Estamos abertos a convites para:

CONVITES SÃO ACEITOS INDEPENDENTE DO TAMANHO DE SUA IGREJA E LOCALIDADE DELA, SEJA NO BRASIL OU NO EXTERIOR. FALE CONOSCO ATRAVÉS DO E.MAIL(pauloflecha1000@hotmail.com)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Por que algumas pessoas ficam frustradas com seu chamado ministerial

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com você. Aqui é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo.

Neste último ano comecei a observar que 80% das pessoas (de outras igrejas) que vinham ao nosso ministério buscar aconselhamento, estavam frustradas ministerialmente.

Confesso aos nossos leitores que no início não me dei conta que esse número era tão significativo, mas com o passar do tempo, fui percebendo que a frieza espiritual e a falta de interesse pela igreja narrado pelos aconselhados, na maioria dos casos, já que evidentemente não estamos falando aqui de uma regra, tinham origem na decepção ou mesmo, no aparente fracasso da vida ministerial de cada um deles.
 
Um detalhe curioso sobre essa questão: uma boa parte deste grupo está frustrada com um "chamdo" que nunca teve  início de verdade. Muitos irmãos confundem "chamado ministerial" com outras atividades desenvolvidas dentro da igreja durante sua permanência nela.

Neste ponto da matéria considero importante, para entendimento e organização da linha de raciocínio, trazer à memória como tudo começa na vida do crente, ou melhor, dizendo, como o processo do "chamado ministerial" se desenrola de uma forma geral na vida dos filhos de Deus.Ao aceitar Jesus somos inseridos no Corpo do Salvador. Na comunhão do cotidiano o Espírito começa a dar sinais do chamado ministerial de cada um, convencendo o cristão da vontade de Deus na vida dele. Dependendo da visão da igreja, a comunicação vai sendo estabelecida de diversas maneiras na mente do novo filho de Deus até que ele, de forma madura, tenha convicção suficiente para não duvidar do chamado específico de Deus para sua vida em relação ao Reino.

Pelo que tenho percebido em nossos aconselhamentos, é neste ponto que ocorre uma grande confusão na mente dos nossos irmãos. Ao terem convicção do seu chamado, muitos confundem suas atividades  na igreja local como sendo "a parte que cabe a eles na concretização do projeto ministerial de sua vida", ou seja, continuam a fazer as mesmas coisas que sempre fizeram, dando a Deus as mesmas respostas que sempre deram, acreditando que ocorrerá um passe de mágica e que Deus transformará os irmãos A,B,C,D em pastor, evangelista, missionário, mestre.... de um dia para o outro.Para complicar ainda mais a história, alguns deles se deixam envolver por completo com as chamadas "atividades de fogo", acreditando que um ministério ( e também o ministro) pode ser sustentado (no sentido de fazer a vontade de Deus e ficar de pé) dessa forma.

Com o nosso questionamento acima, não temos a intenção de limitar o poder de Deus na vida de quem Ele chama, até porque, O Eterno é onipotente, podendo fazer todas as coisas, mas é importante observar que Ele tem um padrão, que por sinal é demonstrado em toda bíblia, onde devemos perseverar para estabelecer nossas fortalezas de referências.

Em nosso gabinete já ouvi muitas vezes destes irmãos que “Deus não chama capacitados, mas que capacita os que são chamados”. Está frase, que muitas vezes é citada como um versículo bíblico, contribui para que essas pessoas se escondam atrás dos seus erros, que na maioria das vezes reside em não responder ao seu chamado do jeito que Deus espera, permanecendo na zona de conforto que eles estão acostumados. Na cabeça deles tudo vai acontecer como um passe de mágica. Um belo dia eles vão acordar e tudo se fez pastor, missionário, presbítero..... ou um outro chamado do Reino.

Amados Deus é sobrenatural, mas não faz mágica. Esse tipo de negócio não é com Ele e não pertence ao seu Reino. Por isso, prestem bem atenção nesses nomes: Jacó, Paulo (aos olhos dos homens alguém muito capacitado), José, Gideão e tantos outros, todos eles tiveram que ir além do que faziam antes como uma resposta os seus chamados, só desta forma, eles foram materializados. Nenhum deles foi o mesmo ou ficou fazendo as mesmas coisas ou o mesmo esforço, todos evoluíram em caráter, conhecimento e piedade no sentido bíblico. Independete disso, tudo sempre será pela graça divina, que mesmo assim não é mágica.

Resolvi escrever esse texto por dois motivos: 1)Devido ao grande número de pessoas frustradas ministerialmente.Dessa forma acredito que a matéria possa despertar algumas que já estão nessa situação e também prevenir outras de caírem nela. 2)Observei que em nossa igreja, apesar de ser ainda muito pequena, esse fenômeno já está se manifestando .Sendo assim, desejo deixar para os nossos leitores o mesmo conselho que já dei aos membros de nossa igreja após identificar  os sinais deste processo:

“Amados, ninguém é obrigado a responder ao seu chamado do Jeito que deve, mas em contrapartida, não alimente fantasias ou ilusão sobre a realização dele, acreditando que tudo irá se cumprir independente da sua atitude. Se você  deseja ficar na zona de conforto, essa decisão é um direito seu, mas não alimente sonhos de ser ministerialmente o que Deus chamou você para ser dentro do Reino”.

A propósito a frase “Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo, só depende da nossa vontade e perseverança" é de autoria do cientista Albert Einstein. É certo que Deus capacita, seja alguém com algum conhecimento ou não, porque Ele é Deus e aos seus olhos todos nós somos incapacitados, mesmo que seja o maior cientista do mundo. Mas como bem observou nosso amigo cientista, é necessário vontade e perseverança.

Quer ser o que Deus te chamou? Comece a mudar sua vida, seus valores, suas prioridades hoje, busque conhecimento, experiência e acima de tudo, humildade diante de Deus e de seus irmãos. Amados, Espero que o texto responda as dúvidas de alguns leitores e de outro lado desenvolva a reflexão de muitos, já que chamado de Deus é coisa séria, que não deve ser vivido de qualquer jeito.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - O entrevistado desta semana é o Bispo Metodista Josué Adam Lazier

Escolhemos para a nossa segunda entrevista o Bispo Josué Adam Lazier. Pessoalmente nunca tive a oportunidade de está com ele, nem mesmo durante os oito anos que servi ao Senhor na Igreja Metodista na cidade de Niterói, mas nesses últimos dois anos, suas cartas pastorais (ele chama de texto) divulgadas em seu blog (http://josue.lazier.blog.uol.com.br/) têm se tornado um verdadeiro guia para minha atuação pastoral.

Além de sua experiência eclesiástica e didádica na comunicação, características notórias do seus escritos, o Bispo nos parece um servo do Senhor humilde, ao ponto de disponibilizar tempo para participar do projeto da nossa nova coluna. Queremos agradecer mais uma vez ao Bispo Josué e registrar junto aos nossos visitantes que muito temos a aprender com a experiência do entrevistado, mesmo que alguns venham a não concordar com alguns dos seus pontos de vista.

"Independente de termos respeito e até admiração por muitos dos entrevistados que aparecerão nesta coluna, suas respostas, como a do Bispo Josué, não são obrigatoriamente a opinião do autor do blog, mas a ideia desta coluna é exatamente esta": "ouvir, refletir, debater e chegar à um núcleo que nos seja comum dentro do Evangelho" .

Perguntas:
Qual é o se nome completo e sua idade ( no caso das pastoras a idade é dispensável)?
Josue Adam Lazier – 52 anos

É casado(a)? Com quem? Tem filhos? Quantos?
Casado há 28 anos com a Joceli e tenho dois filhos, Tiago, 26 anos e Lucas, 23 anos.

Onde reside (cidade)?
Piracicaba - SP

Há quanto tempo pastoreia?
30 anos

Além de pastorear exerce outra atividade como profissão secular?
Até o ano passado não. Desde janeiro deste ano exerço uma pró-reitoria em Universidade da Igreja Metodista.

Em que igreja (ou denominação) se encontra no momento?
Sempre fui da Igreja Metodista.

Como definiria o exercício pastoral?
Para definir diria que o ministério pastoral é carisma dado pela igreja, é caráter e caridade (amor). Sem carisma não há qualidade no ministério que se exerce, sem caráter não há autoridade nas ações pastorais e ministeriais e sem caridade não dá para chegar ao coração das pessoas que pastoreamos. O exercício pastoral é amor, serviço, doação e convivência.

O que pensa do momento que vive a Igreja (protestante/evangélica) Brasileira de uma forma geral?
Estamos vivendo num período onde se instalou, dentro do mundo evangélico, um movimento buscando sucesso nos moldes do capitalismo e do modernismo. Para este movimento o que vale é a eficiência na pregação, nos cultos, etc. Se os objetivos são bons ou não é relegado à segundo plano. Pregadores se tornam “executivos religiosos” buscando sucesso em tudo o que fazem. Há a venda de produtos dos mais variados tipos e para todos os gostos. Há reuniões das mais variadas formas e com todo um aparato de tecnologia e marketing para atrair um público cada vez maior. Estas comunidades de fé (se é que merecem tal nomenclatura) vão se instalando em diversos pontos da cidade, sobretudo das grandes metrópoles. Constroem grandes prédios. Sustentam programas de televisão e rádio. Neste movimento o pastor deixa de pastorear. Raramente conhece suas ovelhas. Não visita. Não acompanha doentes ou idosos, salvo se estiverem dentro do templo. Tornou-se um profissional especialista em pregar, curar, vender produtos, arrecadar ofertas, fazer publicidade da sua igreja, etc. Busca e alcança status e riqueza. Anda bem vestido, com carrões, acompanhado de segurança, etc. Sem contar aqueles e aquelas que agem como “mercenários”. Além dos produtos vendem-se curas, libertações, empregos, carros, etc. Há missiológos, evangelistas e pregadores que ensinam que vale tudo para colocar gente dentro dos templos e assim “fazer a igreja crescer”.

Como você encara, na sua visão teologia, o movimento neopentecostal que atualmente é tão combatido pelas igrejas históricas, reformadas e pela pentecostal histórica?
Vejo como um movimento que minimiza a convivência cristã a partir dos valores do Reino de Deus e impõe uma cultura consumista e práticas travestidas de cristãs que não encontram fundamentação bíblica e teológica.

Você defende o movimento dos apóstolos do século XXI, como o do René Terra Nova?
Não e lamento que este movimento esteja se tornando modelo para igrejas que historicamente têm eclesiologias bem fundamentadas.

As igrejas de grande porte (para mensurar digamos acima de 1000 pessoas) conseguem atender as necessidades do rebanho ou elas acabam se tornando o paraíso dos crentes que não querem ser incomodados no seu caráter?
Se houver um ministério pastoral compartilhado com a liderança da igreja é possível que o pastoreio nas igrejas grandes seja uma ação efetiva e agregadora de valor. Já vivenciei esta situação e posso atestar que é possível, embora apresente muito trabalho e comprometimento para a pessoa que exerce o pastorado e a liderança.

Baseado não sua experiência, você acredita que um pastor consegue conciliar um atendimento eficaz ao rebanho e a igreja de uma forma geral, com uma vida profissional secular com carga horária de 8hr/ dia?
Não. É muito difícil pastorear sem que a convivência seja uma constante. No entanto, o ministério de pastores que se dedicam voluntariamente a servir a Deus deva ser valorizado, pois há lugar para esta prática pastoral. O que eu crítico é quando o ministério pastoral se transforma num “bico”, ou seja, numa atividade inconsequente e sem comprometimentos.

A gestão (não domínio) pastoral da vida do rebanho está sendo abandonada pela maioria dos pastores? Caso afirmativo, isso pode gerar uma mutação deste dom?
Considero que o ministério pastoral está deixando de ser referência de vida cristã marcada pelos valores do Reino de Deus e se transformando em “gerência” dos interesses da denominação. Neste sentido, já refleti sobre esta temática a partir de duas metáforas: a do aprisco e a do curral, fazendo uma comparação. Para encurtar a conversa, acredito que o modelo do curral está se tornando uma prática comum entre as diferentes denominações.

Em que área do cotidiano você acredita que a Igreja está ganhando? E onde está perdendo?
Seria uma resposta muito longa...

 No universo da sociedade brasileira, o que você considera como sendo o maior risco para se ter uma vida coerente com o Evangelho?
Uma sociedade corrupta, violenta contra mulheres e crianças, descuido para os com menos favorecidos e falta de uma educação que forme cidadãos conscientes e críticos. A Igreja não pode ser neutra e nem atuar para legitimar o modus vivendi, pois isto contribuirá para a minimização dos valores do Evangelho.

Qual a pergunta que você faria a quem for entrevistado(a) nessa coluna e qual seria a sua resposta para ela?
Se a pessoa foi capaz de amar algum membro da igreja que só lhe causava problemas, críticas e repugnância. Se foi, como eu tive que aprender com muita perseverança no altar de Deus, com certeza está sendo um canal de benção nas mãos de Deus.

Entre cristãos e não cristãos temos uma média de 100 visitantes/dia neste blog. O que ao final desta entrevista você diria para eles?
Sejam caridosos uns com os outros, pois a caridade é o primeiro passo para o amor, que é maior dom e o maior sinal da presença de Deus em nossas vidas.

Através do sistema de comentários  do blog, nossos visitantes podem emitir opiniões, discordar, concordar e opinar sobre a entrevista e as respostas dos nossos entrevistados. Pedimos apenas que em tudo haja amor na forma de se expressar e bom senso na forma de criticar. Por favor registre sua opinião, ela é muito importante para nossa reflexão, o cristão precisa  deste tipo de exercício.


Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - A depressão de 1929 passou, mas deixou sua marca: "O individualismo moderno".

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir mais com você. Aqui é um espaço onde você não precisa ter medo de se expressar, nós somos uma família em Cristo. 


Estamos em estado de paz e de crescimento econômico, mas o arcabouço à nossa volta parece de "guerra e de depressão econômica" em função da prática comportamental  denominada "individualismo moderno".

Esta semana assisti ao filme “águas para Elefante” e tive a triste oportunidade de observa em algumas cenas e situações, como foram deploráveis as relações humanas no ápice da grande depressão econômica de 1929.
Tais comportamentos chegaram e chegam até os dias de hoje, a desqualificar o que chamamos comumente de humanidade no sentido posítivo (sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos), característica inerente a todo ser humano.

Esse episódio da história mundial foi tão grave que certa vez, quando cursava MBA na FGV, estudando o aspecto filosófico da ciência econômica com um grupo de alunos, lemos (não lembro onde) que o conceito moderno de individualismo (doutrina moral, econômica ou política que valoriza a autonomia individual, em detrimento da hegemonia da coletividade despersonalizada, na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais) foi cunhado nesse período, já que literalmente, a grande depressão levou cada pessoa a lutar por sua sobrevivência, fazendo com que muitos virassem as costas para seus cônjuges e filhos, preocupando-se exclusivamente com o seu ser.

Foi um período triste da histórica econômica e social mundial, onde muitos aproveitadores lançaram mão do pior que habita em nós para tirar proveito da miséria que tendia a se generalizar naqueles tristes anos. Esses gananciosos eram chamados pelos oprimidos de aproveitadores da miséria alheia (qualquer semelhança com a realidade brasileira atual é mera coincidência rs,rs,rs,...).

A segunda guerra mundial é considerada como marco de encerramente desse período, mas ao olharmos o século XXI, identificamos que alguns comportamentos do período da grande recessão foram incorporados conscientemente ou não ao nosso viver , fazendo com que em tempos de paz e prosperidade econômica (pelo menos na visão governamental), tenhamos atitudes e comportamentos como os do tempo de guerra ou da "grande depressão".

Para exemplificar o que foi dito no parágrafo acima, deveríamos falar dos aproveitadores de hoje, mais especificamente no cenário brasileiro, mas isso seria completamente desnecessário aos nossos leitores, já que eles (os aproveitadores) atuam de maneira muito clara, tendo em vista a impunidade que impera na prática deste delito em nosso Estado Democrático de Direito .Todos nós sabemos seus nomes, já que a impressa, (a mesma que estão querendo regulamentar, ou seja, limitar sua atuação) revela a cada matéria todas as informações , seja via jornal em papel, televisão ou internet.

Agora esse tal de individualismo..., ele sim, tem atuado de várias maneiras em nosso meio social e de certa forma, agindo disfarçado através de conceitos politicamente corretos (correto para quem cara pálida?).Neste momento queremos citar em especial as relações familiares.Dentro da relação marido e mulher podemos enxerga sua atuação na prioridade que um dos dois ou ambos os cônjuges, atribuem ao sucesso profissional, colocando-o como meta de vida e acima de todas as outras relações humanas. Para muitos hoje em dia a prioridade máxima na vida é alcançar seus objetivos profissionais, colocando o casamento e sua relação afetiva com os filhos como algo secundário, que devem ser encaixados dentro da disponibilidade do objetivo principal, e pior, tudo isso respaldado por conceitos de individualismo ditos politicamente correto.

Para o artigo não ficar muito longo vamos encerrar por aqui, na continuação, iremos abordar como essa coisa chamada “individualismo” tem atuado na vida do Reino e dos internautas do Reino. Não percam, com certeza você vai se assustar com alguns aspectos que colocaremos nessa nova matéria.

*(A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo).

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

Minreligare.blogspot.com

pauloflecha1000@hotmail.com

Facebook Paulo E Flávia Nogueira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pastores, suas vidas e seus ministérios - Inauguramos a nova coluna com a entrevista do Pastor Evandro José da Silva. FAVOR CLICAR AQUI.


Amados com a entrevista abaixo inauguramos uma nova coluna em nosso blog. Seu nome é: "Pastores, suas vidas e seus ministérios".

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - A mutação do ministério pastoral

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.

A vida dita moderna alterou em muito a rotina das pessoas e também da família. Hoje não é só o pai que tem pouco tempo para as “coisas da casa e da família”, as mães em geral têm que se dividir entre seu emprego externo, o interno, ser esposa e mãe.

Até os filhos estão com pouco tempo para serem filhos, já que o cotidiano pós-moderno tem tomado conta de todo tempo disponível das nossas crianças, tirando delas de forma arrebatadora a experiência de simplesmente serem crianças e viverem sua inocência, algo que é peculiar à sua fase da vida.

De certa forma, eu diria até mesmo irresponsável, nós temos concordado com o rumo que essas coisas estão tomando em nosso mundo, atenuando nossas consciências com o argumento de que naturalmente nossas famílias aprenderão o que se deve aprender e que no final, tudo dará certo em nossa casa e na vida daqueles que tanto amamos.Como diria o pastor e  grande  pensador presbiteriano Francis Schaffer " Puro romantismo de nossa parte".

Apesar da nossa introdução apontar falhas no relacionamento dos pais com seus filhos, não falaremos diretamente sobre família neste texto, mas sim da relação contemporânea do pastor e suas  ovelhas. Seguindo o “exemplo” das famílias (cristãs ou não) nosso corpo pastoral também tem se envolvido com muitas outras atividades , que na maioria das vezes, não estão ligadas diretamente ao  ministério, deixando assim, o exercício do pastoreio num patamar de importância inferior ao que ele deveria ter, o que compromete em muito, sua eficácia junto ao rebanho.

As exigências da vida, evidentemente em alguns casos existem outros fatores, têm levado muitos pastores a perderem a essência do seu ministério, que é fazer a diferença na vida do seu rebanho através do pastoreio, que não pode ser exercido sem aconselhamento  e conhecimento das necessidades de cada um dos membros.

Esses pastores, que em muitos casos se tornaram uma "mutação", estão atenuando suas consciências, como os pais de família que citamos acima, com o argumento de que tudo acontecerá naturalmente na vida do rebanho, sendo eles aconselhados por seus respectivos pastores ou não. Alguns chegam a usar a graça divina como sustentação de suas teses, idéias loucas defendidas para cobrir suas falhas não assumidas e nem confessadas, que passam longe de uma boa exegese bíblica.

Amados, pastorear não é só dirigir o culto coletivo, ministrar a ceia do Senhor e pregar a Palavra na igreja, pastor só é pastor se estiver próximo de verdade das suas ovelhas, caso contrário, seremos outra coisa que ainda não identificamos. Pastorear significa se alegrar quando a ovelha estiver alegre e chorar quando alguma coisa estiver errada, mas para isso, é necessário conhecê-las de perto e não de longe. O nosso Deus é aquele que atua de perto e de longe, mas ele é onipresente, nós não. Em nosso caso, precisamos está perto de cada uma delas para saber o que está acontecendo, já que a onipresença é um atributo incomunicável do Eterno.


Como as famílias, os pastores precisam encontrar uma solução para conciliar suas atividades com o exercício de seu dom. Não podemos aceitar essa “mutação” no santo ministério, até porque, se deixarmos de ser autênticos pastores, é muito provável que nossas ovelhas nunca sejam autênticas ovelhas. Lembrando-nos sempre que, Deus nos pedirá conta de todas elas.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

Minreligare.blogspot.com

pauloflecha1000@hotmail.com

Facebook Paulo E Flávia Nogueira

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESPAÇO RELEXÃO - Meditando com o Bispo Josué da Igreja Metodista - O beliscão missionário

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.
 
Teria sido o anjo Gabriel um missionário?(http://josue.lazier.blog.uol.com.br/)

O tempo e os períodos são marcados por adjetivos. Já tivemos o período da idade média, da idade moderna, o tempo da brilhantina, a época dos reis, o período das guerras mundiais que não foram munidais, a época dos pacotes econômicos, além de outros.

Na igreja também vivemos de tempos em tempos. Hoje é tempo do missionário, do plano missionário, do pastor missionárido, do missionário missionário, do evangelista missionário, do bispo missionário, do professor missionário, da escola de teologia missionária, do discipulado missionário, do abraço missionário, do orçamento missionário, do subsídio missionário, da reunião missionária, da oração missionária, da benção missionária, do leigo missionário, do currículo missionário, da revista missionária, da catedral missionária, do ósculo santo missionariamente falando.

Tudo é missionário, o Concílio também é missionário, claro, porque os participantes também são missionários acima de qualquer suspeita, assim como a bateria no altar da igreja é missionária, a gritaria durante o culto é missionária, a oferta é missionária, os cânticos são missionários, os evangelhos são missionários, os encontros são missionários, entre outras questões de grande ou pouca relevância.

Mas, pergunto cá com meus botões, onde estão os MISSIONÁRIOS, os mensageiros das boas novas aos pecadores, aos diminuídos, aos de menos valia, aos empobrecidos, aos encarcerados, aos violentados, aos despossuídos?

Já sei: não há lugar para eles nos espaços vitrinais e midiáticos, mesmo porque eles estão muito longe, eles estão onde o povo sofredor está e não têm tempo de discutir se o anjo Gabriel foi ou não missionário.

Vai aí um beliscão missionário, com todo o respeito, missionariamente falando.

Bispo Josué Adam Lazier

Amados,como relatei ao bispo Josué, seus textos além de conteúdo têm muita personalidade. Espero que beliscão missionário possa despertar você para o que realmente interessa.
Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
pauloflecha1000@hotmail.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - O passar do tempo não banalizou a pregação na minha vida.

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.


Esta semana em nosso bairro está ocorrendo um surto de enjoo e desinteira. Na maioria das pessoas o processo está durando em torno de dois dias, chegando a três nas crianças menores.

Por conta deste fato poucas pessoas estiveram presentes no culto de ontem em nossa igreja, mas independente deste ocorrido, à noite foi muito abençoada em todos os aspectos. Por isso, decidi compartilhar sobre ela com nossos leitores através deste artigo.

O culto estava sobre a responsabilidade da sociedade de jovens que além de dirigi, estaria ministrando a Palavra da noite. Este compartilhar de responsabilidade em nossa igreja não é feito só com os jovens, mas com todas as sociedades e ministérios, visando dar oportunidade de crescimento ministerial a todos os irmãos. Mas durante o dia os jovens também foram afetados pelo impacto da virose, informando-me à tarde que eles não teriam nenhuma condição de participar do culto.

Apesar da preocupação com a saúde do grupo, alegrei-me pelo fato de ganhar mais uma oportunidade de dirigi um culto e pregar o Evangelho nesta quarta-feira. Pessoalmente acho interessante perceber que na minha vida o passar dos anos (já foram doze) não anestesiou meu gozo de falar do Evangelho, independente do número de pessoas que irão ouvir.

Na nossa igreja, apesar de ser um princípio nosso dar oportunidade aos irmãos, como citei anteriormente, todo mundo sabe que o pastor é...como se diz na gíria do futebol “fominha” para pregar.Mais interessante ainda, no meu ponto de vista, é que essa alegria não se baseia na convicção de ser um “bom pregador”, o que tenho certeza que não sou, mas na oportunidade que temos nestes momentos de ter acesso a intimidade de Deus, compartilhando posteriormente detalhes dela com a igreja.

Amados, por mais que preparemos esboço e estudemos antes de ministrar a Palavra, existe um sobrenatural que ocorre durante a pregação que só o pregador tem acesso. Enquanto seguimos uma linha determinada anteriormente, Deus compartilha coisas íntimas conosco, que estudo e esboço nenhum alcançam, já que durante a pregação, estamos totalmente dependentes da condução do Espírito, que nos conduz a esses mistérios de Deus.

Certa vez conversava com um pastor amigo e ouvi dele a seguinte frase: “Não agüento mais pregar na minha igreja, toda semana o povo me cobra ministrar pelo menos umas duas vezes. Já não sei de onde vou tirar tanta coisa para falar”. Apesar do meu carinho por ele, fiquei constrangido em deixar passar seu comentário, que me pareceu no mínimo confuso. Sem me desculpar antes, comecei minha argumentação perguntando se havia diferença de fato em pregar na igreja dele ou em outra, o que já o deixou na defensiva. Sem dá trégua engatei a segunda questionando se era a pressão da igreja o único motivo que o fazia pregar. Para encerrar nossa conversa, repeti para ele mesmo ouvi sua última colocação: “de onde vou tirar tanta coisa para falar”. Despedi-me sugerindo que ele pensasse com cuidado em cada uma de suas palavras, porque alguma coisa se perdeu no seu ministério ao longo do tempo.

NÃO DEIXE ISSO ACONTECER COM VOCÊ.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

Minreligare.blogspot.com

pauloflecha1000@hotmail.com

Facebook Paulo E Flávia Nogueira

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Meditando com o meu amigo o Bispo Josué Adam Lazier

Duas ações fundamentais (site do bispo:
A educação cristã está inserida em todas as tradições presentes no Antigo e no Novo Testamento, pois através dela a revelação de Deus foi transmitida, no início oralmente, por diversas gerações e, finalmente, fixado por escrito. Foi um processo lento, mas eficiente, pois diversas tradições foram perpetuadas através dos contadores de histórias, ou seja, pais, anciãos, profetas, sacerdotes, mestres, sábios, poetas e cantores que transmitiram preciosos ensinos.

Através da Educação Cristã o testemunho acerca da revelação de Deus, a celebração e o testemunho sobre o ardor missionário e o propósito no cumprimento pleno da missão, tem sido transmitido de geração em geração, formando e capacitando aqueles e aquelas que se comprometem com os valores do Evangelho de Jesus Cristo.

1. Cuidar do ensino da Palavra de Deus
Neste sentido, o estudo bíblico e a aula na Escola Dominical são atividades que acompanham o mandato e o carisma apostólico do ministério pastoral. O desafio para o pastorado hoje é a docência exercida no ambiente da Escola Dominical e o desenvolvimento da educação cristã nas ações pastorais.

“Em Efésios 4.11-16 aprendemos que a principal função dos líderes pastorais do povo de Deus é a capacitação desse povo para a realização dos ministérios (v.12). Nas pastorais, Paulo alista características que devem compor a identidade dos ministros e ministras do Evangelho – todas no âmbito da ética e dos relacionamentos, com exceção de uma, relativa à função ministerial, que é a do ensino da Palavra de Deus em todas as suas dimensões (I Tm 3.1-7; Tito 1.6-9). Na clássica exortação petrina, o foco da atuação pastoral é o cuidado, o próprio apascentar, a partir do exemplo de vida do pastor, modelo para os fiéis, e um servo de Jesus Cristo que, através do pastorado, busca ser ele mesmo fiel e submisso ao Pastor Supremo (I Pd 5.1-4)” (ZABATIERO, 2003, p. 234).

O Novo Testamento destaca a função do mestre e do ensino. Em I Coríntios 12.28, Paulo coloca o dom do "mestre" em terceiro lugar. O ensino foi fundamental na preparação dos novos membros para o batismo. Foi fundamental também para a transmissão da tradição cristã, que se constituía das palavras, ensinos e atos de Jesus Cristo. Para a compreensão de muitas coisas que Jesus disse e ensinou o uso do Antigo Testamento foi necessário e determinante. Isso dá evidência de que algum método de ensino foi usado e de que a educação cristã na igreja foi observada com bastante rigor.

2. Cuidar da Escola Dominical

O ministério pastoral da igreja, e a liderança em geral, têm uma responsabilidade muito grande no que diz respeito à Escola Dominical. Neste sentido, queremos destacar alguns cuidados que devemos ter para com esta que é a principal agência de educação da nossa membresia, considerando que o crescimento natural da igreja passa pelo processo de formação e de capacitação para a vida e vivencia dos valores do Evangelho de Jesus Cristo.

a) Que a educação receba por parte de pastores e pastoras a devida atenção e valorização, no sentido de se promover a capacitação e formação dos membros da igreja para atuarem nos diversos dons e ministérios, bem como junto aos grupos societários e departamentos de crianças e da Escola Dominical.

b) Que o ministério pastoral oriente e prepare os professores e professoras. Esta é uma função de suma importância para a Escola Dominical. Não se deve improvisar para suprir as necessidades das classes. Aquele ou aquela que vai dar aulas deve estar preparado/a e motivado/a para tal ministério. Deve-se também fazer avaliações periódicas para saber do desempenho dos professores e da participação e aproveitamento dos alunos e alunas. A participação do pastor e pastora neste aspecto é de fundamental importância.

c) Que o material didático e o currículo produzido pelo setor de publicação da Igreja sejam promovidos e utilizados pelo pastor e pastora.

d) Que o pastor e a pastora assumam classes na Escola Dominical, a fim de que esta atividade não seja um apêndice do ministério pastoral. A aula aproxima o pastor e a pastora dos alunos e alunas e abre oportunidades para a tarefa educativa pastoral.

e) Que a Escola Dominical seja o lugar por excelência onde a tarefa educativa da igreja aconteça, seja para orientar novos membros, educar as crianças, jovens e adolescentes, bem como para treinar e capacitar para os diversos ministérios que a igreja necessita para cumprir com sua missão e com seus objetivos. Para que isto aconteça, é necessário que o espaço da Escola Dominical seja priorizado, a começar pelo pastor e pastora da igreja.

Conclusão

Foram apresentadas ações ministeriais para uma igreja em crescimento. Todos os membros são responsáveis pelos mesmos, especialmente pastores, pastoras e liderança leiga. Muitas vezes perdem-se pessoas do convívio da igreja porque não é dada a devida atenção a elas. Outras vezes tiram-se nomes do rol de membros sem o cuidado necessário com as pessoas envolvidas ou sem a preocupação de que outros membros sejam arrolados.

Na perspectiva das ações arroladas, o pastor, a pastora e demais líderes, são como servos/as de Deus em constante comunhão com o Senhor da Igreja, têm empatia com aqueles/as que sofrem e agem com solidariedade e apoio para com os/as enfermos/as, angustiados/as, frustrados/as, marginalizados/as, desesperançados/as, atribulados/as, com o propósito de orientá-los/as e nutri-los/as espiritualmente. Ao fazerem isto, estão ensinando os membros da igreja a fazerem o mesmo, ou seja, desenvolver as diversas ações ministeriais. Atuando assim sempre haverá frutos do crescimento natural da igreja, como resultado do trabalho e da dedicação de todos os servos e de todas as servas do Senhor.


Josué Adam Lazier
(Bacharel em teologia pela Faculdade de Teologia da UMESP– Universidade Metodista de São Paulo, mestre em teologia bíblica: novo testamento pelo Instituto Superior Evangélico de Estudios Teológicos – ISEDET (Argentina), doutor em educação pela UNIMEP – Universidade Metodista de Piracicaba, professor de Teologia Pastoral na Faculdade de Teologia da UMESP, Coordenador de Extensão e Assuntos Comunitários da UNIMEP, bispo assistente da CONEC – Coordenação Nacional de Educação Cristã e DNED – Departamento Nacional de Escola Dominical da Igreja Metodista, Bispo Honorário da Igreja Metodista. Email: jalazier@unimep.br

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Tem alguma Rosely por ai?

Amados do Senhor e queridos visitantes. No texto abaixo apresento a vocês mais um personagem do nosso novo livro, "Meu amigo Peter". No texto  falamos um pouco da Rosely, uma crítica literária casada com  Ricardo, que é dono de uma empresa de marketing. Ela pensou, ao longo do tempo, ter o controle de sua vida e de sua família , mas descobriu de forma "amarga" que ela estava tremendamente enganada, quase perdendo os filhos para as drogas e o marido para a rotina do seu trabalho. O texto é uma parte do livro, que compartilho com nossos leitores enquanto não conseguimos uma editora para finalizar o processo de publicação.

A Rosely não é uma mulher ateia como a primeira vista pode parecer, pelo contrário, ela afirma que acredita em Deus e também de ser uma pessoa religiosa. O seu erro  está na forma   romântica que ela vive essa relação com Deus, não percebendo com isso, que sua escolha cria um abismo entre ela e o Criador, trazendo como resultado sérias conseqüências à sua existência e a tudo que está à sua volta.

A filosofia romântica de vida da Rosely em relação a Deus é muito comum em nossos dias, sendo a prática da maioria das pessoas, podendo ser explicada como alguma coisa do tipo: “ Acredito em Deus, mas Ele (Deus) lá e eu aqui, na minha vida Eu decido, Eu faço, Eu Sou suficiente. Deus é a expressão de um rito, seja no batismo ou em outra cerimônia qualquer, ele já está no meu coração e isso é suficiente em termos de relação e ponto final”. Mas independente da grande aceitação, esse tipo de filosofia de relacionamento não se sustenta com o passar do tempo e a chegada das adversidades , abrindo espaço no interior de cada um de nós para o início das crises existenciais.

A própria história da humanidade, se observada com cuidado os seus personagens, comprova que esse tipo de relacionamento com Deus, superficial  e humanista, não fica de "pé" por muito tempo, sendo  necessário ao longo da vida encontrar uma outra opção, ou melhor dizendo: a única, que é Cristo.

É necessário entendermos que uma hora, a ausência de estruturas espirituais sólidas começa a fazer falta e ficamos com a sensação que toda nossa vida começa a ruir, jogando no fundo do poço casamento, filhos, família, dignidade, honra, princípios, moral e outros elementos fundamentais para uma existência saudável.

Cada um de nós sem exceção,  com alguns acontece mais cedo e com outros mais tarde, um dia vai se deparar com a seguinte verdade: “Deus é a peça fundamental para se viver bem nesta vida e também na vindoura”, tendo assim a oportunidade de mudar o rumo de sua história, como fez o irmão Ricardo naquela “bendita madrugada”( noite em que o Ricardo se converteu).

Mas independente desta oportunidade e de entendermos que não  governamos bem nossas vidas, uma grande parte da humanidade, como a Rosely, resisti em assumi que errou ao se distanciar do Criador, rejeitando seu convite de reconciliação em Cristo, estabelecendo assim em sua vida uma relação superficial com Deus, muitas vezes revestida  até mesmo por uma falsa espiritualidade do tipo: “Eu tenho Deus no meu coração”. Esta é uma frase típica de quem vive esse tipo de vida.Esta é uma parte da Rosely que você vai conhecer quando nosso livro for editado.Por enquanto, analise sua vida e veja quanto dela existe em você.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
pauloflecha1000@hotmail.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ESPAÇO RELACIONAMENTO - Toda relação familiar precisa de um recall.

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.

Queridos, o texto abaixo foi extraído do nosso novo livro que está na fase final de revisão .Espero que ele possa ajudar você que nos visita a refleti sobre suas relações familiares.

Quando tratamos do assunto organização familiar, precisamos entender que regras e métodos não são suficientes para que esta bendita organização (família) funcione da melhor maneira possível, por isso, é necessário reconhecer, seja em que ponto você estiver no seu relacionamento, que nós não estamos preparados para fazer, sozinhos, este organismo familiar funcionar da forma como deve, ou seja, satisfatório para todos os seus integrantes.

A sociedade de uma maneira geral nos prepara para ser um cidadão, um bom profissional, um ativista, um homem, uma mulher, mas "passa longe" de nos fazer entender como devemos agir dentro das relações familiares, até porque, a própria sociedade repudia com veemência a única verdade que pode salvar as relações: "que o homem é um ser caído na sua natureza e que precisa de um toque divino para fazer funcionar suas relações".

A rejeição desta verdade pela nossa sociedade se apoia numa visão humanista do homem, onde ele é visto como um ser que está no centro de tudo, em pé diante da vida, mas a realidade do homem é outra, completamente diferente. Ele não é o centro de tudo, mas Cristo e o homem não está em pé, mas caído diante de Deus.

O homem sem Cristo vai para seu cotidiano como um carro com erro na sua linha de montagem vai para fora da fábrica, ambos precisando de um recall, que literalmente significa “chamar de volta” . No caso dos carros o fabricante faz um comunicado público  para retirar do mercado o componente defeituoso que apresenta risco para o consumidor, tudo  feito gratuitamente. No homem não é diferente, o Pai comunica via o Evangelho que também está nos chamando de volta para trocar o que o que está errado, sendo que só no sacrifício de Cristo esta substiuição é possível e de graça mediante fé na Graça.
 Quanto mais cedo aceitamos a realidade desse erro de fábrica na nossa vida - que é nossa natureza caída- , maior é a possibilidade de ouvirmos o Recall (“chamar de volta”) que existe em Cristo. Só Ele pode verdadeiramente nos ensinar como lidar com as relações familiares, afastando de nossa casa o risco de um acidente por conta da peça defeituosa que nasceu conosco.

Seu casamento não precisa acabar em divórcio e nem você ser infeliz dentro do relacionamento, Cristo te ajuda a fazer a diferença, ele faz um recall em você e na sua situação de graça, mudando tudo que é necessário.
Pense nisso, existe um Recall sendo entoado por Cristo para corrigir nossas dificuldades inteiramente de Graça, para que sejamos felizes não só nesta vida em nossos relacionamentos, mas também na eterna em nosso relacionamento com Deus.

 
Vai um recall ai?





Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

Minreligare.blogspot.com

pauloflecha1000@hotmail.com

Facebook Paulo E Flávia Nogueira

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Regeneração batismal e batismo infantil.

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.

Bom dia a todos os nossos leitores. Registro minhas saudades em escrever diariamente para vocês, mas infelizmente o projeto do nosso novo livro está exigindo muito do nosso tempo e atenção.

Hoje estou dando uma pausa para arejar a cabeça, deixando de lado por pouco tempo, o universo da estória do “Meu amigo Peter” (nome do livro).

Sendo assim, resolvi compartilhar com vocês um pouco da aula de ontem ministrada na Escola de Teologia. Nossa ênfase na história da igreja nesta aula deu-se no ensino da “regeneração batismal” e no batismo de criança, marcados historicamente a partir do século IV e V.

Muito se fala hoje sobre o batismo de criança em algumas denominações cristãs, mas quase nada é dito sobre sua origem e como ele ganhou força no mundo católico, permanecendo vivo, apesar de enganoso, por mais de 1700 anos em muitos lugares e na vida de muitas famílias que se quer, freqüentam a igreja católica. Sua presença é tão forte que mesmo pessoas de outras religiões embarcam nessa falácia, com o receio que sua ausência possa interferir de alguma forma no futuro ou na eternidade da criança.

O batismo infantil é conseqüência da aceitação do falso ensino da “regeneração batismal”, pelo qual a igreja católica, que ainda não era romana, começou a entender que o batismo poderia ajudar na regeneração da alma. Desta forma acreditava-se que o batismo era um agente ou meio de salvação. Sendo assim, quanto mais cedo fosse administrado o batismo nas pessoas, mais garantia cada um poderia ter da sua salvação. Foi então que surgiu o ”batismo infantil“. Por que esperar a idade adulta ou mesmo a velhice para ser batizado?

Em 416 d.C. o batismo infantil passou a ser compulsório em todo império romano, motivado por lei, legislada pela igreja que nesse momento encontrava-se casada com o poder temporal. Com a efetivação desta prática, dois princípios do Novo Testamento foram naturalmente abordados: - o do "batismo dos crentes" e o da "obediência voluntária ao batismo".

Amados deixo aqui uma dica para todas as igrejas: É necessário além da EBD, abrir mais espaços dentro da igreja para o ensino. Sem conhecimento nosso povo perece. Tem muita igreja lotada de gente que está perecendo sem saber.

Em Cristo
Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
pauloflecha1000@hotmail.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ESPAÇO LITERÁRIO - Um novo gênero na literatura cristã nacional que precisa de você.

Em primeiro lugar quero me desculpar pelo intervalo de tempo entre as últimas postagens. Normalmente escrevemos um texto diário ou no mais tardar, um a cada dois dias para nosso blog.

Esta assiduidade não é mantida por obrigação, mas por prazer em compartilhar com nossos visitantes uma cosmovisão bíblica sobre a vida em todos os seus sentidos.

Alguns destes textos, são selecionamos e enviamos por e.mail para todos os endereços que estão cadastrados como nossos contatos.Este por sinal é um deles, já que queremos contar com a oração dos diversos irmãos a favor do projeto que falaremos abaixo.

Nestes últimos dias estamos nos dedicando integralmente a fazer uma revisão, que consideramos final, no livro que estamos escrevendo chamado “Meu amigo Peter”. No meu entendimento ele é uma novidade no mercado literário nacional, já que utiliza o gênero da ficção para transmitir princípios bíblicos. Ele narra à estória de um jovem que passa por rejeição paterna, crise de gênero, insegurança profissional, encontro com Deus, reconstrução da sua personalidade, sucesso profissional na área de marketing, construção de amizades sadias, identificação de um ideal de vida e uma opção final pelo Reino de Deus. Tudo isso utilizando como apoio de construção uma comunidade cristã em Nova York e uma viagem ao Oriente por sete países.

Eu sou suspeito para falar, mas particularmente considero “Meu amigo Peter” um livro que terá grande aceitação, seja no universo cristão ou no secular. Seu valor também pode ser destacado pelo fato de ser uma leitura compatível com padrões literários secular. Ele é uma estória produzida com vários elementos da vida que pode interessar a “gregos e troianos”, sendo que dentro de todo este arcabouço, o escritor, que também é personagem, não abre mão dos valores espirituais e morais determinados por Deus no Evangelho.

Depois de falar da parte boa deste momento, preciso compartilhar com meus leitores, que possivelmente serão alguns dos futuros compradores do livro, sobre a parte frágil. Talvez você já tenha até identificado, já que ela sempre se tornar o “calcanhar de Aquiles” de todos os jovens escritores. Estamos falando da dificuldade de encontrar uma editora, de médio ou grande porte, que queira pelo menos avaliar nossa obra.

Por isso, conto com suas orações e também ação, já que você pode se tornar um caminho para que “Meu amigo Peter” chegue às livrarias. Outra vantagem dele em relação às editoras, que pode ajudar muito sua publicação, é que ele pode perfeitamente ser editado por uma editora cristã ou não, já que seu contexto foi elaborado de forma a construir princípios divinos sem que eles estejam tão evidentes, o que evita bloqueio em certas pessoas fora do universo cristão.

Bem em resumo peço a todos ajuda de oração e ação, quando for possível, nesta minha empreitada, que acredito ser também de Deus.

Em Cristo e até a próxima postagem, que deve demorar um pouco, como já expliquei acima.

Pr.Paulo Cesar Nogueira
Ministério Religare
Minreligare.blogspot.com
pauloflecha1000@hotmail.com
Facebook Paulo E Flávia Nogueira

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ESPAÇO REFLEXÃO - Qual das duas é a sua fórmula matemática?

Estamos sentindo falta dos comentários dos nossos visitantes aos textos e também de sua adesão ao nosso grupo de seguidores no blog, twitter e facebook. Desejamos interagir com você.

Conhecer e estudar a história da igreja deveria ser requisito obrigatório para todo cristão que freqüenta uma denominação cristã.

 Além de outras tantas reflexões que este aprendizado nos traz, ele nos ajuda a entender que dentro de cada igreja local sempre existiram dois tipos de crentes.O primeiro é do tipo ele +Cristo e ponto final. O segundo tem um pequeno acréscimo nesta “fórmula matemática”, que faz muita diferença na forma de ser cristão: ele + Cristo + o Reino de Cristo. Este tipo de cristão é muito mais completo que o primeiro, já que sua vida se movimenta na velocidade, módulo, direção e sentido que beneficia também Reino, e não somente seus próprios interesses. Ter visão de Reino faz nossos pés se desprenderem do chão, o que nos torna pessoas com um tipo de caráter mais próximo daquele revelado por Cristo.
 
Como podemos concluir ao estudar a história da igreja, esta composição (ou melhor, conceituando, estes dois perfis) não é uma coisa recente de nossos dias ou um produto derivado do neopentecostalismo, que surgiu na década de 60 no século XX, mas uma característica que acompanha a igreja desde sua formação, nos dias de pentecoste ou num outro marco, dependendo do seu entendimento sobre o início da Igreja, que não é tema em questão neste momento.
No ano 27 da era cristã Jesus teve que lidar com esses dois perfis ao começar a juntar o rebanho do Pai, bem como seus apóstolos, herdeiros desta função, além dos bispos que o seguiram, presbíteros e toda linha de sucessão que venho a partir de então.

A primeira pergunta que pode surgir neste momento na cabeça do leitor é: “Se foi sempre assim, por que falar sobre o assunto?” Minha resposta é que estas duas posições não são estáticas na vida dos irmãos, cada um de nós pode mudar de uma posição para outra ao longo do tempo. Evidentemente, que uma mudança da primeira categoria para a segunda (que é mais completa, já que entroniza junto com a relação com Cristo a preocupação com o Reino) é bem-vinda em todos os sentidos, já que ela é mais completa, dentro da perspectiva do Evangelho.

Outra questão que pode ser levantada, já que poucas são as pessoas que param para pensar em assuntos deste tipo, é: “como saber onde estou inserido?”. Esta é verdadeiramente uma boa pergunta e também muito oportuna, que merece toda nossa atenção ao ser respondida, já que ela traz aos nossos leitores uma grande oportunidade de reavaliar sua relação com Deus, tendo a chance de melhorar de posição, até porque, cá entre nós, “Jesus merece o nosso melhor.”

Bem, podemos começar essa identificação avaliando o quanto estamos dispostos a nos privar(está palavra parece que dá choque em certos cristãos) de certas atitudes, pensamentos e comportamentos, para que em beneficio do Evangelho, ele seja considerado mais excelente diante de outras pessoas. Este item tem um grande peso nessa avaliação, já que ele interfere diretamente nas nossas vontades, colocando-as em segundo lugar na hora da tomada de decisão em nossas vidas.

Como bem nos alertou o apóstolo: “tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém”. Muitas vezes, para que o Reino seja alargado e almas sejam ganhas para Cristo, teremos que deixar de lado coisas que até não são pecado, mas que fortalecem nossa distância das coisas dos céus.

Quem pensa no Reino considera (avalia se é nobre ou não) o “peso” do lugar aonde vai (bar,shows, festas juninas, festas de uma maneira geral), o que assisti (na televisão, cinema,DVD, teatro, lutas), como fala (palavrões, agressividade, dureza) e sobre o que se fala(muitas vezes falamos até da boneca Barbie, mas de nada que glorifique e exalte o Senhor, trazendo-nos crescimento).

Para encerrar, talvez persista a seguinte pergunta: “Onde estou?”. Minha resposta para você é: reflita sobre cada item do “aonde ir”, “ o que se assisti”, “o que se fala e como se fala”, depois peça a Deus para iluminar a resposta em sua mente. Seja ela qual for, saiba que você pode mudar de lado, desde que seja para ser mais completo.

Em Cristo

Pr.Paulo Cesar Nogueira

Ministério Religare

Minreligare.blogspot.com

pauloflecha1000@hotmail.com

Facebook Paulo E Flávia Nogueira