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domingo, 29 de janeiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - UMA "NOVA" GERAÇÃO DE PASTORES

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com nossos leitores. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.
Esta semana fiz um comentário no Face sobre pastoreio. Ao ler novamente o que havia escrito entendi que deveria trabalhar um pouco mais o tema devido à sua complexidade e importância, por isso, resolvi escrever um texto (dando continuidade ao que havia registrado como comentário) e postar em nosso blog alongando um pouco mais a discussão. O texto é de domínio público, direcionado a todos os nossos leitores, mas nele existe uma mensagem reflexiva imbutida e direcionada à pastores e suas respectivas ovelhas. Se você é pastor ou uma ovelha, procure não só ler o artigo, mas faça também uma reflexão sobre ele e seu conteúdo.
A cada dia que exerço a ação pastoral percebo que pastorear está diretamente ligado à prática do amor. Essa conclusão óbvia, mas de pouco uso não é minha, ela é bíblica e tem caráter mandatório alcançando todos os santos chamados para o “santo ministério”, independente do nome do pastor ou o tamanho de sua igreja. Em resumo, é necessário ficar claro para pastores e ovelhas a seguinte afirmação: “ações de um pastor exercidas fora do ambiente do amor, não devem ser rotuladas por ele e nem pelo rebanho como pastoreio”.
Particularmente tenho agradecido muito a Deus por me mostrar a cada dia essa verdade, me ensinado através de nossas ovelhas a entender esta relação de amor tão estrutural deste ministério. A cada luta enfrentanda pelos nossos irmãos da congregação percebo uma oportunidade para o meu ministério, a de aprender como devo ser um verdadeiro pastor na vida deles, pois tenho consciência do muito que preciso melhorar.
Muitos colegas têm fugido deste enfrentamento usando subterfúgios mentais, utilizando até mesmo a própria obra do Reino como justificativa para não exercer o amor. Outros alegam o tamanho de suas igrejas esquecendo-se da relação direta, que permite a esses ministérios terem outros pastores, entre igreja grande e uma arrecadação na sua proporção.
A realidade é que o amor está “saindo de moda” na vida de alguns pastores que têm escolhido viver seu ministério à moda da sua prória personalidade, a mesma que resiste amar o próximo, mesmo quando este, é uma ovelha colocada sob os seus cuidados. A grande quantidade de compromissos de alguns pastores de ovelhas muitas vezes se torna um álibe perfeito, para estes pastores manterem distância do povo que nosso Deus chama de Seu.
Mas e as ovelhas, como elas percebem tudo isso? Muitas vezes não percebem, na sua fraqueza trazem para si a culpa do seu pastor não conseguir se relacionar em amor com elas. E eles, como lidam com isso? Não lidam, já deixaram a muito tempo de saber o que é arrependimento, por isso estão vivendo numa outra dimensão, onde o amor não entra, dando espaço para todo tipo de erros e distorções.
Que o Senhor tenha misericórdia de mim nunca me deixando fazer esse caminho e que deles, cuide o Senhor nosso Deus, porque das ovelhas tenho certeza que Cristo, o verdadeiro pastor estará providenciando outro aprisco.
 
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - A bigorna que muda a lógica humana

Depois de treze anos com o Senhor, chego à conclusão que com Cristo a lógica humana funciona de forma diferente, chegando ao ponto de no mundo da realidade ela nos conduzir para a esquerda e na relação com o Todo Poderoso,  nos inclinar para o lado direito.
Um exemplo desta aplicação é o meu (como de outros exemplos) tempo no Reino da luz, que comparado a de outros irmãos que nasceram no Evangelho ou que tomaram uma decisão por Deus ainda muito jovem, não é tão significativo, se levarmos em conta nossa matemática, dado ao pequeno número de anos.Mas independente deste raciocínio APARENTEMENTE LÓGICO, existe  uma diferença que faz toda diferença: "Quando o ELEMENTO Deus entra na história, a forma acima  de raciocinar perde completamente seu sentido, já que o METRO de Cristo não se baseia em quantidade de tempo terreno, mas sim na qualidade da nossa permanência em sinceridade na sua vontade, graça e misericórdia".
Outra questão interessante DENTRO DESTE CONTEXTO é o nosso conhecimento sobre o Eterno. Na vida cotidiana e na ciência, quanto mais estudamos, mais nos aproximamos da exaustão de um determinado conhecimento. Este crescimento pode ser descrito como uma relação diretamente proporcional, o que nos permite dizer com convicção que conhecemos bem um determinado campo de estudo. Mas quando o “Objeto” do nosso estudo é Deus...mais uma vez a lógica humana fica  completamente distorcida, como um ferro fundido e trabalhado numa antiga bigorna, onde ele se transforma no que o “ferreiro” deseja, independente de sua inclinação natural de ser firme e rígido.

Nestes últimos quatro anos  tenho dedicado boa parte do meu tempo a estudar sobre Deus com afinco, mediante suas Escrituras, mas independente desta dedicação, diferente do caminho seguido pelos eruditos da ciência humana, percebo que quanto mais avanço na direção do Senhor Deus, menos conheço Dele.
A sensação é de que ao conhecer mais (+) Dele, maior >Ele se torna diante de mim, fazendo com que proporcionalmente eu o conheça menos do que conhecia quando iniciei este período de busca e conhecimento. Na medida em que eu avanço, o denominador (Deus) da nossa equação aumenta de forma geométrica, enquanto nosso numerador (o que eu passo a conhecer) aumenta de forma aritmética.
Esta característica exclusiva de Cristo faz com que a cada dia eu me renda mais e mais, ficando completamente interessado nesta infinidade, que nunca conseguirei conhecer completamente.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - É hora do "corpo a corpo", eles precisam disso.

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No início deste ano fui despertado por Deus a voltar-me com mais intensidade para ganhar almas no “corpo a corpo”. É evidente que tratar aquelas que estão no rebanho continua sendo nossa prioridade, mas levar pessoas a terem um encontro com Cristo entrou em minha pauta diária deste ano. De certo que essa preocupação sempre existiu, mas agora ela está se manifestando de forma diferente, chegando mesmo a ser sentida como uma necessidade do meu ser, podendo ser comparada a sede por água que quando não e saciada, resseca nosso interior.
 Apesar da associação feita acima, preciso esclarecer que este empenho e sensação não trazem nenhum peso a minha alma, pelo contrário, estou sentido muita paz, mediante o amor de Deus que tenho buscado para consegui chegar até aqueles que ainda não conhecem essa maravilhosa graça. Sendo sincero aos meus leitores, espero que essa fase não termine nunca, mas que seja intensificada a cada dia em minha vida, pois tenho certeza que agindo desta forma estou entendendo melhor o Reino do meu Pai. Por isso, faço um apelo por sua intercessão, ajude-me em oração para que minha vida seja um grande canal de Deus para pessoas que estão perdidas nas trevas. Conto com você leitor para que 2012 seja um ano de grandes conversões a Cristo.
Aproveito a oportunidade também para estimular você a fazer esse “corpo a corpo” diário, não se limite somente a pregar nas igrejas, mas traga para o seu cotidiano o amor que Deus tem revelado em Cristo a você e sua família, até porque, muitas pessoas e uma infinidade de famílias estão precisando conhecer os mistérios da vida revelado em Cristo.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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sábado, 14 de janeiro de 2012

ESPAÇO REFLEXÃO - Porque a nossa geração de jovens não está fazendo a diferença?

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Como outros que devem influenciar a sociedade , percebo nossa falha nesta missão no que diz respeito aos jovens. Ao entrar no Facebook visualizamos "de cara" nossa derrota (que por um milagre espero seja temporária) estampada em cada postagem dos nossos adolescentes e jovens, que na maioria das vezes, só tratam de “abobrinhas”.
 
É muito difícil encontrar nas redes um jovem comprometido e preocupado com valores e aspectos importantes da vida, pelo contrário, o que notamos é um sadismo pela miséria alheias e pela dor do próximo. A tristeza desta constatação não seria tão pesada se este “pouco caso” com a vida fosse manifesto por aqueles que não conhecem Deus, mas o que vemos nas redes é um processo generalizado, onde todos os jovens estão inseridos.
 
É lamentável percebe que nossas pregações e ensinos estão indo parar em algum ralo que deságua no mar e não no caráter da nossa juventude, que em sua maioria, insiste em viver uma vida estritamente "romântica", como se nossa existência fosse um "mar de rosas". Mas como não faz parte da minha postura acusar pessoas, mas sim denunciar certas atitudes, trago para cima de mim parte da culpa desta situação, assumindo o compromisso de em 2012 ser um “influenciador de caráter” melhor do que fui em 2011. Independente dessa confissão de culpa, registro aos adolescentes e jovens um apelo: “Se olhem no espelho e vejam o que está sendo refletido, talvez vocês tenha um grande susto com o que vão enxerga”.
 
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Saiba o que quatro anos de pastoreio fez comigo.

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No próximo dia 6, nosso ministério no seu formato de Igreja completa quatro anos de existência, ou seja, no dia 06 de Janeiro de 2008 abríamos as portas da nossa congregação ao público no bairro de Sta. Bárbara, Niterói,Rj, dando início a uma grande caminhada na minha vida, da pastora Flávia e da família do irmão Paulo (a irmã Josane sua esposa e sua filha Larissa, uma pré-adolescente que teve mais fé do que todos nós no início do ministério)

Esta família já estava conosco antes mesmo da Igreja começar e foram grandes incentivadores do nosso ministério. Pela graça de Deus, continuam nos fortalecendo até hoje, sendo que o irmão Paulo agora é um diácono dedicado, a irmã Josane uma missionária de coração quebrantado e a Larissa líder dos nossos adolescentes, mantendo firme a mesma fé no crescimento do nosso ministério que tinha há quatro anos.

Fazendo um balanço desses quatro anos percebo que nosso crescimento quantitativo não foi lá essas coisas, mas o qualitativo ... foi maravilhoso.Como as pessoas cresceram individualmente e como Corpo do Salvador.Às vezes fico assustado ao pensar que essa comunhão não será duradoura, mas esse receio logo passa, já que pela misericórdia, eles foram edificados na eternidade do sacrifício da Cruz e não nas promessas de prosperidade passageiras

Hoje posso dizer que temos um jovem pequeno rebanho, mas que atingiu maturidade na sua fé e no entendimento do que é o Reino de Deus e o seu Evangelho. Crescemos no conhecimento e na graça atrelados a bíblia, ao ensino, a rejeição do pecado e a luta pela transformação do caráter. É verdade que também tivemos momentos difíceis, já que não foi fácil fazer o rebanho entender que o caminho de Cristo não é uma “porta larga”, por conta disto, alguns abandonaram “nosso barco” e pularam para “canoas”, onde podem continuam na “Igreja” sem que tenham que renunciar a si mesmo.

Mas e quanto a mim, o que posso dizer depois destes quatro anos? Bem, sem nenhuma dúvida afirmo que aprendi amar, pelo menos muito mais do que antes. Pastorear um rebanho me ensinou amar de uma forma diferente e sem reservas. Hoje posso dizer sem demagogia que amo minhas ovelhas, mas também posso dizer que amo mais e melhor meus filhos, minha esposa, meus amigos, meus inimigos e até mesmo quem eu não conheço. Pastorear me ensinou ou pelo menos está me ensinando, que  amar o próximo está ao nosso alcance, basta Deixar Deus nos ensinar.

Aos nossos leitores fica um convite: "No dia 06, sexta-feira, estaremos oferecendo a Deus um culto de ação de graças pelos quatro anos de nossa igreja, você é nosso convidado".

ps:vai rolar bolo.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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sábado, 24 de dezembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Trair ou não trair?

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Queridos, este é o nono e último texto de nossa série entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.
 
Ainda dentro do tema “Adultério e suas conseqüências nas relações familiares”, iniciamos nossa matéria (nona e última desta série) falando sobre um novo programa de TV que aborda, talvez não de uma forma muito adequada, a questão da traição.

É esse o tema da série “Traidores”, que começou no canal de TV paga Discovery Home&Health. O anúncio da serie a imprensa revelou alguns dados estatísticos comprometedores para a sociedade americana, já que o estudo demonstra que há infidelidade em 8 a cada 10 casamentos, além do fato de que 68% das mulheres admitirem aos pesquisadores que teriam um caso extra-conjugal se soubessem que não seriam descobertas.


Recentemente também chegou ao Brasil um site que tem a proposta de ser um portal de encontros destinados a casados que querem "pular a cerca". Com estas duas novidades e as demais que têm aparecido “no mercado negro da destruição da família”, já dá para perceber que a pressão para embarcar nessa “canoa furada” do adultério está vindo de todos os lados. Independente destas evidências, alguns de nós (cristãos que queremos continuar casados e sem mácula em nossa relação com Deus e com nosso cônjuge) ainda não entenderam que existe um risco eminente que bate à nossa porta todos os dias, e que só não entrou até agora, pela misericórdia abundante de Deus e não pelos nossos lindos olhos castanhos, pernas torneadas ou porque fazemos a obra de Deus.
Tem muita gente em nosso arraial que acha suficiente fazer a obra, que muitas vezes não é nem do Reino, mas do próprio cidadão, sendo o restante tratado como resto. Vemos nesse comportamento uma péssima exegese do versículo “ Buscai em primeiro lugar o Reino dos céus e sua justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”. Falta ainda muito entendimento ao nosso povo, que usa muitas vezes de maneira inadequada a Palavra de Deus distorcendo todo sentido dado a ela por Jesus.
 
Em outros casos o erro reside em aceitar dados estatísticos coletados num universo que têm uma cosmovisão muito diferente, como uma possibilidade real em nossas vidas. Ao se cometer esse engano, vira-se a chave que estava trancada deixando a porta da nossa mente encostada para essa possibilidade entrar e fazer morada. Independente dos índices serem assustadores, devemos lembrar que no universo cristão, pela misericórdia de Deus, o relatório de baixas tem um percentual menor. O outro lado desta moeda é que ás vezes nos valemos desse benefício para sermos relaxados com a nossa relação conjugal, não dando a devida atenção que ela merece.


O adultério é uma realidade terrível que invadiu, quase como o mosquito da dengue, nosso cotidiano, por isso, é necessário também termos uma série de cuidados com o ambiente à nossa volta para que essa praga não tenha condições propícias para se desenvolver. Da mesma forma que o mosquito da dengue, o adultério adora uma água parada, por isso, questione o ritmo do seu casamento, em que velocidade ele está nas curvas, nas retas e até mesmo quantas vezes ele está indo para o box fazer alguma troca de óleo, talvez assim você venha descobrir que ele está desacelerando, dando uma grande oportunidade para ser implantado um criadouro de larvas dentro dele.
Ao contrário do que a mídia tenta advogar e martelar nas mentes femininas da nossa nação, o homem gosta sim de falar sobre a relação conjugal tanto quanto a mulher. Afirmo isso baseado nos gabinetes e também na observação da vida moderna. Precisamos lembrar que muitas vezes paradigmas usados no presente foram estabelecidos com base em informações e comportamentos do passado, sem conexão com o presente. O homem pós-moderno discuti todas as coisas, até mesmo sua sexualidade, por que não falaria sobre seu relacionamento conjugal? Se o seu marido falar para você que ele viu na TV que o homem não gosta de discuti a relação, lembre a ele que nem tudo que reluz é ouro, de igual forma, podemos afirmar que muito do que é passado pela mídia de uma forma geral não condiz com as pesquisas de campo.
 
Por entender que nós ( homens, mulheres cristãos ou não) estamos em guerra contra o adultério, não contra o adúltero(a), lançamos em nosso blog uma campanha a qual pedimos sua ajuda no na divulgação.
"Eu digo não para o adultério".

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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sábado, 10 de dezembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - O que a qualidade total tem haver com nossa vida? Tudo.

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Ultimamente tenho me envolvido muito com a palavra "qualidade". Por força da vida profissional, aparentemente, ela tem cruzado meu caminho a todo tempo, não me dando "nenhuma folga", o que tem me feito refletir sobre ela em tudo que faço.

Meu envolvimento maior com essa palavra nos últimos tempos é um dos motivos pelo qual deixei “um pouco de lado” a ferramenta facebook, já que notoriamente ela vem perdendo “qualidade” a cada dia por força da ausência da noção de limites, que vem sendo manifesta por muitos participantes da rede.Mas sobre facebook  já falei no artigo anterior e não quero me repeti, até porque, como jovem (muito menino ainda) que sou não posso me permiti a esse tipo de descuido, muito comum naqueles que já andaram em muitos caminhos nesta grande jornada que chamamos de vida.

Na verdade quero usar essa matéria para compartilhar minha reflexão sobre essa palavra tão comum em nossos dias, mas ao mesmo tempo, tão “vaga” para a maioria das pessoas, inclusive na vida profissional, já que a maioria das empresas trata este assunto como muitas igrejas tratam o relacionamento de casais e família, de forma desleixada (que ou o que revela falta de cuidado, de apuro; desmazelado, negligente). É muito comum, seja nas empresas ou nas igrejas, uma vez por ano elas identificarem uma data, promoverem uma palestra (com um dito consultor externo no assunto) e finalizarem toda essa miscelânea com um coquetel (a diferença é que na igreja não rola bebida alcoólica), acreditando que o papel dos gestores (seja da empresa como da igreja) foi realizado com louvor.

Ao tratarmos a qualidade empresarial e os casais (e família) desta forma, estamos decretando a “morte subida” do que elas representam em nossas vidas e na de toda sociedade. Pense comigo: “Por que a instituição família está se degenerando? Por que a vida espiritual de muitas igrejas está o “buraco que está”? Por que tantos jovens estão se entregando as drogas? Por que o sistema de saúde pública é esse caos? Por que ....? a resposta é a mesma, falta Qualidade nas empresas, nos governos e também nas igrejas e famílias".

Quando utilizamos esta expressão (falta qualidade), não temos a intenção de passar uma visão puramente humanista da nossa existência e da sua solução, mas despertar nossos leitores para o fato que precisamos perseguir resultados melhores em todas as áreas de nossa vida (neste caso não estamos nos referindo a dinheiro, se bem que ele faz parte do processo da vida) e com certeza, a qualidade é uma ferramenta importante neste caminho.

Diferentes do exemplo empresarial que citei acima, outras empresas realmente levam a coisa a sério e colocam a qualidade nos seu devido lugar (que é na cabeça de todos, inclusive dos gestores) dentro da empresa. Talvez você tenha imaginado que o lugar da qualidade fosse dentro dos procedimentos operacionais, nos processos, estrutura e resultados, mas não é bem assim, tudo isso é o resultado do tipo de qualidade que habita na cabeça dos funcionários e de seus respectivos gestores.

Bem para começar, acho que já falamos bastante. Tenho certeza que esse assunto vai se alongar em outras matérias, conto com seu retorno para que ele seja enriquecido com suas opiniões. Lembramos aos nossos leitores que Jesus é também à Fonte da Qualidade.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Não é o facebook que está nos deformando, mas nós que estamos deformando ele.

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A subjetividade é o relativismo são “marcas” da nossa era que de forma alguma devem ser crucificadas e enterradas distantes da nossa cosmovisão. Se o fizermos, não estaremos aprendendo a lutar contra os desafios da nossa moral e fé, mas simplesmente retardando problemas e demonstrando uma grande falta de habilidade em separar o joio do trigo dentre o que chega “as nossas praias”. Francis Schaffer ( pastor presbiteriano e pensador cristão do século passado) defendeu muito bem essa mesma tese no final da modernidade, alertando a Igreja que a chegada de novos tempos (momento em que vivemos) exigiria dela um discurso racional na defesa do que acreditamos, ideia que chocou muitas lideranças dentro do universo cristão nesta época.Esse mal entendido ocorreu porque poucas pessoas entenderam o que Schaffer comunicou em discurso, já que em nenhum momento ele sugeriu o relativismo da nossa fé como prática. A ideia dele era usar as armas desta nova geração(para isso era necessário compreendê-las racionalmente) não contra , mas a favor desta geração, trazendo-a para uma “geografia” mais próximo do eixo bíblico.

Com este tipo de introdução é normal que você imagine que nosso texto irá deslizar pelos campos da ética e filosofia, mas não é bem assim, já que vamos tratar de coisas simples, bem ligadas ao nosso cotidiano nas redes sociais. Minha fala inicial se fez necessária para deixar claro aos nossos leitores que respeito o direito das pessoas expressarem suas preferências em termos de acontecimentos e temas, compartilhado o que é interessante nas redes sociais, mas acredito também, dentro do mesmo princípio, que é válido a emissão de uma crítica construtiva a respeito destas escolhas, principalmente quando o público envolvido trata-se na maioria, de irmãos em Cristo.

Chegando agora neste parágrafo ao ponto central da questão, critico que é indiscutível, mesmo levando em conta o direito das pessoas de pensarem diferente, que uma grande parte dos nossos irmãos está perdendo, no mínimo, o bom senso na hora de fazer suas escolhas seguidas de postagem. O acúmulo de bobagem está começando a dá nos nervos de tudo mundo, sem contar a baixaria de fotos obscenas e pornográficas, postadas sobre forma de brincadeira. Estes dias observei ao lado de uma foto, uma brincadeira sem graça com o peso excessivo da pessoa fotografada. Será que esse irmão em Cristo não entendeu que esse tipo de gordura é uma doença? Penso que muitas pessoas não estão vigiando com seu caráter, por conta disto estão deixando ele ser invadido por uma cosmovisão completamente mundana.

Amados nós somos de Cristo e não do mundo.

Peço aos nossos leitores e amigos uma reflexão sobre o assunto, antes que instrumentos como o Face sejam abandonados por pessoas que têm compromisso em manter a moralidade e o bom senso vivos na vida.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - O tipo de prevenção feito nas igrejas com os casais não gera tratamento. Os palestrantes apenas soltam a bomba, sem ensinar o povo como desarmá-la.

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Queridos, este é o OITAVO texto de nossa série entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.

Amados bom dia! Para glória de Deus e apoio as famílias e casamentos, estamos em nossa oitava matéria sobre o tema: “Adultério e suas conseqüências nas relações familiares”. Mediante graça divina, temos convicção que esta série de textos está abençoando famílias e casamentos, não só dentro do “povo de Deus”, mas também na sociedade secular.

Quando começamos o primeiro texto não tínhamos a intenção de nos alongar no assunto, mas no decorrer da elaboração das matérias começamos a perceber a extensão dos detalhes e aspectos envolvidos neste assunto, até porque, ele é um daqueles temas que sempre sofrem rejeição ao ser abordado, principalmente no meio cristão, onde ainda existe uma hipocrisia muito grande a respeito do assunto em si.

Creio que isso acontece por dois motivos:

1) Muita gente não reconhece sua humanidade.
2) Estamos obsoletos em relação a tratar e evitar esse tipo de problema. Acreditamos que chamar um palestrante famoso nessa área vai mudar nossa história... "coitado de nós."

Quando cito nosso meio - cristão, faço isso sem nenhum constrangimento, pois não estou com minha fala denegrido à imagem da Igreja, mas sendo honesto e sincero em relação a postura de muitos irmãos e líderes de igreja, que deveriam enfrentar esse tipo de problema dentro das congregações com mais seriedade, fazendo um trabalho de prevenção com os casais que ainda não foram atingidos,  ajudando também a retornar a vida todos aqueles que atravessaram ou ainda atravessam esse caminho de destruição, chamado de adultério.

Dentro da ação de ajudar a retomar a vida, devemos incluir também o “Judas da História”.O fato de termos perdido “um deles”logo após o sacrifício feito pelo Mestre, não significa que perderemos todos, até porque, o grande ministério de Cristo é o da reconciliação com o Pai, independente do tipo de pecado praticado pelo pecador.

Com sua permissão caríssimo (a) leitor (a), quero abordar nesta matéria o tipo de prevenção realizada nas igrejas sobre essa questão. Como palestrante muitas vezes sou convidado para estar presente num evento oferecendo uma palavra ou palestra sobre assuntos diversos ou mesmo específico sobre casamento e família. Isto acontece com mais frequência no mês de maio, quando as agendas dos pregadores ficam lotadas, ocasião considerada no meio evangélico como o mês da família. Nada contra esse tipo de trabalho, considero até uma iniciativa muito válida, caso contrário, não concordaria em fazer esse tipo de serviço ministerial em várias igrejas.

O grande problema dessa história é que ao fazer esse evento; que muitas vezes se resume a uma pregação seguida de um coquetel, ou mesmo, uma palestra de no máximo 90 minutos, os pastores (as) juntos com os seus ministérios de família (ou casais, ou departamento, seja o nome que tiver em cada igreja) ficam em paz com suas consciências, acreditando realmente que fizeram um trabalho de prevenção na questão dos relacionamentos, ou seja, a parte de cabe a eles dentro da prevenção, referente ao grupo chamado "casais e família".

Nessa matéria, que reservamos para falar sobre prevenção, quero despertar meus irmãos do santo ministério e os departamentos de casais e família para o seguinte fato: “Se você e sua igreja se identificaram na descrição que fiz no parágrafo anterior em relação a eventos, saiba que não existem motivos para sua consciência está tranqüila, porque uma ação voltada para casais e família baseada SÓ nesse tipo de trabalho, não consegue resultados sólidos, mas alguma coisa muito passageira, além do que, o custo que a igreja tem em certos casos para trazer um palestrante do tipo “TOP”, como diz a gíria do mercado, no qual eu me recuso a entrar, poderia ser muito melhor utilizado em atividades mais específicas, com grupos menores de casais e oficinas de ensino nessa área, trabalhando sexualidade, afetividade e problemas reais com aconselhamento".

Uma grande parte dos adultérios, pelo menos dentro das igrejas, se dá por falta da existência de “uma porta” aberta para para o diálogo, principalmente dentro das grandes igrejas, onde ninguém mais conhece o irmão que está sentando ao seu lado. Imagine só, como é que alguém que está com problemas nessa área vai se sentir a vontade para falar sobre sua dificuldade dentro da sua igreja, se ele se encontra perdido na comunidade. Além disso, ter que conviver com o fato do pastor ser o pastor da igreja (instituição), mas não o pastor dele, que precisa nesse momento de fraqueza ser pastoreado e ouvir algo além da mensagem, torna a situação ainda mais difícil.

Com meu discurso não estou diminuindo a importância da Palavra de Deus, mas alertando que Ela precisa ser visível na atitude dos irmãos e da liderança. Quem está passando por problemas na esfera sexual, precisa ouvir a voz daquele, que Deus diz em sua palavra, “vai dar conta da alma dele ao Criador”, isso com certeza, pode fazer toda diferença nessa hora.

A ausência de um trabalho série; sem aquela coisa do tipo: “O pregador ou o palestrante vai ao evento da igreja, solta várias bombas em cima do povo e depois vai embora não deixado ninguém com tempo e paciência para ensinar aos irmãos como desarmá-las”, pode fazer a diferença na vida de muitos casais, inclusive do pastor da igreja, que muitas vezes precisa ter um trabalho sério como referência para a sua própria relação conjugal.

Encerrando, para aqueles que já passaram ou estão passando por isso, digo: “Jesus pode reconciliar tudo em sua vida, inclusive a sua felicidade. Seja na sua igreja um atalaia desse assunto, não deixe acontecer ao outro o que já aconteceu na sua vida. Cobre, no bom sentido da palavra, um trabalho sério nessa área, acreditando numa coisa: "na sua igreja, com certeza , tem muita gente precisando”.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Por que algumas mulheres tentam matar seus filhos?

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Já virou matéria rotineira na mídia mães tentarem (muitas vezes com sucesso – no sentido negativo da palavra) matar seus próprios filhos por um motivo ou outro. Sem querer neste momento abordar a questão espiritual do fato, entendo que a maternidade fora do contexto de família e condições apropriadas (não confundir apropriadas com abastada), pode levar algumas pessoas ao total desespero, fazendo com que elas encontrem na morte de seus filhos, a única solução possível, ou mesmo, o fim de um grande pesadelo.

Fala-se muito em nossos dias do direito individual a liberdade sexual, inclusive dos jovens e adolescentes, mas pouco se alerta a esses mesmos jovens sobre as responsabilidade e conseqüências sobrevindas da decisão de se iniciar uma vida sexual. Engravidar, por exemplo, é sempre uma possibilidade para quem pratica sexo, principalmente na fase da adolescência ou juventude. Outra questão importante é a banalização do ato sexual, da intimidade de um casal, que não deve ser vista de forma comum, já que ela é um dos "elos" que marcam um relacionamento bem sucedido.

Os intelectuais e formadores de opiniões de nossa sociedade, inclusive no sistema público, estão sempre de plantão para defender o direito do indivíduo de usar seu corpo da forma que bem entender, principalmente dentro do contexto da  sexualidade, abominando veementemente desta forma qualquer noção de limite, inclusive na questão da idade do indivíduo. Para eles um adolescente de 14 ou 15 anos ter vida sexual ativa é algo extremamente normal, já que a pós-modernidade, com todos os seus recursos, amadurecereu mais cedo nossos filhos.

Diante do quadro exposto acima tenho uma pergunta a essas pretensas pessoas inteligentes que empurram com sua “intelectualidade” vidas para o abismo: “Onde vocês estão quando uma adolescente ou uma jovem engravida sem nenhuma condição psicológica, material e financeira para dar seqüência à sua vida, que agora foi acrescida com a maior responsabilidade e trabalho de nossa existência, que é a criação de um filho?”

Sendo bem prático, eu mesmo respondo: “Estão com seus bumbuns sentados em cadeiras confortáveis e recebendo um rendimento “gordo” para ditar regras sem nenhuma base moral, para seres que foram constituídos para viverem de forma moral e com limites”. Mas saibam que suas inconsequências como conselheiros loucos, motivando a imoralidade da nossa sociedade através dos meios de comunicação como influentes formadores de opinião, principalmente na vida dos nossos filhos, não ficaram imunes ao juízo de Deus, que não tardará, independente de terem temor ou não Dele, aceitarem ou não Sua existência.


Quanto aos jovens, cristãos ou não, tenho também uma palavra: “Não sejam fantoches nas mãos destas pessoas que se acham alguma coisa, mas no fundo são meros enganadores. Não se deixem enganar com esse tipo de discurso. A própria vida e tudo que há nela se tornam um grande referencial para o nosso dia a dia e como devemos viver nossa sexualidade. Nada que existe na natureza acontece de uma hora para outra, tudo tem seu tempo. Observe uma árvore frutífera, como ela leva tempo até dá o seu fruto, ela não se antecipa, mas espera completar os anos de vida adequados para frutificar, bem como a estação perfeita. Mesmo que você jovem não conheça Cristo e as escrituras, por amor a você Jesus deixou suas marcas de profunda sabedoria na natureza para que nós não sejamos enganados pelos eternos inimigos de Deus, que sempre procuram destruir as belezas feitas por Deus, como você por exemplo. O Sexo é bom, até porque foi inventado por Deus, mas não deve ser servido fora do tempo e das condições adequadas, até porque, as conseqüências podem ser desastrosas do tipo: abandono escolar pela mãe, rejeição dos pais, distância do pai da criança, uma vida de sacrifício, sonhos destruídos e até o pior: o sentimento de que seu filho ( que deve ser a coisas mais preciosa da vida) é um pesadelo na sua vida".

Para você jovem que visita nosso blog deixo uma pergunta:
“Será que vale a pena adiantar as coisas?"

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO : Características de um grupo que tem tendência para o adultério

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com nossos leitores. Este blog é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.

Queridos, este é o sétimo texto de nossa série entitulada "adultério e suas consequências nas relações familiares".A série já foi convertida para palestra e está disponível para ministrarmos em sua igreja.Estamos abertos a convites que se encaixem em nossa agenda.

Estou escrevendo este texto exatamente às 04h29min. O Miguel, meu filho de quase dois anos, resolveu acordar e eu, como um bom pai, embarquei junto com ele nesta decisão, despertando em plena madrugada como se a vida não controlasse a nossa rotina, mas o contrário, nos colocando para vida como quem dita as regras , pelo menos nesta noite.

Como sempre acontece quando o Miguel desperta, sua aparente energia não durou muito tempo, depois de vinte minutos ele foi vencido pelo sono e o cansaço do dia anterior, voltando para os “braços” do seu berço. Seria natural que minha opção fosse seguir a trilha do Miguel, indo em direção a minha cama, mas independente desta forte opção, resolvi escrever, que no meu caso, é uma alternativa tão boa quanto dormir.
Sem nenhuma intenção de fazer trocadilhos com nossa introdução, vamos direto para nosso tema, deixando a cama e os lençóis de lado neste momento. Em cada matéria desta série temos colocado em foco um aspecto do conjunto que estamos chamando de “o adultério e suas conseqüências nas relações familiares”, como manda a boa cultura ocidental em questão do conhecimento. Como dizem os orientais, "nós ocidentais temos a mania de dividir o todo em vários pedaços para estudarmos por partes, como se isso fosse realmente possível". Concordo com a sabedoria oriental no que diz respeito às verdades absolutas, mas quanto aos outros aspectos da vida, creio que nossa epistemologia seja muito mais adequada na sua exposição.

Hoje vamos falar um pouco sobre a origem do adultério, ou melhor dizendo, onde surge este desvio de comportamento e porque ele é mais freqüente em certos tipos de pessoas do que em outras. Para ajudar nosso embasamento, vou citar informações de uma pesquisa( realizada sobre sexo no meio evangélico) que tive acesso recentemente , que de certa forma, contribuiu com a exposição de nosso tema.
Uma das informações trabalhadas pela pesquisa é o significativo índice de adultério praticado por homens e mulheres no meio cristão. Na matéria de hoje não vamos nos deter a valores específicos, mas compartilho inicialmente que esse percentual não fica muito distante do que acontece no mundo secular. Isso significa dizer que independente de vários fatores, inclusive o religioso, existe um grupo de pessoas que está mais próximo deste abismo do que outros.

A minha afirmação acima não isenta ninguém de ser fiel ao seu cônjuge e nem mesmo, tema intenção de afirmar o contrário, ou seja, que existem pessoas imunes a esse tipo de queda, mas apenas declarando com base em nossas avaliações, que existe um grupo, que por possuírem certo tipo de fatores, estão mais próximos desse tipo de desvio do que outros. Por conta destas fragilidades, esse grupo anda sempre na beira do abismo, expondo não só o seu futuro ao abismo, mas também das outras pessoas que estão a sua volta, que independente de serem muito importantes, muitas vezes vão parar no fundo do poço por conta da prática do adultério na família.

Agora que já fizemos uma abordagem interessante sobre o foco desta matéria, onde apontamos o desvio de conduta na fidelidade conjugal como uma coisa muito séria, podendo acontecer em qualquer lugar e com qualquer pessoa, vamos falar de algumas características que formam o tal grupo que vive na beira do abismo.

Creio que podemos começar nossa lista; que não tem pretensão de ser perfeita e nem completa, mas apenas ilustrativa para sua reflexão, colocando como cabeça dela a forma banal com que muitas pessoas enxergam o ato de se relacionar amorosamente com outra ( desde o tempo de namoro). Quem não valorizou suas primeiras relações amorosas tem a tendência de repetir esse registro nas suas relações futuras. "Sabe aquele jovem que vivia traindo as namoradinhas e que todo mundo achava bonitinho..., é o mesmo que hoje aos trinta e cinco arrisca o futuro da família tendo um caso extraconjugal com uma colega do trabalho que tem apenas vinte anos".

Nossos comportamentos, de certa forma, são condicionados pelos caminhos que fazemos ao longo de nossa existência. Aquela prática que se torna repetitiva em nossa vida tem uma forte tendência de fazer parte também da nossa personalidade ao longo do tempo. Isso acontece inclusive com crianças que são abusadas sexualmente por pessoas do mesmo sexo, ao crescerem, elas têm uma tendência de viver no homossexualismo, já que em boa parte de sua vida, sua experiência sexual foi condicionada dessa forma.

Depois da banalização, acredito que o individualismo seja a bola da vez. O individualista é um tipo de pessoa facilmente identificada, já que suas atitudes e decisões sempre expressam especificamente a busca do seu bem estar, independente de quem esteja a sua volta, mesmo que essas pessoas sejam esposas ou filhos. Para o individualista tudo é dele, para ele e por causa dele. Se você “der corda” para um individualista, pode ter certeza que ele considerará o sacrifício da cruz um ato feito exclusivamente para sua salvação. Esse tipo de pessoa não pensa duas vezes quando tem uma oportunidade de satisfazer seus desejos sexuais. E como oportunidade é coisa que não falta em nossos dias de Sodoma e Gomora, você já sabe aonde vai parar o casamento e a família desse tipo de pessoa, no fundo do poço.

Em terceiro lugar coloco a excessiva valorização do estético. Desde muito cedo certas crianças ou mesmo adolescentes são orientada(o)s e até mesmo doutrinadas por pessoas próximas como pais, tias e outros, a valorizarem excessivamente a questão estética. Em nossos dias podemos observar um caso clássico de grande repercussão na mídia, estamos falando da filha do Tom Cruise e katie Holmes, a pequena Suri, que foi fotografada essa semana junto com a mãe em uma praia utilizando calçados de salto alto na areia.Além desse fato ela, de apenas cinco anos, foi eleita uma das 30 “mulheres” mais bem vestidas do mundo pela revista Glamour.A menina aparece na 21ª posição no ranking, à frente de Sarah Jessica Parker, Jessica Alba e Nicole Ritchie. Recentemente sua mãe revelou que gasta o equivalente a R$ 44.000,00 mensais com roupa e acessórios para a filha, sendo que o guarda roupa desta “pobre criança” está avaliado em R$ 5,5 milhões.

Será que na cosmovisão da Suri, quando crescer, haverá alguém bom o suficiente para merecer ela de forma exclusiva? Particularmente acho que não. Evidentemente que o absurdo provocado na vida desta criança é mais raro, já que a maioria das pessoas não desfruta do benefício de ter uma vida financeira como a do ator Tom Cruise. Mas neste artigo queremos chamar sua atenção para o fato de que em outras escalas também acontecem outros tipos de absurdos, que acabam levando pessoas a crescerem valorizando demais sua própria estética e a dos outros. Esse tipo de pessoa tem uma tendência de se achar muito melhor do que quem está perto dela e também não hesita em desejar alguém, que esteticamente está dentro dos seus padrões. A estética comanda sua vida, mesmo que seja rumo ao abismo do adultério.

Vamos encerrar por aqui para que nosso texto não fique muito longo, registrando que esses três exemplos são apenas uma amostra das características de um tipo de grupo que está mais fadado ao adultério. Lembramos também que não estamos falando de regras, mas de observações e conclusões extraídas ao longo do tempo de contatos com casais e família. Que você lembre sempre que independente de qualquer coisa ou característica, o que vai fazer a diferença na sua vida é onde Jesus está nela. Não se esqueça disso.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A igreja Evangélica em Portugal na visão de um brasileiro residente no país: Informações iniciais


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Amados irmãos e queridos visitantes. Como havia anunciado previamente, estamos lançando uma nova coluna em nosso blog. Seu objetivo é disponibilizar para nossos leitores a visão de um cristão brasileiro residente em outro país. Acredito que será muito interessante, não só neste caso, mas em muitos outros (já estamos montando outras parcerias), ter acesso ao que está acontecendo dentro do universo cristão evangélico também em outras nações. É evidente que muito do que veremos estará pautado na visão pessoal do nosso parceiro nesta coluna, mas mesmo assim, creio que o conteúdo nos trará reflexões interessantes, além de alguns bons debates.

Tendo em vista nossa introdução acima, optei por apresentar neste texto inaugural o Luciano Santos, nosso parceiro nesta coluna que reside atualmente na cidade de Lisboa, Portugal, a quem desde já agradeço a gentileza de ter aceitado nosso convite. Ele Nasceu em Anápolis estado de Goiás e congregava, antes de sair do Brasil, na Igreja Assembleia de Deus, onde se converteu a Cristo aos oito anos de idade. Há sete anos Luciano deixou Anápolis e o Brasil embarcando para Lisboa, localidade para aonde sua família já havia se transferido dois anos antes de sua partida.

Em Lisboa o irmão Luciano, hoje com 22 anos, trabalha numa loja de conveniências e congrega na Igreja Cristã Ministério Nova Esperança (Igreja de origem portuguesa), onde serve ao Senhor no grupo de louvor da sua congregação.

Diferente da maioria dos brasileiros que vão morar em outros países, Luciano desde o princípio se identificou com a cultura e o povo português, o que contribuiu muito para uma perfeita adaptação. Sua única dificuldade inicial foi na forma de articular e de entender algumas expressões (características do português local), provavelmente em decorrência do sotaque regional de Goiás, que o acostumou a falar sem conjugar corretamente os verbos, coisa que não acontece nas terras lusitanas.

A formação das frases também é outro elemento complicador em Portugal, já que faz com que nosso irmão e qualquer outro brasileiro façam uma pausa para pensar, antes de expressar sua ideia. Em nossa troca de informações ele não chegou a citar exemplos destes casos, mas presumo que ele esteja se referido a expressões do tipo: “Quando cá cheguei”, “o que pensa você”, “não estou a perceber”...

Outro ponto enfatizado pelo irmão Luciano em nossas primeiras conversas é a diferença entre a Igreja portuguesa e a brasileira (que está estabelecida na região) na forma de se organizar, no profissionalismo e na excelência de seu exercício. Em suas palavras: “é nítido que a portuguesa está mais adiantada nestes aspectos”.

No Brasil ele pertencia a uma Igreja Pentecostal, com a questão dos “usos e costumes” ainda bastante enraizados em sua liturgia. Em Lisboa ele está num ministério jovem, que é o oposto da sua antiga igreja. Ele nos revela que a Igreja portuguesa é bastante influenciada pelas músicas e tendências brasileiras, mas independente deste olhar voltado para o Brasil, ainda existe certo preconceito e alguma ignorância em relação ao Brasil como um todo.

De um modo geral, segundo a visão do Luciano, a igreja portuguesa é bastante racional e sua fé é bem solidificada. Seus pastores são lideres com boa formação teológica além de terem a consciência de que é necessário estar preparado para gerir e administrar a igreja além da questão espiritual, o que acaba num todo, fazendo muita diferença para o bom desempenho da congregação. Olhando nesta perspectiva,ao contrário do Brasil, se houvesse um crescimento do Evangelho em Portugal como ocorre nas terras brasileiras, à igreja portuguesa estaria bem preparada para lidar com ele.

Bem a boa notícia em tudo isso é que a partir desta matéria, nosso irmão Luciano gentilmente estará nos alimentando com informações sobre a caminhada da Igreja Evangélica em Portugal, abrindo assim nosso entendimento a respeito do que está acontecendo no universo cristão em outro país. Quem sabe está coluna não levantará alguns missionários (de verdade) para a região portuguesa? Mas a boa notícia não para por aqui.Estamos montando outra parceria com um irmão brasileiro que está na Itália, em breve teremos também notícias das terras italianas no que diz respeito ao Evangelho de Cristo e o seu povo.

Deus abençoe tremendamente o irmão Luciano, que desta forma, também está servindo ao Reino de Deus.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Eu não preciso do meu pastor. Eu não preciso da minha ovelha. O que o francês Derrida tem haver com isso?

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Existe uma crise no atual relacionamento dos pastores com suas ovelhas. Ao longo dos tempos, desde a formação da Igreja, foram várias as fases deste complicado relacionamento, que apesar de difícil não deixa de ser belo. É evidente que a crise de hoje não bateu à porta de todas as igrejas ou comunidades, mas com certeza toma conta de boa parte das congregações espalhadas pelo nosso país e até mesmo no exterior, onde creio, as coisas estão bem piores do que aqui, principalmente no chamado “primeiro mundo”. Nesta área geográfica , o conceito do homem suficiente tem alcançado preeminência na vida das pessoas, até mesmo dos cristãos.

Responsabilizar apenas um dos dois lados seria cometer uma “bela” injustiça neste artigo, já que é muito provável que ambos os lados tenham culpa “no cartório deste relacionamento”. No meu entendimento, todo desencontro abordado nesta matéria está ligado à dificuldade de ambos os lados viverem os tempos pós-modernos dentro do contexto bíblico, já que por si só a visão pós-moderna nega uma variedade enorme de valores da filosofia cristã. Em nossos dias, muitas confusões (inverdades) estão se estabelecendo com força do amadurecimento (no sentido negativo da palavra) dos valores implícitos nesta nova forma de viver nossa existência.

Uma marca deste novo tempo é ao que chamamos na linguagem do conhecimento de “desconstrução” (Termo proposto pelo filósofo francês Jacques Derrida, nos anos sessenta, para um método ou processo de análise crítico-filosófico que tem como objetivo imediato a crítica da metafísica ocidental e das suas tendências). Sem entrar em conceitos mais apurados, que seriam de pouco interesse para a maioria dos nossos leitores, registro que a ideia proposta por Derrida saiu do universo literário-filosófico e tomou espaço em nosso cotidiano, até mesmo nas coisas que chamamos de simples. Uma marca deste sistema (independente do próprio autor não o considerar assim) é que a leitura crítica de um texto literária não objetiva um sentido único, mas a descoberta da sua pluralidade de sentidos.

Essa tal de “pluralidade de sentidos” acabou sendo transferida como herança do pensamento de Derrida para a forma de pensar e agir dos nossos dias e é ela, que em grande parte tem promovido a distância na relação bíblica dos pastores com suas ovelhas. Por ser bíblica, esta relação exige de ambas as partes esforços para que ela ocorra da forma que o Evangelho determina, evitando assim, que pastores e ovelhas não incorram na prática da desobediência à orientação divina que foi estabelecida para esta relação.

Como isso funciona na prática? Para entender melhor como isso ocorre em nosso cotidiano precisamos entender de forma simples o conceito de pluralismo. Para isso escolhi (já estou sendo pluralista neste ato) a “curta e grossa” definição: “Ele é o sistema que como resposta afirma a multiplicidade (que apresenta grande número ou variedade de algo) , seja qual for a área( intelectual, religiosa, ética-moral, cultural, política, econômica e outras) da pergunta” A visão em si do pluralismo é algo até mesmo muito democrática e válida, mas o seu “veneno” começa a gerar “morte” na generalidade da sua aplicação.

O pressuposto do pluralismo torna tudo subjetivo e temporal, a começar pela nossa obediência aos mandamentos das Escrituras, onde de forma clara e na orientação de princípios, podemos observar que os parâmetros da relação pastor e ovelha não são estabelecidos de forma pluralista, mas específicos, sem alternativas ao gosto do freguês, como vem acontecendo em muitas situações, sendo a figura do freguês a ovelha ou mesmo o pastor.

Hoje na mídia podemos observar um bom exemplo do que estamos falando, mais especificamente no universo da ovelha. A jovem esposa do jogador de futebol Kaká, de forma pluralista cria seu próprio conceito de relacionamento com Cristo entoado aos “sete cantos” que ela e sua família não precisam de igreja ou denominação, porque Deus está na casa deles. Talvez pela ausência de uma vivência mais próxima com seus pastores ou outros, já que tiveram problemas com os anteriores, ela está embarcando no pensamento do Derrida, negando verdades absolutas e atemporais do Evangelho, construindo sua própria forma de se relacionar pluralista com a vida, Deus e o Corpo do Salvador, que é a congregação e a comunhão dos santos.

Precisamos entender que contra o que o Evangelho afirma não existe contraponto, mas sim desobediência. Seja o pastor ou ovelha, ambos devem buscar nas Escrituras e na interpretação correta dela, sua forma de construir essa relação, que não é opcional, mas um dever de ambos.

Se você já tentou de tudo e não consegue institucionalizar essa relação, faça um favor a você e ao seu atual pastor, busque uma igreja e um pastor onde você possa andar em obediência a Deus, inclusive no campo da relação pastor e ovelha.Não é pecado mudar de denominação, mas ficar à margem do que a bíblia determina.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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