A cruz e o cristão transcultural. Muito tem se discutido sobre os limites que devem ser definidos nas missões transculturais. Além disto, até mesmo quando falamos da nossa própria cultura, as opiniões são sempre polêmicas. Por isso, resolvemos compartilhar com você esse precioso texto do escritor D.A.Carson, da obra "A Cruz e o Ministério Cristão". Espero que o artigo possa ajudar você a pensar nestes limites.
Em Cristo Jesus
Pr.Paulo C. Nogueira
No século XIX, quando Hudson Taylor, o fundador da China Inland Mission (hoje, Overseas missionary fellowship), começou a usar cabelos longos e trançados, como os homens chineses da época, a vestir-se como eles e a comer os mesmos alimentos que eles comiam, foi zombado por muitos de seus colegas missionários. Mas Hudson havia meditado sobre o que era essencial ao Evangelho ( e portanto inegociável) e o que era uma expressão cultural que poderia ser um obstáculo desnecessário à proclamação eficaz do evangelho.
Para ser um cristão transcultural é importante que cresçamos em nossa compreensão das Escrituras e em nossa exposição a outras culturas, de modo que não vinculemos ao evangelho as nossas preferências culturais e as invistamos com a autoridade do evangelho. Não estamos dizendo que todos os elementos culturais são moralmente neutros. De maneira nenhuma. Toda cultura tem em si boas e más características. Pessoas ímpias podem manipular o apelo à cultura para perseguir os cristãos (como ocorreu, por exemplo, em Atos 16.20-21). Contudo é importante que o evangelista, plantador de igreja e testemunha de Cristo seja tão flexível quanto possível em cada cultura, para que o evangelho não pareça desnecessariamente esquisito no nível meramente cultural. Mas também é importante reconhecer os elementos pecaminosos na cultura, quando estes se manifestam, e entender como as normas bíblicas podem avaliá-los. Haverá ocasiões em que será necessário confrontar a cultura. Afinal de contas, apelar simplesmente às normas culturais, enquanto exigimos mais flexibilidade da parte dos cristãos, é apenas uma maneira de dizermos que o evangelho não tem o direito de julgar a cultura, e isso não produzirá bons resultados.
Para começarmos a julgar essas questões corretamente, precisamos saber que liberdades e restrições possuímos em Cristo Jesus.Temos que desenvolver uma compreensão firme da teologia bíblica.
Estamos abertos a convites para:
CONVITES SÃO ACEITOS INDEPENDENTE DO TAMANHO DE SUA IGREJA E LOCALIDADE DELA, SEJA NO BRASIL OU NO EXTERIOR. FALE CONOSCO ATRAVÉS DO E.MAIL(pauloflecha1000@hotmail.com)
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O que Jesus condenou foi o "JULGAMENTALISMO"
Muitos em nossos dias, ás vezes por conveniência e outras por falta de conhecimento, são contra qualquer tipo de julgamento, alegando que assim Jesus nos orientou. Mas fato é que essa história não é bem assim. Por isso, resolvemos trazer o comentário abaixo, para que essa questão possa ser iluminada na vida dos nossos visitantes.
Pr.Paulo C. Nogueira
Extraído do livro “A cruz e o Ministério Cristão”, D.A.Carson, páginas125 e 126.
Se considerarmos mais amplamente as Escrituras, acharemos facilmente passagens que proíbem o “julga” e outras passagens que o ordenam: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida que tiverdes medido, vos medirão também” (Mt.7.1-2). Por outro lado, ele disse: “ Não julgueis segundo aparência , e sim pela reta justiça” (Jo 7.24). Essa tensão contínua é bem forte em todo o Novo Testamento. Há muitas passagens que condenam o que podemos chamar de “julgamentalismo”. Ao mesmo tempo, um capítulo após outro exorta os cristãos a serem discernidores, a distinguirem o certo do errado, a buscarem o que é melhor, a exercerem disciplina na igreja, e assim por diante – funções que exigem o uso correto do julgamento.
Atingir o equilíbrio nesta área nunca foi fácil. Talvez se tornando ainda mais difícil em nossos dias, por conta do ataque violento do pluralismo. O tipo de pluralismo ao qual me refiro ensinar que todas as opiniões são iguais, de modo que a única opinião necessariamente errada é aquela que diz que a outra opinião está errada. Aplicada à religião, nenhuma fé tem o direito de afirmar que outra fé é errada, isso é visto como intolerante, fanático, ignorante. Nessa atmosfera as passagens bíblicas que condenam o julgamentalismo são regularmente mostradas como se fossem tudo o que a Bíblia diz sobre o assunto. Em muitos círculos hoje, “não julgueis, para que não sejais julgados”, tornou-se o versículo mais conhecido de toda a Bíblia, substituindo facilmente João 3.16. Todavia, eles esquecem comumente que, em seguida, Jesus falou aos seus discípulos: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas” (Mt.7.6); e isso pressupõe que alguém tem de julgar quem são os porcos e os cães. Em outras palavras, o pluralismo tem enviesado e investido grande quantidade de energia em apenas um lado do que a Bíblia apresenta.
Podemos ganhar estabilidade e equilíbrio se lembrarmos o tipo de pessoas que os dois lados abordam. Proibições dirigidas contra a atitude de julgar têm em vista a justiça própria das pessoas que desejam proteger o seu território. Essas pessoas são, com freqüência, muito legalistas, têm todas as respostas certas, querem desesperadamente elevar seu grupo acima dos outros e estão em perigo constante de usurparem o lugar de Deus. Em contraste, as exortações bíblicas no sentido de sermos discernidores ou julgarmos bem, em algumas circunstâncias, são dirigidas contra aquelas, em especial à Palavra de Deus. Essas pessoas costumam acompanhar a maioria, em vez de pensarem no que está envolvido na lealdade a Deus e à sua verdade, em determinado contexto cultura. É totalmente desastroso apelar ao julgamento quando a situação exige tolerância ou proibir todo julgamento quando isso é exatamente o que é necessário. Ambos os erros causam danos sérios à igreja e refletem uma mente indisposta a avaliar seu procedimento por meio do equilíbrio e sensatez da Palavra de Deus.
QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESSE TEMA.
Pr.Paulo C. Nogueira
Extraído do livro “A cruz e o Ministério Cristão”, D.A.Carson, páginas125 e 126.
Se considerarmos mais amplamente as Escrituras, acharemos facilmente passagens que proíbem o “julga” e outras passagens que o ordenam: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida que tiverdes medido, vos medirão também” (Mt.7.1-2). Por outro lado, ele disse: “ Não julgueis segundo aparência , e sim pela reta justiça” (Jo 7.24). Essa tensão contínua é bem forte em todo o Novo Testamento. Há muitas passagens que condenam o que podemos chamar de “julgamentalismo”. Ao mesmo tempo, um capítulo após outro exorta os cristãos a serem discernidores, a distinguirem o certo do errado, a buscarem o que é melhor, a exercerem disciplina na igreja, e assim por diante – funções que exigem o uso correto do julgamento.
Atingir o equilíbrio nesta área nunca foi fácil. Talvez se tornando ainda mais difícil em nossos dias, por conta do ataque violento do pluralismo. O tipo de pluralismo ao qual me refiro ensinar que todas as opiniões são iguais, de modo que a única opinião necessariamente errada é aquela que diz que a outra opinião está errada. Aplicada à religião, nenhuma fé tem o direito de afirmar que outra fé é errada, isso é visto como intolerante, fanático, ignorante. Nessa atmosfera as passagens bíblicas que condenam o julgamentalismo são regularmente mostradas como se fossem tudo o que a Bíblia diz sobre o assunto. Em muitos círculos hoje, “não julgueis, para que não sejais julgados”, tornou-se o versículo mais conhecido de toda a Bíblia, substituindo facilmente João 3.16. Todavia, eles esquecem comumente que, em seguida, Jesus falou aos seus discípulos: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas” (Mt.7.6); e isso pressupõe que alguém tem de julgar quem são os porcos e os cães. Em outras palavras, o pluralismo tem enviesado e investido grande quantidade de energia em apenas um lado do que a Bíblia apresenta.
Podemos ganhar estabilidade e equilíbrio se lembrarmos o tipo de pessoas que os dois lados abordam. Proibições dirigidas contra a atitude de julgar têm em vista a justiça própria das pessoas que desejam proteger o seu território. Essas pessoas são, com freqüência, muito legalistas, têm todas as respostas certas, querem desesperadamente elevar seu grupo acima dos outros e estão em perigo constante de usurparem o lugar de Deus. Em contraste, as exortações bíblicas no sentido de sermos discernidores ou julgarmos bem, em algumas circunstâncias, são dirigidas contra aquelas, em especial à Palavra de Deus. Essas pessoas costumam acompanhar a maioria, em vez de pensarem no que está envolvido na lealdade a Deus e à sua verdade, em determinado contexto cultura. É totalmente desastroso apelar ao julgamento quando a situação exige tolerância ou proibir todo julgamento quando isso é exatamente o que é necessário. Ambos os erros causam danos sérios à igreja e refletem uma mente indisposta a avaliar seu procedimento por meio do equilíbrio e sensatez da Palavra de Deus.
QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESSE TEMA.
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