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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ESPAÇO MISSÃO ÁFRICA - Raio de atuação missionária em Moçambique.

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Nesta segunda matéria da coluna Espaço Missões África, vamos falar um pouco sobre Moçambique, país onde nosso parceiro neste projeto de “contar detalhes sobre o trabalho do Senhor no campo”, missionário (Ezequias), tem colocado em prático o seu chamado para missões.

O nome oficial do país é República de Moçambique, cuja capital é Maputo. O sistema político é multipartidário e democrático de república. A moeda nacional é o metical. Moçambique tem uma população de mais de 19.124.335 de habitantes. A língua nacional é o português e 16 línguas africanas. Os grupos étnicos são 99.66% (Shangaan, Chokwe, Manyika, Sena, Makua, e outros). A metade da população pratica religiões indígenas, 30% são cristãos e o 20% são muçulmanos. Moçambique exporta camarão, açúcar, castanha de caju, algodão. Importa comida, roupa, equipamento para agricultura, e petróleo. De uma maneira geral a população sofre de má nutrição e doenças. O país está dividido em 11 províncias: Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala, Manica, Inhambane, Gaza, Maputo e Maputo-Cidade. Cada província se divide em distritos.
É na província de Tete que nosso missionário está baseado, sendo que sua atuação missionária alcança atualmente um raio de 500 km (este alcance será melhor dimensionado no último mapa abaixo), alcançando outras duas províncias. Como falamos na primeira matéria, a missão conta hoje com 30 congregações e duas igrejas (sendo que uma  ainda está em fase de construção).

As congregações são atendidas por um grupo de obreiros levantados nas respectivas comunidades, sendo mantidos e orientados, na medida do possível, pelo missionário Ezequias. Independente disso, eles carecem de uma formação mais elaborada para o exercício do ensino e da condução do rebanho. Enquanto a missão não tem recursos para desenvolver novos treinamentos, além do que já foi feito, eles recorrem a Deus e a sua infinita misericórdia para colocar em prática sua fé. A vantagem deles é que não perdem tempo com as "picuinhas" que existem em  nosso meio e nem estão sujeitos a "fogueira das vaidades", muito comum também no arraial brasileiro. 

Particularmente tenho proposto em meu coração encontrar uma alternativa para que esses irmãos possam ser acrescentados no seu conhecimento e na ação pastoral, estamos em oração e creio que Deus proverá condições para a solução dessa problemática.Na imagem abaixo posicionamos todas as "pontas" desta missão para que nossos leitores possam ter uma ideia mais precisa de como funciona esta ação missionária .


Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Amados do Senhor. Atendendo aos pedidos dos nossos leitores, estamos publicando novamente a série de textos que escrevemos sobre o tema adultério. Para quem já leu será bom recordar. Quem ainda não leu, creio que será muito abençoado com essa série.

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Escolho comemorar meu aniversário de casamento defendendo a instituição chamada família.(Texto publicado pela primeira vez no dia 25/05/2011).

Hoje, para a glória de Deus, eu e a pastora Flávia completamos nove anos de casados. Ao meditar sobre o que escrever nesse dia, muitas coisas vieram à minha mente, inclusive uma declaração de amor explicitando o valor da Flávia na minha vida, mas pensando um pouco melhor, decidi me declarar pessoalmente à noite, na hora do jantar, sem ter a multidão da internet nos acompanhando neste momento, o que é fácil de entender por parte do nosso leitor. Por outro lado, para que vocês não fiquem totalmente de fora dessa ocasião tão especial para nós, decidi agradecer a Deus por essa benção que é o casamento, fazendo uma defesa dessa instituição tão maravilhosa, combatendo um dos seus piores agressores em nossos dias: o adultério.


Como conselheiro cristão de família, não foram poucas às vezes que ouvi de alguns homens a confissão de terem traído suas esposas com outras mulheres, que em alguns casos, se apresentam nesta relação ilícita na condição de uma pessoa completamente estranha ao convívio natural desse homem. Em geral a “outra” é também mais atraente fisicamente e tem atributos esteticamente mais valorizados pela nossa mídia cultural.Para não desanimar nossas leitoras de "cara", ofereço garantias que esta não é uma daquelas matérias chatas que só falam da infidelidade masculina, colocando  as mulheres sempre na posição de vítimas eternas desse tipo de episódio, por isso, trago também a seguinte informação: "já ouvi de algumas mulheres casadas o mesmo tipo de discurso em relação a elas no papel de adúlteras". infelizmente esta também é uma verdade do universo feminino, mesmo que seja em menor proporção.

Em ambos os casos, a totalidade das relações extraconjugais se deram no plano heterossexual, o que desmente em grande parte a propaganda expansionista do homossexualismo que se alastra no Brasil através da mídia, grupos específicos de ONGs e ministérios do atual governo, que tentam a todo custo fazer essa opção sexual ganhar força e se tornar algo além do que ela é, ou seja, simplesmente um fenômeno humano isolado, produto de relações sociais disformes e ladeado por questões espirituais, como outros fenômenos existentes na vida do ser humano, não podendo contudo em nenhum momento ser igualado aos dois gêneros eternos chamados de: Masculino e Feminino, herdeiros divinos da manutenção da existência da raça humana.
Já que nessa matéria não vamos abordar o adultério envolvendo a questão homossexual, vamos deixar de lado as implicações que foram citadas acima e nos concentrar no tema adultério, deslizando  apenas na convivência heterossexual, já que, como registramos acima, é nessa esfera que aparece a maior incidência dos adultérios que chegam aos gabinetes pastorais, sejam eles ou elas.


Falar de adultério não é uma tarefa simples, apesar dessa prática perniciosa ter se tornado corriqueira na vida de muita gente em nossa sociedade moderna e pós-moderna. Ao falar desse assunto não dá para divagar sobre questões filosóficas , por isso, é necessário tocar “na ferida” dos assunto, chamando sua atenção principalmente para o eminente risco  de desastre com grandes proporções dentro das relações familiares que essa prática traz, já que as conseqüências desta “quebra de aliança” são certas e muitas vezes com efeitos tsunami, arrasando lares, destruindo o futuro dos filhos e marcando, muitas vezes para sempre, os cônjuges envolvidos. Quem trai muitas vezes não sabe, mas analogamente chama o outro de lixo, já que ao buscar outra pessoa para se relacionar sexualmente, mesmo que seja de forma esporádica, rotulou seu parceiro ou parceira com quem tem uma aliança de inadequado, descredenciado, inútil, incapaz para estar ao seu lado nesse momento de intimidade tão importante.


A traição coloca uma marca em todos os envolvidos na história, ela consegue imprimir um tipo de deformação que varia de uma pessoa para outra, dependendo do papel desempenhado por cada um nesta drama. Tanto o traidor como o traído e os que estão mais próximos são profundamente impactados pela atitude de trair. O primeiro desta lista a viver esse processo é o personagem ativo deste drama, que após trair passa a  ter seus valores morais relaxados, podendo daí em diante cometer desajustes que nunca imaginou passar  perto. Coisas anteriormente repugnantes ao seu modo de pensar moral, podem a partir desta quebra de valores , se tornarem atrativas ao seu novo “paladar”.
A deformação que ocorre no traidor (a) pode ser muito bem ilustrada pela história de um homem bom que se envolveu aos poucos com pornografia e que através de uma escala crescente de exposição, concluiu certo dia, que estava no fundo do poço da imoralidade. A constatação do seu quadro se deu quando chegou ao seu computador uma foto de uma criança de onze anos sendo abusada sexualmente, e ele desejou com todas as suas forças ser o respectivo agressor. A traição abre novas portas imorais na vida do traidor, fazendo com que ele baixe seu nível a cada nova experiência.

Para que o artigo não fique muito grande, continuaremos a falar desse assunto amanhã em outro texto, que dará continuidade falando das distorções no cônjuge passivo e na vida dos filhos.Amados, pensem bem na relação familiar que vocês têm em sua vida, não jogue tudo fora apenas por momentos de prazer, não seja alguém irresponsável com Deus, com a família e com você mesmo. Aprenda com Cristo a renunciar a você mesmo pelo bem estar daqueles que estão ao seu redor. Cristo já fez o sacrifício por nós, mas é necessário que haja esforço de nossa parte.

Em Cristo, muito feliz pelo dia de hoje.
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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domingo, 2 de outubro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Pastor Fernando Marin

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Amados do Senhor Jesus e queridos visitantes. É com alegria que trazemos para sua instrução e reflexão a entrevista realizada com o Pastor Fernando Marin. Como os outros entrevitados desta coluna, só conheço o pastor Fernando através das redes sociais, mas independente do nosso contato ser superficial, é notório algumas características deste pastor como por exemplo: Participativo, atuante, colaborador, quebrantado, amante do conhecimento e simples (está última por sinal, é uma característica difícil de se encontrar em nosso “mercado”). Leia com atenção e não deixe de comentar sua visão do fatos, é dessa forma que crescemos  como pessoa e cristão.

Perguntas:

Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?

José Fernando Marin de Almeida - 54 anos



É casado(a)? Com quem? Tem filhos? Quantos?

Sou casado Com Tereza Cristina, e tenho um filho - Daniel - com 15 anos de idade


Onde reside (cidade)?

Resido em Rio das Ostras - RJ



Há quanto tempo pastoreia?

Tenho 5 anos de consagração, mas, no presente momento, não estou pastoreando.


Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?

Atuo como Monitor Presencial no Polo Macaé da Univ. Metodista de S.Paulo, curso de Teologia



Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?

Na Terceira Ig.Batista em Rio das Ostras


Como definiria o exercício pastoral?

Um sacerdócio, que só pode ser realmente exercido por alguém que tenha sido chamado por Deus e capacitado pelo Espírito Santo, por alguém que ame a Jesus Cristo e às pessoas, e que ponha esse sacerdócio em primeiro lugar na sua vida.



O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?

Penso que a Igreja no Brasil passa por uma fase difícil, principalmente as ligadas às Denominações Históricas, que não tem podido acompanhar as mudanças sociais e se readequarem a elas para melhor atingirem a comunidade e trazer a Palavra da Salvação às pessoas. Isso tem trazido distorções e até mesmo desvios doutrinários, como consequência de uma busca não planejada do crescimento da membresia.
 Como você encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?



Creio que o movimento neopentecostal - de uma forma geral - vem atuando de maneira descompromissada com a Palavra de Deus, pregando uma teologia própria de cada líder de igreja, em detrimento de uma pura e sã doutrina. São formas inúmeras - e criativas - de se angariar recursos ( em nome de Deus), recursos esses que vemos aplicados em programas de TV ou de obras faraônicas, e que poderiam ser muito melhor empregados em atividades sociais ou evangelísticas. Vemos líderes de igrejas enriquecendo, enquanto que as pessoas permanecem totalmente ignorantes na fé, buscando na Igreja vida material, em detrimento do que preconiza o Evangelho de Jesus Cristo.
 Você defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?

Defendo qualquer movimento, desde que seja pautado na Bíblia e que leve pessoas à Jesus. Se os atuais movimentos apostólicos seguem esse caminho, eu ou defenderei, caso contrário, que Deus faça a Sua justiça.



As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas se tornam o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?

Creio que igrejas grandes podem, sim, atender às necessidades do rebanho, dependendo da administração que seja aplicada (creio no Colegiado Pastoral como forma de viabilizar isso) . Outras formas de se pastorear esse rebanho seriam , por exemplo, Pequenos Grupos , ou células, o que torna essa tarefa mais branda e atende às demandas das pessoas.



Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?

Se a igreja for de pequeno porte ( até 100 pessoas), creio. Acima disso, penso que o Pastor deve dedicar-se em tempo integral ao rebanho.



A gestão (não domínio) pastoral da vida do rabanho está sendo abandonada pela maioria dos pastores? Caso afirmativo, isso pode gerar uma mutação deste dom?

Com certeza, está sim. Falta de tempo, stress, problemas pessoais diversos, tudo isso vem contribuindo para que o Pastor seja muito mais um administrador do que um líder espiritual. Com isso, há o perigo (iminente) de o pastor transformar-se em apenas um profissional de liderança, deixando de ser um sacerdote (líder espiritual) . Tenho visto esse fato acontecendo no seio de algumas igrejas, e isso me preocupa muito. Creio que há a necessidade urgente de se reciclar pastores, como forma de se resgatar a função de liderança espiritual pastoral.


Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?

Creio que a igreja está ganhando por afastar muita gente das mazelas que assolam a sociedade atual (drogas, álcool, etc), mas perde em não estar estruturada para um efetivo trabalho social, que viesse a cumprir com a responsabilidade que temos nessa área. Penso, ainda, que nos faltam pessoas que pudessem vir a serem capacitadas em diversas áreas der liderança, e que pudessem auxiliar na manutenção do rebanho. Essa falta de líderes tem impedido um maior crescimento da igreja e um melhor atendimento às necessidades do serviço, auxiliando em muito a função pastoral.



No universo da sociedade brasileira, o que você considera como sendo o maior risco para uma vida coerente como Evangelho?

O consumismo desenfreado que temos visto em nosso país. Parece que as pessoas perderam a noção do valor do dinheiro, e de que a vida não é feita apenas de materialidade, de posses. A maioria das pessoas que tenho atendido estão afundadas em dívidas ou em depressão por não poderem saciar a sua sede consumista. É aí que entram denominações neopentecostais com as suas promessas de vida material abundante, e tem afastado muitos do Evangelho.


Qual a pergunta que você faria a quem for entrevistado(a) nessa coluna e qual seria a sua resposta para ela?

Perguntaria: Você considera que está fazendo a sua parte, o que lhe é requerido por Jesus em relação às pessoas, no sentido de evangelizar, amar, servir, de ser realmente um líder espiritual?

A minha resposta: Tenho procurado fazer a minha parte da melhor maneira possível, embora as dificuldades desta vida nos criem uma séria de impedimentos. Espero poder a cada dia fazer mais pelo Reino e chegar a me dedicar inteiramente à Obra de Deus.


Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?

Em qualquer circunstância da vida, faça o bem !

Através do sistema de comentários do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa deste tipo de exercício.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ESPAÇO MISSÃO ÁFRICA MOÇAMBIQUE -Texto de inauguração.

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Como prometi aos nossos leitores, estamos iniciando com este texto à nossa nova coluna: “Espaço Missão África - Moçambique”. Confesso que foi difícil encontrar um missionário que percebesse a importância de falar sobre missões utilizando outra ótica, que não fosse à tradicional, com textos formatados e informações básicas.

O que vamos trazer para vocês é um conjunto de pormenores, que de uma forma geral, passa despercebido no cotidiano da atividade missionária. Evidentemente que essa “linha de trabalho” não vai desconsiderar outras informações também importantes, já que nossa ideia é “jogar por terra” noções fantasiosas deste chamado, mostrando a realidade e o agir divino na obra missionária, relatados por quem vive a prática e não a forma teórica e missões.
O nosso missionário, que a partir de agora passa a ser seu o que significa que você deve orar por ele e ajudá-lo da forma que for possível, é o irmão Ezequias Samuel da Rosa. Nascido no Espírito Santo (literalmente) na cidade de Alegre, mas que desde os dez anos mora no Estado do Rio de Janeiro. De uma família de seis filhos, onde quatro são pastores e dois missionários, onde se contarmos o pai cinco deles se chamam Ezequias Samuel, ele é o único que neste momento está fora do país.

Ezequias pertence à Igreja Cristã Casa de Oração que fica em Angra dos Reis, RJ. Ele tem 43 anos, é casado ( mas nesse momento se encontra sozinho na obra) e está na África, mas especificamente em Moçambique na cidade de Tete.Ele, como outros missionários em outros países, exerce uma atividade secular numa empresa de construção civil, já que essa atividade é a única fonte de fomento da sua sobrevivência e também de toda ação missionária gerada por seu trabalho. Segundo suas próprias palavras sobre a obra ela: “Está numa boa fase, temos umas 30 congregações, sendo algumas de tijolo, outras de pau a pique e o restante de capim. O material utilizado para fazer o telhado é diverso: Folhas de zinco, lona de plástico e capim”.

As duas maiores dificuldades para o nosso missionário foram o idioma(se fala Inglês e português e vários dialetos, os mais próximos do português são conhecidos como: Sena - Hungue - Titheua - Machangana) e a alimentação (Ratos e gafanhotos fazem parte da alimentação local, além de que 90% do que se come é feito a base de angu e milho branco, acompanhado de caldo de peixe - com um cheiro horrível- numa só panela servido com a mão. A higiene é praticamente zero).

Apesar de contar somente com o apoio de um irmão brasileiro ( que por sinal é seu primo e trabalha na mesma empresa) e alguns obreiros formados na prática e na urgência do dia a dia, o resultado desta missão é impressionante, a obra já congrega um total de 1000 pessoas, sendo que a metade já tem algum entendimento e a outra está acompanhando ainda o movimento das outras pessoas.

Na opinião do Ezequias algumas coisas impedem que o resultado seja ainda melhor, como por exemplo:

a) A falta de bíblia para todas as pessoas que estão sendo evangelizadas.

b)Falta recursos para preparar pessoas e material didático.

c) Falta transporte para deslocamento dos membros. As distâncias são enormes entre um ponto e outro.

d)Falta recurso para alimentação do povo.
Bem, encerro aqui nosso primeiro texto desta coluna. Ele abrirá a partir de agora portas para as mais diversas questões dentro da missão Moçambique. Se você leitor quiser saber alguma coisa específica pode perguntar, nós repassaremos ao missionário e transformaremos a sua pergunta e a resposta dele em objeto de debate para todos os visitantes. Só para você ficar com "água na boca", ontem por volta das 16h30min nós dois conversamos e eu me despedi dizendo que iria me preparar para o culto noturno, do outro lado (Moçambique) era aproximadamente 21;00, e o Ezequias estava chegando naquele momento de um mutirão, eles estão levantando mais uma igreja (a segunda) para glória de Deus.
Que Deus abençoe o nosso missionário e também todos os outros que estão espalhados pelo mundo.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
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domingo, 25 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Nosso entrevistado desta semana (26/09) é o Pastor Antônio Mesquita da Assembleia de Deus

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Amados do Senhor Jesus e queridos visitantes. É com alegria que trazemos para sua instrução e reflexão a entrevista realizada com o Pastor Antônio Mesquita.

A exemplo dos entrevistados anteriores, ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas como todos que estão participando deste "projeto de opinião", além de ter sido muito atencioso à nossa solicitação, demonstrou também muita simplicidade ao tratar nossa ideia com  naturalidade, o que certamente  é um diferencial dentro de um universo evangélico distorcido na forma de tratar a comunhão dos santos .Sobre seu currículo, além da entrevista abaixo, você pode consultar a matéria http://minreligare.blogspot.com/2011/09/pastores-suas-vidas-e-seus-ministerios_23.html  

Entrevista:

Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?

Antônio Mesquita, 55 anos.


É casado(a)? Com quem? Tem filhos? Quantos?
Casado com Lucene Malfará Mesquita e filhos Cristian, Lilian e Elen.

Há quanto tempo pastoreia?
Sou ministro do Evangelho desde 1995.


Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?
Sou jornalista e já atuei em alguns órgãos seculares de comunicação, como também gerenciei o Departamento de Jornalismo da CPAD; sou autor dos livros Tira-dúvidas da Língua Portuguesa, (‘pecados’ gramaticais do dia-a-dia); Pontos Difíceis de Entender (dúvidas, traduções, descobertas científicas etc); Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; Fronteira Final (Escatologia contextualizada); Manual da Nova Ortografia da Língua Portuguesa (CPAD); presido o Conselho de Comunicação da CGADB e sou graduado em Teologia pelo Ibad.

Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?
Assembleia de Deus.


Como definiria o exercício pastoral?
Como verdadeiro sacerdócio a partir da própria convocação divina e não por opção pessoal, conforme descreve Hebreus 5.4: “E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão”.


O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?
Em momento crítico por alinhar-se a teologias perniciosas, como da Prosperidade, Triunfalista, da Confissão Positiva... Escrevi artigo recente, com críticas sobre essa situação, sob o título: Igreja do Senhor dos Céus e igrejas dos senhores da Terra (http://www.fronteirafinal.wordpress.com/).

Como você encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?
No que diz respeito à prática das teologias acima... criam paradigmas totalmente alheios às regras cristãs e se firmam na crítica paulina: “... homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais”, 1Tm 6.5.


Você defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?
Bem, não existem apóstolos senão os 12. A era apostólica teve um fim específico, para o fundamento doutrinário da Igreja, conforme Atos 2.42; 16.4; Gálatas 2.9 e Efésios 2.20. Fora desses, temos os enviados – os missionários (além língua, fronteira ou cultura), homens dignos e preparados para o estabelecimento do Corpo de Cristo em lugares inóspitos, do ponto de vista da fé cristã. Portanto, alguns, fora do colegiado dos 12, são citados na Bíblia, mas com a ideia do significado da palavra (sua etimologia), e não ao ofício igual ou semelhante aos 12. Fora disso, não passa de marketing pessoal e modismo.

As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas se tornam o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?
Toda e qualquer igreja, em termos denominacionais pode atender satisfatoriamente aos anseios dos fiéis. Para isso, não precisa ‘inventar a roda’, mas seguir os preceitos bíblico-cristãos. As dificuldades se estabelecem a partir da deficiência humana, quando se tenta, por ela, administrar o Corpo. A receita está na Palavra e o paliativo na interferência humana; entre organismo (vivo) e organização (temporal).

Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?

O pastor deve ter o chamado para dedicar-se inteiramente ao rebanho, como engloba o significado primórdio. Ovelhas, por natureza, não dispõem de auto-defesa e nem mesmo berram quando são atacadas. O Lobo consegue dizimar um rebanho sem que elas esbocem reações, como se espera de qualquer animal. Daí a necessidade da forma presencial do pastor. O exemplo está na Bíblia, desde os profetas das Escolas de Profetas no VT e, fora delas, Amós, quanto no NT, com os discípulos, que deixaram suas redes. Porém, deve-se analisar condições e meios, como ocorria com apóstolo Paulo. Ele fabricava redes e mantinha certa independência, às vezes questionada por outros obreiros e por igrejas, acostumadas a cuidar de obreiros visitantes, conforme apologia do apóstolo em Romanos 14. São casos específicos, por necessidade, para o bem da obra e não por orgulho ou manutenção de estruturas pessoais tão-somente.

Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?
Ela ganha pela perspectiva de perseguição por vir, a partir do tratamento de desdém emitido pela sociedade, como resultado de seu alinhamento aos mesmos ideários, reduzindo a divisão entre o sagrado e o profano, tornando-a muito tênue. Esse retrato está em oposição ao da fase de João Batista, totalmente alheio aos respeitos humanos e média política: “Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia”, Mc 6.20. O que se ganha na Terra, perde-se em dimensão nos Céus! Temos de ser peregrinos e forasteiros na Terra e cidadãos dos Céus e não mudar essa ordem: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma”; “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”, 1Pd 2.11 e Ef 2.19.

No universo da sociedade brasileira, o que você considera como sendo o maior perigo para uma vida coerente como Evangelho?

Problemas advindos desde a colonização, como a ausência de Educação; a propensão à libertinagem; identidade cultural ruim e falta de identidade nacional e de raízes, que leva o país a um verdadeiro salva-se quem puder, são riscos diários. Os representantes públicos, com raríssimas exceções, devem ser vistos como verdadeiros corsários. Formamos um povo tolerante e, com isso, facilmente enganado.Some-se a isso a nossa forma de expressar. A exemplo de todos os povos latinos, refletimos muito a partir do sentimento. Somos mais emocionais que racionais e, por isso, uma sociedade doente, terreno fértil para espertalhões.

Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?
Analise o que ocorre hoje no mundo, para perceber, sem esforço, que a Bíblia é tão atual quanto à descoberta da mídia social. O cumprimento profético é de notável precisão e pode-se garantir a veracidade bíblica, como a promessa do Retorno do Senhor! A observação bíblica antecipa, mais uma vez, aos fatos finais, diante da toda a degradação humana, e sentencia: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”, Ap 22.11. 
A liberdade de expressão é um sagrado direito dado ao homem. Mas toda crítica deve ser feita com racionalidade, conhecimento de causa e respeito. 

Através do sistema de comentários do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa deste tipo de exercício.
Em Cristo
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ESAPAÇO MISSÃO ÁFRICA - Nova coluna que será inaugurada em breve

Amados visitantes e irmãos em Cristo, estamos elaborando uma nova coluna para nosso blog. Nela estaremos compartilhando a vida e o cotidiano de um missionário brasileiro que está na obra do Senhor em outro país. Vamos tratar dos mais variados assuntos, sendo a coluna uma excelente oportunidade para todos conhecerem uma pouco mais de missões transculturais. Quem sabe se acompanhar esta coluna, não despertará no seu coração um chamado missionário.

Detalhe, você poderá sugerir perguntas a serem feitas ao missionário.  

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com o leitor. Aqui é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.
 
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Nosso próximo entrevistado é o Pastor Antônio Mesquita

 A entrevista com o pastor Antônio Mesquita será postada na próxima segunda-feira, até lá, conheça um pouco do nosso próximo entrevistado:

Antônio Mesquita é ministro do Evangelho, jornalista e graduado em Teologia pelo Ibad (Pindamonhangaba-SP). Após terminar o seminário dirigiu igrejas na região de Catanduva, Marília (onde coordenou e ministrou aulas na primeira extensão da Escola Teológica Pastor Cícero Canuto de Lima-Belenzinho-SP), e Jales. Nestas regiões trabalhou e aprendeu com os honrados servos do Senhor, pastores José Dutra de Moraes (discípulo de Bruno Skolimovisk, Alfredo Reikdal, João Alves Corrêa e Cícero Canuto de Lima); Joel Batista Valadares (discípulo de Alfredo Rudzit e Cícero Canuto de Lima) e Florentino Zacarias (discípulo de Cícero Canuto de Lima). Trabalhou em rádio, tevê e jornais como Diário da Região (um dos 5 maiores do interior de SP), em S. J. do Rio Preto e em suas sucursais de Votuporanga e Catanduva. Começou no O Regional em 1972, um dos primeiros jornais do interior de SP a adotar o sistema ofsete); na Tevê Morada do Sol (Araraquara) e Folha de São Paulo (S. José do Rio Preto). Em 1997 mudou-se para o Rio de Janeiro ao ser contratado pela CPAD, onde atuou como gerente de Jornalismo e repórter do Programa de tevê Movimento Pentecostal. Atua como vice-líder da Assembléia de Deus do Fonseca, Niterói (RJ). Também é presidente do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB e vice-presidente da PAS – Patriarca Assistência Social. É autor dos livros Tira-dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; Pontos Difíceis de Entender; Fronteira Final e Manual da Nova Ortografia (CPAD). Sua experiência profissional já o levou para a Europa, Oriente Médio, África e Estados Unidos, além de quase todos os Estados brasileiros. Ministra palestras sobre Comunicação, Ética e Postura Cristã, Escatologia, Doutrinas Bíblicas, Educação Cristã/Teologia, dentre outras. Casado há 30 anos com a irmã Lucene Malfará Mesquita, com quem tem três filhos, Cristian, Lilian e Élen e a neta, Livian.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Uma resposta para o mundo.

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com o leitor. Aqui é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.

Na noite que passou, peguei para reler o livro “O mal e a justiça de Deus”, do escritor N.T.Wright. Decidi fazer uma segunda leitura da maioria dos livros que tenho em casa, já que nossa memória não armazena, da forma que gostaríamos todas as informações que temos contato. O tema (o mal) é extremamente complicado e difícil, o que neste livro é minimizado pela facilidade do autor em lidar com o assunto e também, pela sua forma clara e simples de comunicar suas idéias. Wright apesar de um grande erudito, principalmente em relação ao Novo Testamento, escreve com  conhecimento de causa, dando vida as palavras que utiliza em seus textos, onde aborda este assunto tão complexo. Recomendo a leitura do livro me questão.
Mas a minha intenção com esse texto não é falar sobre o livro citado acima e nem do seu autor, o que desejo é chamar sua atenção leitor para a questão do mal, que é real e companheira da humanidade em toda sua história. Pegando uma “carona” no prefácio do livro, encontramos na sua finalização a seguinte conclusão: (As pessoas que morreram nos grandes desastres dos primeiros anos do século XXI, nos lembram que não nos compete “solucionar” o “problema do mal” neste mundo, e que nossa missão principal não é responder a questões filosóficas complexas, mas sim manifestar os sinais do novo mundo de Deus, com base na morte de Jesus e no poder de seu Espírito, mesmo em meio a “esta era perversa”).
 
No meu entendimento Wright é preciso em sua conclusão quando adota a prática como caminho para geração de uma resposta para esse mundo. Muitas vezes gastamos tempo demais utilizando argumentos teológicos, filosóficos, biológicos, históricos e outros “cos”, para explica algo que até enxergamos de longe, como o horizonte, mas como ele, não é tangível e nem mensurado.
 
A nossa resposta para esse mundo assolado pelo mal deve ser um vislumbre em nossas vidas de um mundo além deste, onde todas as coisas em Deus serão muito diferentes. Isso sim deve ser encarado como nosso grande desafio contemporâneo, mostrar sinais desse novo tempo tornando público e sem nenhuma vergonha, a obra expiatória de Cristo, bem como o poder do Espírito Santo que nos envolve. Para isso, precisamos ter convicção do teor desta obra, entendê-la em profundidade para proclamá-la em todos os níveis da nossa sociedade e sem nenhuma vergonha do nosso discurso ser confundido com parábolas mitológicas, até porque, o princípio que envolve a redenção da humanidade em Cristo é perfeito.
 
Nenhuma das ciências conhecidas apresentou até o momento uma resposta satisfatória para a origem do mal e nem mesmo uma solução para ele. A tentativa dos iluministas do século XVIII de considerar a falta de iluminação (ausência de conhecimento do povo) como origem e ao mesmo tempo a solução do mal, caso conseguissem inverte essa condição (compartilhando conhecimento com o maior número de pessoas, o que aconteceu de fato), naufragou junto com a dialética hegeliana (que trazia em seu arcabouço a ideia do progresso automático) e os esquemas de Kant, diante das duas grandes guerras mundiais ocorridas na primeira metade do século XX.


Em vistas destes fatos, precisamos ter consciência que o Reino de Deus que habita em nós é a melhor resposta para o mundo em relação as suas dúvidas, inclusive sobre a questão do mal, devendo ser manifesto através de uma postura da igreja coerente não com os aspectos deste mundo atual, mas com o vindouro, onde todas estas questões já estão resolvidas.
A esperança de um novo céu e uma nova terra não pode abandonar nossos corações e nem a nossa fala, devem fazer parte de nossos pensamentos e dos nossos discursos, só assim, esse mundo encontrará a resposta que tanto procura.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Um dia dedicado aqueles que estão com o coração duro em relação a Cristo

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Hoje resolvi dedicar meu dia as pessoas que não aceitaram Cristo. Sei que o objeto da minha dedicação é extenso, algo em torno de bilhões de pessoas dispostas em espaços geográficos imensos, bem como distantes, mas tenho convicção que a obra de fato é realizada por Ele, sendo o meu papel nesse dia pensar nessas pessoas, interceder por elas, chorar e compartilhar com nossos leitores alguns pensamentos a respeito deste grupo, como estou fazendo neste exato momento através deste texto que será postado em nosso blog e via mensagens menores no facebook.

Também tenho consciência que nem toda extensão da minha interseção, mesmo que toda ela fosse atingida pela Palavra, mudará de posição, permanecendo uma grande parte distante de Cristo até o fim de cada uma delas. Essa é uma realidade que me choca a cada dia, quando penso em quantos estão morrendo sem a salvação que existe em Cristo. A Igreja muitas vezes falha no seu ofício de proclamar o Evangelho, mas independente disso, é duro pensar que existem pessoas que simplesmente endurecem o coração e decidem viver do seu próprio jeito essa vida e a próxima na eternidade, na qual elas “romanticamente” acreditam que terão paz e descanso.

Alguém me ligou neste exato momento em que escrevo por conta de um comentário (que estou dedicando esse dia aos condenados por Deus) no facebook e me fez a seguinte pergunta: “Pastor não é utopia ou até mesmo pretensão sua achar que pode dedicar seu dia a esse número enorme de pessoas que não aceitaram Cristo, o senhor acha que o seu dia vai fazer diferença?” Respondi para ele, e talvez para você que nos visita no blog, que utopia e pretensão se encaixariam melhor na minha vida se eu não me importasse com essa situação e com as pessoas envolvidas nela, crendo que nada posso fazer.Particularmente, quando chego ao ponto de achar que não tenho o que fazer por alguém, choro por ela, mas não deixo de expressar minha “mistura” com o Espírito de Deus.

A rede facebook deve ser usada com cuidado, mas preciso admitir que ela me ajuda muito a interceder por vidas, já que na rede muitos que conheço e que não conheço se expressam de forma livre, manifestando sua distância de Deus através das suas atitudes e palavras. Diante do facebook às vezes choro quando encontro alguém esbanjando (de forma falsa) alegria e felicidade porque saiu para beber na noite anterior e “tomou todas”, quando vejo jovens se vangloriando (mesmo que seja de forma implícita) do sexo ilícito que praticaram com “suas gatas” ou “gatos”, quando observo pessoas bem sucedidas financeiramente ou profissionalmente declararem “sua onipotência”, quando vejo outros ridicularizando a fé em Cristo porque Deus para eles é qualquer coisa e mesmo assim secundária, quando vejo pessoas abençoadas pela graça divina lidando com suas vitórias como se elas fossem seus troféus, símbolos da sua independência de tudo e de todos.

Distante desta visão, como muitos outros que encontraram Cristo, encontra-se o escritor deste blog, que na sua insignificância vai passar esse dia como Deus colocou no seu coração, intercedendo e chorando por essas almas, não por desespero, mas como uma prova que o amor de Deus habita em mim. Que você leitor me ajude em oração neste dia a realizar essa dura tarefa, já que estou sentido, pelo Espírito, a dor da perda destas almas, que independente do comportamento, têm um valor enorme para o meu Pai.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

Minreligare.blogspot.com

pauloflecha1000@hotmail.com

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - O entrevistado desta semana é o pastor Celso Brasil da Assembleia de Deus

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Bom dia aos santos do Senhor e também aos queridos visitantes. É com alegria que trazemos para nossos leitores mais uma entrevista da nossa coluna: “Pastores, suas vidas e seus ministérios”.O nosso entrevistado desta semana é o pastor Celso da Costa Brasil, pastor presidente da Assembleia de Deus do Fonseca, Niterói, RJ.( Rua Teixeira de Freitas, 308 - Fonseca (próximo ao ponto final do 23).

Como alguns pastores entrevistados pela nossa coluna, não conhecemos pessoalmente o pastor Celso Brasil, nossos contatos começaram quando enviei para ele um e.mail agradecendo a liberação de uma obreira do seu ministério para contar seu testemunho em um evento de nossa igreja. A partir de então, temos trocado informações e matérias relevantes ao Reino de Deus. Mesmo que nosso contato até agora tenha sido online, posso afirmar a respeito do nosso entrevistado que ele demonstra em suas palavras muito temor a Deus e respeito por seus semelhantes.

Obrigado pastor Celso Brasil por encontrar tempo para nos abençoar com suas respostas.

Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?
Celso da Costa Brasil - 56 anos.

É casado? Com quem? Tem filhos? Quantos?
Casado com Sára Pires Brasil e tenho duas filhas Caroline e Rachel.

Onde reside (cidade)?
Em Niterói.

Há quanto tempo pastoreia?
Há 25 anos.

Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?
Sim.

Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?
Assembléia de Deus.

Como definiria o exercício pastoral?
Um sacerdócio para ser exercido com dedicação no sentido de zelar, cuidar, orientar e conduzir as pessoas as quais Deus nos confiou.

O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?
Um momento de crise e, como toda crise, uma oportunidade de promover mudanças que venham contribuir para uma igreja realmente comprometida com o Reino de Deus.

Como o pastor Celso encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?
Não formei nenhuma opinião sobre.

O pastor Celso defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?
Idem

As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas se tornam o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?
Um líder não deve ser centralizador, mas saber preparar obreiros e delegar aos mesmos, responsabilidades de acompanharem as necessidades de uma igreja, independentemente da quantidade de membros. Penso que um rebanho menor é o ideal.

Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?
Não, creio que o melhor é dedicação exclusiva, no meu caso não foi possível, tenho que contar com uma grande rede de colaboradores.

Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?
A igreja ganha quando levanta sua voz em favor do mundo se engajando nas questões sociais, mediando o evangelho genuíno de Jesus. Está perdendo quando não sai das quatro paredes e não promove um evangelho integral.

Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?

"Crê no Senhor Jesus. E será salvo você e sua casa".

Através do sistema de comentários do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa deste tipo de exercício.
Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

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