidados com o ambiente à nossa volta para que essa praga não tenha condições propícias para se desenvolver. Da mesma forma que o mosquito da dengue, o adultério adora uma água parada, por isso, questione o ritmo do seu casamento, em que velocidade ele está nas curvas, nas retas e até mesmo quantas vezes ele está indo para o box fazer alguma troca de óleo, talvez assim você venha descobrir que ele está desacelerando, dando uma grande oportunidade para ser implantado um criadouro de larvas dentro dele.
Ao contrário do que a mídia tenta advogar e martelar nas mentes femininas da nossa nação, o homem gosta sim de falar sobre a relação conjugal tanto quanto a mulher. Afirmo isso baseado nos gabinetes e também na observação da vida moderna. Precisamos lembrar que muitas vezes paradigmas usados no presente foram estabelecidos com base em informações e comportamentos do passado, sem conexão com o presente. O homem pós-moderno discuti todas as coisas, até mesmo sua sexualidade, por que não falaria sobre seu relacionamento conjugal? Se o seu marido falar para você que ele viu na TV que o homem não gosta de discuti a relação, lembre a ele que nem tudo que reluz é ouro, de igual forma, podemos afirmar que muito do que é passado pela mídia de uma forma geral não condiz com as pesquisas de campo.
 
Por entender que nós ( homens, mulheres cristãos ou não) estamos em guerra contra o adultério, não contra o adúltero(a), lançamos em nosso blog uma campanha a qual pedimos sua ajuda no na divulgação.
"Eu digo não para o adultério".

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - O tipo de prevenção feito nas igrejas com os casais não gera tratamento. Os palestrantes apenas soltam a bomba, sem ensinar o povo como desarmá-la.

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Queridos, este é o OITAVO texto de nossa série entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.

Amados bom dia! Para glória de Deus e apoio as famílias e casamentos, estamos em nossa oitava matéria sobre o tema: “Adultério e suas conseqüências nas relações familiares”. Mediante graça divina, temos convicção que esta série de textos está abençoando famílias e casamentos, não só dentro do “povo de Deus”, mas também na sociedade secular.

Quando começamos o primeiro texto não tínhamos a intenção de nos alongar no assunto, mas no decorrer da elaboração das matérias começamos a perceber a extensão dos detalhes e aspectos envolvidos neste assunto, até porque, ele é um daqueles temas que sempre sofrem rejeição ao ser abordado, principalmente no meio cristão, onde ainda existe uma hipocrisia muito grande a respeito do assunto em si.

Creio que isso acontece por dois motivos:

1) Muita gente não reconhece sua humanidade.
2) Estamos obsoletos em relação a tratar e evitar esse tipo de problema. Acreditamos que chamar um palestrante famoso nessa área vai mudar nossa história... "coitado de nós."

Quando cito nosso meio - cristão, faço isso sem nenhum constrangimento, pois não estou com minha fala denegrido à imagem da Igreja, mas sendo honesto e sincero em relação a postura de muitos irmãos e líderes de igreja, que deveriam enfrentar esse tipo de problema dentro das congregações com mais seriedade, fazendo um trabalho de prevenção com os casais que ainda não foram atingidos,  ajudando também a retornar a vida todos aqueles que atravessaram ou ainda atravessam esse caminho de destruição, chamado de adultério.

Dentro da ação de ajudar a retomar a vida, devemos incluir também o “Judas da História”.O fato de termos perdido “um deles”logo após o sacrifício feito pelo Mestre, não significa que perderemos todos, até porque, o grande ministério de Cristo é o da reconciliação com o Pai, independente do tipo de pecado praticado pelo pecador.

Com sua permissão caríssimo (a) leitor (a), quero abordar nesta matéria o tipo de prevenção realizada nas igrejas sobre essa questão. Como palestrante muitas vezes sou convidado para estar presente num evento oferecendo uma palavra ou palestra sobre assuntos diversos ou mesmo específico sobre casamento e família. Isto acontece com mais frequência no mês de maio, quando as agendas dos pregadores ficam lotadas, ocasião considerada no meio evangélico como o mês da família. Nada contra esse tipo de trabalho, considero até uma iniciativa muito válida, caso contrário, não concordaria em fazer esse tipo de serviço ministerial em várias igrejas.

O grande problema dessa história é que ao fazer esse evento; que muitas vezes se resume a uma pregação seguida de um coquetel, ou mesmo, uma palestra de no máximo 90 minutos, os pastores (as) juntos com os seus ministérios de família (ou casais, ou departamento, seja o nome que tiver em cada igreja) ficam em paz com suas consciências, acreditando realmente que fizeram um trabalho de prevenção na questão dos relacionamentos, ou seja, a parte de cabe a eles dentro da prevenção, referente ao grupo chamado "casais e família".

Nessa matéria, que reservamos para falar sobre prevenção, quero despertar meus irmãos do santo ministério e os departamentos de casais e família para o seguinte fato: “Se você e sua igreja se identificaram na descrição que fiz no parágrafo anterior em relação a eventos, saiba que não existem motivos para sua consciência está tranqüila, porque uma ação voltada para casais e família baseada SÓ nesse tipo de trabalho, não consegue resultados sólidos, mas alguma coisa muito passageira, além do que, o custo que a igreja tem em certos casos para trazer um palestrante do tipo “TOP”, como diz a gíria do mercado, no qual eu me recuso a entrar, poderia ser muito melhor utilizado em atividades mais específicas, com grupos menores de casais e oficinas de ensino nessa área, trabalhando sexualidade, afetividade e problemas reais com aconselhamento".

Uma grande parte dos adultérios, pelo menos dentro das igrejas, se dá por falta da existência de “uma porta” aberta para para o diálogo, principalmente dentro das grandes igrejas, onde ninguém mais conhece o irmão que está sentando ao seu lado. Imagine só, como é que alguém que está com problemas nessa área vai se sentir a vontade para falar sobre sua dificuldade dentro da sua igreja, se ele se encontra perdido na comunidade. Além disso, ter que conviver com o fato do pastor ser o pastor da igreja (instituição), mas não o pastor dele, que precisa nesse momento de fraqueza ser pastoreado e ouvir algo além da mensagem, torna a situação ainda mais difícil.

Com meu discurso não estou diminuindo a importância da Palavra de Deus, mas alertando que Ela precisa ser visível na atitude dos irmãos e da liderança. Quem está passando por problemas na esfera sexual, precisa ouvir a voz daquele, que Deus diz em sua palavra, “vai dar conta da alma dele ao Criador”, isso com certeza, pode fazer toda diferença nessa hora.

A ausência de um trabalho série; sem aquela coisa do tipo: “O pregador ou o palestrante vai ao evento da igreja, solta várias bombas em cima do povo e depois vai embora não deixado ninguém com tempo e paciência para ensinar aos irmãos como desarmá-las”, pode fazer a diferença na vida de muitos casais, inclusive do pastor da igreja, que muitas vezes precisa ter um trabalho sério como referência para a sua própria relação conjugal.

Encerrando, para aqueles que já passaram ou estão passando por isso, digo: “Jesus pode reconciliar tudo em sua vida, inclusive a sua felicidade. Seja na sua igreja um atalaia desse assunto, não deixe acontecer ao outro o que já aconteceu na sua vida. Cobre, no bom sentido da palavra, um trabalho sério nessa área, acreditando numa coisa: "na sua igreja, com certeza , tem muita gente precisando”.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO : Características de um grupo que tem tendência para o adultério

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Queridos, este é o sétimo texto de nossa série entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.

Estou escrevendo este texto exatamente às 04h29min. O Miguel, meu filho de quase dois anos, resolveu acordar e eu, como um bom pai, embarquei junto com ele nesta decisão, despertando em plena madrugada como se a vida não controlasse a nossa rotina, mas o contrário, nos colocando para vida como quem dita as regras , pelo menos nesta noite.

Como sempre acontece quando o Miguel desperta, sua aparente energia não durou muito tempo, depois de vinte minutos ele foi vencido pelo sono e o cansaço do dia anterior, voltando para os “braços” do seu berço. Seria natural que minha opção fosse seguir a trilha do Miguel, indo em direção a minha cama, mas independente desta forte opção, resolvi escrever, que no meu caso, é uma alternativa tão boa quanto dormir.
Sem nenhuma intenção de fazer trocadilhos com nossa introdução, vamos direto para nosso tema, deixando a cama e os lençóis de lado neste momento. Em cada matéria desta série temos colocado em foco um aspecto do conjunto que estamos chamando de “o adultério e suas conseqüências nas relações familiares”, como manda a boa cultura ocidental em questão do conhecimento. Como dizem os orientais, "nós ocidentais temos a mania de dividir o todo em vários pedaços para estudarmos por partes, como se isso fosse realmente possível". Concordo com a sabedoria oriental no que diz respeito às verdades absolutas, mas quanto aos outros aspectos da vida, creio que nossa epistemologia seja muito mais adequada na sua exposição.

Hoje vamos falar um pouco sobre a origem do adultério, ou melhor dizendo, onde surge este desvio de comportamento e porque ele é mais freqüente em certos tipos de pessoas do que em outras. Para ajudar nosso embasamento, vou citar informações de uma pesquisa( realizada sobre sexo no meio evangélico) que tive acesso recentemente , que de certa forma, contribuiu com a exposição de nosso tema.
Uma das informações trabalhadas pela pesquisa é o significativo índice de adultério praticado por homens e mulheres no meio cristão. Na matéria de hoje não vamos nos deter a valores específicos, mas compartilho inicialmente que esse percentual não fica muito distante do que acontece no mundo secular. Isso significa dizer que independente de vários fatores, inclusive o religioso, existe um grupo de pessoas que está mais próximo deste abismo do que outros.

A minha afirmação acima não isenta ninguém de ser fiel ao seu cônjuge e nem mesmo, tema intenção de afirmar o contrário, ou seja, que existem pessoas imunes a esse tipo de queda, mas apenas declarando com base em nossas avaliações, que existe um grupo, que por possuírem certo tipo de fatores, estão mais próximos desse tipo de desvio do que outros. Por conta destas fragilidades, esse grupo anda sempre na beira do abismo, expondo não só o seu futuro ao abismo, mas também das outras pessoas que estão a sua volta, que independente de serem muito importantes, muitas vezes vão parar no fundo do poço por conta da prática do adultério na família.

Agora que já fizemos uma abordagem interessante sobre o foco desta matéria, onde apontamos o desvio de conduta na fidelidade conjugal como uma coisa muito séria, podendo acontecer em qualquer lugar e com qualquer pessoa, vamos falar de algumas características que formam o tal grupo que vive na beira do abismo.

Creio que podemos começar nossa lista; que não tem pretensão de ser perfeita e nem completa, mas apenas ilustrativa para sua reflexão, colocando como cabeça dela a forma banal com que muitas pessoas enxergam o ato de se relacionar amorosamente com outra ( desde o tempo de namoro). Quem não valorizou suas primeiras relações amorosas tem a tendência de repetir esse registro nas suas relações futuras. "Sabe aquele jovem que vivia traindo as namoradinhas e que todo mundo achava bonitinho..., é o mesmo que hoje aos trinta e cinco arrisca o futuro da família tendo um caso extraconjugal com uma colega do trabalho que tem apenas vinte anos".

Nossos comportamentos, de certa forma, são condicionados pelos caminhos que fazemos ao longo de nossa existência. Aquela prática que se torna repetitiva em nossa vida tem uma forte tendência de fazer parte também da nossa personalidade ao longo do tempo. Isso acontece inclusive com crianças que são abusadas sexualmente por pessoas do mesmo sexo, ao crescerem, elas têm uma tendência de viver no homossexualismo, já que em boa parte de sua vida, sua experiência sexual foi condicionada dessa forma.

Depois da banalização, acredito que o individualismo seja a bola da vez. O individualista é um tipo de pessoa facilmente identificada, já que suas atitudes e decisões sempre expressam especificamente a busca do seu bem estar, independente de quem esteja a sua volta, mesmo que essas pessoas sejam esposas ou filhos. Para o individualista tudo é dele, para ele e por causa dele. Se você “der corda” para um individualista, pode ter certeza que ele considerará o sacrifício da cruz um ato feito exclusivamente para sua salvação. Esse tipo de pessoa não pensa duas vezes quando tem uma oportunidade de satisfazer seus desejos sexuais. E como oportunidade é coisa que não falta em nossos dias de Sodoma e Gomora, você já sabe aonde vai parar o casamento e a família desse tipo de pessoa, no fundo do poço.

Em terceiro lugar coloco a excessiva valorização do estético. Desde muito cedo certas crianças ou mesmo adolescentes são orientada(o)s e até mesmo doutrinadas por pessoas próximas como pais, tias e outros, a valorizarem excessivamente a questão estética. Em nossos dias podemos observar um caso clássico de grande repercussão na mídia, estamos falando da filha do Tom Cruise e katie Holmes, a pequena Suri, que foi fotografada essa semana junto com a mãe em uma praia utilizando calçados de salto alto na areia.Além desse fato ela, de apenas cinco anos, foi eleita uma das 30 “mulheres” mais bem vestidas do mundo pela revista Glamour.A menina aparece na 21ª posição no ranking, à frente de Sarah Jessica Parker, Jessica Alba e Nicole Ritchie. Recentemente sua mãe revelou que gasta o equivalente a R$ 44.000,00 mensais com roupa e acessórios para a filha, sendo que o guarda roupa desta “pobre criança” está avaliado em R$ 5,5 milhões.

Será que na cosmovisão da Suri, quando crescer, haverá alguém bom o suficiente para merecer ela de forma exclusiva? Particularmente acho que não. Evidentemente que o absurdo provocado na vida desta criança é mais raro, já que a maioria das pessoas não desfruta do benefício de ter uma vida financeira como a do ator Tom Cruise. Mas neste artigo queremos chamar sua atenção para o fato de que em outras escalas também acontecem outros tipos de absurdos, que acabam levando pessoas a crescerem valorizando demais sua própria estética e a dos outros. Esse tipo de pessoa tem uma tendência de se achar muito melhor do que quem está perto dela e também não hesita em desejar alguém, que esteticamente está dentro dos seus padrões. A estética comanda sua vida, mesmo que seja rumo ao abismo do adultério.

Vamos encerrar por aqui para que nosso texto não fique muito longo, registrando que esses três exemplos são apenas uma amostra das características de um tipo de grupo que está mais fadado ao adultério. Lembramos também que não estamos falando de regras, mas de observações e conclusões extraídas ao longo do tempo de contatos com casais e família. Que você lembre sempre que independente de qualquer coisa ou característica, o que vai fazer a diferença na sua vida é onde Jesus está nela. Não se esqueça disso.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Eu não preciso do meu pastor. Eu não preciso da minha ovelha. O que o francês Derrida tem haver com isso?

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Existe uma crise no atual relacionamento dos pastores com suas ovelhas. Ao longo dos tempos, desde a formação da Igreja, foram várias as fases deste complicado relacionamento, que apesar de difícil não deixa de ser belo. É evidente que a crise de hoje não bateu à porta de todas as igrejas ou comunidades, mas com certeza toma conta de boa parte das congregações espalhadas pelo nosso país e até mesmo no exterior, onde creio, as coisas estão bem piores do que aqui, principalmente no chamado “primeiro mundo”. Nesta área geográfica , o conceito do homem suficiente tem alcançado preeminência na vida das pessoas, até mesmo dos cristãos.

Responsabilizar apenas um dos dois lados seria cometer uma “bela” injustiça neste artigo, já que é muito provável que ambos os lados tenham culpa “no cartório deste relacionamento”. No meu entendimento, todo desencontro abordado nesta matéria está ligado à dificuldade de ambos os lados viverem os tempos pós-modernos dentro do contexto bíblico, já que por si só a visão pós-moderna nega uma variedade enorme de valores da filosofia cristã. Em nossos dias, muitas confusões (inverdades) estão se estabelecendo com força do amadurecimento (no sentido negativo da palavra) dos valores implícitos nesta nova forma de viver nossa existência.

Uma marca deste novo tempo é ao que chamamos na linguagem do conhecimento de “desconstrução” (Termo proposto pelo filósofo francês Jacques Derrida, nos anos sessenta, para um método ou processo de análise crítico-filosófico que tem como objetivo imediato a crítica da metafísica ocidental e das suas tendências). Sem entrar em conceitos mais apurados, que seriam de pouco interesse para a maioria dos nossos leitores, registro que a ideia proposta por Derrida saiu do universo literário-filosófico e tomou espaço em nosso cotidiano, até mesmo nas coisas que chamamos de simples. Uma marca deste sistema (independente do próprio autor não o considerar assim) é que a leitura crítica de um texto literária não objetiva um sentido único, mas a descoberta da sua pluralidade de sentidos.

Essa tal de “pluralidade de sentidos” acabou sendo transferida como herança do pensamento de Derrida para a forma de pensar e agir dos nossos dias e é ela, que em grande parte tem promovido a distância na relação bíblica dos pastores com suas ovelhas. Por ser bíblica, esta relação exige de ambas as partes esforços para que ela ocorra da forma que o Evangelho determina, evitando assim, que pastores e ovelhas não incorram na prática da desobediência à orientação divina que foi estabelecida para esta relação.

Como isso funciona na prática? Para entender melhor como isso ocorre em nosso cotidiano precisamos entender de forma simples o conceito de pluralismo. Para isso escolhi (já estou sendo pluralista neste ato) a “curta e grossa” definição: “Ele é o sistema que como resposta afirma a multiplicidade (que apresenta grande número ou variedade de algo) , seja qual for a área( intelectual, religiosa, ética-moral, cultural, política, econômica e outras) da pergunta” A visão em si do pluralismo é algo até mesmo muito democrática e válida, mas o seu “veneno” começa a gerar “morte” na generalidade da sua aplicação.

O pressuposto do pluralismo torna tudo subjetivo e temporal, a começar pela nossa obediência aos mandamentos das Escrituras, onde de forma clara e na orientação de princípios, podemos observar que os parâmetros da relação pastor e ovelha não são estabelecidos de forma pluralista, mas específicos, sem alternativas ao gosto do freguês, como vem acontecendo em muitas situações, sendo a figura do freguês a ovelha ou mesmo o pastor.

Hoje na mídia podemos observar um bom exemplo do que estamos falando, mais especificamente no universo da ovelha. A jovem esposa do jogador de futebol Kaká, de forma pluralista cria seu próprio conceito de relacionamento com Cristo entoado aos “sete cantos” que ela e sua família não precisam de igreja ou denominação, porque Deus está na casa deles. Talvez pela ausência de uma vivência mais próxima com seus pastores ou outros, já que tiveram problemas com os anteriores, ela está embarcando no pensamento do Derrida, negando verdades absolutas e atemporais do Evangelho, construindo sua própria forma de se relacionar pluralista com a vida, Deus e o Corpo do Salvador, que é a congregação e a comunhão dos santos.

Precisamos entender que contra o que o Evangelho afirma não existe contraponto, mas sim desobediência. Seja o pastor ou ovelha, ambos devem buscar nas Escrituras e na interpretação correta dela, sua forma de construir essa relação, que não é opcional, mas um dever de ambos.

Se você já tentou de tudo e não consegue institucionalizar essa relação, faça um favor a você e ao seu atual pastor, busque uma igreja e um pastor onde você possa andar em obediência a Deus, inclusive no campo da relação pastor e ovelha.Não é pecado mudar de denominação, mas ficar à margem do que a bíblia determina.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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sábado, 5 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - O papel da Igreja dentro do tema adultério.

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com o leitor. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.

Queridos, este é o sexto texto de nossa séria entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.


Falar sobre o tema adultério através de textos em nosso blog não é um trabalho muito confortável para mim que estou redigindo as matérias, mas independente do desconforto que esse tipo de assunto gera, é necessário trabalhar estas questões de forma muito transparente, já que nosso objetivo junto à vida dos nossos leitores, do mundo secular e cristão, é edificar seus relacionamentos, fortalecendo-os para evitar, se ainda não aconteceu, uma surpresa desagradável (chamada adultério) que muitas vezes bate a porta dos casamentos, até mesmo daqueles rotulados como “uma união feliz, casal nota 10,20 e outros”.Este tema é um daqueles sobre o qual a maioria das pessoas não quer ouvir falar e nem ler, muito menos dentro das igrejas, lugar que deveria ser um “paladino”( indivíduo destemido e cavalheiresco; indivíduo sempre pronto a defender os oprimidos e a lutar por causas justas) na luta contra esta prática do inferno chamada adultério.

 
Às vezes, parece que o incomodo sentido pela maioria dos irmãos ao falarmos sobre o assunto decorre da hipocrisia que reina em muitas igrejas e dentro das famílias, onde se finge a todo tempo que as coisas estão em ordem, e que esse tipo de evento maligno (o adultério) só acontece com quem mora acima da linha do Equador ou veio da zona de prostituição.


A prática do gabinete pastoral e da vida tem demonstrado um resultado bem diferente da utopia que muitos cristãos e seus pastores vivem. O adultério não faz acepção de lugar de moradia, do passado das pessoas, da idade, do nível social, da religião e muito menos da cultura. Sem pedir nenhum tipo de licença, o adultério tem arrombado a porta de muitos casamentos, onde os cônjuges têm permitido espaço para ele colocar os pés. E é nesse “time” que a Igreja tem sido chamada para ministrar as pessoas, principalmente em nossos dias, mostrando a realidade nua e crua dos relacionamentos, deixando claro que se houver espaço dentro da vida do casal e ausência de Deus, o adultério entra, faz bagunça e destrói uma ou mais gerações.

A cada dia percebo que o papel da Igreja se torna mais desafiador mediante o avanço da pós-modernismo em nossa sociedade, que no fundo, passou a reinar como um novo “império romano”, ditando “verdades” que a luz do bom senso da vida, família e do Evangelho, são eternas “inverdades”.Apesar de ter início na segunda metade do século passado, a pós-modernidade está atingindo sua maturidade nestas primeiras décadas do nosso século, o que torna urgente uma reação da Igreja, não contra os avanços naturais da vida, mas contra todo tipo de “verdade” que venha a confrontar as “verdades do Evangelho” e destruir famílias.

Em contraponto a conclusão acima (sobre o novo papel da Igreja), o que encontramos na maioria das nossas lideranças e membros são posturas, atitudes e preocupações muito distantes desta nossa nova função, que precisa ser desempenhada pelo povo de Deus com muita excelência, caso a Igreja queira  realmente ser um instrumento do Eterno para anular a influência negativa do pensar pós-moderno e maligno que se institucionalizou em nossa nação, em especial no relacionamento familiar.

Muito tem sido falado este ano sobre os inimigos externos da Igreja e da família, mas estamos por hora esquecendo os inimigos internos, que precisam também ser atacados, já que eles estão agindo contra a vida da igreja através da destruição das famílias. Há muito tempo a Igreja (na pessoa da liderança) tem se colocado a margem de certos assuntos por entender que determinadas questões devem ser tratadas diretamente pelas famílias e não por ela. Essa pretensa atitude de respeito ao ser humano oculta uma comodidade em não atuar em assuntos dito polêmicos, com adultério, homossexualismo e o sexo propriamente dito.Estes temas por exigiram uma atenção maior e necessidade de conhecimento específico, são deixados de lado pelas lideranças que preferem esperar de braços cruzados para ver aonde o “barco” vai parar.Na maiorida das vezes ele afunda no lamaçal do pecado, levando muitas família a derrocada.

Por conta do avanço do pós-modernismo e da ação maligna (no pensar e viver de nossa sociedade) deste sistema que rege esse mundo, tornou-se imperativo a Igreja rever sua postura em relação a esses temas considerados por ela como polêmicos, já que está claro, pela demanda que temos hoje de adultério, práticas homossexuais e abusos sexuais, que o nosso povo e os casais do mundo secular não estão preparados para gerir seus próprios mecanismos de defesa, estão como o bebê da foto acima, que deveriam proteger seus casamentos e famílias, o que naturalmente precisa ser preenchido o mais rapidamente pela Igreja. A igreja não vai assumir o papel dos casais e nem dos pais, o que é responsabilidade de cada um deverá continuar  ser assim, mas ela precisa entender que o gerenciamento, seja ele preventivo ou corretivo, precisa partir dela, que tem condições em Cristo de ser resposta de vitória as pessoas.
 
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Um papel que ninguém deveria viver: "O de amante" (no sentido pejorativo da palavra)

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com o leitor. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.

Queridos, este é o quinto texto de nossa séria entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.

Amados em Cristo e queridos visitantes. No sábado anterior, depois de escrever o que pensei ser a última matéria (texto de número quatro) da série “o adultério e suas conseqüências nas relações familiares”, fui surpreendido pelo Espírito Santo motivando-me  avançar um pouco mais no assunto.Sendo assim, já que com Ele – o Espírito -não dá para discutir e muito menos contra argumentar, estaremos compartilhando com os leitores outros apontamentos sobre o  tema, bem como suas repercussões na vida das pessoas que se envolvem de "certa maneira" com esta prática perniciosa.

Quando eu digo “se envolvem”, estou me referindo a ter contato de alguma forma com a situação provocada pela traição. Nesse rol incluímos o traidor, quem é traído, os filhos do casal e indiretamente: parentes, amigos, vizinhos e outros que acabam tendo contato com tudo que acontece com a família afetada. Eles são as verdadeiras testemunhas da dor familiar, da tristeza e muitas vezes da destruição completa de um lar, quando Deus não é convidado a entrar e mudar o rumo desta triste história.
Nesta quinta matéria vamos abordar um personagem quase nunca discutido ou lembrado quando debatemos este tipo de assunto, até porque, ele (a) é sempre visto (a) como o (a) grande vilão (ã) da história do adultério. Pela introdução feita neste parágrafo, já deu para nossos leitores perceberem que vamos divagar sobre a pessoa vulgarmente chamada de amante. A primeira coisa a dizer é que em alguns casos este personagem também é comprometido (a), tendo uma relação “estável”, mas não é o que predomina nas relações adúlteras, em geral, eles (as)- os amantes- são pessoas que não têm compromisso real com ninguém, sendo em muitos casos parceiros (as) sexuais de mais de uma pessoa, até mesmo de sexo diferente.

Falar deste personagem (amante), no meu caso específico, sem ser pejorativo é uma dura tarefa, já que os meus olhos de conselheiro têm presenciado muita dor dentro das famílias e a sua volta, causada em grande parte pela atitude inconseqüente de pessoas que aceitam esse rótulo (adúltera) sobre sua vida.

Quando digo “aceitam,” é na intenção de clarear aos leitores que essas pessoas em determinado momento da vida fizeram uma escolha, ou mesmo, tomaram uma decisão pessoal de deixar esse comportamento fazer parte de sua vida. O que vou ilustrar no próximo parágrafo é que independente do motivo que leva alguém a ser amante, essa tomada de decisão é algo consciente, não acontece por acaso na vida de ninguém. Resolve-se ser adúltera (o).
Os motivos que levam alguém a ser esse personagem na trama do adultério podem ser muitos e de certa forma até convincentes em alguns casos, mas nenhum deles justifica a decisão de aceitar esse papel dentro do cenário da vida, mesmo que ele – o papel- seja o único disponível nessa peça teatral chamada cotidiano.

Diante dessa situação – ter que ser amante-, será sempre melhor estar na platéia ou até mesmo deixar de ir ao teatro, ao invés de fazer um papel que nunca edifica a vida de quem o representa, nem dos outros atores que estão no palco e muito mesmo da platéia que está a sua volta. Ser adúltero (a) é um papel, que independente da situação, deve ser rejeitado por homens e mulheres; ricos ou pobres, religiosos ou ateus, jovens ou adultos, adolescentes ou anciões.

Apesar desse comportamento - amante- não ser mais considerado ilícito na sociedade secular, já que a pós-modernidade valoriza o que se denomina como liberdade do homem (que no fundo é confundido com libertinagem= licenciosidade de costume, conduta de pessoa que se entrega a imoderadamente a prazeres sexuais; a prática do libertino), a consciência humana, mesmo se tornando moralmente elástica, tem por vezes surtos de suas lembranças originais, levando com isso luz ao interior da alma do amante, o fazendo entender e sentir na pele, que a vitória externa de ter alguém desse jeito é muito pequena diante da derrota interna de ser um fracasso como pessoa e mais ainda, diante do projeto de Deus para a vida dele. Isso acontece na alma desses pobres coitados porque esse personagem chamado de amante, não foi escrito para nenhum de nós.

Ao falar sobre o (a) amante, não estamos julgando as pessoas que fazem tal prática, mas a prática em si. A essas pessoas queremos dizer que existe esperança para sua vida, desde que você faça o que Jesus orientou aquela prostituta: “Vá e não peques mais”. Evidente que para isso é necessário haver entendimento do erro (pecado) que o amante está inserido e arrependimento, ou seja, uma decisão interna de fazer um caminho completamente diferente daqui para frente.
Se você leitor ou leitora está envolvido nessa situação, pense bem se deve continuar, não acredite em juras de amor de homem casado, muito menos continue envolvido com uma mulher que já tem compromisso, mesmo que ela não seja casada. Olhe para o estrago na sua vida e na das outras pessoas, Deus te pedirá conta de todas essas coisas.

Quer um conselho? Venha até Jesus e preste contas a Ele. O sacrifício da cruz é poderoso para purificar você de todo pecado e toda condenação, mesmo que você tenha que viver as conseqüências dos seus atos, Nele, tudo é mais fácil.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - O que acontece na vida dos parentes e dos amigos "mais chegados" de um casal, num caso de adultério.

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Queridos, este é o quarto texto de nossa séria entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.


Com o objetivo de demonstrar o alcance do estrago da prática do adultério (o que certamente será um material rico para reflexão dos nossos leitores), vamos falar neste texto sobre suas conseqüências na vida das pessoas “mais chegadas” à família que sofreu o dolo do adultério, já que quem está mais próximo, de certa forma, também é profundamente impactado quando acontece uma situação desta dentro do seu universo de relacionamento.


Essa expressão, “mais chegadas”, neste contexto se encaixa no papel dos parentes e amigos mais próximos do casal que foi atingido pelo adultério. Amigos e parentes, por terem um grande envolvimento com a relação familiar que ficou enferma, normalmente são afetados de alguma maneira e por isso, precisam tomar muito cuidado quando um acontecimento deste se dá à sua volta, caso contrário, a atitude danosa do adultério e suas conseqüências ocorridas numa casa, podem trazer uma série de complicações – sejam elas emocionais, espirituais e psicológicas – nas  casas dos personagens “amigos mais chegados e parentes” que estão à sua volta.

Este grupo (parentes e amigos) precisa entender que a empatia pela dor do outro é algo saudável e até importante, mas em momento nenhum o grupo deve confundir a vida deles com a vida da família que sofreu o dolo, caso contrário, os membros deste grupo podem também adoecerem seu convívio, deixando de ser um instrumento de apoio a família afetada com o adultério, que realmente está precisando deste tipo de apoio.

Da forma como coloquei as coisas no parágrafo acima, pode até em algum momento parecer que estou tendo uma atitude fria com a família atingida pelo adultério, mas a realidade não é bem assim. Você que está acompanhando a séria de postagem já percebeu que tivemos o cuidado de separar os textos por personagens, colocando no centro de cada uma das matérias uma das vítimas, já que de certa forma, todos os envolvidos nesse quadro de dor também são vítimas, inclusive aquele que provocou o dano, o Judas da nossa história ou da sua, que pode até mesmo está lendo está matéria em nosso blog.

A aproximação do grupo e ajuda a família doente precisa ser cautelosa e criteriosa, evitando-se assim confusões e fantasmas em realidades distintas. Já tive oportunidade de observar um grupo de casais adoecerem com medo do “adultério fantasma” (não existente, já que fantasma não existe). O pânico teve início no grupo mediante um único caso real, que acabou gerando muita confusão entre todos os amigos “mais chegados”.Foram mulheres e homens que de uma hora para outra, em vista de uma única situação real próxima, se comportaram como se todos tivessem sendo traídos, provocando uma grande confusão dentro dos seus lares. Eles confundiram as realidades.

Muitas mulheres entram em depressão porque o adultério bateu a porta de sua irmã, prima ou vizinha, mesmo elas tendo um corpo muito mais bonito. Mães que tomam as dores dos seus filhos (as) traídos(as) e por conta disso desenvolvem uma relação com a vida muito complicada, deixando brotar em seu interior raízes de amargura contra tudo e todos, inclusive contra Deus, que na maioria dos casos nunca foi convidado para participar da vida delas e muito menos do casamento dos filhos (as).

A carência afetiva e a baixo auto-estima da pessoa traída é outro aspecto que precisa ser muito bem avaliado pelo grupo que está a sua volta, principalmente se o cônjuge que cometeu o adultério não tiver mais residindo na mesma casa que ela(e). O apoio dado pelo grupo, com as devidas ressalvas evidentemente, deve sempre ser realizado de preferência por duas pessoas, para que não haja possibilidade de se desenvolver nenhum tipo de dependência emocional em relação a alguém específico. Num momento de dor como esse, a pessoa traída pode encontrar em alguém sua tábua de salvação, o que significa dizer que, ela sai de um problema para entrar em outro.

Outra questão é que um suporte individual de uma pessoa do outro sexo, mesmo sendo um grande amigo, primo, tio ou outro tipo de ligação, pode despertar nesse momento de fragilidade um tipo de atração que pode trazer sérias conseqüências, seja para o cônjuge traído ou para o amigo (a) que tentou ajudar sem nenhuma sabedoria. Existem casos reais de amigos que se apaixonam durante a tentativa de ajudar um cônjuge traído a sair de um quadro de tristeza, sendo que ambos incorrem no mesmo erro que gerou toda aquela situação, levando a vítima do adultério a vitimar outra família.

Ajudar é necessário, mas precisamos perguntar a Deus como fazer. Outro aspecto a considerar na hora de ajudar é se estamos preparados para isso ou...iremos atrapalhar? Se você conhece alguém que está precisando de ajuda porque foi traído (a) e você não se sente apto para isso, procure um pastor próximo de você e peça ajuda, nós do santo ministério, pela misericórdia de Deus, temos sido treinados pelo Espírito do Senhor para fazer esse papel sem confundi-lo.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Os filhos de um (a) adúltero (a) e a semelhança com Hiroshima e Nagasaki

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Amado leitores, este é o terceiro artigo de uma série de doze postagem sobre o assunto "adultério e suas consequência nas relações familiares". Se você tiver disponibilidade para ler os artigos anteriores seria muito interessante, já que eles estão organizados em forma de sequência. Espero que gostem, eles estão sendo postados pela segunda vez atendendo a pedidos de alguns leitores.

Antes de entrarmos propriamente no assunto reservado para o texto de hoje, que faz parte da série “o adultério e suas conseqüências nas relações familiares”,preciso responder uma pergunta feita por um dos nossos leitores assim que iniciei essa nova coluna.A pergunta foi elaborada, imagino, por alguém cheio de vigor e com um senso de justiça aguçado, saindo do seu teclado mais ou menos desta maneira: “Pastor Paulo, porque o senhor está perdendo tempo falando de adultério, se nesse momento o que importa é barrar a PL-122 e o kit gay?”

Antes de responder a pergunta do nosso jovem irmão, registro aos nossos leitores que prefiro esse tipo de reação, mesmo que muitas vezes equivocada, do que a de outros jovens que estão completamente passivos diante da realidade da nossa sociedade e da igreja brasileira, que estão vivendo por sinal, momentos delicados e precisando muito da força e atuação dos jovens que conhecem o Eterno. As redes sociais, como o Facebook, tornaram-se um bom exemplo deste tipo de alienação, já que a maioria do que é postado, não passa de besteira, não acrescentando (espiritual, intelectual e cultural) em nada a vida de ninguém. De certa forma aplaudo esse jovem por sua fidelidade e empenho a esta grande causa do Reino de Deus, que é lutar pelo direito de ter liberdade de expressar nossa opinião contra tudo que é contrário a Deus e sua Palavra.

Respondendo ao nosso jovem, esclareço que independente do blog está centralizado neste momento na coluna em questão, estamos atuando de outras formas conscientizando, principalmente os jovens, pastores e irmãos a se engajarem neste movimento, até porque, estamos diante de uma batalha, não contra os homossexuais aos quais amamos, mas contra toda atuação maligna e militante que deseja implantar no Brasil uma nação com valores distorcidos.
Com a dúvida do nosso jovem esclarecida, podemos agora nos dedicar a questão central da matéria de hoje, que é o impacto causado nos filhos diante de um processo de adultério. Nas matérias anteriores ressaltamos que o traidor e a pessoa traída sofrem, de forma diferente, impactos em suas personalidades mediante a prática do adultério. Com os filhos o estrago não é muito diferente, sendo que as marcas provocadas pela crise se registram neles de forma mais profunda, atuando com mais força sobre o caráter futuro. As mudanças de comportamento no presente são apenas a ponta de um "grande iceberg" que aos poucos poderá vir à tona. Evidentemente que tudo isso pode ser amenizado com uma participação honesta dos pais, dedicação pastoral e até mesmo com ajuda de um profissional, caso seja necessário. O difícil nesta cena é que neste momento, nenhum dos pais está em condição de ajudar, mas precisando de ajuda. Quanto ao pastor, em muitos casos falta sensibilidade e tempo (já que tempo é elemento raro na vida pastoral de hoje) para perceber que certo jovem está precisando de uma atenção mais intensiva.
Existem algumas adversidades que ao se apresentarem acabam unindo muito mais uma família. A enfermidade de um membro por exemplo, pode despertar dentro do ceio familiar carinho, cuidado e até mesmo a valorização de uma comunhão maior entre eles. A mudança de padrão de vida é outro bom exemplo. No início tudo fica muito difícil, já que todos têm que viver com muito menos do que se vivia, mas ao longo do tempo, as coisas vão se ajustando e esse processo acaba resultando em crescimento para todos os envolvidos e também para a unidade familiar.Eu poderia continuar trazendo outras situações onde apesar da aparente dificuldade inicial, o desenrolar da história revela que o "x" do problema se torna "A vaquinha jogada no precipício pelo monge e seu discípulo (se você não conhece a história/estória busque na internet)".


Mas quando a crise é provocada pelo adultério, o final tende a ser infrutífero para todos, inclusive para os filhos. Quando um casal tem uma crise ou até concretiza uma separação por outros motivos, que não seja o adultério, na maioria das vezes o desdobramento do processo é acompanhado de perto pelos filhos, que internamente são, mais ou menos, preparandos para o momento da divisão da família. Aos poucos tomam consciência que não existe um culpado nesses casos, que a coisa não é intencional da parte de nenhum dos seus pais, eles no fundo não querem a separação de verdade, mas ela acontece como resultado da vida conturbada (evidentemente sem a presença de Deus, já que Ele faz diferença também em nossas relações). Neste caso, independente da dor da dissolução de uma união, os filhos têm a seu favor um processo interno de amadurecimento que de certa forma os protege de um trauma ou bloqueio maior. Essa maturidade em nossos dias, “quase” que independe da idade – dentro de certos limites é claro, já que o processo de percepção de vida das crianças têm se expandido de tal forma, que muitas vezes, elas nos confundem com suas conclusões tão maduras.

Mas como falamos acima, quando acontece um adultério ninguém está preparado, principalmente os filhos. A sensação para eles é que aconteceu algo inesperado, uma morte súbita que não era esperada por ninguém. O adultério, mais ainda quando ocorre por parte da mãe, tem sobre os filhos um impacto (espiritual, emocional, físico e psicológico) semelhante ao de uma bomba atômica, como aquelas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Nessas cidades as conseqüências do lançamento das bombas atômicas foram devastadoras. Ainda hoje, mais de cinqüenta anos, ainda se sente os efeitos da radiação a que as pessoas foram expostas naquela época, pois os efeitos passaram de geração em geração através dos “caracteres hereditários”. Guardadas as devidas proporções, já que vamos usar do paralelismo (correspondência entre duas idéias ou opinião) para trazer mais luz a seriedade do tema, faremos alguns apontamentos entre estes dois eventos (adultério e as bombas lançadas nas duas cidades japonesas), que com certeza podem ser rotulados como catástrofes.

Na vida dos filhos, diante da crise de adultério, a conseqüência também é devastadora, a exemplo da bomba atômica, porque mata na maioria das vezes tudo de bom e que tem vida na existência deles. O interior dos filhos de um adúltero (a) tende a ficar como uma região devastada pela radiação, onde nada vive e nada fica de pé verdadeiramente.
Independente do passar do tempo, o registro permanece dentro dos filhos influenciando todo seu “eu”. A desconfiança no próximo, a dificuldade de se entregar numa relação e até mesmo uma rejeição a sua identidade com o seu gênero original, podem se manifestar nesses casos. O tempo não anula a radiação de um adultério na vida dos filhos, só Deus tem o poder de fazer essa “descontaminação”.

Além de suas experiências serem deformadas por essa ação “radioativa do adultério”, como os sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki, eles vão continuar a propagar esse efeito sobre os seus filhos, tendo em vista que nos seus caracteres hereditários espirituais e emocionais existem marcas desse triste acontecimento que não foram curadas. Só Jesus pode purificar esses caracteres e impedir essa continuidade.
Caro leitor, pense com carinho sobre tudo que falamos aqui. Se nada disso aconteceu na sua vida, fortaleça-se em Deus e no entendimento de sua Palavra para que nunca aconteça, não confie exclusivamente em você para se livrar desta armadilha do inferno chamada adultério. Caso você já seja uma vítima desta realidade, seja você o traidor, traído ou um filho deles, em Cristo sempre existe um antídoto para todo mau. Ele está de braços abertos para receber você e a sua família. Detalhe, não precisa nem marcara hora, Ele sempre está pronto para te receber.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira
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