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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ESPAÇO CIÊNCIA - Se a química mudou, você também pode mudar

Tem muita gente que insiste em afirmar que nunca vai mudar sua posição em nada nessa vida.

Algumas dessas pessoas - ao longo da vida -   recebem vários tipos de apelidos por pensarem dessa maneira, do tipo: osso duro de roer, cabeça de pedra...

Conheci uma pessoa há algum tempo que sempre  dizia que ele era como a tabela periódica de química, constante e para sempre na sua posição de rejeitar o Evangelho.

Com o passar do tempo, vendo a determinação dele decidi não tocar mais nesse assunto, já que ele sempre me pareceu convicto de sua opção.

Agora, lendo a matéria abaixo me lembrei do argumento que ele sempre usou e que agora, contradiz sua própria decisão.

Espero que quando ele tomar conhecimento dessa mudança, pense bem sobre sua vida, lembrando que se a química mudou, ele também pode mudar e como a química, para melhor.

Independente dessa estória, que tem o objetivo de fazer o visitante repensar  sua flexibilidade em relação a Deus, leia a matéria abaixo, ela é uma informação importante, principalmente para aqueles que estão em curso escolar.

Além disso, pense um pouco nessa estória, talvez você também seja alguém convicto que não precisa de Jesus. Quem sabe Ele não muda outra verdade científica para tocar também o seu coração.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira


Química

Massa atômica de elementos na tabela periódica mudará pela primeira vez na história

Dez elementos terão suas massas expressas em intervalos

Marco Túlio Pires

(Ryan McVay)

Pela primeira vez uma mudança será feita na massa atômica de dez elementos da tabela periódica. A alteração foi descrita em um relatório publicado este mês pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, na sigla em inglês). A nova tabela irá exibir intervalos de valores, em vez de números fixos, de modo a representar melhor a ocorrência destes elementos na natureza.

A massa atômica de um elemento é calculada pela média das massas de seus isótopos, ponderada pela frequência com que são encontrados na natureza. Isótopos são átomos de um mesmo elemento com mesmo número de prótons, mas não de nêutrons, o que faz a massa atômica variar. A mudança foi feita porque a média dos isótopos pode variar dependendo de onde o elemento é encontrado. As amostras de oxigênio encontradas na Antártida, por exemplo, não têm a mesma massa atômica (15,99903) das amostras encontradas no fundo do mar (15,99977).

A variação parece pequena, incapaz de influenciar a química que é ensinada nas salas de aula do ensino médio, mas é grande o bastante para os instrumentos de medição dos laboratórios. Por isso, as tabelas periódicas não irão mais mostrar a média dos isótopos, mas os valores mínimo e máximo. O que era 15,9994, para o oxigênio, passa a ser de 15,99903 até 159997.


sábado, 18 de dezembro de 2010

ESPAÇO POLÍTICO - Está entalado na garganta

"O Brasil não é um país sério". Essa frase - tão correntemente atribuída ao ex-presidente francês Charles de Gaulle no final da década de setenta - recebe o apoio de muita gente no Brasil e também no exterior.

Em parte descordo dela , na minha visão o que acontece é que o Brasil é um país que surpreende e desaponta pelos seus extremos, seja para um lado ou para o outro.

Um exemplo disso pode ser observado pelo comportamento da nossa população diante de absurdos extremos.

Uma hora a população - junto com a mídia, com entidades representativas da sociedade e o poder público - se une– ao ponto de uma moradora dizer que o Beltrame é o papai Noel dos adultos nesse ano- e fortalece a ação pública contra a institucionalização do tráfico ( que é um absurdo) de drogas nas comunidades do Rio de Janeiro, levando a operação no complexo do alemão a um sucesso que nem mesmo o govenador esperava – aqui entre nós, o governo não esperavam o resultado obtido.

Em outra, essa mesma população assisti - de braços cruzados - outro absurdo que é o recente aumento de 62% nos salários dos políticos completamente calada. Por falar em ficar calado, cade as associações de classe, as ONG´s, onde está a OAB, A UNE e por ai vai.

Como cristão, tenho a função de orar pelas nossas autoridades – o que não deixarei de fazer -, mas preciso confessar que esse aumento aprovado pelos nossos políticos – que  na verdade são nossos empregados – dando a eles mesmos um aumento absurdo dentro da realidade do país e também do primeiro mundo, está difícil de descer na minha garganta e também na de muita gente que pensa - mas que não está mamando nessa mesma teta- nesse país.

O pior é que eles ainda fazem graça, como o próprio presidente Lula - que brincando disse que não ia sobrar nada para ele, como o Romário, Tiririca ...

A remuneração anual (incluindo o décimo terceiro salário) dos congressistas chegará a US$ 204 mil.


Esse valor é mais alto que o recebido pelos parlamentares da União Europeia e de 16 países pesquisados pela Folha, incluindo os do G8 (EUA, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Rússia).

Que o Senhor Deus tome essa causa em suas mãos e que ainda haja  tempo para arrependimento.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
Com o recente aumento de 62% em seus salários, os congressistas brasileiros passarão a ganhar mais do que seus pares em países desenvolvidos e em outros emergentes importantes.
A remuneração anual (incluindo o décimo terceiro salário) dos congressistas chegará a US$ 204 mil.
Esse valor é mais alto que o recebido pelos parlamentares da União Europeia e de 16 países pesquisados pela Folha, incluindo os do G8 (EUA, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Rússia).

Congressistas custarão R$ 128 mil por mês

Em votação relâmpago, Senado aprova aumento de salários no Legislativo e Executivo
Câmara aprova aumento de salário do Executivo e Legislativo para R$ 26,7 mil
Aumento aprovado pelo Congresso poderá custar R$ 1,8 bilhão para cidades

A desigualdade entre a renda de deputados e senadores e a da média da população brasileira também será uma das maiores do mundo a partir de fevereiro, quando o novo salário, de R$ 26,7 mil por mês, passa a valer.
Deputados e senadores receberão valor quase 20 vezes maior que o PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Brasil --de US$ 10,5 mil neste ano, segundo o FMI.

Essa desigualdade significativa entre a remuneração dos congressistas e a da média da população é bem maior do que a registrada em outros países onde os salários de parlamentares também são elevados.

Itália e Japão são conhecidos pela alta remuneração de seus Legislativos. Os salários anuais dos parlamentares desses países são de cerca de US$ 185 mil.

Esse valor é próximo dos US$ 204 mil que receberão os congressistas brasileiros. Mas na Itália os congressistas ganham 5,5 vezes mais que a renda per capita. No Japão a diferença é de 4,4.

Tanto no caso do Brasil como no dos outros países pesquisados pela Folha, essas remunerações representam apenas o salário dos congressistas e não incluem verbas extras e benefícios.
CUSTO EXTRA
Segundo matéria publicada ontem pela Folha, cada congressista brasileiro representará um custo médio de R$ 128 mil por mês, se computados outros benefícios além do salário, como passagens aéreas. O valor equivale a US$ 896 mil por ano.
De acordo com reportagem da publicação online "Money Zine" do Japão, cada parlamentar japonês recebe (incluindo bônus e verbas extras) US$ 497,4 mil anuais.
A comparação entre remuneração total de parlamentares de diferentes países é complicada porque há benefícios de difícil mensuração.

Para o cientista político Bruno Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o salário (sem incluir benefícios) dos legisladores brasileiros "parecia baixo se comparado ao recebido por profissionais da classe média alta".

Mas ele ressalta que o hiato entre a nova remuneração de congressistas e o PIB per capita do Brasil é muito alto, reflexo da desigualdade de renda ainda elevada no país.
CORRUPÇÃO
Tanto Reis como Fabiano Santos, pesquisador e professor de ciência política da UERJ, afirmam que, pelo menos no campo teórico, a vantagem de ter legisladores bem remunerados é que o incentivo à corrupção diminui.
Diferentemente do que ocorrerá com os congressistas, a remuneração do presidente continuará mais baixa que a dos chefes de governo de países ricos.
Dilma Rousseff receberá o mesmo que os legisladores brasileiros, o que equivale à metade do salário anual de US$ 400 mil do presidente dos EUA, Barack Obama.
Os primeiros-ministros da Nova Zelândia e do Reino Unido ganham, respectivamente, US$ 290 mil e US$ 235 mil por ano.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ESPAÇO LITERÁRIO - Como é o seu Cristo? John Stott (A missão Cristã pg. 58 e 59)

Meus queridos, estou há um mês lendo esse livro e não consegui terminar. Ele não é chato, não é grande e nem casativo, mas tem tanta coisa interessante que e vou e volto nas paginas, prestando atenção qui e ali.

Ele tem abençoado muito minha vida espiritual e meu conhecimento da obra de Deus, por isso, recomendo - o que nem precisaria - sua leitura.

Segue abaixo um trecho onde Stott fala dos diversos Jesus criados pelo homem e como isso acontece. Stott não me parece o tipo de escritor que faz trocadilhos com as aberrações sobre Cristo, mas seus comentários acabam se tornando engraçados da forma como ele mostra os vários tipos de engano.

Aproveite essa leitura e reflita se você também não tem criado um Jesus bem particular.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

Assim os apóstolos uniam o testemunho dos profetas do Antigo Testamento a seu próprio testemunho, que mais tarde veio a ser registrado no Novo Testamento.

A importância desta dupla autenticação para nossa época não é difícil de perceber. Já observamos a fascinação que a pessoa de Jesus causa em nossos contemporâneos, e isso frequentemente nos oferece um ponto em comum com eles. Porém, de que Jesus estamos falando? Até mesmo Paulo, em seus dias, reconhece a possibilidade de os mestres proclamarem um “outro Jesus” que não o pregado (2Cor.11.4) . E atualmente existem muitos Jesus por aí. Existe Jesus, o mito bultmaniano, e Jesus o agitador revolucionário; Jesus o Superstar falido e Jesus, o palhaço de circo. São dessas reinterpretações humanas que precisamos urgentemente nos desvencilhar e restabelecer o Jesus autêntico, o Jesus da história, que é o Jesus da Escritura.

Isso significa também que não temos liberdade de pregar Jesus Cristo de acordo com nossa própria fantasia, ou mesmo de acordo com nossa própria experiência. Nosso testemunho pessoal realmente corrobora com o testemunho dos autores bíblicos, especialmente o dos apóstolos. Porém, o testemunho principal é o deles, pois eles estavam com Jesus e o conheceram; eles testemunharam do que viram e ouvira. Nosso testemunho é sempre secundário e subordinado ao deles. Assim, não há como escapar do trabalho contínuo de acadêmicos conservadores que procuram defender a fidedignidade da imagem que o evangelho passa de Jesus restabelecendo a confiança pública no testemunho dos apóstolos. Nossa responsabilidade no evangelismo não é criar nosso próprio Cristo que não existe nas Escrituras, nem adornar ou manipular o Cristo que está nas Escrituras, mas manter um testemunho fiel ao Único Cristo que existe, do modo como Deus o apresentou ao mundo no testemunho uniforme e marcante das Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testemunho.

ESPAÇO BÍBLICO - Os néscios que falam da data da volta de Cristo

Bom dia meus queridos. Existem coisas que ás vezes não vale nem a pena comentar, como é o caso da propaganda especificada no cartaz ao lado.

Mas às vezes é importante entendermos que até dentro – acho que essa turma está mais do lado de fora – da pregação do Evangelho, existem os loucos ou como a bíblia nos ensina, néscios levando pessoas para o caminho do engano. Como disse Jesus, cegos guiando cegos.

Leia a matéria abaixo e ore por essa turma, quem sabe sua oração não os ajuda a se arrepender de seus maus caminhos.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

Dr. Thomas B. Slater, professor de Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Universidade McAfee Mercer, disse que os cartazes afirmando que Jesus voltará em 21 de maio de 2011, estão inerentemente "equivocados."
Outdoors temáticos de Natal dizem ao público que Jesus vem no dia 21 de maio de 2011. Os anúncios estão em Omaha, Detroit e Nashville e se espera que cheguem também esta semana ao metrô de Atlanta e outras cidades em dezembro.Como a maioria dos Cristãos, Slater acredita que, embora o retorno de Jesus seja ensinado na Bíblia, ninguém pode saber o dia nem hora para além de Deus.
"O fim dos tempos é algo que todos nós esperamos e esperamos e esperamos, mas a maioria dos Cristãos não estão no negócio de tentar prever essa data. Eles estão trabalhando para essa data," disse Slater ao The Christian Post.
Os outdoors recentemente começaram a aparecer em Omaha, Detroit e Nashville. Um grupo da Carolina do Norte planeja 50 painéis planos para impactar o metrô de Atlanta esta semana e as campanhas em outras cidades em dezembro.
Os anúncios temáticos de Natal com imagens dos três reis magos e a estrela de Belém diz às pessoas que "Ele está voltando."
Allison Warden, cuja família dirige o website WeCanKnow.com, aponta para 1 Tessalonicenses 5:4, onde ele afirma: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão" para justificar a sua campanha.
Warden e sua família são seguidores de Harold Camping, conhecido por seus ensinamentos controversos em sua estação de Rádio da Família em todo o mundo, que patrocinou os outdoors, em Nashville.
Camping, que ensina as pessoas a deixarem suas Igrejas antes da data final, diz que ele chegou ao 21 de maio de 2011, por meio de um cálculo matemático demonstrando naquele dia para ser exatamente 7000 anos desde o dilúvio de Noé.
Tentar prever o fim do mundo não é apenas anti-bíblico, de acordo com Slater, mas anti-cristão. Ele observou que, ao tentar viver de acordo com o conhecimento, o ensino do grupo parece mais com o agnosticismo que o Cristianismo.
"Eu acho que as pessoas são sinceras, mas elas também estão cometendo um erro grave," disse ele. "Eles estão tentando substituir viver pela fé com a viver pelo conhecimento. Conhecimento, mas de quando o mundo acabar não pode substituir o poder de viver pela fé."
"Jesus disse a seus discípulos que eles não devem ficar preocupados com o fim do mundo, mas eles deveriam estar preocupados sobre como tornar o mundo um lugar melhor. Essas pessoas estão fazendo exatamente o oposto."
Slater referiu Mateus 25 onde Jesus diz que os justos são aqueles que alimentam o olhar faminto, depois dos doentes, visitar os presos.
"Em cada oportunidade todos os Cristãos devem ajudar outras pessoas," disse o estudioso do Novo Testamento. "Nós não devemos deixar de ser salvos. Devemos ajudar as pessoas continuamente ao longo da vida, porque nós nos movemos em direção à santificação. Não significa que conseguimos chegar lá, mas estamos sempre lutando para chegar lá."
Se 21 de maio vai e vem, acrescentou Slater, os outdoors vão afastar mais pessoas do Cristianismo, se já não o fizeram.
"Isso fará com que outras pessoas olham para eles e dizer:" Todos os Cristãos são tolos como eles," disse Slater.
Na verdade, a data do "Fim" já veio e se foi. Em Setembro de 1994, Camping previu que o arrebatamento aconteceria. Mas depois ele disse que cometeu um erro matemático.
Slater está preocupado que no dia seguinte, o grupo vai novamente dizer que calculou mal e marcar uma outra data.
"Este é um fenômeno recorrente que aconteceu várias vezes quando há algum tipo de crise social, por exemplo, a nossa atual crise econômica."
"Nós vivemos em uma época onde cerca de 20 anos, tivemos uma economia movimentada e agora nós estamos lutando," comentou ele. "As pessoas estão buscando respostas em lugares diferentes e formas diferentes."
Mas 21 de maio é muito significativo em pelo menos um caminho, observou Slater.
"É a data de aniversário dos meus pais e aniversário da minha tia," disse ele. "Na minha família, ele tem muito poder."




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ESPAÇO REFLEXÃ - Homofobia: não cabe ao cristão discriminar

Amados, a cada dia que passa é necessário que nosso entendimento esteja cada vez mais claro sobre os desafios do nosso cotidiano.

A questão homossexual – não estou falando de homossexualismo – precisa está muito bem digerida através do Evangelho, bem como do amor de Deus.

Nós cristãos, precisamos fazer a diferença nesse mundo demonstrando nosso amor principalmente por aqueles que pensam de forma diferente de nós.

Por isso, tenho ratificado que não devemos aceitar amarras que nos impeçam de expressar nossa cosmovisão crista com toda liberdade, mas também tenho advogado uma convivência de muito respeito e amor com aqueles que estão na contramão de nosso entendimento. Se tiver que faltar amor, que seja da parte deles e não da nossa.

Estou transcrevendo abaixo um texto da revista Ultimato, onde o pastor Elben M. Lenz César aborda esse tema com uma visão muito próxima a que tenho defendido, só que com muito mais sabedoria divina.

Leia o texto e entenda bem nossa posição dentro desta questão que a cada dia se torna tão necessária ser bem esclarecida.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira



Homofobia: não cabe ao cristão discriminar

Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).
Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, concluio.

Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.

O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. Não há concessão alguma ao desregramento sexual. No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).

Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.

Elben M. Lenz César - Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato, Elben César é autor de, entre outros, Mochila nas Costas e Diário na Mão, Para Melhor Enfrentar o Sofrimento, Conversas com Lutero, Refeições Diárias com os Profetas Menores, A Pessoa Mais Importante do Mundo, História da Evangelização do Brasil e Práticas Devocionais. Ex-presidente da Associação de Missões do Terceiro Mundo e fundador do Centro Evangélico de Missões, do qual é presidente de honra, é também jornalista e pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Viçosa.

ESPAÇO REFLEXÃO - Bento XVI está certo - pelo menos nesse caso.

Ter que concordar sobre um assunto, com alguém que normalmente discordamos, pode parecer uma atitude contraditória, mas o caminho da coerência faz essas coisas com a gente e não poucas vezes.

No fundo não é tão ruim assim, até porque, nos faz entender que sempre temos o que aprender, mesmo que seja  onde não esperamos.
 
Há algum tempo venho escrevendo textos chamando atenção para o descaso do mundo com o cristianismo. No oriente isso se manifesta na forma de perseguição religiosa, onde quem confessa que é Cristão é marginalizado, preso e até mesmo executado.

No ocidente – por incrível que pareça- essa perseguição tem se apresentado na forma de amordaças, que estão sendo impostas por lei, limitando o movimento, pensamento e atitudes em prol de Cristo.

Por isso, declaro que concordo na íntegra com a matéria abaixo, onde Bento XVI manifesta preocupação com o preconceito e hostilidade crescente contra o cristianismo – cristianofobia.

Leia a matéria abaixo, veja os números relatados e desperte para esse fato, o que ele declara não atinge só aos católicos, mas todo aquele que entende que Jesus é Deus.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

O papa Bento XVI expressou nesta quinta-feira a preocupação profunda da Igreja Católica com "a hostilidade e o preconceito" contra o cristianismo verificados na Europa, dizendo que o secularismo crescente é tão negativo quanto o fanatismo religioso.

Na mensagem do Dia Mundial da Paz da Igreja Católica, comemorado em 1º de janeiro, ele também reiterou suas condenações recentes à falta de liberdade religiosa em países do Oriente Médio, onde os cristãos formam uma minoria, como o Iraque e a Arábia Saudita.

Segundo o pontífice, os cristãos são o grupo religioso mais perseguido do mundo e é "inaceitável" que em alguns lugares eles tenham que colocar suas vidas em risco para poderem praticar sua fé. Ele falou com mais contundência sobre a Europa, onde a Igreja diz estar sendo atacada por alguns governos e instituições em questões como o casamento homossexual, o aborto e o uso de símbolos religiosos cristãos em locais públicos.

"Manifesto também minha esperança de que no Ocidente, e especialmente na Europa, seja encerrada a hostilidade e o preconceito contra cristãos pelo fato de eles estarem determinados a orientar suas vidas de maneira consistente com os valores e princípios expressos no Evangelho", disse ele na mensagem.

"Que a Europa, em vez disso, se reconcilie com suas raízes cristãs, que são fundamentais para compreender seu papel passado, presente e futuro na história", disse ele. A mensagem, neste ano intitulada "Liberdade Religiosa, o Caminho para a Paz", é tradicionalmente enviada a líderes mundiais e instituições nacionais e internacionais, como as Nações Unidas.

Uma autoridade do Vaticano que apresentou a mensagem do papa disse em entrevista à imprensa que entre 200 milhões e 300 milhões de cristãos no mundo "enfrentam ameaças diárias de assassinato, espancamento, prisão, e outros 350 a 400 milhões são discriminados em empregos e habitação".

ESPAÇO INTERNACIONAL - O engano da liberação da maconha.

Existem decisões que é de conhecimento de todos que não vão funcionar, mas mesmo assim – por conta da pressão de pequenos grupos – são tomadas.

Um bom exemplo disso é a questão da liberação da maconha, baseada na tese de que a legalidade da droga – que é verdadeiramente uma droga e traz muitas conseqüências a saúde física e psíquica – vai atuar de forma natural contra a ilegalidade do tráfico.

Onde vai acontecer isso cara pálida? Se na Holanda não aconteceu, imaginem no Brasil, em pleno Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, mas com mentes ardilosas para transformar a legalização numa arma mais poderosa ainda para o benefício do tráfico.

A Holanda tem uma das legislações mais liberais da Europa em relação a drogas leves, permitindo que seus "coffee shops" vendam de forma legal maconha e o haxixe. Essa liberdade decidida pela Holanda alguns anos atrás está sofrendo agora um processo de regressão, tendo em vista a especialização do tráfico internacional e o aumento de crimes ligados à produção e ao comércio de entorpecentes resultantes dessa decisão.

Mas como acontece em tudo na vida, para fazer alguma coisa é mais fácil, mas para desfazer, ai já são outros quinhentos Reis – como se dizia no passado.

A cidade de Maastricht que vetou a venda para turistas nos"coffee shops" teve que participar de uma batalha judicial na Corte Europeia de Justiça porque um comerciante da cidade apelou – junto a essa corte - para ter o direito de continuar vendendo a droga para estrangeiros, já que a liberação se tornou uma popular atração turística.Pense só a situação do Rio de Janeiro que já é um polo turístico.

Mas a Corte Europeia de Justiça decidiu nesta quinta-feira-15/12/2010- que a cidade holandesa de Maastricht tem o direito de impedir a venda de maconha a estrangeiros, o que remove um possível obstáculo para o plano do governo da Holanda de restringir o comércio da droga. Na mesma direção de Maastricht, o governo nacional anunciou no mês passado que pretendia proibir a venda de maconha a estrangeiros, depois de limitar a venda da droga aos próprios residentes da Holanda.

Que o Senhor livre o Brasil desse engano.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

ESPAÇO INTERNACIONAL - Religiões

Em nossas ultimas postagens, temos defendido com bastante veemência o direito a liberdade de expressão e também de religião, até mesmo o direito de ser ateu, já que eles próprios identificam seu status como um tipo de religião.

Defender essa liberdade não me tira o direito de comentar e até mesmo criticar as opções feitas pelos meus semelhantes, já que nisso reside também a minha liberdade, que muitas vezes vai na contramão do pensamento ou da escolha do próximo.

Todas as religiões apresentam de alguma forma algumas dificuldades para serem compreendidas pela maior parte da sociedade. É bem verdade que isso às vezes muda com o passar dos anos, sendo que em alguns casos a religião sofre algumas mudanças e em outros, o que muda é a forma de pensar da sociedade.

Um exemplo do primeiro caso - onde a religião mudou - é o movimento neopentecostal, que transformou o movimento evangélico - essa fatia - num tipo de religião mais próxima da aceitação da sociedade. Só para registrar, nesse artigo não estarei fazendo nenhuma avaliação da mudança provocada pelo neopentecostalismo, mas apenas relatando o aspecto religioso, que é o tema central dessa matéria.

No segundo caso podemos destacar um movimento religioso espírita, que tem ganhado boa aceitação por parte da sociedade – principalmente nas camadas mais elevadas socialmente -, sem ter feito mudanças, mas aproveitando uma nova forma de pensar baseada no pós-modernismo.

Independente das diferenças, uma coisa deve ser rejeitada em qualquer uma delas: Situações Bizarras. Como exemplo, veja acima a foto desse garoto muçulmano xiita paquistanês se flagelando com facas durante a procissão do Muharram, em Lahore, no Paquistão.

Que Deus tenha misericórdia dessa vida e todas que estão perdendo tempo em enganos como esse.

Em Cristo

Pr. Paulo Cesar Nogueira

ESPAÇO TEXTOS DO INÍCIO DO BLOG - É hora do resgate

Este é o terceiro texto publicado em 2007 no início do blog: Resolvemos postar todos os antigos textos que deram inicio a esse espaço, com isso, você terá a oportunidade de analisar a evolução - ou não - deste blog e deste blogueiro. Aproveite, com certeza você encontrará neles muitas coisas interessantes.

Você já foi convidado para fazer uma exposição da Palavra de Deus em uma festa?

 
Se  nunca foi , não fique triste, tenho descoberto que essas oportunidades exigem muito mais do que boa vontade, tem que ter um chamado específico para desenvolver essa dura tarefa.

Quando somos convidados para falar em uma Igreja ou seminário, independente do tamanho do lugar, do nível social das pessoas ou do número de presentes, podemos sempre contar com uma condição básica: "Quem vai até o local tem consciência que vai ouvir falar sobre as Escrituras”.

Mas nos cultos com festas de aniversários ou festas de aniversários com culto, a situação é bem diferente. Quem foi convidado para participar da festa – na maioria das vezes - não têm noção que num determinado momento do evento – que pode ser na hora do bolo ou o do salgadinho – alguém – o tal que foi convidado para falar da Palavra - vai sair do anonimato e sacar uma bíblia calibre 66 e "interromper a alegria da maioria", que foram ali por diversos motivos, menos para ouvir alguma coisa a respeito de Deus.

Neste momento, faço uma pausa para trazer um questionamento:

Por que falar de Deus desagrada tanto à maioria das pessoas?

Você já parou para pensar sobre isso? Todo mundo diz que tem Deus no coração, mas basta alguém se levantar para falar alguma coisa Dele, que os semblantes mudam completamente.
Mas vamos voltar à ideia principal. A essa altura – pensando no título do artigo - você pode está se perguntando o que Wesley tem haver com tudo isso? Já vou explicar, mas antes, para evitar problemas com quem já nos convidou para essa dura tarefa, quero registrar que meus comentários não derivam de uma festa específica, mas é resultado de uma reflexão sobre  após várias oportunidades que nos foram concedidas.

Eu e minha esposa fizemos parte da denominação Metodista quase 10 anos e temos boas lembranças da Igreja local e de outras coisas do Metodismo. Por mais que nossa vivência tenha sido com a igreja local, o que mais me marcou nessa denominação foi a pessoa de Wesley e sua dedicação as almas perdidas. Ele acreditava na necessidade das pessoas serem resgatadas por Cristo para sua salvação e não mediu esforços para ser um participante desse grande resgate de almas. Wesley entendeu algo no século XVIII – que é à hora do resgate -, que muitos de nós no XXI desaprendemos.

QUE É HORA DO RESGATE.

Mas se ele entendeu que a época dele foi à hora do resgate e isso foi há quase três séculos, pode ser que o nosso século não tenha essa função?

A resposta de Wesley e a minha para você é: Seja qual for a sua época, ela é a hora de você ser em Cristo um resgatador de almas perdidas.

Leia abaixo o parágrafo retirado do Curso de História do Metodismo, Prof. Uriel Teixeira:

"Em suas atividades pastorais, nas povoações e cidades perto de Bristol, chegavam a pregar em média três vezes ao dia, em lugares distantes entre si. Nos últimos nove meses de 1739, Wesley pregou cerca de quinhentas vezes, com apenas oito ou dez vezes, tendo pregado em igrejas. Livre das limitações e recomendações de cultos oficializantes nas igrejas; sua pregação produziu resultados surpreendentes".

Podemos citar muitos outros dados sobre o empenho deste homem, mas considero desnecessário, creio que você já percebeu que Wesley como outros entenderam que: Seja qual for à época que se viva, ela é hora do resgate.

Talvez você ainda esteja confuso, mas agora com outra pergunta, o que Wesley e a Hora do resgate tem haver com festa de aniversário?

Esta semana eu e a Flávia, mais especificamente a Flávia, fomos convidados para dar uma Palavra em uma festa de aniversário de uma criança. Há muito  não víamos tantas crianças juntas, foi muito bom estar naquele local, até porque, tivemos oportunidade de ver Alice, a nossa afilhada, uma criança consagrada por Deus desde o ventre materno. (Psiu Alice, o tio e a tia te amam).

Quando chegou à hora de cortar o bolo, foi dada a Flávia a oportunidade de algo sobre Deus.

A casa ficou pequena para o número de pessoas e crianças, por isso, o jeito que minha esposa arrumou foi se posicionar debaixo do portal da sala virada de frente para a varanda onde estavam 90% das pessoas e das crianças e tentar esboçar alguma coisa apesar do calor e da dispersão, já que a maioria das pessoas não conheciam o Senhor.

Foi nesta hora que algo interessante aconteceu, ela olhou para mim e conseguimos conversar com os olhos. Os lindos olhos de minha esposa me diziam: "Como vou fazer, as crianças não param, estão puxando minha saia, as pessoas estão dispersas, não estão com cara de que querem ouvir algo sobre Jesus, o que eu faço?

Não sei quanto tempo demorou este questionamento visual, mas quando olhei de novo, seus olhos já não expressavam preocupação, ela havia alcançado algo que eu ainda não tinha entendido. Logo após, ela se ajeitou de novo em baixo do portal, abriu a bíblia e relatou a passagem que Jesus disse: Deixe vir a mim as criancinhas, pois delas é o Reino dos Céus.

Após a leitura ela mencionou que naquele dia ela havia visto o Fernandinho Beira Mar no Fórum, era dia do seu julgamento. Depois disso ela me olhou novamente, foi ai que Wesley venho a minha mente, e eu entendi o que Deus havia falado com ela: É hora do resgate.

Ela não pregou mais que dez minutos e não menos que cinco, mais pregou sobre a necessidade dos pais serem resgatados desta vida sem a presença de Jesus, que muitas vezes conduzem aos filhos a se tornarem, o que se tornou o Fernando Beira Mar.

Saímos de lá envolvidos com a necessidade de pregar o resgate. Que você também possa ser contagiado com essa ideia. Leve essa ideia para sua vida, para sua Igreja, seja um Wesley de sua época.

Em Cristo.
Paulo Cesar Nogueira

ESPAÇO DIVERSOS - Melhores fotos de 2009/10 da revista TIME

Nosso blog também tem momentos de descontração, por isso, vamos utilizar o "espaço diversos" para postar as melhores fotos - segundo a própria revista - de 2009/2010 produzidas pela revista americana TIME.


Terremoto no Haiti
Fotografado por Shaul Schwarz / Reportagem / Getty Images para o TEMPO
Haitianos tentam refazer as suas vidas como se estabelecem em abrigo temporário em um acampamento de refugiados em Port-au-Prince em 18 de janeiro.
•Imagens do Ano de 2009




Funeral no Haiti
Fotografado por Shaul Schwarz / Reportagem / Getty Images para o TEMPO
O cemitério de Port-au-Prince não tinha mais espaço, mas os mortos continuavam chegando.
•Imagens do Ano de 2009


Protestos na Tailândia
Fotografado por James Nachtwey / VII para TEMPO
Caixões são exibidos em uma cerimônia memorial para aqueles que foram mortos durante o 10 de abril manifestações em Banguecoque.
•Imagens do Ano de 2009



Fotografado por James Nachtwey / VII para TEMPO
Fora do muro do cemitério em Port-au-Prince
•Imagens do Ano de 2009

ESPAÇO BÍBLICO - Apesar do paradígma pós-moderno, não podemos abandonar a metanarrativa da criação

O texto abaixo foi extraido da site do nosso irmão em Cristo o Dr. R. Albert Mohler, Jr., serve como presidente do Southern Baptist Theological Seminary - carro-chefe da escola da Convenção Baptista do Sul e um dos maiores seminários do mundo. Ele aborda a questão da metanarrativa dentro da cosmovisão cristã, um entendimento que não pode ser deixado a margem, quando confrontado pelos teóricos pós-modernos. Aproveite a matéria, ela é um pouco longa, mas muito interessante.

Em Cristo
Pr. Paulo Cesar Nogueira

Uma das características da era pós-moderna é, como um de seus principais teóricos explicou, "incredulidade em relação às metanarrativas." Isto reflete a desconfiança pós-moderna de qualquer explicação mestre da realidade do mundo ea experiência humana. Mas, do início ao fim, o cristianismo bíblico é uma narrativa. O cristianismo bíblico não é apenas uma fé que envolve verdades essenciais, é a história do propósito de Deus para redimir a humanidade e trazer a glória para si mesmo. Essa narrativa nos é revelado como uma história de mestre abrangente que é tão vasta quanto o cosmos e tão pormenorizadas que incluem cada átomo e cada molécula de criação.

Mesmo com a idade pós-moderna tem rejeitado a metanarrativa, a maioria dos pensadores pós-modernos aceitar o fato de que a existência humana é essencialmente narrativa em termos de nossa consciência. Esta é uma informação importante, pois é impossível dar conta de nossas vidas individuais, sem utilizar a estrutura de uma história. A resistência pós-moderna a uma narrativa principal é o medo que essa história seria inerentemente repressivas. Mas o evangelho de Cristo é a narrativa mais libertadora nunca ouviu falar, e que a Bíblia apresenta a história, não apenas como um relato da realidade para ser colocado ao lado de outros, mas como a conta única e definitiva dos propósitos de Deus.

Na verdade, o evangelho cristão é a história para que todas as narrativas que as outras pessoas responsáveis. A Bíblia narra a história no desdobramento do plano de Deus e propósitos. O próprio Deus que se revela como soberano e santo, o único verdadeiro Deus é o Deus que generosamente compartilharam o conhecimento de si mesmo e seus propósitos com as suas criaturas pecaminosas.

Toda cosmovisão e metanarrativa tem um começo. Sem exceção, toda cosmovisão tem de dar conta de como o universo surgiu e deve responder a pergunta do seu significado. A própria existência do cosmos exige uma resposta a esta pergunta, e esta resposta determina muito do que se segue na narrativa.

A Bíblia começa com a declaração de que "no princípio, criou Deus os céus ea terra" (Gn 1:1). A doutrina da criação que constitui o ponto de partida para a nossa compreensão do cosmos e do nosso lugar dentro dele. É simples explicação bíblica para a existência de todas as coisas é traçada a própria intenção de Deus para criar o cosmos como o teatro de sua própria glória. A Bíblia rejeita todas as formas de dualismo ou o politeísmo, deixando o Deus da Bíblia como o único princípio explicativo do universo. Nada que existe é tão fora de sua soberania e intenção. O Deus da Bíblia cria ex nihilo (do nada) e não é dependente de qualquer matéria preexistente ou condicionado por qualquer força externa.

Como Criador, Deus assume a responsabilidade por sua criação. Além disso, o Criador permanece diretamente envolvidas com sua criação, governando sobre todos os momentos, lugares e autoridades. Ele exerce o seu governo através de uma providência escrupulosos que inclui, como Jesus deixou claro, mesmo as aves do céu e os lírios do campo (Mt 6:26, 28).

A Bíblia também deixa claro que o Criador está satisfeito com sua criação. Tendo criado tudo que existe, ele declarou sua criação para ser bom. Este veredicto sobre a criação é uma refutação da visão de mundo que nega a bondade da criação ou calúnias do mundo material, profano. Ao mesmo tempo, a Bíblia condena qualquer culto da natureza como um fim em si mesmo.

A criação de seres humanos é o clímax da narrativa da criação. Tendo tudo o criado que existe, Deus coroou a sua criação, quando ele criou os seres humanos como a criatura singular fez à sua imagem (Gênesis 1:26-27). A Bíblia claramente e sem ambiguidade, revela que os seres humanos são criaturas especiais, as únicas criaturas feitas à imagem de Deus. Mesmo quando enfrentamos esforços contemporâneos para a humanidade destronar a partir de uma posição de privilégio dentro da criação, a Bíblia deixa claro que os seres humanos são criados à imagem de Deus, precisamente, para que, sozinho dentro de toda a criação, pode conscientemente conhecer e glorificar a Deus. Portanto, a criatura humana é dada a capacidade de fabricar e manipular o mundo material. Deus deu ao ser humano a capacidade de cultivar o solo, uma colheita, e trazer a terra sob o domínio. Ao mesmo tempo, Deus investiu seres humanos com uma mordomia crucial da nossa responsabilidade de usar, gozar e cuidar da criação como uma questão de gestão essencial.

A Bíblia também revela que o sexo é uma parte da bondade da criação de Deus. Deus fez suas criaturas humanas como macho e fêmea e investido dessas criaturas com a responsabilidade de apreciar os seus convidados e se reproduzir dentro do contexto do casamento (Gen. 1:27-28). Casamento, também, é parte da bondade da criação de Deus. Enquanto outras criaturas mate apenas, os seres humanos são chamados a entrar em uma aliança de casamento em que um homem e uma mulher se unem para formar uma união que é agradável a Deus.

O retrato bíblico da criação de Deus demonstra um Deus de amor, cujo caráter questões naturalmente em sua criação. O caráter amoroso de Deus é tecida na trama e urdidura de sua criação e as criaturas dentro dela. A substância do ensinamento bíblico concentra-se na criação de Deus do universo e todos dentro dela pelo poder de sua palavra. O produto da atividade criadora de Deus é um universo de variedade aparentemente infinita, complexidade e mistério.

Assim, a criação não é um fato bruto, sem significado. Ela deriva seu significado do caráter de Deus e vai. Como o teatro da atividade redentora de Deus, a criação não é estático, mas está se movendo em direção a essa meta estabelecida por decreto antes da fundação do universo. Sem o conhecimento da criação divina, estaríamos abandonados a nós mesmos em termos de discernir ou descobrir o propósito para a existência do mundo material e os meios pelos quais ela passou a existir.

Todas as visões de mundo começar com este grande questão e deve dar alguma explicação das origens. A visão naturalista do mundo insiste em que esta conta de início deve ser amplamente limitada a causas naturais, materiais e efeitos. Essa visão de mundo corre em colisão direta com a cosmovisão da Bíblia, a Bíblia não hesitam em afirmar e explicar que tudo o que existe deve sua existência, em última análise ao próprio Deus (por exemplo, João 1:3).

Um aspecto interessante de análise de visão de mundo é o reconhecimento de que, na sua maior parte, tudo o que se segue está contido dentro da conta de origem. Uma vez que sabemos que Deus é a explicação solitária no início, podemos estar confiantes de que ele será o único que traz essa história a um fim de uma forma que lhe traz nada menos do glória.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ESPAÇO POLÍTICO - Sergio Cabral parte 2 (Aborto e presidência da república)


'Quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?', indaga Cabral.

A frase acima foi disparada – porque o objetivo, diga-se de passagem, político foi causar impacto - pelo governador Sergio Cabral nesta terça-feira (14).
 
O governador reeleito do Rio de Janeiro deu essas declarações durante discurso em um seminário organizado pela revista "Exame", em São Paulo, sobre oportunidades de negócios no Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e em uma entrevista logo após o evento.

Antes de emitirmos nossa opinião sobre o conteúdo da entrevista, registro que o Sergio Cabral tem o direito de pensar e expressar sua visão sobre qualquer assunto - bem como todo brasileiro - até porque, ele na figura de governador – reeleito – é uma pessoa pública que deve estar envolvido com questões significativas para nossa sociedade. Particularmente, só não considero sincero e nem verdadeiros os motivos apresentados por ele, em sua abordagem sobre a questão do aborto.

Sendo assim, resolvi transcrever parte da matéria do portal G1 para comentar por etapas:

Quando questionado sobre a frase título desse artigo, ele disse que estava falando de homens que tiveram namoradas que engravidaram e foram abortar em clínicas clandestinas. “Isto é a vida como ela é. Só que o sujeito de classe alta, ele tem uma clínica clandestina de aborto, mas em melhores situações”, afirmou Cabral.

Dito dessa forma, usando as palavras com a entonação dada por ele, à coisa até parece que tem sentido, mas vamos abordar essa triste realidade utilizando uma reflexão mais racional e de menos impacto emocional.

A exemplo do aborto – que não deixa de ser uma agressão a uma vida que já existe (apesar desse fato  não ser mencionado pelo governador em seu discurso politicamente correto) no útero da mulher e a ela própria (as conseqüências,  que não são pequenas de um aborto bem feito – se isso existe - ou mal feito são diversas na mulher) - existe em nossa sociedade, fazendo parte do nosso cotidiano, muitos outros tipos de agressões que ocorrem em grande demanda e que provocam dor e desespero ao ser humano, como:o roubo, as drogas, assassinatos , miséria, violência física e moral contra a mulher, contra os menos favorecidos socialmente, contra gays, contra religiosos e outras tantas que fica difícil de enumerar.

Independente da dificuldade de se resolver situações como essas citadas acima, a postura do estado e da sociedade diante delas sempre foi e é de tentar acabar com o problema na raiz e nunca fazer a escolha de organizar essa agressão de forma institucional.

Um claro exemplo disso é a própria ação do Estado no complexo do Alemão. Nem ele - o estado - e nem a sociedade aceitaram que a agressão difundida naquele lugar há anos continuasse ou fosse institucionalizada- como "ocorre" quando milícias assumem o lugar dos traficantes.

Independente do tempo que levou para a invasão que ocorreu esse mês, tanto o estado como a sociedade buscaram de todas as formas – com a ação militar e com a implantação de serviços sociais e infra-estrutura – eliminar o problema na raiz, acabando dentro do possível com o tráfico de droga.

Por que então agir diferente na questão do aborto, institucionalizando a morte de inocentes e marcas profundas nessas mulheres?


Não podemos fugir da realidade como disso o governador, mas encarar ela de frente não significa institucionalizar o crime de morte de um inocente e a agressão a sua mãe (precisamos entender isso, por mais que a mulher não queira o seu filho (feto), ela já é mãe dele), mas conscientizar a população que a liberdade sexual carece de responsabilidade com a vida humana – própria e de futuros inocentes- e que é dever do estado, aparelhar dignamente as comunidades mais carentes com uma estrutura (decente) de creches e outros tipos de apoio, que são necessários para uma mulher ou família criarem seus filhos enquanto trabalham, sejam eles gerados por opção ou por qualquer outro motivo.

A morte e a agressão são as soluções (?) mais fáceis de lidar com essa questão para as nossas lideranças políticas, principalmente diante de uma sociedade que não considera mais valores morais e de preservação da família.

Ele sugere trazer a discussão para um debate mais amplo com a sociedade - "Vamos discutir com a classe médica e as mulheres”.

O conceito de amplitude parece um pouco míope, já que ampliar no sentido da palavra é tornar o universo mais abrangente. Não consigo enxergar amplitude quando falamos somente de mulher e médicos. A nossa sociedade, bem como essa questão é muito mais ampla que isso e deve ser abordada por todas as disciplinas humanas.

Levando a questão para o lado religioso, ele citou exemplos de países como: Espanha, Portugal, Itália, França, Estados Unidos, Grã Bretanha, que segundo ele, não são menos religiosos que o Brasil e desenvolvam uma política de aborto mais livre.

Primeiramente acho que a consultoria dele em questão de religião deixa um pouco a desejar, principalmente quando ele inclui no presente países que davam ênfase à vida religiosa no passado. Mas isso é um pequeno detalhe. O que ele chama de religião na realidade é a cosmovisão. A oposição nacional ao aborto é resultado da cosmovisão, da forma como os brasileiros enxergam o mundo e a vida. É evidente que a religião aparece nessa hora, mas ela não é atua sozinha na consciência da população.

Quanto aos dados técnicos, acrescentou que entre 200 mil e 300 mil mulheres são atendidas anualmente em hospitais para reparar danos causados por abortos malfeitos. Citou também que um milhão de mulheres todo ano fazerem o aborto de forma precária.

Quando falamos em números, fica difícil não olhar a matéria de forma prática, por isso, serei prático no comentário desse parágrafo. Se com a negativa nacional e com a repressão existentes um milhão de inocentes morre por ano e um número igual de mulheres são marcadas negativamente por essa experiência, tente imaginar para onde vai esse número se o aborto se tonar livre? Talvez ele seja multiplicado por dois ou três, significando um total de mortes de....

O encerramento de sua entrevista se deu com célebre frase utilizada pelas pessoas que normalmente defendem o aborto, mas não querem ficar com essa imagem associada na cabeça da população:"Ninguém é a favor do aborto, você é a favor do direito da mulher a recorrer a um serviço público de saúde para a interrupção de uma gravidez por necessidade física, psicológica, orgânica, psiquiátrica, desejar interromper uma gravidez.

Mais uma vez afirmo que a escolha da resposta está errada, o aborto não é solução para alguém que tem uma necessidade física, psicológica, orgânica, psiquiátrica e deseja interromper uma gravidez, mas o tratamento por profissionais dessas respectivas áreas, bem como a melhora de sua condição social e infra-estrutura, que é uma obrigação do estado. A vida precisa ser valorizada, caso contrário não haverá limites para esse crime (praticado de forma irresponsável) chamado aborto.

Em 2007, em entrevista exclusiva ao G1 , Cabral havia defendido o aborto como forma de combater a violência no Rio de Janeiro. "Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal", declarou na época.

Quanto ao tópico acima, acredito que nem precisa de comentário, pois ele mesmo é absurdo por si próprio.

Ah, eu já ia esquecendo, quanto a tal frase que inicia esse artigo: "Quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?', indaga Cabral.", no mínimo, a considero de baixo escalão para um tema tão sério, de certa forma o governador  banalizou o assunto, principalmente para os jovens que estão na fase de namoro nesse momento, que podem acabar considerando normal engravidar e abortar nesse período, já que pelo que expôs o governador com sua frase, isso acaba contecendo com todo mundo nessa idade mesmo.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira